Escritas

Lista de Poemas

Na minha jogada...



Com dois dribles simulo uma jogada empolgante
Remato forte com palavras bem abalizadas
Deixando em off side aquela finta desajeitada

Na marcação de um penalti pulsa a esperança
Porque a claque em suspense…por fim grita pujante
Goooloooo...explodindo numa alegria excitante

Frederico de Castro
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O efeito borboleta



Dentro do casulo do tempo eclodem
Silêncios bem metamorfoseados
Simbolizam a dilação de cada eco
Partitivo e bem escareado

Permeiam a noite duas gotículas de solidão
Além pousadas no semblante desta
Escuridão agora em plena remissão, pois
De joelhos a fé reverbera com muita comoção

A larvar neste silêncio quase dilatório sai da
Pupa amadurecida uma adulta ilusão radiante
Batendo suas asas daqui para um lugar distante

No meu jardim chegarão depois coloridas borboletas
Aos milhares, polinizando a esperança premente
Embelezada neste habitat da vida bruxuleando avidamente

Frederico de Castro
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No silêncio das árvores



À sombra de silêncios alheios cresce
Uma árvore imensa, cujos troncos se
Espreguiçam entre brisas auspiciosas e altivas

No feliz bafejar das folhas ondula um batuque
Exuberante impregnando a paisagem que além
Medra feliz, adornando sorrisos em plena peregrinação

Frederico de Castro
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Luz imprescindível



O dia lisonjeado, incendeia-se 

Pulsa ansioso, latejante e bem iluminado
Condensa num clarão de luz a química da 
Felicidade chegando ladeada por impreteríveis
Gomos de luz intangíveis e fascinados

Frederico de Castro
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A ser amor...



– A ser amor…
Tínhamos que sentir, sem ter que suportar
Satisfazer nossas almas em silêncio
Mesmo que por vezes incomunicáveis
Ver nelas repercutido nossos beijos insaciáveis

– A ser amor…
Tínhamos que desembarcar
No mar das noites longas
Navegar nas maresias da paixão
Confundindo-nos entre ondas que
Nas margens reverberam plenas de emoção

– A ser amor…
Teríamos que nunca padecer de saudade
Nunca perder nossa razão em razão da verdade
Ser imbatíveis na procura da liberdade
Fertilizar a vida e o amor repleto de criatividade
Com palavras engalfinhadas na serenidade

– A ser amor…
Vamos legitimar cada beijo sancionado
Abraçar a solidão que desabrocha inflacionada
Tempestuosa e prenhe de tenacidade, reerguendo
Na inóspita manhã, intimas luminescências
Ferozes, sagazes, bebericadas com unanimidade

– A ser amor…
Seriamos mais aperfeiçoados
Para nunca sequer conter nossas lágrimas
Assim que estas se debrusçassem  entre lençóis
Confidentes e apaixonados, ateando fogo à
Selva de desejos muito bem esmerilhados

– A ser amor…
Não haveria perdão ou castigo
Porque na mansão do amor se recriaria
Toda esta paixão nobre, fiel e equitativa
Adornando beijos e palavras tão superlativas

Frederico de Castro
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Olhos nos olhos



Às vezes a noite dura toda esta imensa escuridão
O tempo fenece atado a um queixume dilatado e
Gatafunhado em pasmadas palavras repletas de emoção

Olhos nos olhos tinjo os cílios da saudade mais
Bolorenta e periclitante, chapinhando entre brisas
Garridas, leve, levemente estrepitantes

Pendem na noite dois tristes segundos etéreos
Acarinhando o meu silêncio encaixotado na devoluta
Solidão onde espremo até ao tutano este desejo tão avultado

Incisiva e elegante sussurra a manhã apaixonada
Cogitando em nós uma caricia deveras desconcertada
Qual soluçante arritmia de palavras torrencialmente exaltadas

Frederico de Castro
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Palavras desatinadas




Deixo que os aromas primaveris revitalizem

Todos aqueles perfumes costurados em

Naperons de palavras tão apaixonadas

Colorindo os cílios da manhã chegando desatinada


Deixo a luz jorrar ainda que póstuma, refinada

Ainda que imatura, elegante e fascinada

Embrenhando-me depois na manhã loucamente

Indecifrável…absolutamente indisciplinada

Frederico de Castro
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Sombras cativas



Tenho o silêncio cativo nestas sombras
Além suspensas num gomo de luz refractado
Semeiam na escuridão tantas rectas acidentalmente
Geométricas…resplandecentemente simétricas

Quão enorme se tornou esta noite deixando no
Edifício das solidões a saudade colérica tão extenuada
Alimento para bárbaros silêncios noctívagos desidratarem
A memória já de si histérica, sulfúrica e atarantada

Mordiscadas ficaram as horas mais desorientadas
Porque decerto lastimam todas as partidas, todas as
Ausências dolorosas e inexoravelmente acicatadas

A manhã renasce altiva e deambula deslumbrante pelas
Planícies da vida arquitectando mil ilusões apaixonadas
Abrilhantando as palavras inebriantes, possessas…suplantadas

Frederico de Castro
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Além do mar...



Além do mar bramir, escancara-se
De par em par um poente ígneo
Saturado e bem inspirado

Dilacera cada gomo de luz mais
Reflexivo e acurado, navegando na noite
Entre pequenos desejos felizes e regenerados

Frederico de Castro
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Além da luz...



Além da luz morre toda a claridade
Obscurecida por esta solidão latente
Oblíqua e tão omnipresente

Além da luz desfalece dolorosa uma hora
Fugidia tão rigorosa, deixando na osmose dos
Silêncios uma palavra irrequieta e tão medrosa

Além da luz recobra uma ilusão poética e fervorosa
É sedutora, é audaz é viciante e tão glamorosa
Jamais abdica de uma caricia desejada e cheia de prosa

Além da luz amanhece a manhã desvairada e conflitante
Ostenta uma subtil e quântica solidão que se esvai ofegante
Num gentil gomo de esperança apaixonada e muito empolgante

Frederico de Castro
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Comentários (3)

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asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!