Lista de Poemas
Avise aos amigos
Tanto quão tanto que não me sustento
Santo tão santo que atrevo o zombar
Saiba tão tanto que em si é tão pouco
A vida me trouxe e já quero voltar
Risco e arrisco, decolo a nave
Fico e agito, e não posso parar
Se há ventos sou vela, se há praias sou mar
Nave que é nave só quer velejar
Ouso e não ouço, estou rouco em silêncio
Ouço tão pouco e não quero falar
Ouço a tão poucos e mais quero ouvi-los
Poucos são muitos, são de emocionar
Flerto os segundos e me perco nas horas
O instante é tudo, solene inspirar
Vou lépido, vai vida, vou só, vou embora
Pois vale o risco, destino arriscar
De longe vai vela
Vou nela, vou forte
Riscando horizontes
Despertar, despertar ...
Flavio 14/12/2018
Santo tão santo que atrevo o zombar
Saiba tão tanto que em si é tão pouco
A vida me trouxe e já quero voltar
Risco e arrisco, decolo a nave
Fico e agito, e não posso parar
Se há ventos sou vela, se há praias sou mar
Nave que é nave só quer velejar
Ouso e não ouço, estou rouco em silêncio
Ouço tão pouco e não quero falar
Ouço a tão poucos e mais quero ouvi-los
Poucos são muitos, são de emocionar
Flerto os segundos e me perco nas horas
O instante é tudo, solene inspirar
Vou lépido, vai vida, vou só, vou embora
Pois vale o risco, destino arriscar
De longe vai vela
Vou nela, vou forte
Riscando horizontes
Despertar, despertar ...
Flavio 14/12/2018
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Como heróis nos sentimos (tributo a Freddy Mercury)
Como heróis nos sentimos
Mas, folhas nos tornamos
Predestinados aos impulsos
Conscientizados perdemos os sonhos
(envelhecemos e amadurecemos)
Não há mais outonos, meu amigo
Aquela fresca brisa das montanhas
Doravante será gélida e eterna
Ou fervente, no âmago de nossas almas
(sonhadoras)
Não há mais a possibilidade para o equilíbrio
Não somos nem temos mais heróis
Somos falhos, previsíveis e constantes
Somos náufragos, sensíveis e mutantes
Somos da raça humana
Uns mais, outros menos (sensíveis)
Mas todos residentes nos mesmos códons
Todos sensíveis das mesmas aflições
Todos alinhados ao mesmo destino
Todos descendentes da mesma história
Quando ávidos e atrevidos ...
Quanto fugazes e imorais ...
Incontrolados e geniais
Por vezes, rotulados de heróis
Mas quando do último suspiro
Do penúltimo sofrimento
Somos meramente humanos
Sensíveis homens fabricados para a derrota final
Ótica devastadora e impiedosa
Para a grande parte da humanidade (inconsciente)
Heróica e míope
Sem humildade própria
Fabricamos líderes.
Fabricamos heróis.
Fabricamos vencedores.
Fabricamos fábricas de sonhos
Capitalizamos matéria
Compramos sonhos
Capitalizamos ídolos
E nos encontramos com a decepção
Ah se fossemos apenas heróis
Simples heróis
Apenas Hércules
Sem Heras, mas com Marias
Apenas humanos
De sentimentos elevados
Com destinos indecisos
De sonhos confessos
Com sorrisos singulares
Com respeito à morte
De certo seríamos
Mais que Mercúrio,
Meu caro Fred
Seríamos apenas ...
simples heróis.
Flavio 4/09/2006
Mas, folhas nos tornamos
Predestinados aos impulsos
Conscientizados perdemos os sonhos
(envelhecemos e amadurecemos)
Não há mais outonos, meu amigo
Aquela fresca brisa das montanhas
Doravante será gélida e eterna
Ou fervente, no âmago de nossas almas
(sonhadoras)
Não há mais a possibilidade para o equilíbrio
Não somos nem temos mais heróis
Somos falhos, previsíveis e constantes
Somos náufragos, sensíveis e mutantes
Somos da raça humana
Uns mais, outros menos (sensíveis)
Mas todos residentes nos mesmos códons
Todos sensíveis das mesmas aflições
Todos alinhados ao mesmo destino
Todos descendentes da mesma história
Quando ávidos e atrevidos ...
Quanto fugazes e imorais ...
Incontrolados e geniais
Por vezes, rotulados de heróis
Mas quando do último suspiro
Do penúltimo sofrimento
Somos meramente humanos
Sensíveis homens fabricados para a derrota final
Ótica devastadora e impiedosa
Para a grande parte da humanidade (inconsciente)
Heróica e míope
Sem humildade própria
Fabricamos líderes.
Fabricamos heróis.
Fabricamos vencedores.
Fabricamos fábricas de sonhos
Capitalizamos matéria
Compramos sonhos
Capitalizamos ídolos
E nos encontramos com a decepção
Ah se fossemos apenas heróis
Simples heróis
Apenas Hércules
Sem Heras, mas com Marias
Apenas humanos
De sentimentos elevados
Com destinos indecisos
De sonhos confessos
Com sorrisos singulares
Com respeito à morte
De certo seríamos
Mais que Mercúrio,
Meu caro Fred
Seríamos apenas ...
simples heróis.
Flavio 4/09/2006
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Pero hay gobierno acá
Há meninos descalços e com fome
Há meninos perdidos e carentes
Há meninos risonhos e órfãos
¿Pero hay un gobierno acá?
Esta ruas tão sujas, sem sarjetas
Quebradiças, tortuosas, mal cheirosas
Onde se gospe, se mija e se entulha lixo
¿Habrá un gobierno acá?
Estas casas sem água e sem tetos
Com famílias quebradas e vadias
Onde a prostituição é um emprego, por certo
No lo creo, no hay un gobierno acá
Não se estuda, não se fala correto
Não se pensa, só se vive o incerto
Não se ensina e não se ousa a revolta
Más que seguro, no hay un gobierno acá
Nada se sabe, o resto é televisão
Não há charme, só na tele-novela
A vida é trapo, são ratos, tudo brega
¿Pero hay un gobierno acá?
Uma mão, solidária, solitária, é mais que suficiente
Um minuto de seu tempo é um santo esplendor
Uma rosa, um sorriso, cem reais, compra o amor
Pero, dicen que hay un gobierno acá
Não me canso, não ouso, nem mais penso
Não resisto, não insisto, nem reflito
Não afugento sonhos e ideais
Pois deparei-me com o desespero nos rostos
E no espelho vi a última resposa
El gobierno de acá somos nosotros
25/6/2005
Cuiabá, 25/6/2005
Há meninos perdidos e carentes
Há meninos risonhos e órfãos
¿Pero hay un gobierno acá?
Esta ruas tão sujas, sem sarjetas
Quebradiças, tortuosas, mal cheirosas
Onde se gospe, se mija e se entulha lixo
¿Habrá un gobierno acá?
Estas casas sem água e sem tetos
Com famílias quebradas e vadias
Onde a prostituição é um emprego, por certo
No lo creo, no hay un gobierno acá
Não se estuda, não se fala correto
Não se pensa, só se vive o incerto
Não se ensina e não se ousa a revolta
Más que seguro, no hay un gobierno acá
Nada se sabe, o resto é televisão
Não há charme, só na tele-novela
A vida é trapo, são ratos, tudo brega
¿Pero hay un gobierno acá?
Uma mão, solidária, solitária, é mais que suficiente
Um minuto de seu tempo é um santo esplendor
Uma rosa, um sorriso, cem reais, compra o amor
Pero, dicen que hay un gobierno acá
Não me canso, não ouso, nem mais penso
Não resisto, não insisto, nem reflito
Não afugento sonhos e ideais
Pois deparei-me com o desespero nos rostos
E no espelho vi a última resposa
El gobierno de acá somos nosotros
25/6/2005
Cuiabá, 25/6/2005
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Dedicarás a um
Dedicarás a um
Ancorarás em um
Paixão é só prá um
Um coração
Vermelho desta paixão
Irresistível, inquebrantável
Pulsante ora dormente
Do sossego à exaustão
Infinito será nosso amor
Por segundos que seja assim
No sonho estarás tão próxima
Abraçada, atracada em mim
Perdida em doces emoções
Perdida em loucas maneiras
Que fluem em fortes reações
Saltando de ti pelas veias ...
Ondas batem como avisos
Navegando nas essências
Vou ser teu descobridor...
Ancorado ora em risos
Como encontro resistência !
Ancorado ora em dor
E zarpo ventre abaixo
Queimando teu corpo em notas
Sussurros só para ti
Confidências inaudíveis
Maresias e suspiros
Convulsões e maremotos
Que ferem ambos os peitos
Num último tiro
Um grito !
Que ousou chamar de amor ...
18/07/98
Ancorarás em um
Paixão é só prá um
Um coração
Vermelho desta paixão
Irresistível, inquebrantável
Pulsante ora dormente
Do sossego à exaustão
Infinito será nosso amor
Por segundos que seja assim
No sonho estarás tão próxima
Abraçada, atracada em mim
Perdida em doces emoções
Perdida em loucas maneiras
Que fluem em fortes reações
Saltando de ti pelas veias ...
Ondas batem como avisos
Navegando nas essências
Vou ser teu descobridor...
Ancorado ora em risos
Como encontro resistência !
Ancorado ora em dor
E zarpo ventre abaixo
Queimando teu corpo em notas
Sussurros só para ti
Confidências inaudíveis
Maresias e suspiros
Convulsões e maremotos
Que ferem ambos os peitos
Num último tiro
Um grito !
Que ousou chamar de amor ...
18/07/98
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Só sei que sei e que muito não sei
Não sei por onde ando, se tropeço ou me adianto
Não sei.
Vejo aves voando, prazer de ver, não de voar.
Vejo cavalos correndo, prazer de aqui estar, não de correr.
Mas tenho o que eles não têm,
O prazer de pensar.
Não sei por que tombo, mas lépido me levanto.
Eu sei me levantar.
Fecho os olhos e sinto tua fragrância,
Adormeço e me enriqueço em pensamentos e sonhos,
Concentro-me, e não preciso ver, cheirar ou tatear
Mas quanto me falta a falta do sentir.
Não sei por que evoluo, mas sinto uma enorme aflição na estagnação:
E me vou
Vou me levando
E jamais volto.
Se você parte, parte contigo algo de mim, a te ladear,
Jamais estarás sós,
Jamais estarei só.
Se outros ficam, ora me ausento, noutras me apresento,
Quer chuva, sol ou relento ...
Presente estou.
E sempre estarei.
Ora distante ora tão acerca,
Cerco-me de poucos amigos
e dos pensamentos
dos pensamentos
dos pensamentos
E a mim me basta
E sorrio.
Não sei por onde ando, se tropeço ou me adianto
Não sei por que tombo, mas lépido me levanto
E sei, naufragado na dúvida, por aqui estou.
E sorrio.
Eu sei, conhecendo tuas dúvidas, onde estás
Por favor: sorria.
Se tu partes, eu parto
Se tu pensas, cá estou a pensar
Sintonize estas palavras
Se outros te agridem
Protejo
Te vejo
Onipresente pensamento!
Sim ... não te esqueço, jamais.
Flavio Lichtenstein
Boa viagem Gabi
18/08/2017
Não sei.
Vejo aves voando, prazer de ver, não de voar.
Vejo cavalos correndo, prazer de aqui estar, não de correr.
Mas tenho o que eles não têm,
O prazer de pensar.
Não sei por que tombo, mas lépido me levanto.
Eu sei me levantar.
Fecho os olhos e sinto tua fragrância,
Adormeço e me enriqueço em pensamentos e sonhos,
Concentro-me, e não preciso ver, cheirar ou tatear
Mas quanto me falta a falta do sentir.
Não sei por que evoluo, mas sinto uma enorme aflição na estagnação:
E me vou
Vou me levando
E jamais volto.
Se você parte, parte contigo algo de mim, a te ladear,
Jamais estarás sós,
Jamais estarei só.
Se outros ficam, ora me ausento, noutras me apresento,
Quer chuva, sol ou relento ...
Presente estou.
E sempre estarei.
Ora distante ora tão acerca,
Cerco-me de poucos amigos
e dos pensamentos
dos pensamentos
dos pensamentos
E a mim me basta
E sorrio.
Não sei por onde ando, se tropeço ou me adianto
Não sei por que tombo, mas lépido me levanto
E sei, naufragado na dúvida, por aqui estou.
E sorrio.
Eu sei, conhecendo tuas dúvidas, onde estás
Por favor: sorria.
Se tu partes, eu parto
Se tu pensas, cá estou a pensar
Sintonize estas palavras
Se outros te agridem
Protejo
Te vejo
Onipresente pensamento!
Sim ... não te esqueço, jamais.
Flavio Lichtenstein
Boa viagem Gabi
18/08/2017
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Admiração do tempo
Pensar na lua cheia
Na lua prateada
Na estrela tão distante
Na luz que há muito foi
Pensar no cosmo eterno
No velho à calçada
No tempo deformado
Que marca a todos nós
Pensar no movimento
Nas rugas de tua face
Pensar nos argumentos
Da desculpa que se foi
É o pensar de tudo
Num infinito sem ira
Num sorriso bem alegre
Sem transparência e sem intriga
Eu faço isto todo tempo
Eu faço isto toda hora
Eu olho céu
Eu olho o mar
Eu vivo a vida
E o seu passar
Me entristeço
Me alegro
E volto logo a cortejar
Flavio 19/8/80 < música >
Na lua prateada
Na estrela tão distante
Na luz que há muito foi
Pensar no cosmo eterno
No velho à calçada
No tempo deformado
Que marca a todos nós
Pensar no movimento
Nas rugas de tua face
Pensar nos argumentos
Da desculpa que se foi
É o pensar de tudo
Num infinito sem ira
Num sorriso bem alegre
Sem transparência e sem intriga
Eu faço isto todo tempo
Eu faço isto toda hora
Eu olho céu
Eu olho o mar
Eu vivo a vida
E o seu passar
Me entristeço
Me alegro
E volto logo a cortejar
Flavio 19/8/80 < música >
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A outra cidade
Creio que a ignorância é a pior dor
Creio que a negligência é uma agonia
Penso que a vida não foi dada por um favor
Penso que o amor é certeira simpatia
Aquele que não busca o saber de certo é ignorante
Aquele que não tenta destruir o sofrer, estará perdido
Pois a desorientação é fatal e agravante
Àquele ser, pois em seu interior quase tudo está transcrito
Ai como eu queria tudo saber!
Minha personalidade é uma utopia
Mas o psi-rendimento ao meu ver
Será o que fiz sobre o que faria
Tentarei construir um mundo só para mim
Com algumas semelhanças como vejo aí fora
Será um mundo certo-errado, lindo-triste, será assim
Mas uma coisa é certa: o sofrer não virá em boa hora
Terá flores vivas, belas e também as feias
Terá pedras fortes e de certo alguma lasca
Há de ter águas circundadas por areias
Mas só um gume há de ter a minha faca
Os caminhos sempre longos contemplam raras bifurcações
Dúvidas a serem discutidas por toda a sociedade
Ninguém será mais ou menos nas discussões
Pois o aceito do diverso aniquila qualquer vaidade
Cada ser terá seu lugar e seus próprios sonhos
Atos serão autênticos e os ridículos serão aceitos
Cada lugar meu, também será seu, e sem remorso
Pois o que vale é a ação, é a construção e novos feitos
Ousaria pensar, que todos terão os mesmo direitos
E todos tomarão ações distintas
E cada atitude terá seu próprio efeito
E cada assinatura terá fundamento e não só tinta
Efeitos diversos e ora defeituosos para uns
Podem ser religiões, regras ou leis para outros
Mas as conseqüências das atitudes de alguns
Não serão levianamente analisadas por pensamentos roucos
O preto, com certeza será mais negro
O branco, sem falta de dúvida será mais alvo
O ócio terá como irmão um ente leigo
E um artista terá como leito seu próprio palco
Mas, a verdadeira função será prosperar
Que os loucos de pensamentos dêem suas idéias
Que as donas de casa reflitam ao sabor de suas geléias
E que a vida não distorça o menu de nossa epopéia
Que o cego, com sua bengala enxergue mais longe
Que o trabalhador cansado, acorde revigorado
Que o medroso tenha a oportunidade de nunca lutar
E que os materialistas nunca se sintam mal amados
Pois facultativo é ou poderá ser
O querer de alguma ação
E se este dia acordar o singelo ser
É porque será permitida uma tênue vocação
E que se corra rápido por esta nublada estrada
Com segurança duvidosa, mas rara e exata
Não se desestimule em excessivas paradas
Pois mente inerte transforma linhas em erratas
Naquele meu livro, naquela minha terra
Haverá capítulos, emoções e duas cidades
Uma para se evoluir e prosperar à vera
E outra superlotada de vaidades
Todos nascerão, por certo, em suas igrejas
E logo aprenderão por onde e como sobreviver
Mas vacilarão no tiro ao alvo de cada cena
Pois já diria Guimarães: como é difícil viver.
25/10/2003
Creio que a negligência é uma agonia
Penso que a vida não foi dada por um favor
Penso que o amor é certeira simpatia
Aquele que não busca o saber de certo é ignorante
Aquele que não tenta destruir o sofrer, estará perdido
Pois a desorientação é fatal e agravante
Àquele ser, pois em seu interior quase tudo está transcrito
Ai como eu queria tudo saber!
Minha personalidade é uma utopia
Mas o psi-rendimento ao meu ver
Será o que fiz sobre o que faria
Tentarei construir um mundo só para mim
Com algumas semelhanças como vejo aí fora
Será um mundo certo-errado, lindo-triste, será assim
Mas uma coisa é certa: o sofrer não virá em boa hora
Terá flores vivas, belas e também as feias
Terá pedras fortes e de certo alguma lasca
Há de ter águas circundadas por areias
Mas só um gume há de ter a minha faca
Os caminhos sempre longos contemplam raras bifurcações
Dúvidas a serem discutidas por toda a sociedade
Ninguém será mais ou menos nas discussões
Pois o aceito do diverso aniquila qualquer vaidade
Cada ser terá seu lugar e seus próprios sonhos
Atos serão autênticos e os ridículos serão aceitos
Cada lugar meu, também será seu, e sem remorso
Pois o que vale é a ação, é a construção e novos feitos
Ousaria pensar, que todos terão os mesmo direitos
E todos tomarão ações distintas
E cada atitude terá seu próprio efeito
E cada assinatura terá fundamento e não só tinta
Efeitos diversos e ora defeituosos para uns
Podem ser religiões, regras ou leis para outros
Mas as conseqüências das atitudes de alguns
Não serão levianamente analisadas por pensamentos roucos
O preto, com certeza será mais negro
O branco, sem falta de dúvida será mais alvo
O ócio terá como irmão um ente leigo
E um artista terá como leito seu próprio palco
Mas, a verdadeira função será prosperar
Que os loucos de pensamentos dêem suas idéias
Que as donas de casa reflitam ao sabor de suas geléias
E que a vida não distorça o menu de nossa epopéia
Que o cego, com sua bengala enxergue mais longe
Que o trabalhador cansado, acorde revigorado
Que o medroso tenha a oportunidade de nunca lutar
E que os materialistas nunca se sintam mal amados
Pois facultativo é ou poderá ser
O querer de alguma ação
E se este dia acordar o singelo ser
É porque será permitida uma tênue vocação
E que se corra rápido por esta nublada estrada
Com segurança duvidosa, mas rara e exata
Não se desestimule em excessivas paradas
Pois mente inerte transforma linhas em erratas
Naquele meu livro, naquela minha terra
Haverá capítulos, emoções e duas cidades
Uma para se evoluir e prosperar à vera
E outra superlotada de vaidades
Todos nascerão, por certo, em suas igrejas
E logo aprenderão por onde e como sobreviver
Mas vacilarão no tiro ao alvo de cada cena
Pois já diria Guimarães: como é difícil viver.
25/10/2003
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Brisas
Brisas,
Ventos do sudeste
Ferem meu agreste
Árido sertão
Chuva,
Cai bem lentamente
Rouba desta gente
Muita gratidão
Em outro lugar
És forte, és bela
Chuva primavera
Água é vida e flor
Mas neste lugar
Só o pó é regra
E a vida desta terra
É um sonho seco e dor
25/10/2003 < música >
Ventos do sudeste
Ferem meu agreste
Árido sertão
Chuva,
Cai bem lentamente
Rouba desta gente
Muita gratidão
Em outro lugar
És forte, és bela
Chuva primavera
Água é vida e flor
Mas neste lugar
Só o pó é regra
E a vida desta terra
É um sonho seco e dor
25/10/2003 < música >
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BÚSSOLA
Prepare o barco
Vamos viver
Arrume as velas
Só velejar
Quadrante norte
No leste sol
Conhecer o mar
...
chhh-chhh
....
Com a força do ar
E vai, vai
Barco sai
Afunda na brisa
Desliza na água
Na risca do rumo
Do rumo que vai
Prá ilha distante
Vai
E vai, vai
Barco sai
Longínquo quadrante
Nordeste infinito
Das sereias belas
Dos mitos corais
Dos mitos corais!
Não volte jamais!
29/8/1980
Vamos viver
Arrume as velas
Só velejar
Quadrante norte
No leste sol
Conhecer o mar
...
chhh-chhh
....
Com a força do ar
E vai, vai
Barco sai
Afunda na brisa
Desliza na água
Na risca do rumo
Do rumo que vai
Prá ilha distante
Vai
E vai, vai
Barco sai
Longínquo quadrante
Nordeste infinito
Das sereias belas
Dos mitos corais
Dos mitos corais!
Não volte jamais!
29/8/1980
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