A outra cidade
Creio que a ignorância é a pior dor
Creio que a negligência é uma agonia
Penso que a vida não foi dada por um favor
Penso que o amor é certeira simpatia
Aquele que não busca o saber de certo é ignorante
Aquele que não tenta destruir o sofrer, estará perdido
Pois a desorientação é fatal e agravante
Àquele ser, pois em seu interior quase tudo está transcrito
Ai como eu queria tudo saber!
Minha personalidade é uma utopia
Mas o psi-rendimento ao meu ver
Será o que fiz sobre o que faria
Tentarei construir um mundo só para mim
Com algumas semelhanças como vejo aí fora
Será um mundo certo-errado, lindo-triste, será assim
Mas uma coisa é certa: o sofrer não virá em boa hora
Terá flores vivas, belas e também as feias
Terá pedras fortes e de certo alguma lasca
Há de ter águas circundadas por areias
Mas só um gume há de ter a minha faca
Os caminhos sempre longos contemplam raras bifurcações
Dúvidas a serem discutidas por toda a sociedade
Ninguém será mais ou menos nas discussões
Pois o aceito do diverso aniquila qualquer vaidade
Cada ser terá seu lugar e seus próprios sonhos
Atos serão autênticos e os ridículos serão aceitos
Cada lugar meu, também será seu, e sem remorso
Pois o que vale é a ação, é a construção e novos feitos
Ousaria pensar, que todos terão os mesmo direitos
E todos tomarão ações distintas
E cada atitude terá seu próprio efeito
E cada assinatura terá fundamento e não só tinta
Efeitos diversos e ora defeituosos para uns
Podem ser religiões, regras ou leis para outros
Mas as conseqüências das atitudes de alguns
Não serão levianamente analisadas por pensamentos roucos
O preto, com certeza será mais negro
O branco, sem falta de dúvida será mais alvo
O ócio terá como irmão um ente leigo
E um artista terá como leito seu próprio palco
Mas, a verdadeira função será prosperar
Que os loucos de pensamentos dêem suas idéias
Que as donas de casa reflitam ao sabor de suas geléias
E que a vida não distorça o menu de nossa epopéia
Que o cego, com sua bengala enxergue mais longe
Que o trabalhador cansado, acorde revigorado
Que o medroso tenha a oportunidade de nunca lutar
E que os materialistas nunca se sintam mal amados
Pois facultativo é ou poderá ser
O querer de alguma ação
E se este dia acordar o singelo ser
É porque será permitida uma tênue vocação
E que se corra rápido por esta nublada estrada
Com segurança duvidosa, mas rara e exata
Não se desestimule em excessivas paradas
Pois mente inerte transforma linhas em erratas
Naquele meu livro, naquela minha terra
Haverá capítulos, emoções e duas cidades
Uma para se evoluir e prosperar à vera
E outra superlotada de vaidades
Todos nascerão, por certo, em suas igrejas
E logo aprenderão por onde e como sobreviver
Mas vacilarão no tiro ao alvo de cada cena
Pois já diria Guimarães: como é difícil viver.
25/10/2003
Creio que a negligência é uma agonia
Penso que a vida não foi dada por um favor
Penso que o amor é certeira simpatia
Aquele que não busca o saber de certo é ignorante
Aquele que não tenta destruir o sofrer, estará perdido
Pois a desorientação é fatal e agravante
Àquele ser, pois em seu interior quase tudo está transcrito
Ai como eu queria tudo saber!
Minha personalidade é uma utopia
Mas o psi-rendimento ao meu ver
Será o que fiz sobre o que faria
Tentarei construir um mundo só para mim
Com algumas semelhanças como vejo aí fora
Será um mundo certo-errado, lindo-triste, será assim
Mas uma coisa é certa: o sofrer não virá em boa hora
Terá flores vivas, belas e também as feias
Terá pedras fortes e de certo alguma lasca
Há de ter águas circundadas por areias
Mas só um gume há de ter a minha faca
Os caminhos sempre longos contemplam raras bifurcações
Dúvidas a serem discutidas por toda a sociedade
Ninguém será mais ou menos nas discussões
Pois o aceito do diverso aniquila qualquer vaidade
Cada ser terá seu lugar e seus próprios sonhos
Atos serão autênticos e os ridículos serão aceitos
Cada lugar meu, também será seu, e sem remorso
Pois o que vale é a ação, é a construção e novos feitos
Ousaria pensar, que todos terão os mesmo direitos
E todos tomarão ações distintas
E cada atitude terá seu próprio efeito
E cada assinatura terá fundamento e não só tinta
Efeitos diversos e ora defeituosos para uns
Podem ser religiões, regras ou leis para outros
Mas as conseqüências das atitudes de alguns
Não serão levianamente analisadas por pensamentos roucos
O preto, com certeza será mais negro
O branco, sem falta de dúvida será mais alvo
O ócio terá como irmão um ente leigo
E um artista terá como leito seu próprio palco
Mas, a verdadeira função será prosperar
Que os loucos de pensamentos dêem suas idéias
Que as donas de casa reflitam ao sabor de suas geléias
E que a vida não distorça o menu de nossa epopéia
Que o cego, com sua bengala enxergue mais longe
Que o trabalhador cansado, acorde revigorado
Que o medroso tenha a oportunidade de nunca lutar
E que os materialistas nunca se sintam mal amados
Pois facultativo é ou poderá ser
O querer de alguma ação
E se este dia acordar o singelo ser
É porque será permitida uma tênue vocação
E que se corra rápido por esta nublada estrada
Com segurança duvidosa, mas rara e exata
Não se desestimule em excessivas paradas
Pois mente inerte transforma linhas em erratas
Naquele meu livro, naquela minha terra
Haverá capítulos, emoções e duas cidades
Uma para se evoluir e prosperar à vera
E outra superlotada de vaidades
Todos nascerão, por certo, em suas igrejas
E logo aprenderão por onde e como sobreviver
Mas vacilarão no tiro ao alvo de cada cena
Pois já diria Guimarães: como é difícil viver.
25/10/2003
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