Só sei que sei e que muito não sei

Não sei por onde ando, se tropeço ou me adianto
Não sei.
Vejo aves voando, prazer de ver, não de voar.
Vejo cavalos correndo, prazer de aqui estar, não de correr.
Mas tenho o que eles não têm,
O prazer de pensar.

Não sei por que tombo, mas lépido me levanto.
Eu sei me levantar.
Fecho os olhos e sinto tua fragrância,
Adormeço e me enriqueço em pensamentos e sonhos,
Concentro-me, e não preciso ver, cheirar ou tatear
Mas quanto me falta a falta do sentir.

Não sei por que evoluo, mas sinto uma enorme aflição na estagnação:
E me vou
Vou me levando
E jamais volto.

Se você parte, parte contigo algo de mim, a te ladear,
Jamais estarás sós,
Jamais estarei só.
Se outros ficam, ora me ausento, noutras me apresento,

Quer chuva, sol ou relento ...
Presente estou.
E sempre estarei.
Ora distante ora tão acerca,
Cerco-me de poucos amigos
e dos pensamentos
dos pensamentos
dos pensamentos
E a mim me basta
E sorrio.

Não sei por onde ando, se tropeço ou me adianto
Não sei por que tombo, mas lépido me levanto
E sei, naufragado na dúvida, por aqui estou.
E sorrio.
Eu sei, conhecendo tuas dúvidas, onde estás
Por favor: sorria.

Se tu partes, eu parto
Se tu pensas, cá estou a pensar
Sintonize estas palavras

Se outros te agridem
Protejo
Te vejo
Onipresente pensamento!
Sim ... não te esqueço, jamais.


Flavio Lichtenstein
Boa viagem Gabi
18/08/2017


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