Como heróis nos sentimos (tributo a Freddy Mercury)

Como heróis nos sentimos
Mas, folhas nos tornamos
Predestinados aos impulsos
Conscientizados perdemos os sonhos
(envelhecemos e amadurecemos)

Não há mais outonos, meu amigo
Aquela fresca brisa das montanhas
Doravante será gélida e eterna
Ou fervente, no âmago de nossas almas
(sonhadoras)

Não há mais a possibilidade para o equilíbrio
Não somos nem temos mais heróis
Somos falhos, previsíveis e constantes
Somos náufragos, sensíveis e mutantes

Somos da raça humana
Uns mais, outros menos (sensíveis)
Mas todos residentes nos mesmos códons
Todos sensíveis das mesmas aflições
Todos alinhados ao mesmo destino
Todos descendentes da mesma história

Quando ávidos e atrevidos ...
Quanto fugazes e imorais ...
Incontrolados e geniais
Por vezes, rotulados de heróis

Mas quando do último suspiro
Do penúltimo sofrimento
Somos meramente humanos
Sensíveis homens fabricados para a derrota final

Ótica devastadora e impiedosa
Para a grande parte da humanidade (inconsciente)
Heróica e míope
Sem humildade própria

Fabricamos líderes.
Fabricamos heróis.
Fabricamos vencedores.
Fabricamos fábricas de sonhos

Capitalizamos matéria
Compramos sonhos
Capitalizamos ídolos
E nos encontramos com a decepção

Ah se fossemos apenas heróis
Simples heróis
Apenas Hércules
Sem Heras, mas com Marias
Apenas humanos

De sentimentos elevados
Com destinos indecisos
De sonhos confessos
Com sorrisos singulares
Com respeito à morte

De certo seríamos
Mais que Mercúrio,
Meu caro Fred
Seríamos apenas ...
simples heróis.

Flavio 4/09/2006
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