Biografia
Canto versos sem me perguntar, sem procurar, sendo o quanto há de ser sem algemas
Lista de Poemas
Total de poemas: 40
•
Página 2 de 4
MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO
Enquanto ouço o silêncio aportado
Um grito ecoa no mundo
Tão persistente que ensurdece
Tão loucamente, e padece
Na utopia desprezada
O silêncio arregalado vela
A insuportável dor da perfeição
Ah! Se essa fábula existisse
As lágrimas seriam de amor
A criança não sentiria dor...
Ah! Se o mundo soubesse
O que fazemos escondidos
Não haveriam feridos
Nem as matas queimariam...
Com o silêncio aportado
Da janela, vejo o sombrio
Um passado que não se apaga:
Ossos andando pelos campos
O passado, às vezes, são como galhos secos
Numa memória contida por baques
É como uma rua com vários becos
Como uma pena sofrendo ataques
Uma vida nova no mundo
Não faz o passado morrer
Porque no mundo está a ruína
Do sangue que traz a herança
A mim só resta a morfina
E não perder a esperança
Um grito ecoa no mundo
Tão persistente que ensurdece
Tão loucamente, e padece
Na utopia desprezada
O silêncio arregalado vela
A insuportável dor da perfeição
Ah! Se essa fábula existisse
As lágrimas seriam de amor
A criança não sentiria dor...
Ah! Se o mundo soubesse
O que fazemos escondidos
Não haveriam feridos
Nem as matas queimariam...
Com o silêncio aportado
Da janela, vejo o sombrio
Um passado que não se apaga:
Ossos andando pelos campos
O passado, às vezes, são como galhos secos
Numa memória contida por baques
É como uma rua com vários becos
Como uma pena sofrendo ataques
Uma vida nova no mundo
Não faz o passado morrer
Porque no mundo está a ruína
Do sangue que traz a herança
A mim só resta a morfina
E não perder a esperança
👁️ 160
NO TEMPO DOS MEUS DIAS DE MARÇO
No tempo dos meus dias de março
Eu ainda menino a sugar o mato
Ficava agachado à tardinha
Esperando a chuva, olhando se ela vinha.
O equinócio me dava as boas-vindas
Tempo de igualdade e reflexão…
E eu sem entender, andava a refletir
Espiando o céu, sem saber do existir
O vento me soprava na cara
Baforando o solene ‘está vindo,
As nuvens negras cheias d’águas caindo’
E as janelas aplaudindo o outono
Retiravam o verão de seu trono
Mesmo não entendendo, eu sentia
O céu me envolvendo como uma fantasia
Sem o peso de agora, nada era antigo
(ainda que velho), e o tempo era amigo
No tempo dos meus dias de março
A alegria era natural e eu não percebia
A tristeza normalmente eu não via
Mas estavam lá, lado a lado
Traçando os dias do meu não saber
Hoje observo meus dias
Com os olhos cientes da vida
Sem inocência, foi-se a despedida
De mais um ano de verão
Foi-se o agachar e a reflexão
Foi-se o menino que sugava o mato
Foi-se o viver em anonimato
Hoje, inquieto, olho meus dias
E me pergunto: onde estão as alegrias?
Em qual canto as larguei?
Por muitos cantos passei
Sem refletir e olhar as nuvens…
Hoje percebo tudo religiosamente
E por mais que seja novo, diferente
Não sinto mais o sabor de antes
Meu tempo de agora falta sal
Diferentemente, tudo é tão igual!
Por que, meu Deus, meu hoje é insosso?
Por que não me agacho mais na inocência
De uma etérea experiência?
Ah! Que eu me suporte até a morte
Pela realidade de meus dias…
Ao menos me deste a compreensão
Do meu refletir saciando minha alma
A consciência daquilo que eu vivia
E que, por completo, me preenchia
Ao menos o conforto dessa lembrança…
Que dias me deste quando criança!
As cores dançavam comigo no meio
Das dificuldades da vida, estava alheio
Aqueles encontros comigo em contentamento
Eram dias de meu alento, de enlevação
Imprimidos no meu coração
Contemplando o céu, uma festa eu vivia
No tempo dos meus dias de março!
Eu ainda menino a sugar o mato
Ficava agachado à tardinha
Esperando a chuva, olhando se ela vinha.
O equinócio me dava as boas-vindas
Tempo de igualdade e reflexão…
E eu sem entender, andava a refletir
Espiando o céu, sem saber do existir
O vento me soprava na cara
Baforando o solene ‘está vindo,
As nuvens negras cheias d’águas caindo’
E as janelas aplaudindo o outono
Retiravam o verão de seu trono
Mesmo não entendendo, eu sentia
O céu me envolvendo como uma fantasia
Sem o peso de agora, nada era antigo
(ainda que velho), e o tempo era amigo
No tempo dos meus dias de março
A alegria era natural e eu não percebia
A tristeza normalmente eu não via
Mas estavam lá, lado a lado
Traçando os dias do meu não saber
Hoje observo meus dias
Com os olhos cientes da vida
Sem inocência, foi-se a despedida
De mais um ano de verão
Foi-se o agachar e a reflexão
Foi-se o menino que sugava o mato
Foi-se o viver em anonimato
Hoje, inquieto, olho meus dias
E me pergunto: onde estão as alegrias?
Em qual canto as larguei?
Por muitos cantos passei
Sem refletir e olhar as nuvens…
Hoje percebo tudo religiosamente
E por mais que seja novo, diferente
Não sinto mais o sabor de antes
Meu tempo de agora falta sal
Diferentemente, tudo é tão igual!
Por que, meu Deus, meu hoje é insosso?
Por que não me agacho mais na inocência
De uma etérea experiência?
Ah! Que eu me suporte até a morte
Pela realidade de meus dias…
Ao menos me deste a compreensão
Do meu refletir saciando minha alma
A consciência daquilo que eu vivia
E que, por completo, me preenchia
Ao menos o conforto dessa lembrança…
Que dias me deste quando criança!
As cores dançavam comigo no meio
Das dificuldades da vida, estava alheio
Aqueles encontros comigo em contentamento
Eram dias de meu alento, de enlevação
Imprimidos no meu coração
Contemplando o céu, uma festa eu vivia
No tempo dos meus dias de março!
👁️ 161
NOITE EM CLARO
A noite é longa
Quando a torneira
Fica pingando
Quando a torneira
Fica pingando
👁️ 161
MINAS GERAIS
Capelas
Fuscas
La
dei
ras
Queijos
Beijos
Fuscas
La
dei
ras
Queijos
Beijos
👁️ 178
AMIGO, TE IMAGINO PARA TER UM
Amigo, te imagino para ter um
Não sou muito de conversar
A não ser com o silêncio
Com ele, passo noites em claro
Ele me ouve com mais atenção,
Com um olhar compreensível
Como esse seu agora,
Sabedor da minha tristeza
Ah, amigo
Eu te imagino para ter um
Com quem dividir a indivisível solidão
As pernas de hoje vão e vem
Sem tempo de se esbarrarem
Não quero mensagens de ‘smartphone’
Quero a verdade dos olhos
Dar ao fingimento um breve descanso
Senta-se ao meu lado
Como sui generis
Simples e humano como se deseja um amigo
Não precisa ser perfeito, nem me bajular
Mas precisa ser verdadeiro
Ainda que haja discordância entre nós
Eu te imagino para me calar
E ouvir a voz do seu coração
Me dizendo como é ruim a vida
E como vale a pena, apesar de tudo
Uivarei sem medo de ser instintivo
Até não haver mais lágrimas
Se tenho amigos?
Tenho-os guardados por toda vida
O que acontece é que me sinto só…
Não sou muito de conversar
A não ser com o silêncio
Com ele, passo noites em claro
Ele me ouve com mais atenção,
Com um olhar compreensível
Como esse seu agora,
Sabedor da minha tristeza
Ah, amigo
Eu te imagino para ter um
Com quem dividir a indivisível solidão
As pernas de hoje vão e vem
Sem tempo de se esbarrarem
Não quero mensagens de ‘smartphone’
Quero a verdade dos olhos
Dar ao fingimento um breve descanso
Senta-se ao meu lado
Como sui generis
Simples e humano como se deseja um amigo
Não precisa ser perfeito, nem me bajular
Mas precisa ser verdadeiro
Ainda que haja discordância entre nós
Eu te imagino para me calar
E ouvir a voz do seu coração
Me dizendo como é ruim a vida
E como vale a pena, apesar de tudo
Uivarei sem medo de ser instintivo
Até não haver mais lágrimas
Se tenho amigos?
Tenho-os guardados por toda vida
O que acontece é que me sinto só…
👁️ 163
PERGE
A maior de todas as desilusões
Causada pela maior de todas as ilusões
A maior de todas as verdades
Causada pela maior de todas as mentiras
Percorrendo o mundo à procura do tudo por nada
Enganado pelo encantamento
Dissolvido foi o sentimento
De um sentido sem sentido
Um coração foi partido
A realidade nua e crua
Quando o encanto se quebrou
Abatido ficou a alma
Mas calma, calma!
Trazido foi para o mundo real
O tempo deixa a marca, mas fecha a ferida
Se cair, levante-se e caminhe
Por coisa difícil ser é o amor
E se a escuridão vier
Corra para a luz
Ninguém pode tirar tudo o que conquistou
Tudo o que é bom, justo e agradável
Das pérolas e diamantes
Pedras cintilantes
Mas, se ainda assim a tristeza vier, não pare
Vença as areias da vida
Com resilientes pegadas
Olhe para o céu sem véu
Peça forças ao Criador
E sem o menor temor
Não pare, siga!
Causada pela maior de todas as ilusões
A maior de todas as verdades
Causada pela maior de todas as mentiras
Percorrendo o mundo à procura do tudo por nada
Enganado pelo encantamento
Dissolvido foi o sentimento
De um sentido sem sentido
Um coração foi partido
A realidade nua e crua
Quando o encanto se quebrou
Abatido ficou a alma
Mas calma, calma!
Trazido foi para o mundo real
O tempo deixa a marca, mas fecha a ferida
Se cair, levante-se e caminhe
Por coisa difícil ser é o amor
E se a escuridão vier
Corra para a luz
Ninguém pode tirar tudo o que conquistou
Tudo o que é bom, justo e agradável
Das pérolas e diamantes
Pedras cintilantes
Mas, se ainda assim a tristeza vier, não pare
Vença as areias da vida
Com resilientes pegadas
Olhe para o céu sem véu
Peça forças ao Criador
E sem o menor temor
Não pare, siga!
👁️ 196
MEDO DE TE AMAR
Quanto medo tive de te amar
Quantos perigos despertaste em mim
Tive medo de ser teu
Medo da recusa
Medo de ter medo de te amar
Ainda assim
Amei-te muito
Amei-te mais que eu
De tanto medo de te amar
Amei-te com medo de tudo
Por isso, em tudo falhei
Por ter te amado tanto
Esqueci da vida
Esqueci de mim...
Quantos perigos despertaste em mim
Tive medo de ser teu
Medo da recusa
Medo de ter medo de te amar
Ainda assim
Amei-te muito
Amei-te mais que eu
De tanto medo de te amar
Amei-te com medo de tudo
Por isso, em tudo falhei
Por ter te amado tanto
Esqueci da vida
Esqueci de mim...
👁️ 146
BAILARINA
Como tu danças!
É arte, e fazes dela (ofício)
O tempo é teus pés flutuando
Na música que te convida
A celebrar a vida
Como te soltas nos passos!
Faz-me como ante o mar
Sentindo as ondas
Me levar nos movimentos
Transladas como a Terra
Trazendo as estações
E a paixão que libertas
Encontra outra dimensão
A Alma repleta
No pórtico da arte
Como tu vives!...
É arte, e fazes dela (ofício)
O tempo é teus pés flutuando
Na música que te convida
A celebrar a vida
Como te soltas nos passos!
Faz-me como ante o mar
Sentindo as ondas
Me levar nos movimentos
Transladas como a Terra
Trazendo as estações
E a paixão que libertas
Encontra outra dimensão
A Alma repleta
No pórtico da arte
Como tu vives!...
👁️ 172
TEU AMOR ME CUSTA
Teu amor me custa
Morde e assopra a ferida
E não percebes inflamar
Teu amor me dá febre
E o calafrio me impede sonhar
Procuro a claridade, mas não acho
Em trevas me cobras
Há uma máscara que (tu)sorris para o mundo
Outra que choras em ocasiões especiais
E mais outra com que me amas
Tu feres sem bálsamo
E eu convulsiono a alma.
Teu amor me custa, e não tenho como pagar
(E mesmo que eu pagasse, ainda assim estaria condenado)
Teu amor é prisão
Teu amor é solidão
Teu amor é tudo, menos amor
Pô, tu não me amas!
Morde e assopra a ferida
E não percebes inflamar
Teu amor me dá febre
E o calafrio me impede sonhar
Procuro a claridade, mas não acho
Em trevas me cobras
Há uma máscara que (tu)sorris para o mundo
Outra que choras em ocasiões especiais
E mais outra com que me amas
Tu feres sem bálsamo
E eu convulsiono a alma.
Teu amor me custa, e não tenho como pagar
(E mesmo que eu pagasse, ainda assim estaria condenado)
Teu amor é prisão
Teu amor é solidão
Teu amor é tudo, menos amor
Pô, tu não me amas!
👁️ 167
POESIA
Essa me faz escapar: conforta
Rompe a barreira da dor: sorrio
Do cansaço se cansa no estio
Essa me faz descansar e exorta
Em versos de raios da aurora
Que o fulgor a mim me cega?
Essa me faz enxergar: entrega
E o sentido da vida me aflora
Na sua lida me desinflama
Do mal, mais que toda a matéria
Na alma me afasta da miséria
Essa é a existência que clama
Rompe a barreira da dor: sorrio
Do cansaço se cansa no estio
Essa me faz descansar e exorta
Em versos de raios da aurora
Que o fulgor a mim me cega?
Essa me faz enxergar: entrega
E o sentido da vida me aflora
Na sua lida me desinflama
Do mal, mais que toda a matéria
Na alma me afasta da miséria
Essa é a existência que clama
👁️ 191
Português
English
Español