Lista de Poemas
versívoro
mudo
testemunho
dizemos a
quietude
de ser na
luz
mais
de ser ainda
na sombra
escrevemos
viva
ó
viva
semp
terna
pergunta
por que é
preciso sofrer
para descobrir
provisório
por quê
versívoro
ser
não sendo
criar salva
do desespero
cria(-se) em
desespero
cria(-se) do
desespero
lamenta a
lentidão da
luz
tua mãe lacrimeja
antes que tu
vejas
depois da morte
não poderás mais criar
desculpas para a culpa
de ter nascido só uma
vez
verseja
👁️ 495
homorte
desaprumo
dragão de veias
sangue dissolvido na chuva
escorre na sarjeta
assinatura do desacordo
entre mar e corpo
👁️ 615
os dentes
a coragem
necessária?
para matar a dentadas
a mulher amada
(contra-senso
mais fácil que assassinar um estrangeiro)
possível?
tirar uma vida
como se usa
um eufemismo?
com os próprios meios
como os deuses
dentes por arma?
não depois da faca
(enfraquece
acovarda)
da cárie e os de leite à palavra (escrita)
dentadura (postiça)
faltam os dentes
poesia (falada)
(pensei nisso nossas lín-
guas enroscadas
você tão calada)
👁️ 511
confusão
e apesar da morte
palavras
esta urgência do vivo
que é multiplicar
se
s
que é perdurar
perdurar
ok
mas por quê
se não se pressupõe o tempo como essência
então só há o que há
e tudo vale tudo
ou nada
apenas por si
ou melhor
apenas por ser
por existir
e fazer ou escrever
seja lá o que for
literaturao
bituários
cartas de amor
vale o mesmo
(tudo ou nada)
apenas mais ou menos
quando visto em contexto
considere este texto
assim
perdido num blog ou num sebo
há nele um sentimento ou conceito
que talvez só existam em seus olhos
ou em minhas lembranças
ou
mais provável
que apenas sejam quando nossas dú
vidas se con
fundem
num breve beijo de lingua
gem
👁️ 534
narciso de areia
eco no deserto
o vento na b
oca de um boneco
cego
surdo
mu(n)do
sem ego
e(s)
coa do homem
a voz
que vem do ventrilouco
seu g
rito a primeira explosão
em cada de
-ci-
são de existências
escolhas de d
eus
ou
vidas
👁️ 541
açougue de signos
no açougue de si
gnos ou cemitério ci
ber n
ético
todos os tipos de cortes à escolha do cli
ente
👁️ 532
o abismo
todo verso
um suicídio
e um renascer
em signos
👁️ 474
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Fábio Romeiro Gullo (1980, Santos, SP, Brasil) é escritor, tradutor, crítico literário e artista multimídia, com textos e trabalhos visuais publicados em sites, blogs e revistas eletrônicas.
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