Lista de Poemas
estio
circular
sanguíneo
as faces passam
não páram
mas olhares
empréstimos de luz que não se devolve
revelam einstein e
no estio
o desejo de que os vidros se embacem
outra vez
e chovam sombras nas solidões
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a vista
o
se
(r)
se
se
(r)
ve
a
(com) si (en si)
a
vista
out
ro
se
(r)
s
e
(u)
👁️ 561
todos
todos no nascimento
todos no enterro
flores para todos
em ambos os momentos
👁️ 504
o homem só
o homem só
morre por
ter-se
recusado a
(virar)
borboleta
👁️ 516
caos
caos:
in
verter
:ordem
👁️ 564
o canto das sereias
após Maurice Blanchot
Sem sombra ao sol,
não há sereias;
sem centro, silencioso,
o canto desses seres
não soa:
é, somente:
o canto mais distante da Terra,
equidistância constante
sublime e leve horizonte:
palavra em que onde, origem e fonte
se fundem e a
fundam.
👁️ 506
prótese
desmontável
protético
impenetrável
o manequim
não pode ser
particula
rizado
(plástico é
plástico)
melhores ventríloquos
a TV e o rádio
fazem companhia àqueles
que maqueiam os manequins
e
na falta de luz
sentem que ausências se instalam
e os elevadores descansam
na solidão das escadas
👁️ 557
1
um pombo alumínio
deflete ideias
transmuda em insônia
por arrulhos
na memória
decaimento de nomes
faces
no cheiro de hospitais
eternidade
👁️ 502
amortecido
Imaginou a morte mil vezes:
as Mil e Uma Noites que todos escrevemos
a mando do medo.
Recitou de si para si suas lembranças:
todas doces e belíssimas
como poesia.
À base de morfina
disse (delirou) para a escrita do filho:
toda vez um talvez
solidão plena da aparência
absência da essência
Sem querer
haviam descrito a existência humana,
as palavras amor-
tecidas.
👁️ 505
eule
o
eu
ele
me
sm
o
👁️ 534
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Fábio Romeiro Gullo (1980, Santos, SP, Brasil) é escritor, tradutor, crítico literário e artista multimídia, com textos e trabalhos visuais publicados em sites, blogs e revistas eletrônicas.
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