Lista de Poemas
AVISEM OS DISTRAÍDOS
Avisem os distraídos que eu voltei.
Aos que se encontravam confortáveis,
Não se assustem porque exalo a paz.
Aos que se diziam fiéis e notáveis,
Não se desesperem, não sou a lei.
Não os sinto mais importantes de antes,
Perderam o encanto do medo loquaz.
Já não fazem mais barulhos gigantes.
Andam encurvados, dobraram a cerviz,
Hipócritas coragens, irrelevantes ardis.
Perderam a luz por insignificância,
Não veem mais à distância de um dedo.
O pulsante amolece e volta à infância,
Se o corte é reto sem nenhum segredo.
Para que demonstrar tanta jactância?
Aos que se encontravam confortáveis,
Não se assustem porque exalo a paz.
Aos que se diziam fiéis e notáveis,
Não se desesperem, não sou a lei.
Não os sinto mais importantes de antes,
Perderam o encanto do medo loquaz.
Já não fazem mais barulhos gigantes.
Andam encurvados, dobraram a cerviz,
Hipócritas coragens, irrelevantes ardis.
Perderam a luz por insignificância,
Não veem mais à distância de um dedo.
O pulsante amolece e volta à infância,
Se o corte é reto sem nenhum segredo.
Para que demonstrar tanta jactância?
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OLHOS VERDES IV
Olhos verdes, imaginariamente a amo
O meu coração é um imenso mar
Triste entender tu não ouvires quando a chamo
Todavia é gostoso te ver e poder sonhar.
Passas por mim, sempre a contemplo
Alimentas-me a ilusão das paixões vendadas
Quanta esperança em te habitar em meu templo
Benditos olhos verdes folhas sagradas.
Ó moça tão abrilhantada! Sol da manhã, bela canção
Tu por mim és aclamada beleza natural
Uma obra perfeita que no meu ser causa emoção
Olhos verdes não me sabes, és a cura do meu mal.
Quem sabe tu te despertes e o impossível aconteça
E descubra este pobre e amável sonhador
Que tropeces em mim mesmo que eu não te mereça
Mas dedico-te em a amar-te e a matar-te de amor.
O meu coração é um imenso mar
Triste entender tu não ouvires quando a chamo
Todavia é gostoso te ver e poder sonhar.
Passas por mim, sempre a contemplo
Alimentas-me a ilusão das paixões vendadas
Quanta esperança em te habitar em meu templo
Benditos olhos verdes folhas sagradas.
Ó moça tão abrilhantada! Sol da manhã, bela canção
Tu por mim és aclamada beleza natural
Uma obra perfeita que no meu ser causa emoção
Olhos verdes não me sabes, és a cura do meu mal.
Quem sabe tu te despertes e o impossível aconteça
E descubra este pobre e amável sonhador
Que tropeces em mim mesmo que eu não te mereça
Mas dedico-te em a amar-te e a matar-te de amor.
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OLHOS VERDES III
Olhos verdes, estrelas são grandezas de luz
Tu te transformaste na grandeza que me conduz
No calor do desejo ao fogo que me seduz
Tu és a energia que me movimenta e me induz.
Eu que sonho ser sabido por teus olhos
Ser lembradiço em teus pensamentos
Por mais que eu insista ouvirá os meus arrulhos?
Mas olhos verdes, existirão alguns momentos?
Olhos verdes da cor do excelso mar
Se atentares para mim um dia desses
Inclinarei aos teus pés para te honrar
Creia-me um príncipe de benesses.
Tu olhos verdes lagos, candura minha
Eu queria tanto amar-te com ternura
Acolher-te em meu peito, próspera vinha
Embriagar-te de amor, sabor de uva pura.
Tu te transformaste na grandeza que me conduz
No calor do desejo ao fogo que me seduz
Tu és a energia que me movimenta e me induz.
Eu que sonho ser sabido por teus olhos
Ser lembradiço em teus pensamentos
Por mais que eu insista ouvirá os meus arrulhos?
Mas olhos verdes, existirão alguns momentos?
Olhos verdes da cor do excelso mar
Se atentares para mim um dia desses
Inclinarei aos teus pés para te honrar
Creia-me um príncipe de benesses.
Tu olhos verdes lagos, candura minha
Eu queria tanto amar-te com ternura
Acolher-te em meu peito, próspera vinha
Embriagar-te de amor, sabor de uva pura.
👁️ 284
HAVERÁ QUEM SOCORRAS TU
As intrépidas marcas do tempo que impulsionam um corpo a um intento, que aceleram a dor no tormento no lanho de uma árvore ao relento. A viagem em um pensamento, que a visão o suga e o deglute, e excrementa a tristeza da mente, e abate a alma exaustada, que na luta a vitória é nada, e como prêmio se leva a insana vazia corôa da gana. Sem saber que a riqueza está na humildade e num simples portar, num olhar sem ambição e cobiça a alegria permeia em delícia, o espírito se fortalece e a soberba dos olhos fenece. Corras, lutes, batalhes em todos os sentidos, deixes os teus gemidos chegarem aos ouvidos da compaixão e da misericórdia, fujas da discórdia e lances o fundamento da base do amor, haverá quem socorras tu bem antes que tu morras, apagarás o teu passado, e o teu futuro nascerá e tu desabrocharás como uma imortalizada flor.
👁️ 205
OLHOS VERDES II
Olhos verdes, quão surpreendentes!
Minha carência por teu amor é tanta
Congela-me os teus olhos reluzentes
Na expressão do teu rosto que me abrilhanta.
Porque é forte e cortante a lâmina
Que penetra e alcança o indivisível
E chora a alma a solidão que abomina
Almejando um amor real que a faça risível.
Se tu fosses olhos verdes o meu bem
Te daria a paz das leves e suaves brisas
Te aprovaria em meu coração com amém
A tocaria com a leveza de calmas águas.
Mas injusto é este meu mundo de amar
Tanto para dar e nada para receber
Tudo na minha vida poderia mudar
Se tu olhos verdes pudesses me perceber.
Minha carência por teu amor é tanta
Congela-me os teus olhos reluzentes
Na expressão do teu rosto que me abrilhanta.
Porque é forte e cortante a lâmina
Que penetra e alcança o indivisível
E chora a alma a solidão que abomina
Almejando um amor real que a faça risível.
Se tu fosses olhos verdes o meu bem
Te daria a paz das leves e suaves brisas
Te aprovaria em meu coração com amém
A tocaria com a leveza de calmas águas.
Mas injusto é este meu mundo de amar
Tanto para dar e nada para receber
Tudo na minha vida poderia mudar
Se tu olhos verdes pudesses me perceber.
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OLHOS VERDES I
Olhos verdes, tu que não me conheces,
Miras-me vez ou outra aleatoriamente
Ao passo que me reveste de luz.
Somente eu sinto a paz quando me olhas.
Olhos verdes, quem és tu que vais adiante,
Que Deus criou com tanta formosura?
Que em meu coração ensaio preces,
Quem dera fosses meu milagre de bênçãos.
Olhos verdes, se tu soubesses!
Ao menos visses a minha sombra!
Contemplar-me-ia o oráculo dos deuses.
Que realidade díspar e sem nexo.
Há coisas, há bens, há sonhos, desejos.
Inalcançáveis! Será que tu és olhos verdes?
Miras-me vez ou outra aleatoriamente
Ao passo que me reveste de luz.
Somente eu sinto a paz quando me olhas.
Olhos verdes, quem és tu que vais adiante,
Que Deus criou com tanta formosura?
Que em meu coração ensaio preces,
Quem dera fosses meu milagre de bênçãos.
Olhos verdes, se tu soubesses!
Ao menos visses a minha sombra!
Contemplar-me-ia o oráculo dos deuses.
Que realidade díspar e sem nexo.
Há coisas, há bens, há sonhos, desejos.
Inalcançáveis! Será que tu és olhos verdes?
👁️ 309
CORAÇÃO NA IMENSIDÃO
À beira mar a saudade e a solidão
São fortes ondas que se debatem,
À solidão: onde está o meu coração?
Sem a atenção dela, indaguei a saudade:
Essa sim me trouxe uma resposta,
Disse-me: _o seu coração está na vontade.
Aí me confundi por um instante,
A vontade! Nunca será o bastante,
A retruquei por outra proposta.
Deixaram-me perdido e foram mar afora,
E agora? Não me deixe também a vida,
Ser levada nessas ondas que ela namora.
Apagada feito os rastros na areia,
Quando sobe a água maré cheia,
Esses que insistem dias sem ideia.
O seu coração nada na imensidão,
Imergindo em oceanos de paixão.
Respondeu antagônica a ilusão.
Preso a uma âncora de amor, à sorte,
Acorrentado, sentir-se-á a sua dor?
Debaixo de muitas águas a morte.
Ipatinga, 21/11/2018
Erimar Santos.
São fortes ondas que se debatem,
À solidão: onde está o meu coração?
Sem a atenção dela, indaguei a saudade:
Essa sim me trouxe uma resposta,
Disse-me: _o seu coração está na vontade.
Aí me confundi por um instante,
A vontade! Nunca será o bastante,
A retruquei por outra proposta.
Deixaram-me perdido e foram mar afora,
E agora? Não me deixe também a vida,
Ser levada nessas ondas que ela namora.
Apagada feito os rastros na areia,
Quando sobe a água maré cheia,
Esses que insistem dias sem ideia.
O seu coração nada na imensidão,
Imergindo em oceanos de paixão.
Respondeu antagônica a ilusão.
Preso a uma âncora de amor, à sorte,
Acorrentado, sentir-se-á a sua dor?
Debaixo de muitas águas a morte.
Ipatinga, 21/11/2018
Erimar Santos.
👁️ 368
É NA CHAVE QUE POR DENTRO SE ABRE
Os teus lábios nos meus afoitos,
Tua boca na minha com gosto,
Nos apertos de encontro aos peitos,
Te forço, te arrocho, te pego disposto.
Tomo de ti as tuas forças, suave,
Te prendo, te contorço seivoso,
Corpos com corpos num entrave.
Te domino nos braços gostoso,
No espaço entre vãos acalorados,
O teu corpo é um mapa traçado,
Eram caminhos jamais trilhados,
Todas as partes que tenho tocado.
Tua beleza esplêndida juvenil,
Teus alegres olhos brilhantes,
Que me veem homem varonil,
Te levando ao êxtase em instantes.
É na chave que por dentro se abre,
Todo o regozijo preso em elegância,
Toda satisfação no coração reabre,
Horizontes de amor em abundância.
Tua boca na minha com gosto,
Nos apertos de encontro aos peitos,
Te forço, te arrocho, te pego disposto.
Tomo de ti as tuas forças, suave,
Te prendo, te contorço seivoso,
Corpos com corpos num entrave.
Te domino nos braços gostoso,
No espaço entre vãos acalorados,
O teu corpo é um mapa traçado,
Eram caminhos jamais trilhados,
Todas as partes que tenho tocado.
Tua beleza esplêndida juvenil,
Teus alegres olhos brilhantes,
Que me veem homem varonil,
Te levando ao êxtase em instantes.
É na chave que por dentro se abre,
Todo o regozijo preso em elegância,
Toda satisfação no coração reabre,
Horizontes de amor em abundância.
👁️ 273
INTUIÇÃO
Creio no amor, creio na vida,
No amor como a fonte maior,
Que traduz o perdão em valor.
Creio na vida assim enaltecida.
Creio na flor que desabrocha,
Num desejo flamante tocha,
Que escurece os olhos vivos
De um homem firme rocha.
Creio na profecia inda futura,
Que mostrará aquela amada
Na palavra forte esquadrinhada
Em detalhes de uma pura lisura.
Creio na face formosa do céu,
Em mulheres que o cabelo é o véu,
E que na boca o beijo é ardente,
Que encobrem o corpo envolvente.
Não creio na virgem indolente,
Em caminho de encruzilhada,
Na serpente que dorme inocente,
Não creio na aparência de nada.
No amor como a fonte maior,
Que traduz o perdão em valor.
Creio na vida assim enaltecida.
Creio na flor que desabrocha,
Num desejo flamante tocha,
Que escurece os olhos vivos
De um homem firme rocha.
Creio na profecia inda futura,
Que mostrará aquela amada
Na palavra forte esquadrinhada
Em detalhes de uma pura lisura.
Creio na face formosa do céu,
Em mulheres que o cabelo é o véu,
E que na boca o beijo é ardente,
Que encobrem o corpo envolvente.
Não creio na virgem indolente,
Em caminho de encruzilhada,
Na serpente que dorme inocente,
Não creio na aparência de nada.
👁️ 260
ÀQUELA QUE FERIU MEU CORAÇÃO
Não diga que valeu a pena ser como não poderia se expressar, como não deveria se comportar, se maculando em coisas difíceis, ágeis, tornando tão frágeis os elos duros de se romperem, esmagando a corrente, ferindo as sementes, mesmo após serem plantadas, antes de germinarem e nascerem. Você fundiu meu coração, matou minha ilusão, expôs minhas feridas, foram muitas evidências, mais dúvidas e poucas crenças que cercaram as nossas vidas, você meu ponto de partida, em minha fé desguarnecida, com carência exacerbada não pensei muito em nada, você surgiu toda encantada prometendo-me amor, tão doce em sabor, dócil e muito agradável, naquele tempo sentia-me um sozinho miserável. Foi amor que eu senti, foi lindo, obedeci meu coração esquecendo-me da razão, coloquei-o em tuas mãos e disse: faças de mim o que quiseres, pois se é assim que tu queres, eu me rendo e já me prendo. Provei as tuas maravilhas, deixou-me um vício, faço vigílias, não me surpreendo quando me flagro pensando nos momentos em que estávamos nos amando, meu corpo no teu, gemidos no breu, suor em abundância, nas bocas duas línguas que dançam, a saudade e a lembrança são as maldades que me alcançam. Mas com todo gosto, sentimento exposto, não pude mais suportar você comigo brincar, eu que quis além de tudo te declarar amor altíssimo a te dar. O que pensavas? O que fazias? É lícito transformar os nossos sonhos em realidades vazias? E por que fundiu meu coração com marca fria? Já chorei por ti, já quis te procurar, te amo! Te amo! Mas fui obrigado a deixar enterrar este desejo, matá-lo é o que vejo, antes que eu morra por te querer, não que eu quisera te perder, mas a causa foi você. Te quero de novo, me fez te amar, é estranho assim pensar, por que não sei o que tu sentes, mas imagino que ainda há algo vivo em nossas mentes, que nos una novamente ou que rompam de vez os elos da corrente deste tempo e, que as sementes que foram plantadas nestas covas de carne aprofundadas, mesmo feridas, se algumas ainda brotarem, sejam de vez desarraigadas.
Ipatinga, 19/11/2018
Erimar Lopes.
Ipatinga, 19/11/2018
Erimar Lopes.
👁️ 1 111
Comentários (3)
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ToPostComment
parabéns
2024-11-11
amei parabéns
Bárbara Pinardi
2022-09-20
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
lagazaz
2020-09-12
Belo poema
1971
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