Lista de Poemas
VELHA ESTAÇÃO DA LOUCURA
Eu anunciei de dia enquanto havia luz, que o velho trem de passageiros em cruz, que passaria naquela velha estação, chegaria à noite e não esperaria não, pois estava cansado de cruzar lado a lado nos trilhos o meu árido sertão.
Anunciei e esperei com muita atenção, o meu velho trem, naquela velha estação, fiquei sozinho, ninguém viajaria nem de noite ou de dia, nem jamais entraria naquela velha locomotiva, que levaria a deriva o meu inconstante coração.
Era o trem da ilusão, na velha estação da loucura, era somente eu numa viagem insegura, de vagão em vagão, ninguém que segurasse a minha mão, e o velho trem me levava, não haviam paradas, era longa a viagem, dias e noites de jornadas.
Oh maquinista! Pare essa máquina, a loucura me mata, a ilusão é nefasta, arranque os trilhos, descarrilhe os vagões, me leve de volta ao meu árido sertão, lá estava calmo, era muita sede e eu vi a miragem e me embarquei nessa viagem de alucinação.
Anunciei e esperei com muita atenção, o meu velho trem, naquela velha estação, fiquei sozinho, ninguém viajaria nem de noite ou de dia, nem jamais entraria naquela velha locomotiva, que levaria a deriva o meu inconstante coração.
Era o trem da ilusão, na velha estação da loucura, era somente eu numa viagem insegura, de vagão em vagão, ninguém que segurasse a minha mão, e o velho trem me levava, não haviam paradas, era longa a viagem, dias e noites de jornadas.
Oh maquinista! Pare essa máquina, a loucura me mata, a ilusão é nefasta, arranque os trilhos, descarrilhe os vagões, me leve de volta ao meu árido sertão, lá estava calmo, era muita sede e eu vi a miragem e me embarquei nessa viagem de alucinação.
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DENTRE DOIS CORPOS
A união dentre dois corpos que faz sentir no coração, quando o amor invade a alma, dilacera a lua calma e devasta a cega paixão, dantes enraizada em vão, causando contradição entre o verdadeiro e a emoção quando é desperta a solidão.
Há a razão para a solidão num corpo viajando num profundo abismo, como uma fissão no tempo, ceticismo, quando o imaterial parte em vida imortal. E a esperança ainda é viva no que vive, para sonhar e encontrar um amor livre.
A união entre duas almas, duas carnes, numa só, na força ou fraqueza, em franqueza, nada almeja, a não ser a certeza de viver um amor fiel enquanto durem a terra e o céu, até que pela morte trágica ou natural uma vez se separem.
Há a razão para a solidão num corpo viajando num profundo abismo, como uma fissão no tempo, ceticismo, quando o imaterial parte em vida imortal. E a esperança ainda é viva no que vive, para sonhar e encontrar um amor livre.
A união entre duas almas, duas carnes, numa só, na força ou fraqueza, em franqueza, nada almeja, a não ser a certeza de viver um amor fiel enquanto durem a terra e o céu, até que pela morte trágica ou natural uma vez se separem.
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O DESEQUILÍBRIO VIRÁ
Eu estou eufórico, estupefato de fato com tantas loucuras, eu não sei para aonde vou nesta terra com tantos corpos de esculturas, caras engessadas, pescoços duros, rostos pintados nos muros, caricaturas em gravuras de revistas e jornais, em cada país, cada um com os seus chacais. As bocas grandes, os olhos arregalados, dentes afiados, mísseis apontados para todos os lados. O equilíbrio é dado pelo Todo Poderoso que faz surgir acordos em vários tratados, mesmo assim há disputas, em silêncio, há mortes, massacres, acidentes em mundos desconectados.
Quem me dera ter asas para voar
Quem me dera ser capaz de ler
Além do que os olhos possam ver
Quem me dera poder me reinventar.
Quem me dera ter o dom da cura
Quem me dera encontrar o caminho
Ter nas mãos uma virtude mais pura
Que me leve a cicatrizar-me sozinho.
Quem me dera ser um elemento volátil
Levado por um vento que sopra ardiloso
Introduzido em um corpo não táctil
Inflamado de um fogo que queima furioso.
Quem me dera! O amor como bálsamo
Para acalmar dos homens os corações
Deixando-os como noivos no tálamo
Esquecendo-se das guerras e dos canhões.
Quem me dera ter asas para voar
Quem me dera ser capaz de ler
Além do que os olhos possam ver
Quem me dera poder me reinventar.
Quem me dera ter o dom da cura
Quem me dera encontrar o caminho
Ter nas mãos uma virtude mais pura
Que me leve a cicatrizar-me sozinho.
Quem me dera ser um elemento volátil
Levado por um vento que sopra ardiloso
Introduzido em um corpo não táctil
Inflamado de um fogo que queima furioso.
Quem me dera! O amor como bálsamo
Para acalmar dos homens os corações
Deixando-os como noivos no tálamo
Esquecendo-se das guerras e dos canhões.
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DEIXE DEUS TE ABRAÇAR
Em Teus caminhos encontrei a paz, quando a Sua luz para mim brilhou, hoje sigo e louvo ao Deus de Abraão.
Senhor com a tua Graça livrou-me do sofrer, libertou a minha alma, renovou o meu viver.
Os meus caminhos Te entreguei, confiando na Tua bondade, bênçãos eu provei de verdade.
Ao Rei da glória que mudou a minha história, ao Deus altíssimo que me concedeu vitória.
Jesus, a Fonte de Água Viva, saciou a minha sede quando perdido eu estava, purificou a minha alma quando mais nenhuma esperança em mim restava.
REFRÃO
Deixe o Senhor te abraçar, boas novas te trará, a tristeza e a solidão de ti se apartarão, e se a Ele se unir as promessas em ti se cumprirão, no céu irá entrar e eternamente viverá.
Senhor com a tua Graça livrou-me do sofrer, libertou a minha alma, renovou o meu viver.
Os meus caminhos Te entreguei, confiando na Tua bondade, bênçãos eu provei de verdade.
Ao Rei da glória que mudou a minha história, ao Deus altíssimo que me concedeu vitória.
Jesus, a Fonte de Água Viva, saciou a minha sede quando perdido eu estava, purificou a minha alma quando mais nenhuma esperança em mim restava.
REFRÃO
Deixe o Senhor te abraçar, boas novas te trará, a tristeza e a solidão de ti se apartarão, e se a Ele se unir as promessas em ti se cumprirão, no céu irá entrar e eternamente viverá.
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UMA PONTE, LONGA VIAGEM
Eu esperei passar os dias, envelheci, pois se passaram meses e muitos anos, eu odiei a minha espera, mas não eram os meus planos. Quando disseram: há uma ponte para atravessar, ela é longa. Ela liga a um lugar desconhecido, escolham e tomem a suas bagagens e sigam, mas não levem muito, para que porventura no meio da viagem não consigam mais carregar e não possam progredir, não se enfadem e não consigam se livrar delas. Quando alertaram: essa ponte é uma longa viagem e após ela o que os espera pode mudar as vossas vidas para todo o sempre, tudo será diferente, sigam em frente e não olhem para trás, se esforcem, tenham coragem e bom ânimo, lá o bem será permanente. Ao longo do caminho, muitos afoitos que levaram muitas bagagens que acharam serem boas foram se cansando e ficando para trás, começaram então a descartarem o que não servia, mas já estavam minados, velhos, certamente não chegariam ao destino, outros tiveram medo do desconhecido, pararam no meio da ponte e duvidaram se realmente seria algo melhor que os esperava, provavelmente morreriam ali ou voltariam, ainda outros, antes mesmo de chegarem adiante já olharam para trás, desistindo facilmente. Uma grande parte se contendia a respeito e não foi. Alguns tão próximos da chegada também desistiram e não tinham mais forças para voltar, a maioria olhou para trás e ficou incerta, uns se arrastavam, não dariam conta de chegar por causa das aflições, angústias e ansiedades. Do enorme contingente que saiu, poucos, mas, poucos dele, chegaram, atravessaram a ponte com as suas bagagens necessárias que escolheram e jamais olharam para trás, mudaram as suas vidas, seus destinos para melhor alcançando o bem. Partindo do pressuposto de que todos estavam em igual situação de dificuldades seguindo em vida, poucos foram os que conseguiram vencer e se salvar. Aplicando à realidade, a ponte é a viagem longa da vida, as bagagens levadas são os nossos pesos através das nossas próprias escolhas boas ou ruins, os entraves. Pararmos no meio do caminho, duvidarmos e olharmos para trás, é acharmos que na dificuldade que estamos é melhor do que lutarmos por algo que vai melhorar as nossas vidas em todos os sentidos para sempre, descartarmos as bagagens extras é querermos nos livrar das péssimas escolhas que já fizemos, por já estarmos cansados, é tentarmos nos livrar dos problemas sem sabedoria ao longo dos anos, iludindo a nós mesmos, nos impedindo de seguirmos em busca de mudanças, lutamos e não vemos progresso, cansamos e desistimos, nos tornamos ignorantes e cegos. Aqueles que mal caminharam e desistiram é porque escolheram bagagens pesadas demais e pereceram antes de poderem descartá-las. Os que se contenderam e nem foram, são os seus próprios fardos pesados, não conseguem se carregar. A dúvida e o medo são a falta de fé, e as aflições, angústias, e ansiedades em virtude do que se espera à frente, são os empecilhos que nos fazem perder as forças e nunca chegarmos a tempo porque já estamos em dificuldades na vida, para que mais? Nos acomodamos, adoecemos. Aqueles que estão próximos do destino e que desistem sem forças para voltar, são os que cavam um túnel ao longo da vida em busca de pedras preciosas e gastam todos os recursos e perdem as esperanças quando já estão próximos das jazidas, ou seja, por um fator simples que era apenas mais uns poucos metros de escavação, e uns outros vêm sem muitos esforços e as encontram e se alegram e se maravilham porque ficaram ricos por terem gasto quase nada, estavam próximos do destino. Apenas os prudentes e sábios mesmos sendo maus, alcançam os seus objetivos atravessando a ponte com as suas bagagens que escolhem e não olham para trás, não têm medo, nem duvidam ou desistem facilmente, se contendem, se afligem, se angustiam, ficam ansiosos, voltam ou permanecem no mesmo lugar, enquanto eles têm a oportunidade de seguirem vivendo.
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NÃO DEIXAREI DE TE AMAR
Meu amor o que há contigo? Eu não sei mais como te agradar, por que você está sempre de mal a pior e faz assim comigo? Mude o seu jeito de ser e verá que eu não mereço castigo.
Amor estou sempre pronto para você, e eu só sei te querer, ser o seu abrigo, ande, me entenda, me favoreça antes que eu te esqueça ou enlouqueça contigo.
Não deixarei de te amar se você se reencontrar e deixar de me humilhar voltando aos tempos antigos quando sinceramente nos amávamos e éramos mais que bons amigos.
Amor estou sempre pronto para você, e eu só sei te querer, ser o seu abrigo, ande, me entenda, me favoreça antes que eu te esqueça ou enlouqueça contigo.
Não deixarei de te amar se você se reencontrar e deixar de me humilhar voltando aos tempos antigos quando sinceramente nos amávamos e éramos mais que bons amigos.
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DESEJO DE ME AMAR SEM PRESSA
O meu amor é luz da aurora,
Meu amor é força desumana,
Com seus anseios me devora,
E do meu coração se emana.
A minha felicidade a foi confiada,
Sustentada por minha fidelidade,
A minha esperança é eternizada,
Por seus atos de pura verdade.
O meu amor é videira frutífera,
Puros e desejáveis os seus frutos,
Tem o cheiro de madeira odorífera,
Tempero que suaviza até os brutos.
Sempre disposta, sempre em ação,
Com toda intensidade expressa,
O desejo cativo em seu coração,
Que é o de me amar sem pressa.
Meu amor é força desumana,
Com seus anseios me devora,
E do meu coração se emana.
A minha felicidade a foi confiada,
Sustentada por minha fidelidade,
A minha esperança é eternizada,
Por seus atos de pura verdade.
O meu amor é videira frutífera,
Puros e desejáveis os seus frutos,
Tem o cheiro de madeira odorífera,
Tempero que suaviza até os brutos.
Sempre disposta, sempre em ação,
Com toda intensidade expressa,
O desejo cativo em seu coração,
Que é o de me amar sem pressa.
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ROTINA DE UM VIGIA ANÔNIMO
É noite de lua clara, moro a poucos minutos do trabalho, sigo a pé, vejo não tão nitidamente o chão do calçamento, mas dá para andar sem usar lanterna. Por onde passo já no perímetro do local de chamada, não há iluminação artificial, subo bem devagar as escadas que são um pouco longas, um silêncio que se instalou aos poucos devido o avançar da noite. Há vegetações em todos os lados da escadaria: Capins Coloniões, Eucaliptos, Malvas, Assa-peixes, Betônicas e umas espécies que eu não conheço, sinto o cheiro do mato. Há dias que faço este trajeto, sozinho, anônimo, mas somente hoje atentei para a claridade do luar, além de com frequência orar durante o trajeto para o trabalho, andando: “Senhor meu Deus agradeço por mais este dia, por tudo que o Senhor me tem proporcionado até aqui; rogo a ti ó Deus que nos guarde em mais este turno de serviço; que nos dê a proteção e nos livre de todos os males; que nos livre dos acidentes, das perseguições, do engano e da mentira; Senhor meu Deus nos dê a luz para que os nossos pés não tropecem, a sabedoria para que nós sejamos justos, guia-me com o teu Espírito Santo; não permita que nós façamos as coisas por nós mesmos, mas que o Senhor seja a inspiração para todas as nossas atitudes; guarde os nossos sentimentos e pensamentos; que nós sigamos somente o bem e abominemos o mal; que nós levemos a paz. Acampem os teus anjos nos nossos setores de patrulhamento e não nos deixe confiar somente nos nossos coletes e nas nossas armas; ó Senhor seja com todos aqueles que estão imbuídos em prestar segurança àqueles que dormem e descansam em paz, guarda meu Deus os nossos lares com aqueles que amamos e queremos bem, porque ficarão sem a nossa presença; não nos deixe injustiçar ninguém, tampouco sofrermos a injustiça alheia, modera-nos, faça-nos prudentes. Senhor sei que sou pecador e imperfeito, mas tenha misericórdia de mim, me perdoa pelas minhas tantas faltas e me justifica, traze-nos de volta aos nossos lares, guardados e protegidos para os nossos e para que os nossos corpos descansem de mais uma noite de empenho, em nome de Jesus Cristo, Teu filho Bendito e Eterno”. Amém! Após as instruções, nos equipamos e descemos para mais uma noite, esperamos pela misericórdia um turno em paz, mas nem sempre acontece, muitas vezes somos expostos, chamados para atendermos variados tipos de delitos, que nos consomem muita energia, afeta o nosso psicológico e fisiológico. Às vezes a noite é longa, ou demasiadamente curta, depende do andar da carruagem: poucos ou muitos chamados, condições físicas e psicológicas. Está raiando a alva do dia, chegando ao final de mais uma jornada, deslocando para o descanso merecido, nos desequipamos, e tornamos para casa. Hora de agradecer a Deus por mais um dia de vitória diante das adversidades, e por ter sido trazido de volta para casa incólume.
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SINTÉTICA PACIÊNCIA, LOUCA CONSCIÊNCIA
Fornecem nas ruas e em lugares ocultos alimentos à loucura, que só aumentam a procura, vendem dissolutamente a doentes ou normais as sintéticas paciências, tarjas negras na essência, mas também causam dependência e nem sempre são prescritas por pronta anuência. Existem fármacos que acalmam com muita eficiência, porém as metanfetaminas que devoram o consciente e podem causar demência assumiram a excelência, pois os lúcidos vão a elas em plena consciência. Gerações independentes cada vez mais pendentes aos vícios, atraídos pelos efeitos alucinógenos, ignoram os seus malefícios. Juventude transviada, com vida desregrada, esses são filhos de pais liberais, ou árbitros dos próprios desejos, experimentam e aprovam, não resistem e querem mais. Aonde foram parar o conservadorismo familiar ou o juízo daqueles que se entregam à devassidão? Filhos sem pais, irmãs sem irmãos, vidas sem paz num mundo de ilusão.
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MUITO MAIS QUE TODO O MEU SER
Quantas são as aflições, em que choramos, em que declinamos as nossas tristezas, quero tanto ser e te dar tudo o que necessitar, como quero tanto te fazer o bem, te ver feliz sorrindo sempre. Como quero estar sempre aos teus pés te buscando, me doando, se esquecendo de mim, te acolhendo com todo o amor possível. Como quero sempre em minhas mãos ter o bocado, a porção que te alimenta. Como desejo em meu coração, com toda a sinceridade, dar a minha vida por seu amor. Como quero, como choro porque ainda não posso. Como me entristeço por isto, não sinto outro desejo se não este de te dar tudo o que necessita, a você e aos nossos filhos. Já não tenho medo, tudo isto mais importa, se eu pudesse mover o tempo, eu não choraria mais, mas me entristeço. Além de tudo sou muito grato a Deus porque os tenho, porque sei que um dia todo choro, toda tristeza e angústia cessará, já não tenho medo, apenas choro às vezes por isto. Sei que estamos bem, mas como quero te dar além, muito mais que todo o meu ser.
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Comentários (3)
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ToPostComment
parabéns
2024-11-11
amei parabéns
Bárbara Pinardi
2022-09-20
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
lagazaz
2020-09-12
Belo poema
1971
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