Caminhando
Caminhando entre relâmpagos, na noite;
Estes clarões levam-me ao que busco, a existência do inexistente;
Passo a vida numa busca sem sentido, quero algo que não devo ter;
Quem sabe um amor perfeito ou uma aventura louca...
Tenho o que quero em mãos, só que não tenho braços;
Vago nesta Terra como fantasma sem rumo, apenas caminhando ao horizonte;
A cada passo ele se torna mais perto e a cada olhar fica mais longe.
Caminhando pelos relâmpagos, na noite;
Minh’alm é ferida pelas chicoteadas da eletricidade;
Uma auto penitencia por um perdão não concebido;
Quantas vezes Atena, me acariciou, deusa preciosa;
Deixando-me a marca de Zeus no coração com amargura;
Fel este que caminha comigo e acompanhando-me ao tumulo.
Caminhando entre relâmpago, na noite;
Agora purifico-me com a tempestade, gota a gota, meus pecados se vão;
São lagrimas de anjos por minhas injustiças;
A dor que causei em meus semelhante, ele sentem;
Deixam na lagrimas as lembranças da minha vida;
Nada fiz, nada sou, nada quero...
Apenas estou aqui na existência.
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