Ella Lorenza

Ella Lorenza

n. 1997 BR BR

E se eu não souber mesmo nada sobre mim, vou recolhendo os pedaços dos mundos de cada caminho. Vou criando minhas vozes, meus olhares, meus passos. Sussurrando para a vida nunca me deixar esquecer de viver.

n. 1997-07-08, Uberaba

8 265 Visualizações

Amaldiçoada vida

Viva,
sem diferença no ser e no não ser,
dicotomia maldita das vidas amortecidas.
Sem querer viver mais assim,
tão doído,
Peço: Entidade que me guada a existência,
petrificada dentro do coração que me judia,
sangue invenenado,
Deixa eu ficar, dormido em mim.
Me priva do mundo que não me conheço,
que não me conhece.
Me deixa, em qualquer sonho mais vivo,
mais algo,
mais que esse não sei o que morto,
que acidifica a vida e a condena
em potência infinita.



Ler poema completo

Poemas

21

Sorria porque podia

Ela sorria, muda quase sem dentes
Ela sorria porque podia
Experimentava a vida, mansa, para não perder de vista
Quase que parando de respirar
Caminhava macio para não espantar a terra
Suspirava sempre como se de ar fosse feita
Ela amava um amor que nunca pôde tocar
Ela mesma sabia, ele não existia
Sair da fantasia, mirar forte a vida. Podia?
291

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.