Lista de Poemas
Amaldiçoada vida
Viva,
sem diferença no ser e no não ser,
dicotomia maldita das vidas amortecidas.
Sem querer viver mais assim,
tão doído,
Peço: Entidade que me guada a existência,
petrificada dentro do coração que me judia,
sangue invenenado,
Deixa eu ficar, dormido em mim.
Me priva do mundo que não me conheço,
que não me conhece.
Me deixa, em qualquer sonho mais vivo,
mais algo,
mais que esse não sei o que morto,
que acidifica a vida e a condena
em potência infinita.
sem diferença no ser e no não ser,
dicotomia maldita das vidas amortecidas.
Sem querer viver mais assim,
tão doído,
Peço: Entidade que me guada a existência,
petrificada dentro do coração que me judia,
sangue invenenado,
Deixa eu ficar, dormido em mim.
Me priva do mundo que não me conheço,
que não me conhece.
Me deixa, em qualquer sonho mais vivo,
mais algo,
mais que esse não sei o que morto,
que acidifica a vida e a condena
em potência infinita.
👁️ 512
Pirilampos
Se o vaga-lume é isso,
pois vaga, pois lume,
o que eu seria se,
se eu nada, se eu....
Declamo frente a luz
de qualquer chama
abandonada, meu
próprio destino.
Poesia em que um
alguém aqui dentro
de mim
relata a vida de uma
pessoa morta.
Meu episédio,
minha poesia é declarar
a minha vida
todas as vezes que eu morro.
pois vaga, pois lume,
o que eu seria se,
se eu nada, se eu....
Declamo frente a luz
de qualquer chama
abandonada, meu
próprio destino.
Poesia em que um
alguém aqui dentro
de mim
relata a vida de uma
pessoa morta.
Meu episédio,
minha poesia é declarar
a minha vida
todas as vezes que eu morro.
👁️ 314
Distâncias perdidas dentro de mim
São essas distâncias...
Essas distâncias secretas
em suas origens,
nas quais meus olhos
sempre se perdem...
Essas distâncias
que guardam tudo,
tudo o que acredito,
mas não necessiariamente
entendo.
São nessas distâncias em
que me guardo,
em que paro de viver
na respiração...
Essas distâncias secretas
em suas origens,
nas quais meus olhos
sempre se perdem...
Essas distâncias
que guardam tudo,
tudo o que acredito,
mas não necessiariamente
entendo.
São nessas distâncias em
que me guardo,
em que paro de viver
na respiração...
👁️ 472
Do tamanho do mundo
Vou andando e me deixando,
abandonando,
em cada canto, esparramando,
na tentativa de me deixar longe,
cuidada por outras coisas,
outras vidas,
que eu saia do meu controle,
dos meus maus tratos,
que eu seja brisa,
que eu respire macio e miudo,
do tamanhdo do mundo.
E que não doa em mim,
que não doa no mundo.
abandonando,
em cada canto, esparramando,
na tentativa de me deixar longe,
cuidada por outras coisas,
outras vidas,
que eu saia do meu controle,
dos meus maus tratos,
que eu seja brisa,
que eu respire macio e miudo,
do tamanhdo do mundo.
E que não doa em mim,
que não doa no mundo.
👁️ 398
Recíproca incompreensível
Desperdiçada em mim,
Eu.
Arrastando pelos mundos,
Comunicando com seres
subterrâneos, imaginários?
Sem dentes, sem forças,
ossos quebrados.
''Mordendo o próprio pescoço''?
Derramando vidas pelas mãos,
Corrompida, surreal.
Habitante dos céus,
prisioneira enterna do chão,
Nefelibata, sentenciada, ser eu.
Triste fim desde o começo,
desinteressada pelas línguas dos homens,
procurando sotaques desconhecidos,
incormpreensíveis.
Observo de distâncias oníricas
a meu ser,
pena, miséria, tontura,
não há o que fazer?
Mas faço,
aposto com a vida mais uma chance,
me destruir menos, conseguiria?
Um dia desses, acordar feita de vida,
livre do vírus de morte alternativa.
Eu.
Arrastando pelos mundos,
Comunicando com seres
subterrâneos, imaginários?
Sem dentes, sem forças,
ossos quebrados.
''Mordendo o próprio pescoço''?
Derramando vidas pelas mãos,
Corrompida, surreal.
Habitante dos céus,
prisioneira enterna do chão,
Nefelibata, sentenciada, ser eu.
Triste fim desde o começo,
desinteressada pelas línguas dos homens,
procurando sotaques desconhecidos,
incormpreensíveis.
Observo de distâncias oníricas
a meu ser,
pena, miséria, tontura,
não há o que fazer?
Mas faço,
aposto com a vida mais uma chance,
me destruir menos, conseguiria?
Um dia desses, acordar feita de vida,
livre do vírus de morte alternativa.
👁️ 294
viajante do absurdo
Viajante do absurdo,
pede alforria para o mundo.
Autofagia em senso desesperado,
fagocitou seu coração,
na esperança de algo novo dentro
de si.
Silencia a maldição monocromática,
se afogando em vícios inventados.
A criação, último ato desesperado,
ir por um caminho cego
em busca de cores.
Nesse jogo de perdas e sonhos,
incorpora sua própria melancolia,
força a face dolorida de fingida
em alegria,
para não ter que desabotoar suas vergonhas
e cuspir sua tristeza
para um mundo ocupado com outros absurdos.
pede alforria para o mundo.
Autofagia em senso desesperado,
fagocitou seu coração,
na esperança de algo novo dentro
de si.
Silencia a maldição monocromática,
se afogando em vícios inventados.
A criação, último ato desesperado,
ir por um caminho cego
em busca de cores.
Nesse jogo de perdas e sonhos,
incorpora sua própria melancolia,
força a face dolorida de fingida
em alegria,
para não ter que desabotoar suas vergonhas
e cuspir sua tristeza
para um mundo ocupado com outros absurdos.
👁️ 308
Deixar de ser dura
Se reconhecer apenas na tristeza,
balbuciar palavras chorosas,
quando o que queria mesmo era riso.
Sofrer por costume, por não saber
mais coisa nenhuma.
Gostar de experimentar os dentes
em riso,
fingir felicidade momentânea.
Esperar que ela seja tornada real,
mas não torna, não dura.
Será que um dia, a alma esquece de ser triste,
deixar de ser dura?
Podia viver sem ser obrigação dolorosa,
sentença, condenação, Seria?
balbuciar palavras chorosas,
quando o que queria mesmo era riso.
Sofrer por costume, por não saber
mais coisa nenhuma.
Gostar de experimentar os dentes
em riso,
fingir felicidade momentânea.
Esperar que ela seja tornada real,
mas não torna, não dura.
Será que um dia, a alma esquece de ser triste,
deixar de ser dura?
Podia viver sem ser obrigação dolorosa,
sentença, condenação, Seria?
👁️ 296
Poema de um amante bobo (é bobo o amante ou o poema)
Mas como explicar para ele,
Suplicando em lágrimas,
Risos trágicos desesperados,
Em seco.
Preciso que me ame.
Poderia me amar, por gentileza?
Sabe, eu preciso que você me ame,
Porque parece que sabe dessas coisas.
Desse não sei o que, amor?
Amar assim do jeito torto que sou, podia?
Sem tentar consertar,
Segurar delicado o coração,
Amar direito.
Enfiar a mão pelo encontro do olhar,
Puxar a alma para fora,
Coloca-la no lugar?
Mas depois não ir embora,
Não abandonar.
Contar lugar onde encontrou a alma,
Caso aconteça de ela me perder,
Se perder naqueles lugares secretos
Dentro de mim.
Aí, não esqueça,
Me amar tem o risco de ter cuidar,
Para eu não descuidar de mim,
Me guiar toda torta,
Acreditando em rumos errados,
Emaranhando em distânicas
Sem sensos de volta.
Mas você poderia me amar então,
Assim?
Sabendo que tão pouco sei de amor.
Suplicando em lágrimas,
Risos trágicos desesperados,
Em seco.
Preciso que me ame.
Poderia me amar, por gentileza?
Sabe, eu preciso que você me ame,
Porque parece que sabe dessas coisas.
Desse não sei o que, amor?
Amar assim do jeito torto que sou, podia?
Sem tentar consertar,
Segurar delicado o coração,
Amar direito.
Enfiar a mão pelo encontro do olhar,
Puxar a alma para fora,
Coloca-la no lugar?
Mas depois não ir embora,
Não abandonar.
Contar lugar onde encontrou a alma,
Caso aconteça de ela me perder,
Se perder naqueles lugares secretos
Dentro de mim.
Aí, não esqueça,
Me amar tem o risco de ter cuidar,
Para eu não descuidar de mim,
Me guiar toda torta,
Acreditando em rumos errados,
Emaranhando em distânicas
Sem sensos de volta.
Mas você poderia me amar então,
Assim?
Sabendo que tão pouco sei de amor.
👁️ 477
Corro
Do que corro?
Quando busco alguma coisa...
Quando ando tão depressa,
Quando respiro tão pezado,
Quando sofro tão compulsivamente,
Imcompreensívelmente....
Do que corro?
Quando arfante,
Passo pela vida tonta,
Quebradiça, impossível de se realizar.
Do que corro?
Quando deixo de saborear,
Quando nem mesmo experimento,
Quando morro tantas vezes,
Em cada segundo.
Do que corro?
Quando busco desesperadamente,
O amanhã,
Quando obcecadamente,
Corro.
Correndo assim, em direção a algo,
Na necessidade desconhecida de algo,
De encontro a algo....
Quando busco alguma coisa...
Quando ando tão depressa,
Quando respiro tão pezado,
Quando sofro tão compulsivamente,
Imcompreensívelmente....
Do que corro?
Quando arfante,
Passo pela vida tonta,
Quebradiça, impossível de se realizar.
Do que corro?
Quando deixo de saborear,
Quando nem mesmo experimento,
Quando morro tantas vezes,
Em cada segundo.
Do que corro?
Quando busco desesperadamente,
O amanhã,
Quando obcecadamente,
Corro.
Correndo assim, em direção a algo,
Na necessidade desconhecida de algo,
De encontro a algo....
👁️ 531
Monólogo de encontro às almas disfarçadas libertadas pelo incenso
Monólogo de encontro às almas disfarçadas do incenso
Ela acorda nas segunda sem a perspectiva de início de semana, então permanece com a existência entre os cobertores e reza para qualquer divindade possível faze-la voltar a sonhar, qualquer sonho, em qualquer vida. Mas algo da humanidade a faz praticar a vida de pé. Ela refugia-se em fantasias para suportar os dias que tem apenas a si como companhia. Foi sempre muito difícil viver ao seu lado, ela nunca fora muito simpatizada consigo própria.
E é entre as segundas e as sextas que ela debruça sua chance na névoa cigana do incenso, a ordem espiritual contida na fragrância e o movimento fluido do espirito enevoado à fazem esquecer de si mesma e do precoce sacrificado destino. Mas por que tão doído, sempre se pergunta. A resposta sempre vem de dentro e em tom de desgraça. A praga amaldiçoada é a vida para aqueles que não compreendem o que são.
E ela não compreende, e por essa razão, passa a vida encolhida nas obscuridades dos mundos que criava, na tentativa de esquecer de si, desviar-se o caminho da dor que a si mesma deposita. E como uma ostra que lima beleza transcendental sob a perspectiva da fuga contra invasores audaciosos, sua pérola é quando encontra pelo caminho existências desconhecidas pelo homem.
Coisas que só ela percebia, mas que estavam tão belas no mundo, como poderiam eles não perceber? E como não percembem eles, a melancolia de maré do acordéon engolido pelos seus olhos, todas as vezes que lhe perguntam como está e ela sabe que não querem mesmo saber.
Não. Eles não estão é prontos. Apesar da crônica amaldiçoada , ela tem vícios que só coisa de espírito de outros mundos. Mas dói, sempre dói. Mas por que tem que ser assim tão doído? A vida e seu teor sarcático e embebecido de misérias auto explicativas, felicidades desamparadas e tristezas desesperadas. Ela sabia das coisas, mas era triste. Era, porque morreu. E ainda morre, todos os dias.
Ela acorda nas segunda sem a perspectiva de início de semana, então permanece com a existência entre os cobertores e reza para qualquer divindade possível faze-la voltar a sonhar, qualquer sonho, em qualquer vida. Mas algo da humanidade a faz praticar a vida de pé. Ela refugia-se em fantasias para suportar os dias que tem apenas a si como companhia. Foi sempre muito difícil viver ao seu lado, ela nunca fora muito simpatizada consigo própria.
E é entre as segundas e as sextas que ela debruça sua chance na névoa cigana do incenso, a ordem espiritual contida na fragrância e o movimento fluido do espirito enevoado à fazem esquecer de si mesma e do precoce sacrificado destino. Mas por que tão doído, sempre se pergunta. A resposta sempre vem de dentro e em tom de desgraça. A praga amaldiçoada é a vida para aqueles que não compreendem o que são.
E ela não compreende, e por essa razão, passa a vida encolhida nas obscuridades dos mundos que criava, na tentativa de esquecer de si, desviar-se o caminho da dor que a si mesma deposita. E como uma ostra que lima beleza transcendental sob a perspectiva da fuga contra invasores audaciosos, sua pérola é quando encontra pelo caminho existências desconhecidas pelo homem.
Coisas que só ela percebia, mas que estavam tão belas no mundo, como poderiam eles não perceber? E como não percembem eles, a melancolia de maré do acordéon engolido pelos seus olhos, todas as vezes que lhe perguntam como está e ela sabe que não querem mesmo saber.
Não. Eles não estão é prontos. Apesar da crônica amaldiçoada , ela tem vícios que só coisa de espírito de outros mundos. Mas dói, sempre dói. Mas por que tem que ser assim tão doído? A vida e seu teor sarcático e embebecido de misérias auto explicativas, felicidades desamparadas e tristezas desesperadas. Ela sabia das coisas, mas era triste. Era, porque morreu. E ainda morre, todos os dias.
👁️ 445
Comentários (0)
Iniciar sessão
ToPostComment
NoComments
Português
English
Español