Escritas

Lista de Poemas

Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte I - 15

15

E o relógio pára para mim
escolho se fruta de vez ou se fico madura na sala escura 
entre quadros degenerados que não dizem nada mas cabem bem de uma só vez na sala 
e eu também
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte II - 6


As catástrofes em estrofes   
desabam em volta
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte III - 3

3

as ruas barulhentas me apagam eu não ouço
agora as horas correm como dentes em bocas que gargalham
sento-me na pedra a mesma pedra
e há alguma nuvem depois do mar de carbono
Deus me aguarda sou eu
sem espelhos agora que as horas passam correndo
barulhos barulhos que ferem como pedras pontiagudas
no rosto nos lados nas pernas
eu me viro vem por todos os lados
estou aqui sentado
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte II - 2

2

Eu desejo eu desejo eu desejo
e meu nome não morre hoje 
meus obscuros buracos negros explodem  
são  bigbangs novos
luzes novas
eu escapo de mim sou altíssima densidade e sufoco 
vou vomitando luzes 
são meus demônios e me salvam

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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte I - 12

12
não mato
quero os óculos com aros novos
meus pingos fazem marcas pelo chão
eu piso na mesma calçada há anos
e meus cabelos se tornaram  quebradiços 
meu desespero se foi tantas vezes que perdi a conta
tem barulhos no vizinho que acordam com a manhã
e a insônia já me fez perceber o volume enxurrada que 
vem em golfadas grandes de repente
tem piados quase noturnos e tem os passos
vão-se vem vou
eu me destruo em olhares perdidos
e rodopio minha metralhadora medo
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte III - 1

1

Deus paira como a nuvem silenciosa
sento-me na pedra a cabeça baixa os olhos no chão estou nele
espelho em ruínas estou nas pedras de cor marrom despedaçadas estou pó 
nem brisa nem bruma nem sol escaldante
o relógio pára mais uma vez para me deixar saber
as horas param por mim
Deus me espera sou eu
 
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte I - 16

16

Estou só e o mundo lá fora não clama por mim 
aqui estou como estamos todos talvez numa sala vazia 
em que tudo cabe como os retratos apagados do que não existe mais 
ou a pintura apagada do que nunca existiu, 
há dentro de mim um retrato do que  há de vir
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte III - 7

7

Versos de Salomão passam por mim
gritos plantagenetas cortes Gengis
meus músculos Alexandres adormecidos
um riso desaba no sofá 
vou engolir os retratos
e eles se forem fico
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte III - 6

6

Estou ouvindo Benjor entrando pelos ouvidos em fones baratos
meus retratos sou o mundo inteiro
zeitgeist em mim por todas as eras
estou dançando no sofá e meu movimento imaginário move meus músculos que desabam em estrofes através do teto
estou dançando em frente ao copo vazio que  evaporou
venci mais algumas horas que param por mim
minha importância não tem nome
sou todos em um 
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Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte II - 3

3

bombas bumbs bum tudo dentro de uma vez vem
salas vazias e buracos negros
dentro de mim mora um anjo e só ele me clama em voz surda que eu não ouço de quando em vez
e choro por mim enquanto o tempo passa eu me desmerecendo calado e desnutrido
eu choro
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