Lista de Poemas
Declaração
“Você não morre, Belo Corpo dentro do caixão, porque levo-lhe no esquecimento, como aquela menina do poema”, gretei à noite olhando para a vida! Mas o Corpo, o Belo Corpo dentro do caixão, o corpo que parecia um anjo em oração, que como um instrumento musical continuava a tocar e que eu precisava tocá-lo, danadamente, se refazia e em distância luzente e eu, com a força do gerúndio, aí matando-o.
– Porque um belo corpo dentro de um caixão, meus Deus, por que não em vida, como uma árvore cuja eu poderia subir e colher-lhes os frutos, ou, como um presente a tanto tempo sonhado e que tanto mereço, que eu pudesse abri-lo em casa, sem medo e sem culpa e como fome e com sede. Meu Deus, por que!
– Por que, meus Deus! ó corpo, vir-te num caixão e tão vestido de vida, por que não pude conhecer teus movimentos e perguntar teu já conhecido nome e ouvir tua já conhecida e aclamadora voz e assistir minha vida inteira em teus olhos de poesia! Desta vez sentindo amor eu chorei e pude, então, voltar para perto dele.
Sentimento Cacheado
Dentre as coisas, dias, anos, “uma vida inteira” jogada no esgoto,
há um Amor Cacheado, Puro que é Criança
descendo mansamente, como cicuta, Por esses mesmos Canos!
Quem me dera o amanhã em seus braços, Sentimento Cacheado e longe de mim ou um adeus de Cachos nos alhos;
Um outro homem, eu!
um outro homem, eu!!
por Deus! Um outro homem, Eu,
para cachear-me de si!
Caio para fora do abismo do mundo,alto e fundo na distância que engoli distância,
vejo que o vácuo é preenchido por coisas que não foram. Mas ele engole-me, cachea-se "e explode". E constrói novos infinitos tão puros que são Crianças que dançam ao vento Puros e Belos,como cachos como cachos. Meus Deus, Ainda como cachos!
(as
frases
descem
e é o fim
de um amor)
Gerúndio
Falhado!
Texto de libertação e saudade
Parece morte.
Morte, parece!
Mortes parecem más.
Parece morte mais e vida! vida!
Tristeza, vibra Humilhação!
Mas, como bem cristão,
Todos humilharam-na também.
Só uns olhos, aqueles mesmo que buscar não posso,
Ajudaram-me nem sei porque, mas penso que não foi por piedade.
Teve de tudo:
Uma vozinha medíocrezona e julgamentos duros e verdadeiros.
Mas os olhos...
Por eles forem que a morte nasceu-me em vida!
Sofri arrependido e tristemente:
Procurei um beco,
beco não houve nem nada;
A coisa passou, como todas as coisas que passam
– Nem caí.
Agora, saboreio esses versos com café!
Penso que nunca mais serei menor
nem refletir-me-a-rei por dentro
– O Eu sabe, mas a vida é toda uma busca de vencer o Tu –
nem ouvirão a minha alma agachada na sombra a pedir socorro,
juro, por aqueles olhos
e por esta morte, que acaba de trazer-me vida e à vida,
Que tenho a vitória por vingança.
Principalmente, eu juro por respeitos àqueles olhos.
Agora mesmo eu poderia falar deles,
assim mesmo, der repente:
Que como último gesto, de quem é acostumado a nunca olhar para nada, tentei os reduzir à carne, de propósito mesmo, só para matá-los, mas nem assim! Porque era outra coisa, antes duas letras do alfabeto.
Eles são como o sol e não têm culpa do brilho que fazem,
são belos e sabem disso. Ou não ? Todavia trazem-se numa simplicidade e respeito tão grandes que percebê-los foi um pecado meu. E disso não me orgulho.
A vida é um livro do qual não temos o controlei do que se vai escrevendo, porque quando leio o capítulo dos Olhos,
não consigo entender com eles foram parar lá: Falta de respeito, ousadia concedia, nada disso: Eles estão lá e não se sabe como!
Caminho de Milagres
Tinha que ser justamente naquela rua que o Senhor iria me tocar com seu vento.
Mas era justamente ali que o Senhor me provaria e me mostraria que quem estar firmado em Ti, estar firmado numa rocha.
Tudo que quis e fiz com minha força e vontade, murchou como uma flor numa vaso sem água.
Tudo se foi... Fracassei diante meus sonhos.
Mas nada, absolutamente nada, tirou do meu coração A certeza da fidelidade do Senhor.
Oh, Deus como aquele vento me confortou,como soprou da minha alma a tragédia que o pecado derramou.
Por isso, como um espelho quebrado,assim também voltei eu para Ti Senhor,
Pai olha para mim aqui, diante dos seus pés: Minha alma ainda sente náuseas pelo sabor da derrota,meu coração ainda acelera de tristeza e minha alma há três dias não para de chorar. Mesmo assim, triste de dor, vazio e quebrado, estou de volta para Ti Senhor. E daqui eu te peço:
Quebra-me ainda mais, quebra-me ainda mais Senhor.
Senhor eu voltei porque tudo passa, mas suas palavras não passam;
Voltei porque há mil mãos á direita e á esquerda mas, nem uma há para ajudar, porém seus braços permanecem abertos;
Volitei porque quando todo se vai, e portas se fecham é o senhor quem comigo estar, e comigo fica, com tudo e sem tudo e além de tudo.
Hoje tenho certeza que aquela rua é mesmo um caminho de milagre em minha vida, ois ali mesmo, quando tudo se foi, o vento do Espirito me trouxe a sua presença, e me revelou que quem estar firmado em Ti, firmado em Ti estar.
27/04/2015
Anda
Estou farto de ser só pela metade,
Ser uma flecha sempre ao redor do alvo
e não nunca no alvo – bem lá no meio, gozando do acertado! – estou farto disto!
Eu quero voar como os outros da minha espécie – porra, eu também possa voar!
Mas Tenho uma vida paralitica,
como, então, não ter sonhos em cadeira de rodas?
Não quero mais ser esse fracasso em traje de gala,
e mando tomar no cú do o meu passado!
Porque do futuro vejo uma promessa
que não morrerá,
eu sei, não morrerá
não morrerá não!
Simbiose
Em minha garganta Uma voz gritaesperança
porém, minha boca boceja
e vou dormir
como quem foge
quem desiste
morre!
Vivo uma simbiose desonhos
mas a cada manhã
a morte nasce
e anula tudo
Alguém me comose diz esperança
como se diz esperança
alguém me diz?
Depois da Chuva
Revirando meus destroços, vejam só o que encontrei: a vida! Estava lá, Paradinha, debaixo dos meus pés, numa estagnação que não era nem dor ou medo.
Ofereci-a toda a fortuna que tinha, e que achava que ela valia — não quis!
Naturalmente, como tinha quer ser continuei minha procura. E desta vez nem chorei!
Depois a chuva veio.
Utopia Epifânica
Quando me levantei do escuro, era um corvo negro de asas grandes.
Quanto tempo havia entre eu e minhas asas? Não quis sabe-lo!
Testei! E a asas sustentaram o peso do meu tédio. Fechei os olhos.
Pela primeira vez voava!
Negro Sol
Raios de saudade de um negro sol me atacaram!
tanto eu tinha tanto eu tinha para recordar...
Mas esses malignos mataram tanto tudo tudo,fizeram me esquecer como é ser triste triste
e agora não acerto sorrir ou chorar chorar!
Aqui dentro gotas magras e negras de sol invadem e maltratam e transbordam até secar a minha alma,minha vida,meu peito e meu coração cortou os pulsos, criou asas e voou sangrando... Lá fora um peixe morreu por falta de água, uma minhoca segue na terra normalmente e a pedra pede a montanha em casamento. No céu o tempo sangrando o sangue do meu coração não leva o dia e nem trás a noite. Parece até descontinuar a cada oceano que continua sangrado o meu coração.
Comentários (2)
Obrigado
Gostei de passar por aqui e conhecer um pouco do seu trabalho. Hoje tem tanta gente boa escrevendo por aí que é quase impossível dar conta de tudo!
Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.
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