Lista de Poemas
Mensagem
A saudade é água que desce lá da fonte
Que vem destruindo os montes
E quer ganhar o mar sem fim
A saudade é um vale,
Onde o sentimento se esconde,
Que se entra por não sei onde
Depois ver que não tem mais fim.
A saudade é um prazer
Meio doce e ruim
Que se prova uma vez,
Duas... Três...
Depois ver que não mais fim
A saudade é noite sem luar,
Praia sem mar
Esperando a hora certa para se consumar
A saudade é um horizonte
Onde o sol não se esconde
É o grito que a vida grita um vez
depois ver que não tem mais fim
A saudade é aquela despedia
Que não tem hora para terminar,
È a faísca que faz aquele... aquele fogo queimar,
É a mensagem que o coração manda
Quando descobre o que é amar.
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o Existir
Há uma lágrima já chorada dentro da alma do meu olho. Existe outro eu dentro do meu próprio eu que há anos a chorou antes de mim! Há no fundo da alma desta lágrima o direito de estar assim do lodo interior de dentro de mim. Sem querer sair... E eu não quero que saia não!
Eu guardo lágrimas como quem guarda segredos, como as fotografias guardam os momentos. Porque dentro delas estão também à causa e eu nem sempre quero me livrar disto.
eu guardo lágrimas como as fotografias guardam os momentos...
Senhor
Até quando!
Eu guardo lágrimas como quem guarda segredos, como as fotografias guardam os momentos. Porque dentro delas estão também à causa e eu nem sempre quero me livrar disto.
eu guardo lágrimas como as fotografias guardam os momentos...
Senhor
Até quando!
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Versos de Pedão
Nunca fiz um verso e chorei depois de tê-lo feito;
Nunca, se quer, chorei ao ler um verso - por mais verdade que me coubesse nele!
Nunca nunca coloquei uma vírgula de um verso na balança de minhas decisões,
Nunca...
- precisei de um verso para viver!
Mas hoje procuro um verso que não há em mim, que não existe para mim
Para expressar a vida que, como uma lâmpada apagada, vivo!
As palavras não têm vida, mas hoje supliquei porque quis está frente a frente a esse verso e ver sua imagem e ouvir sua melodia, encostar minha vida inteira em seu peito e lhe pedir perdão!
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A esmo
Saíra à caminhar a esmo à noite depois de um dia leve, porém muito escuro, como um funcionário público que levasse consigo, ao invés da pasta, a alma debaixo do braço e nela houvesse todos os pontos de amargura muitíssimos bem marcados. E lançara olhares para alguma coisa e para qualquer coisa e para tudo ao mesmo tempo, mas nada se comunica com meus olhos. Faltava qualquer coisa àqueles dois presentes de infância que os tornassem capazes de atrairem a vida das cenas das ruas. Faltava um motivo , talvez, um brilho ou até mesmo uma alma, porque ela se comunica com a vida! Mas esssas duas uvas estavam tão passas que cliente algum as levou.
Recordo-me que dois desejos foram os motivos desse calvário. Eram os de...
Então anos passaram-se e tudo ficou sob o tapete do tempo. Mas esse Deus infinito, não sei se por bondade ou travessura, o teceu com o meu coração.
Até hoje, como um sorriso amargo que o dentes não quiseram parir , sinto-os igual uma múmia em no coração dizendo que um era o de ver a sujeira das ruas e as pessoas que nela passam e outro era, talvez, o de viver!
Recordo-me que dois desejos foram os motivos desse calvário. Eram os de...
Então anos passaram-se e tudo ficou sob o tapete do tempo. Mas esse Deus infinito, não sei se por bondade ou travessura, o teceu com o meu coração.
Até hoje, como um sorriso amargo que o dentes não quiseram parir , sinto-os igual uma múmia em no coração dizendo que um era o de ver a sujeira das ruas e as pessoas que nela passam e outro era, talvez, o de viver!
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Futuro elocutivo
Estou longe, muito longe de você,
Amplamente apertado no fundo de mim mesmo.
Lá fora o sol brilha sobre os cabelos,
Cujos reflexos perturbam a cortina de minha janela,
Que como luz branca não os deixam entrar.
Sinto falta de ar ao pensar no passado,
Quando ele foi contaminado e eu não pude morrer,
E neste instante, com o peito cheio de ar e vida,
Rememoro aquele e luto com as mãos na garganta deste,
Pensando e buscando morrer no futuro!
A decepção anulou a dor.
Que morrerá em paz!
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Sete
À noite, a lua parace que brilha sem nenhuma cicatriz,
e de sem sono o Cemitério parece que dorme.
Brilhando meu pesar, sigo os Girassóis e parece que todos vêem.
Não! Só a lua parece sabê-lo e vê-lo.
Recordo-me a dor e este momento chora em todos os relógios,
menos em meus olhos que suspiram fundo, como em busca de luz para enxergar, mas cegos e sem descanço seguem, cobertos de poeira!
É a lembrança um grito de dor ou esas que, vencendo o tempo, o sem medidas e forte tempo, leva-me ao passado?
Sigo... Sem paz. Lembrando. Sem chegar.
Isso é uma esperança, tão falha! mais falha do que as asas dum avestruz!
É um misto de não e negação, de imperfeito impedindo a perfeição.
Quem viu a dor nascer – pétala –, neste peito em flor e teve a coragem de a pisar, como quem pisa na vida que luta contra o peso de mil mortes sob si e as vence uma a uma, uma a uma, meu Deus! uma a uma...?
Como pétala outra dor nasce sob esse mesmo peito em flor, tão falha e mista.
Falha e mista. Meus Deus, até quando?
salvem-me!
Tenho vontade de explodir e deixar de ser eu, até mesmo nas migalhas.
E nessa inexistência só ter lembranças de você, tanto.
Até que, no quando, ser livre, mesmo depois do prazer, para chupar seu corpo inteiro, que eu também sou "fi" de Deus!
O sonhar doi-me tanto.
Não pela realidade triste como um sol molhado, mas pela presença de tua ausência.
Eu felizmenteria a mão por cada curva, com meu coração ferosmente palpitando, mas sem pressa alguma E beijaria cada beijo com uma nova vida,
e quando tudo estivesse pronto, a primeira vez seria do teu corpo purificaria o meu em outra primeira vez.
Ninguém jamais saberá dessa verdadeira verdade que só é mentira porque a sonho.
Doi.
Que saudade gigante e de aço!
Nesse dia uma nova Primavera nascerá na Primavera já nascida
e eu não sei que fruto serei.
Em meio às Violetas terá uma Rosa vermelha e saberemos o porque!
Porém, isso trará o Inverno, espetacular e abruptamente.
Você já ouviu falar das "Rosas que dão no Inverno"?
Envelheci por dentro e fora do tempo
porque estive sempre fingindo e fugindo, mas sorrindo sem rir
A dor foi verdadeira, como os dias vêm e passam.
Amei sempre àquela cuja pronome sempre ordenou que ficasse distante.
Fui indo sem nunca chegar E chorei e cansei! de cansado, chorei nuvens cor de chumbo
Antes mesmo eu gritara, chega!
Futuro foi e eu fiquei no passado e sem presente.
Envelheci por dentro e fora do tempo
porque estive sempre fingindo e fugindo, mas sorrindo sem rir
A dor foi verdadeira, como os dias vêm e passam.
Amei sempre àquela cuja pronome sempre ordenou que ficasse distante.
Fui indo sem nunca chegar E chorei e cansei! de cansado, chorei nuvens cor de chumbo
Antes mesmo eu gritara, chega!
Futuro foi e eu fiquei no passado e sem presente.
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Pôr do Sol
A Vida sou eu
E isso não é dor!
Mas há um Som que Ouço, tanto,
e que pode me ouvir, talvez.
Há um Som que Ouço, tanto,
Que também pode me ouvir!
É como, depois da chuva, ser invadido pelo pôr do Sol,
e apenas Brilhar e Ouvir.
Depois da chuva, ser invadido pelo pôr do Sol,
e apenas Brilhar e Ouvir , apenas Brilhar e Ouvir,
Apenas Brilhar e Ouvir para sempre,
Eu prometo!
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Vitrine
Caminhando nas jovens marcas do do meu rosto, minhas mãos caiem em abismo fatais!
Não são de distância, faca, morte, mas de antes e depois e agora e vida?!
Tanto tempo fui caindo que a vida “levou os meus vinte anos, o meu coração”
Tanto tempo fui caindo que a vida “levou os meus vinte anos, o meu coração”
As mãos seguem escrevendo está caminhada pretérita!
Mas eu em repulso, como o braço que ficou de fora do giro doce e alegre de um carrossel,
por meio da vitrine da uma loja,
tristemente reconheço e vejo que minha história fora e será negra!
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Cariátide
Há tanto tempo perdido em Marte, que não vi a Terra girando. Por isso, cheguei exatamente onde não fui, sou o que não pude ser!
Secaram-se as lágrimas.
O grito que se perdeu, ainda no desejo, ecoou estrondoso, mas a morte apenas começava.
– Geme, meu filho! Porque o tempo trouxe-te monstros de abismos nas gargantas, os quais estão prontos para te engolir!
E os carros me passam por ruas que não sou, as casas me surgi dos poros, e o Céu desenha-me toda uma maquete de nuvem e ausência e cimento para a vida – Cariátide pecadora e derrotada – para vida sustentar!
O grito que se perdeu, ainda no desejo, ecoou estrondoso, mas a morte apenas começava.
– Geme, meu filho! Porque o tempo trouxe-te monstros de abismos nas gargantas, os quais estão prontos para te engolir!
E os carros me passam por ruas que não sou, as casas me surgi dos poros, e o Céu desenha-me toda uma maquete de nuvem e ausência e cimento para a vida – Cariátide pecadora e derrotada – para vida sustentar!
Também, há tanto tempo lá perdido que a pupila do olho, sem olhar e sem pupila, caiu sob o sol e o cegou. Sobretudo, perdido dentro do vazio e do medo! Que a ausência de amar me deu um Amor frio e sem pilhas, comas quais não consigo ligar a televisão que me assiste, mesmo ambos desligados.
Hoje, em meu peito sem som, porém quente, tudo é fotografia e saudade ou mentiras – Valha-me Deus, que nem eu sei o porquê!
Hoje, em meu peito sem som, porém quente, tudo é fotografia e saudade ou mentiras – Valha-me Deus, que nem eu sei o porquê!
👁️ 2 356
Um gesto que se quebrou
A força que tinha era inversa. Em verdade, a derrota sempre me estendera a mão. Sim, chorei sozinho e Júpiter é a prova disso! Porém, não estive só na solidão porque há tempos desejara um gesto que se quebrou no berço, mas vinha forte e companheiro, coitado! – Tanta história sem mim, mas sobre. Daqui adivinho o amanhã – não fui ninguém ou tudo é ilusão e fotografia!
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Comentários (2)
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danilo
2018-12-16
Obrigado
2017-05-29
Gostei de passar por aqui e conhecer um pouco do seu trabalho. Hoje tem tanta gente boa escrevendo por aí que é quase impossível dar conta de tudo!
Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.
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