Lista de Poemas

Versos de Pedão


Nunca fiz um verso e chorei depois de tê-lo feito;
Nunca, se quer, chorei ao ler um verso - por mais verdade que me coubesse nele!
Nunca nunca coloquei uma vírgula de um verso na balança de minhas decisões,
Nunca...
- precisei de um verso para viver!
Mas hoje procuro um verso que não há em mim, que não existe para mim
Para expressar a vida que, como uma lâmpada apagada, vivo!

As palavras não têm vida, mas hoje supliquei porque quis está frente a frente a esse verso e ver sua imagem e ouvir sua melodia, encostar minha vida inteira em seu peito e lhe pedir perdão!
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Naufrago

Ali vai o meu sonho:
Tão leva e tão divino:
Depois que ele acordar
Sei que não saberei mais sonhar.

Ali vai o meu sol:
Vai luzindo no céu traiçoeiro
Mas depois que a noite acordar
Sei que ele não saberá mais brilhar.

Ali estar o mar
E suas ondas que vem e que vão
Inundam minha vastidão,
E como uma sereia -
Parece-me enfeitiçar.

Assim como o rio
Minhas chagas correm para o mar -
Mais todos também parece
Lançar suas feridas ao mar.

Aqui vou eu
Dentro de um navio,
Que é o próprio eu,
Sobre o mar - imenso e calmo mar
Que mais cedo ou mais tarde
Irá me afogar!

Assim foi tudo que sou:
Sempre uma amargurar a curar e
Sempre uma nova amargura a magoar
Sempre um sol a se apagar
Sempre um sonho a se frustrar
Sempre um navio a naufragar

Sempre que achei certo
O que já era certo
Já não era certo se achar
E boquiaberto, esperei quieto,
Uma nova chance de achar.

Para o mar eu vou indo,
Vou indo para o mar

E o medo me constringindo...
E o sol desluzindo..
O sonho fugindo...
E lá no fundo do mar
Para sempre
Meu navio vai caindo.
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O navio o homem e o mar

Era uma vez um navio...
Que por seu dono foi construído com muito carinho e chamado de werther. Por medo de perdê-lo e por amá-lo de mais ele não lhe apresentou ao mar. E assim se passam os 10 anos antes de sua primeira e única viagem ao mar.

O seu criador além de tudo temia que a salinidade do mar afetasse a pintura daquele cristal tão precioso, feito de aço e madeira, que guardava docemente com carinhos e cuidados infinitos no funde de sua bela casa; temia também que a tempestade o afundasse e que a ferrugem e o cupim o comecem. Por isso, resolveu manter-lo trancado qual ave na gaiola, qual peixe no aquário. Isso porque o navio representava muito para ele.

Construí-lo era como vencer uma batalha que nunca teve a oportunidade de ao menos ser derrotado. Mas o resultado dessa construção era entes de tudo, a reação de outras ações. Contudo com essa construção o seu maior propósito era se libertar das correntes da culpa, quebrar a escada da solidão, que principalmente na juventude tanto fez questão de subir e voltar ao passado a cada martelada e cada pincelada tirar das trevas as suas percas e os seus gritos não gritados, todo o medo de lutar por seus ideais e lançá-los numa era de luz.

Esse homem era de poucas vitorias na vida. Ainda assim possuía o que poucos possuíam: alma livre para sonhar. Mas a marcha desses sonhos e também de suas atitudes e de seus planos passavam primeiro por seu medo. E esse juiz oculto dificilmente acatava qualquer de suas decisões.

O navio ao seu modo também o amava, mas sentai lá no fundo íntimo de si, que esse amor não matava sua cede. Além das muitas outras coisas que ele não sabia, e uma morte era uma das; não sabia também que tão cedo partiria com ela virgem de sonhos e realizações. Coitado! - mas reconhecia um sentimento bem oposto ao que tinha pelo o homem, que ao invés de sustentar e alegrar e acalentar esvaziava-o do que nem mesmo tinha. Tudo isso só porque pensava naquilo que balançava para lá para cá.

Certos sentimentos amargavam, ainda mais, quando de sua cela estúpida (ESTÚPIDA PORQUE NÃO ERA ÇELA PARA CERTO TIPO DE PRISIONEIRO, MAS MESMO ASSIM VAZIA-O), de longe simplesmente via a leveza que os outros navios flutuavam sobre aquele tão longínquo e mais tarde agridoce rosto que sempre balançava para é para cá.
Werther, de algum modo, trazia em sua genética um imã que o puxa pra aquele imenso e liso resto que balançava pra lá e para cá. Contemplava-o então com seus olhos, que era uma imensa estrutura de aço e madeira, luzindo mil estrelas e outras mil agonias. Tudo isso o fazia sentisse-se como uma lua amarrada num porto impedida de subir ao céu.
Engolia toda a essa onde de sentimentos angustiosos, amarrado aos pés, que mais uma vez era toda a uma estrutura de aço e madeira, por longas e vultosas correntes - que mais pareciam ancoras lançadas, ao invés do mar, ao chão!

Não me ficou dito como, mas uma vez o werther teve a sua grande chance de conhece aquele rosto, que não muito tempo depois soube que se chamava mar; e que em outras palavras, os navios eram felizes. Só que aquelas correntes, antes presas aos seus pés, estavam finalmente soltas, mas agora ancoradas fatalmente em seu coração. Os motivos para isso pode ter sido vários como, por exemplo, medo e comodismo. Também Pode de ser levar em conta que talvez pensasse não era ser à hora de correr em direção a grande força que o puxava - como fazem tantos por ai. Ou ouviu quem viu frustrações próprias na sua possível realização. Também deve ter caído no conto dos que não foram 'ao encontro do seu grande mar', "por isso auto condenaram-se a lamentar e se arrependerem a vida toda; sem saberem que o destino e uma questão de escolha. Esses agora nem por isso, infelizmente, aprenderam e continuam ensinando agir errado quando o mar chamar um navio. Neles às dores que ardem como o sol não foi e nem são suficientes para evitar que continuem estéreis como pedras. E o que mais dor é saber que tiveram suas chances e a desperdiçaram-na, e agora vêem com a hipócrita ideologia que 'mais vale um pássaro na mão que dois voando'.
Não conquistaram o que perderam por puro medo ou falta de atitude. E por agirem assim não só perderam os dois pássaros que estavam voando, mas também o que estava em mãos. Pois agora, depois de passada a festa e restado só o silencio do salão vazio, depois que perderam suas grandes chances contemplar a alegria dos outros navios, naquele imenso mar, é grande tristeza que seus olhos não cansam, e nem se cansarão de ver. ''

Essas reflexões ao navio caíram como a mão e a luva porque pensar e sofrer e se magoar era o seu grande passa tempo - em quanto isso a pequena bateria de sua vida ai descarregando. Agora, a areia dos castelos dos meus sonhos é capaz de secar o sorriso deste infinito mar...!

Em todo era homem simples: colhia o que a vida dava e plantava o que não tinha. Não era dotado de inteligência genial, mas mesmo assim sabia que quem nunca andou de bicicleta nunca aprenderia; e que toda forma de felicidade, seja ela simples ou grande, era felicidade assim como todo pecado era é pecado.
Tinha alma pura, capaz de filtrar a beleza e leveza da vida até nos mais simples acontecimentos: desde o contemplar do ar pura de uma casa limpa, ao gesto cheio de simbolismo de tirar o palito e a gravata do pescoço. Enquanto ao medo - fruto de seu passado -, não o possuía de todo, mas o tinha nas suas mais variáveis formas. E para salientá-lo ainda mais trazia dentro de si uma gruta secreta, saturada de frustrações; e via o seu fim, sua explosão, o seu esvaziamento com construção do navio.
Formas variáveis do ditado '' como jogador de futebol você daria um grande medico'', por exemplo, não se aplicavam a ele. Isso porque quando não conseguia atuar com êxito, ou por medo, em uma área, simplesmente extraia toda sua força e dedicação para outra área. E assim se fortalecia a ideia da construção do navio. Ainda mais depois do casamento, quando soube que o grande sonho de sua esposa era uma viagem justamente de navio no verão com a família. Então qual melhor presente? Qual maior forma de mostrar o seu amor? Além do que queria presentear o maior presente que a da vida lhe trouxe, quem sabe ate de Deus - com maior presente que ele poderia lhe dar o dera.
Belo plano, grande presente de casamento, tudo feito, mas o medo seria o fator ''x'' na vida deste homem, a cena que não faria parte do espectáculo.

Acontece que sua esposa soube que o passeio com a família que tanto quisera seria com naquele navio que o marido passara anos construindo, e que ele saíra para o auto-mar no intuito de "testá-lo", pois havia já se passado 10 anos deste a conclusão da obra.

A noite era tempestuosa; então ela sem nenhuma sombra de duvida pegou uma embarcação a motor e saiu em sinal de emergência, pronta a ajudá-lo caso algo saísse errado. - como de alguma forma temia.
E foi o que fez...

Nesse momento algo de extraordinário aconteceu com o homem. Sentiu muito mais que medo da morte, quando que viu a representação dos seus sonhos flutuante naufragando...

Quando ela viu a letra A da palavra amor, que formava a frase: ''Com muito Amor e Carinho'' sendo engolida pela água, percebeu o naufrago. Então sem declamar frases poéticas, sem nenhum gesto heróico, mas sim num momento de muito pavor e tensão, lançou ao marido a bóia que espetacularmente estava ali no seu barco. Esse sem mais delongas alcançou-a...

''A perca, os amores não correspondidos ou não vividos, os planos que não deram certo se acumulam em nossas vidas porque não nos entregamos por completo a eles, sempre por um motivo ou outro arrancamos suas raízes ou se quer a plantamos; e não por causa deles.
Nós somos as ferramentas e tinta e tela e pintura da obra que fazemos de nossa vida. POR ISSO TODO DESENHO e todo propósito, por mais tosco que seja, tem de ser visto como a Vara do Monte Horebe. Porque a diferencia de um propósito para o outro é o quantos nós empenhamos para que seu fim seja plausível e eterno. ''

Porém, assim como há uma diferencia entre quem ler e quem decodificar palavras, há diferencia em quem ler um livro, por exemplo, e quem coloca em pratica suas ideias; e tudo isso aqui não passa de literatura.

''Nossos propósitos se lhes fossem dados a força de lutaram por si mesmo é que escolheriam os homens em ou até mesmo navios em que se realizariam!?'' - E se os fossem dados, de forma mágica esse poder; pensem se de alguma forma eles fossem palpáveis, visíveis, ou tomássemos uma pílula para tal acontecer, brotar no nosso córtex cerebral com 1001 formas possíveis para sua concretização?
Mas se isso acontecesse os homens bombas e terroristas em geral, com certeza, tomariam todas as pílulas possíveis por uma só ideia, para que em uma só explosão morresse todos os Palestinos e Israelenses e Americanos e toda a humanidade. Por outro haveria também tantos que tomariam as ' pílulas propositais' por não a violência e não a fome e não as armas nucleares e guerras e não as desigualdades.
Sendo assim conclui-se que, se houvessem realmente essas pílulas, o mundo enfim teria um fim tanto bom como mal. Afinal ''água "mole e pedra dura tanto batem até que fura."

''Só em pensar que o infinito é infinito, por mais que vivermos, nossa existência não passa de alguns segundos. E não há génios ou analfabetos e ricos ou pobres e brancos ou negros, entes de qualquer religião e ateis ou céticos; que seja geneticamente melhor um que o outro. Não hã nenhum ser humano, desta o mais arrogante ao mais simples, que não esteja sujeito ás leis da natureza, e a mesmo fim: a morte - mas não nos precipitemos com isso - nosso tempo de existência pode ser pequeno - o importante é
sermos capitalista da felicidade: conquistar o máximo de felicidade com o mínimo de frustrações possível.
Um exemplo bem sucedido disso é o Sistema capitalista; que quer sempre aumentar a obtenção de lucro e não as despesas.
Para o capitalismo tempo é dinheiro, e todo bom capitalista não deve perder tempo em suposições, nem chances de expandi ou começar seus negócios. Ainda, via da regra para começar uma empresa é preciso que se tenha, além de tudo, capital de giro.
Com um investimento inicial de, por exemplo, 100 mil reais a "empresa" compara a matéria prima, os meios e produção e pagará a mão de obra e produzira, por exemplo, 150 mil reais. obtendo, obviamente, um lucro de 50 mil reais. Completo o circulo é necessário começar tudo de novo.
Para os capitalistas da felicidade o processo de obtenção de 'lucro' (felicidade) também é o mesmo. É de extrema necessidade, porém, nem que seja, um pequeno 'capital de giro; que compra a matéria prima, os meios de produção e pagará a mão de obra... Que produz os bens de consumo... Que são vendidos e dão o lucro'. Completo o circulo é necessário começar tudo de novo.
Sobre tudo no amor - sua maior empresa mundial. Acontece que algumas dessas empresas 'fecham-se' por má administração (Traição no casamento, ignorância entre parentes ou amigos, violência, por exemplo) ao contrario das outras empresas capitalistas que compram sua matéria-prima, as capitalistas de felicidade fabricam sua matéria-prima.''

- Existe ainda um pequeno contraste de informações: para começá-las e preciso no mínimo um minúsculo capital de giro(sentimento), mas para que ele sobreviva ao sistema( as crises em geral, por exemplo.) é necessário a matéria-prima.

''Se por um lado se constrói uma grande empresa do amor com tão pouco, por, também se detrói uma grande empresa do amor por tão pouco. - basta acabar a matéria-prima. ''

Todas essas reflexões se passaram na cabeça do homem, em fleches de luz, enquanto segurava-se na bóia e era puxado ao barco.
Já no barco um pouco atómico, deu um leve suspiro e depois abraçou a esposa; e de súbito enxugou a solitária lágrima que rolou de sues olhos.
Ele só não imaginaria que o navio, ao seu modo, no mesmo momento também teve as mesmas reflexões.

Sua criação por mais cede que tivesse e mais atração e mais destinado que fosse ao mar, não consegui concluir o seu propósito - Porque ele mesmo o era!
O homem ao construí-lo deu-lhe alma quando colocou aquela frase: ''Com muito Amor e Carinho''.
Seu navio foi realmente um jovem werther ao contrario. Antes de tudo, 'morreu' não por sua ''amada'', mas quando a teve. Quantos jovens werthes vivem dentro de si?
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Penúltimo

Este é o ultimo poema que eu faço pensando em você! Mentira, e o penúltimo! O ultimo eu farei quando estiver prestes a morrer de saudade - coisa que pode ser a qualquer momento!
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Sete

À noite, a lua parace que brilha sem nenhuma cicatriz,
e de sem sono o Cemitério parece que dorme.
Brilhando meu pesar, sigo os Girassóis e parece que todos vêem.
Não! Só a lua parece sabê-lo e vê-lo.

Recordo-me a dor e este momento chora em todos os relógios,
menos em meus olhos que suspiram fundo, como em busca de luz para enxergar, mas cegos e sem descanço seguem, cobertos de poeira!
É a lembrança um grito de dor ou esas que, vencendo o tempo, o sem medidas e forte tempo, leva-me ao passado?
Sigo... Sem paz. Lembrando. Sem chegar.

Isso é uma esperança, tão falha! mais falha do que as asas dum avestruz!
É um misto de não e negação, de imperfeito impedindo a perfeição.
Quem viu a dor nascer – pétala –, neste peito em flor e teve a coragem de a pisar, como quem  pisa na vida que luta contra o peso de mil mortes sob si e as vence uma a uma, uma a uma, meu Deus! uma a uma...?
Como pétala outra dor nasce sob esse mesmo peito em flor, tão falha e mista.
Falha e mista. Meus Deus, até quando?
salvem-me!

Tenho vontade de explodir e deixar de ser eu, até mesmo nas migalhas.
E nessa inexistência só ter lembranças de você, tanto.
Até que, no quando, ser livre, mesmo depois do prazer, para chupar seu corpo inteiro, que eu também sou "fi" de Deus!

O sonhar doi-me tanto.
Não pela realidade triste como um sol molhado, mas pela presença de tua ausência.
Eu felizmenteria a mão por cada curva, com meu coração ferosmente palpitando, mas sem pressa alguma E beijaria cada beijo com uma nova vida,
e quando tudo estivesse pronto, a primeira vez seria do teu corpo purificaria o meu em outra primeira vez.
Ninguém jamais saberá dessa verdadeira verdade que só é mentira porque a sonho.
Doi.

Que saudade gigante e de aço!
Nesse dia uma nova Primavera nascerá na Primavera já nascida
e eu não sei que fruto serei.
Em meio às Violetas terá uma Rosa vermelha e saberemos o porque!
Porém, isso trará o Inverno, espetacular e abruptamente.
Você já ouviu falar das "Rosas que dão no Inverno"?

Envelheci por dentro e fora do tempo
porque estive sempre fingindo e fugindo, mas sorrindo sem rir
A dor foi verdadeira, como os dias vêm e passam.
Amei sempre àquela cuja pronome sempre ordenou que ficasse distante.
Fui indo sem nunca chegar E chorei e cansei! de cansado, chorei nuvens cor de chumbo
Antes mesmo eu gritara, chega!
Futuro foi e eu fiquei no passado e sem presente.
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Futuro elocutivo


Estou longe, muito longe de você,
Amplamente apertado no fundo de mim mesmo.

Lá fora o sol brilha sobre os cabelos,
Cujos reflexos perturbam a cortina de minha janela,
Que como luz branca não os deixam entrar.

Sinto falta de ar ao pensar no passado,
Quando ele foi contaminado e eu não pude morrer,
E neste instante, com o peito cheio de ar e vida,
Rememoro aquele e luto com as mãos na garganta deste, 
Pensando e buscando morrer no futuro!

A decepção anulou a dor.
Que morrerá em paz!
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Pôr do Sol

A Vida sou eu
E isso não é dor!      
Mas há um Som que Ouço, tanto,
e que pode me ouvir, talvez.

Há um Som que Ouço, tanto,
Que também pode me ouvir!
É como, depois da chuva, ser invadido pelo pôr do Sol,
e apenas  Brilhar e Ouvir.

Depois da chuva, ser invadido pelo pôr do Sol,
e apenas Brilhar e Ouvir , apenas Brilhar e Ouvir,
Apenas Brilhar e Ouvir para sempre,
Eu prometo!
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Vitrine

Caminhando nas jovens marcas do do meu rosto, minhas mãos caiem em abismo fatais!
Não são de distância, faca, morte, mas de antes e depois e agora e vida?!

Tanto tempo fui caindo que a vida “levou os meus vinte anos, o meu coração”

As mãos seguem escrevendo está caminhada pretérita!
Mas eu em repulso, como o braço que ficou de fora do giro doce e alegre de um carrossel,
por meio da vitrine da uma loja,
tristemente reconheço e vejo que minha história fora e será negra!
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Um gesto que se quebrou

A força que tinha era inversa. Em verdade, a derrota sempre me estendera a mão. Sim, chorei sozinho e Júpiter é a prova disso! Porém, não estive só na solidão porque há tempos desejara um gesto que se quebrou no berço, mas vinha forte e companheiro, coitado! –  Tanta história sem mim, mas sobre. Daqui adivinho o amanhã –   não fui ninguém ou tudo é ilusão e fotografia!
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Cariátide

Há tanto tempo perdido em Marte, que não vi a Terra girando. Por isso, cheguei exatamente onde não fui, sou o que não pude ser! 

Secaram-se as lágrimas.

O grito que se perdeu, ainda no desejo, ecoou estrondoso, mas a morte apenas começava.
– Geme, meu filho! Porque o tempo trouxe-te monstros de abismos nas gargantas, os quais estão prontos para te engolir!

E os carros me passam por ruas que não sou, as casas me surgi dos poros, e o Céu desenha-me  toda uma maquete de nuvem e ausência e cimento para a vida   –    Cariátide pecadora e derrotada –   para vida sustentar!

Também, há tanto tempo lá perdido que a pupila do olho, sem olhar e sem pupila, caiu sob o sol e o cegou. Sobretudo, perdido dentro do vazio e do medo! Que a ausência de amar me deu um Amor frio e sem pilhas, comas quais  não consigo ligar a televisão  que me assiste, mesmo ambos desligados.

Hoje, em meu peito sem som, porém quente, tudo é fotografia e saudade ou mentiras   – Valha-me Deus, que nem eu sei o porquê!
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Comentários (2)

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danilo
2018-12-16

Obrigado

2017-05-29

Gostei de passar por aqui e conhecer um pouco do seu trabalho. Hoje tem tanta gente boa escrevendo por aí que é quase impossível dar conta de tudo!