Lista de Poemas

Saber a mar

neste ser recatado...

nesse passar

sem se ser notado...

 

nesse lugar quadrado

aonde vivemos

quase tod@s

sem se precatar

 

uma curva na estrada

horizonte, que de fronte

se não deixa assim revelar

 

e na noite

estrelada

nesse véu entre o tudo e o nada

o teu céu se deixa pintar... 

 

e das cores que sonhamos

quando ao deitar ainda deixamos, 

nessa vontade... sossegar

e já à vontade aparecem veredas!

sempre verdejantes, apenas:

nesses primeiros instantes

nos que nos atrevemos assim a explorar...

 

e no dia a dia das entrelinhas

subtil o sentido que aninhas

nesse peito ainda a palpitar

estremece, parece que arrefece

calor desse ser humano

que se estende e entende

qual flor silvestre...

sem ter sido plantado

por ser algum...

 

ainda a querer

assim

se expressar

 

uma outra forma desse

saber amar...
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Ecos de Vida

Ai aonde a vida aninha

Nesse coração que se detinha

 

Em cada passo numa vereda qualquer…

Sentir vida por nós adentro a acontecer;

 

Em cada momento de silêncio maior;

Nesse recanto que cresce no interior

 

Nesses claustros ainda cheios de vida

Veredas e trilhos que nos animam

 

A voltar a caminhar:

Nesse sentir devagar

 

E nesse contexto ameno,

nesse tudo calmo e sereno

 

Sentir as cores de vida preenchida,

A germinar assim sem despedida,

 

Apenas a nos tocar nesse divagar

Espaço Interior desse ser maior

Esse algo assim a se encontrar

Nó que se estende em derredor

Assim sempre a nos entrelaçar…

 

Integrar sem ir nem voltar apenas o descobrir devagar

Algo dessa essência a se concentrar e nos alimentar…

 

Dessa vida que rejubila:

Dessa água cristalina

Assim ainda a borbulhar;

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De Vénus a M@rte

ao descobrir cada poema numa linha seguida dentro de uma cidade qualquer...

e entrar de investida, sem aviso prévio nem guarida, para seguir os teus ideais...

e ver que cada tema tinha uma sequela escondida esperando o teu ser de Mulher...

passear pelas guaridas das ruas e avenidas pare se ver, cuidar, assim mais os animais...

 

e nesse Homem perdido, entre tanto ser escondido, que espera uma esperança para renascer

voltar a crer no ninho, neste lugar - sempre sozinho - neste entramado aonde ainda as vemos iguais

a estrela cadente, nesse horizonte - a mais quente - a que anima poentes sem velar, a que te levanta na madrugada quando se apagam as demais...
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Ser e Estar

ecos desse futuro presente

nos guia entre rios de gente

um lugar calmo e sereno

aonde ser e estar

 

ouvir essa melodia garrida

em cada eco palavra de vida

 

sentir essa alegria em cada dia

voltar a crer sem mais duvidar

 

entrar na sintonia que por dentro vivia

criar novas metas, encontrar estradas esguias

viajar, em teus pés assim o palpitar, desse estar mais perto

de cada ser e lugar, e querer de corpo inteiro assim se chegar

 

inteiro o tempo, integro o ser a passar

sentir que se está cada vez mais perto

meta futura que te foi dada a sonhar...
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Iron ias

agradeceria, cometários sobre a nostalgia...

neste esperar, fazer-se algo útil 

entre a arte subtil do rimar...

 

como um nascer do dia:

lançar pontes sobre o desespero,

para ver a luz do teu olhar de segredo

pintada sobre a estrada pavimentada 

a sorrir e assentir, sem mais nada...

 

alvorada... 

 

a sorrir, quem sabe...

assentir sem tempo nem idade

quiçá a ver além do ser real:

 

o escrever sonhos indiferentes

por entre as melodias 

e os dons de gentes

que aqui pairam pelos beirais;

 

palavras sempre veladas

 

letras sempre a mais...

 

e doces sentidos,

para sempre vivos, 

por entre os temporais;

 

destas sombras nas avenidas

quando se recolhe a luz dos dias

e as horas se tornam invernais...

 

rimar quais obras primas... 

frases às que aspiras 

entre olhares sempre iguais...

 

desencadear de fantasias...

quando os temas que dizias 

eram os meus breves finais...

 

por entre reticencias das belas ciências sociais, 

estar perto na distância que nos gela os ideais;
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Olhares de Amor

quando, estás noutro lugar

ou o lugar onde estavas é levado

pelo tempo acompassado

pelas veredas imaginadas

feitas ruas e estradas...

 

flores que sempre vias - cuidadas

nos jardins de beirais -  mimadas

pelos amores sempre abundantes

primores desses olhares amantes

que viam sempre a dançar

crianças e gentes de idade

nas vilas olhando a cidade

e nos contemplavam em verdade

e assim diziam ao nos ver passar
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Ecos da cidade a mais

e veredeas... iluminadas

cheias de tanto se andar

 

desses relanços de escadas escondidas

entre ruas e pedras polidas

até os beirais aonde ainda

nos vemos sem nos falar

 

estes ecos de viver

assim entre o estar e ser - atuais

tanto que se mostra e se deixa passar

entre o que era vivo, o que está assumido

e ainda o que poderemos voltar a encontrar

 

caminhos de luz e de sonho

neste lugar enorme - medonho

noite após noite tanto ser a silenciar

seus devaneios, ainda entre os recreios

das praças cheias, das vias que creias 

 

assim qual ver e pintar...

nesses poemas aonde ias,

nessas rimas de poesias

saindo sem sequer se pensar...
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Cuidares

luzes sempre acesas

qual vê-las sempre à mesa

 

cidades que não dormem

turnos sempre a cuidar...

desses recantos - enormes

onde vivem tant@s

sem serem demais...

 

e nos destinos entrelaçados...

tênues laços unem seus fados;

 

somos qual bem se quiser...

umas vezes empoderados

outras qual coisa qualquer...

 

e no sonho, um abraço ilumina

a mão em mão reanima...

o olhar sereno prenuncia confiar

o estar perto 

ainda longe

faz o Ser
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Ecos da Cidade

numa cidade cadente

cheia de humanidade e de gente

alamedas preenchidas

 

olhares de soslaio, reflexo

dos ecos de outras vidas...

 

aromas que se entrelaçam

enquanto uns e outros passam
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Poema Migrante

quando se não entende

a linguagem da gente

 

quando tudo

parece obscuro

nem transparente

nem seguro

 

quando te apressas por chegar

e chegas e vais chegando...

a nenhum lugar;

 

quando te precipitas

uma gota neste oceano

e hesitas... por estar só

 

tu és a água

do rio diário

do mar que nos cerca

do oceano que nos inunda

desta humanidade jocunda

 

que é fértil em obra e pensar

e voa aonde não mais se pode chegar

 

nestas ruas de pavimento

e betão armado...

 

quando caminhamos sempre sós

mesmo estando tantos lado a lado

 

podíamos ser tu e eu

podíamos ser só nós...

 

podíamos assentir em silêncio

no mesmo olhar, na mesma voz
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