Lista de Poemas

Dias de inverno

Dias de inverno

Tão certo

Como que a primavera

 trará ao de cima

Essa semente garrida

Em teu peito a aninhar

E nesse tempo de estiva

será já florida

Para alimentar

quem dela queira provar
👁️ 15

Dias de inverno

Dias de inverno

Tão certo

Como que a primavera

 trará ao de cima

Essa semente garrida

Em teu peito a aninhar

E nesse tempo de estiva

será já florida

Para alimentar

quem dela queira provar
👁️ 4

Vida partilhada

Nessa terra imaginária

Fértil ainda solitária

Esperando os teus passos

se achegando

Teu pranto

para se ir molhando

E teu suor

para se ir alagando

Até conformar

Esse sereno alento

Brisa que levamos dentro

Esse mar de amar

pairando no peito

sem se secar

E sem soçobrar levámos

A barca dos sonhos

por onde vogamos

E no caminho deixamos

Sementes de vida

que partilhámos
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Poemas de vida

Se trouxesse ao de cima

Essa minha sina escondida

Se me deixasse tocar

Pela senda serena

que me é dada a andar

E nesse poisar

sem sobressalto

Deixar esse pé

descalço

Sentir toda essa humidade

perene

Essa suave morada

ao de leve

E inspirar

Deixar-se molhar

Pelo encanto

Desse mundo

sem sobressalto

gotas que pairam no ar

nesse alento quente

nesse algo ao de leve

que rodopia sem parar

e nos abraça sem se notar

E Sempre a nos admirar

Reflexo vivo e sentido

Desse algo que não digo

E que procuro

assim poder chegar

A transparecer,

a entretecer

A deixar jorrar

Palavras de mil cores

Letras de mil amores

E janelas

Todas belas

A se deixar trespassar

Pela luz das estrelas

do sol ou luar

Nesses recantos deixados

Cobertos os móveis amados

Aonde repousam

arrumados

Os poemas

mais prezados

Que ainda não me foi dado

A poder assim divulgar

 

Esses que lês

entre os espaços

deixados

nestes recantos

inacabados

E que se lançam

Em ti a vagar

Entre os momentos

escassos

Nos que nos é dado

a sonhar
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Espirais II

Nesse calor mais do que quente

Nesse irradiar entre a gente

E plantar

letras de sonho

E deixar-se

Levar

 

Qual a folha no vento

Pairar

 

Quais remansos

de águas claras

Refletir

Sem deixar ir

Esse momento

 

a se partilhar

 

Quais vagas

nas marés

A teus pés

Sibilando

Lambendo

Tocando

Suavidades

Serenas mocidades

Que se trazem ao luar

 

Vestidas

Em danças esquecidas

Entre os céus a cintilar

 

Essas mesmas

flores garridas

Silvestres

E nascidas

Nesse teu peito

 

Devagar

 

Qual alento

Que se partilha

 

Ao de perto

Qual nos humilha

Para se mostrar

Nessa humildade

Da certeza

Dessa terra

que nos preza
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Poemas entre ocaso e madrugada

Poemas nas névoas da madrugada

Cores, sons e luz do ocaso

que traz céus estrelados

aos horizontes mais ansiados

esses que ainda pensamos

que poderão ser

pelo poema que se lê,

pelo tema que se crê,

assim tocados e desfiados

quando juntos

entre nós

nos entrelaçámos

e sendo desatados

esses sentimentos

assim vogam no vento

e deslizam no ser que

sedento

se venha a abeirar

desse outro lamento

que nesta vida se vem poisar

melodia mais garrida

quando por nós colorida

vereda de fantasia

na que a imaginação decora

os sentidos do dia a dia

o coração em cada hora
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A pena e a pluma do poeta

Se vale a pena

Perseverar

Se vale a pena

Acreditar

Se vale a pena

Num poema

Assim acreditar

Depositar sonhos que levámos

O peito aberto que soletramos

Esse sentido sentimento que elevamos

Até trazer à luz desse querer, com vontade

Desse dar à luz essa verdade

Velada, fugidia, nua ainda que vestida

Dessas tantas definições

Perdida entre cifras e cifrões

E despojada dessa sua face mais clara

Jamais esclarecida

Que estende pontes

Aproxima

E faz do abraço mais baço

Uma esperança renascida
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Vento em Espirais

Sentir o vento em espirais

Sedento de te tocar

Trespassar

Brincando com afolha desgarrada

Que da árvore em vida foi retirada

Pairando, dançando com ela

Suavidade entre a treva

E nessa dança

Que por nós avança

Nesse festival de vida

Que se levanta

Vem poisar

Em tua mão estendida

Vem aninhar

Em cada gesto humanidade nascida

Nesse remanso

Que o vento penteia ao de leve

Nessa paz

Que a brisa sopra na pele

Nessa tranquilidade

Que se faz

Ao dar de ti o que és capaz

E sendo entregue

Sem ser de ânimo leve

Essa folha

Colorida

Página

De vida

Vai chegar ao ribeiro

Que a leve

Ao rio

que a ampare

Ao mar que se elevando

Assim a eleva

E ao lugar

onde se vai encontrando

Nessa folha

Em branco

Onde ainda suspiram

Teus sonhos de encanto

Tuas palavras de meio-dia

Tuas verdades mais simples

Teus sentimentos

na manhãzinha

E nesse ocaso

Pintado

Folha a teu lado

Vês de novo rodopiar

Nesses flocos de neve

Tão alvos

Que o vento faz pairar
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poema seleto

Traduzir o sentir em sentido pleno

O pensar em algo suave e ameno

Esse balouçar de musical temperança

Essa brisa na tempestade trazendo bonança

E nessa sobriedade de se querer abraçar

O tempo, o firmamento, o mais amplo mar

De amar embevecidos, desse algo a partilhar

Assim como que possuídos

por essa força que emerge

Por esse íntimo profundo

que nos submerge

No centro mais recôndito

No amago mais secreto

Nessa fonte borbulhante

Onde todo o ser é seleto

E sendo bem prendado

Por se ter

Com todo o ser

Assim se abeirado
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Espirais III

E sustém

 

Assim também

Essa humanidade

Essa humidade

Que entra por nós adentro

Água qual em ser sedento

Dessa nascente

a se encontrar

 

E no dom

Do coração

inflamado

Desse algo

Assim qual doirado

Num raio de luz

Assim trespassado

Para ser gérmen

Da vida

Que nos foi dado

A entregar

 

Em cada frase

Em cada instante

Em cada relance

 

Desse algo

Que sempre

se achega

 

Sem sequer

Se dizer
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