Lista de Poemas
História da Gaivota
A gaivota desceu do Mar
Para brincar
Foi andar de balouço
E largou-se
Como um menino
Caindo
Antes de pousar
Mas deu-lhe o vento
Um açoite
Que é de muito mais idade
E por sobre as ruas da gente
Só chia de carro
Lá se fora a asita, aflita
De papel assim fechada
Estava fria
E amuou as falas
Na calçada
Desci um pano preto
Pelos dois olhinhos dela
Ensolarados
Soltaram-se penas vivas
De medo parado
Levei-a para casa
Contei uma história de fadas
Meti na TV os passarinhos
Dei-lhe
Vinte e oito Douradinhos
Qual?! Não quis!
Nem pensos nem curativos
Fundos:
Apenas teimou
num leve segundo:
- Sei um caminho
Sossegadinho
E voou
Para brincar
Foi andar de balouço
E largou-se
Como um menino
Caindo
Antes de pousar
Mas deu-lhe o vento
Um açoite
Que é de muito mais idade
E por sobre as ruas da gente
Só chia de carro
Lá se fora a asita, aflita
De papel assim fechada
Estava fria
E amuou as falas
Na calçada
Desci um pano preto
Pelos dois olhinhos dela
Ensolarados
Soltaram-se penas vivas
De medo parado
Levei-a para casa
Contei uma história de fadas
Meti na TV os passarinhos
Dei-lhe
Vinte e oito Douradinhos
Qual?! Não quis!
Nem pensos nem curativos
Fundos:
Apenas teimou
num leve segundo:
- Sei um caminho
Sossegadinho
E voou
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A Vela
Acende um desejo simples
Tépido como um aroma.
Um momento que arda, na paz escura do tempo
Tal estrela cadente.
Devorada em fragrâncias, tão breve
É o soluçar de uma promessa...
Pois que palavras são feitas de Primaveras,
Soltemos os pássaros a cada madrugada.
Uma cereja madura no gosto
Derrete-se como a bússola febril
Deste clarão: a memória-bandeira
Do nosso perfil transparente!
Risca o vazio com esta Lua de brincar
E deixa que a noite embale sossegada...
A flor efémera, que se ri,
O teu olhar, que cintila
E eu vi!
Tépido como um aroma.
Um momento que arda, na paz escura do tempo
Tal estrela cadente.
Devorada em fragrâncias, tão breve
É o soluçar de uma promessa...
Pois que palavras são feitas de Primaveras,
Soltemos os pássaros a cada madrugada.
Uma cereja madura no gosto
Derrete-se como a bússola febril
Deste clarão: a memória-bandeira
Do nosso perfil transparente!
Risca o vazio com esta Lua de brincar
E deixa que a noite embale sossegada...
A flor efémera, que se ri,
O teu olhar, que cintila
E eu vi!
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Comentários (2)
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Ana Martins
2019-04-24
Daniel, qualquer coisa se passou com a(s) rede(s) de algum telemóvel. Já sei que está tudo bem. Beijinho e continua a escrever.
Ana(bela) Martins
2019-04-23
Daniel, só agora te descobri e gostei do que li. Voltarei mais vezes. Mas vou dizer-te a razão por que te encontrei: ligo para a tua mãe e ninguém atende. O que se passa? Um abraço e continua a escrever.
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