Escritas

Eu tinha a bala

Creepy
Eles dizem meu nome
Será que me chamam
Aclamam, conversando
Com demonios

Eu escuto quando arranha
Minhas entranhas
Pedindo toxinas
A minha pupila tá muito padrão

É o karma do cão
Só posso ter sido eu o Pilatos
É tanto descaso do acaso
Me sinto deslocado

Não quero mais me alocar
Não sou palhaço, sou bobo
Da corte, entreto mas não recebo
Estou aqui pra me passar

Desprenda e enxergue
Eu vi em você, meu eu aprendeu
Vou me desprender, e percebi
O que você não percebeu

Não é preciso expulsar, vaza
Transbordando lava, arrastamdo brasas
Queimei tanto meu eu
Que eu me esconderei de novo

Sabendo do fim, assistindo de novo
De novo e de novo e de novo
Estamos fadados a ser o que somos
Reflexos do que nos fomos
Que interfere no fim e para onde vamos

A vida é só um livro aberto com fila
Pra escrever, cada uma caneta diferente de todas
Em uma mesma linguagem a caneta falha as vezes morre e as vezes chega até o fim se ela acaba com o que você pode escrever fica registrado por quem também estava escrevendo ou por quem se interessar nas suas experiências repetitivas e monótonas

Viva o momento antes que a caneta acabe.
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