Lista de Poemas
Intuição à la carte
Eu penso poesia
Intuição à la carte
Reflexão prisioneira
Ao desarranjo harmonioso
Da ação libertadora
Minha asas mecânicas
Na fluidez automática do piloto
Velocidade irracional
Aplaudindo a estagnação
Combustão e loucura neuronal
Implodida, recuada
Vencendo a gravidade
Minha potência de agir descabida
Planta desnudada invernal
Com raízes de sangue suga
Extração do abstrato
Sem ar de arrogância
Sem pretensão de humildade
Em aguas turvas misteriosas
Encontros e desencontros
De partículas eternas
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Seu urso hibernado
Seu potencial dorme enquanto você dorme
Ele vive em você como um urso hibernado
No inverno rigoroso da sua zona de conforto
Ele é a sua oportunidade perdida
A força escondida, a luz não acendida
O livro não escrito, a musica jamais cantada
Ele é o todo não vivido em plenitude
Ele é o máximo suprimido e excluído
Tesouro escondido no baú do comodismo
E da satisfação com a obviedade
Ele é o destino desviado pela livre escolha
Alimentada pelo desconhecimento do propósito
E ele é o que você poderia ser mas não será
Poderia fazer mas não fará
A menos que você acorde para a realidade
Valorize a substancia infinita do seu eu
E aprenda a ouvir a voz da sua origem
Tão cheia de riquezas não exploradas!
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abismos inexcrutáveis
Navegando em meus mares
De pensamentos e sonhos verdes
Mesclados de azuis vulneráveis
Embebidos de tons variáveis
De veronese acizentado
Refletindo o dourado cintilante
Esparzido pelo sol magestoso
Nestas águas de cristal líquido
Arte pura de cores mutantes
De pincéis fazendo espumas
Nas ondas enlouquecidas
Orquestrados por ventos sinuosos
Que serpenteiam abismos inexcrutáveis
Guardados a sete chaves
Extração concreta do abstrato
No sacudir das ondas dos neurônios
Disfarçadas em saudades arrastadas
Por brisas eternas do tempo
Do éco fragmentado
Que o passado sufocou
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Sutileza branca
Aquela ave que avisto ao longe
Singrando a imensidão azulada
Engolfada na brancura sustentável
Da beleza seduzida pela leveza
Na sutileza de movimentos acrobáticos
Transpassando a linha imaginaria
Do horizonte translúcido escondido
Na face solitária do tempo e do espaço
Vai a ave peregrina embebida em sonhos
Vinda dos trópicos temperados
Inalando tranquilamente a brisa quente
Exalando os odores do oceano
Ave branca, linda e solitária
Nem sequer imagina que nas orlas sinuosas
De um ponto distante
Existe alguem sonhando
Em trocar os pés molhados da areia
Por suas asas tão leves e soltas
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espinho do tempo
Enquanto o abraço da noite
Sorrateira chega novamente
E passam as horas vorazmente
Eu fito meus olhos nas estrelas
Enquanto cai o orvalho nas flores
Das lembranças tuas os labores
E nas saudades minhas os amores
Do ritmo mecânico das horas
Uma máquina e um coração
Imaginam qual a emoção
No teatro da vida o momento
Que no espinho do tempo a dor
Colhe como recompensa a flor
A sorte da espera um amor
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Coração em chamas
Meu pensamento vôa
Canta e desencanta
Ajunta os cacos no caos
Ajunta os cacos no caos
Se embriaga e sai da linha
Se recompõe, se levanta
Sente dor e desatina
Corre atrás do vento
No extremo leste e oeste
Se alegra na inclusão
Da unidade e cumplicidade
E afeta o desafeto
Do homem-menino
Fraqueza-força, pau e pedra
Infinita raridade
A soma da complexidade
O amor complexo da idade
Exaltação a sensibilidade
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Rua solitária
Essas ruas solitárias esparzidas de neve
Em meio ao frio de um vento indesejável
Afugenta sem remorso os corações
Dos que olham pela janela a noite vazia
Balbuciando palavras secretas
De desejos borbulhantes incontidos
Querendo decifrar os desígnios
Da estação que desfolha as árvores
Açoitando telhados dos que dormem
E arrancam da cama quente a criança
Aninhada no recôndito da mãe
Pra jogar nos braços da manhã fria
Criaturas inocentes a caminho da escola
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Sonho fugaz
Navegar em meio as aguas
Nesse mar tranquilo ondulado
Isolado do mundo que só eu
Pensar do meu sonho fugaz
Ouvir das ondas uma voz
Arrastada por caracóis
Entre brisas e lembranças
Com esse cheiro de solidão voraz
Que nas cálidas noites sem lua
Do triste momento o meu anseio
Ser acariciado por tua mão nua
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Rua Enigmática
Na escuridade da noite
Conversando com a solidão
Que me invade suavemente
Trazendo aquelas saudades
Enquanto o ruído de um carro
Lá fora na rua enigmática
Me ajuda pensar um poema
Recalcada por lembranças
Daquela voz tão meiga
Daquele olhar tão lindo
Cujos momentos se foram
Nos segredos do vento
E eu aqui contando estrelas
Restando apenas o aroma
Das flores que não posso colher
Do amor que não posso viver
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NOSSO RETRATO
Eu contemplo coisas e objetos
No silencio desse quarto abstrato
E me deparo com nosso retrato
Ainda firme e intacto
Desafiando as mudanças do tempo
Com aqueles rostos
Com aqueles olhares
Embebidos de sonhos e paixão
Ressuscitando historias e segredos
Dos bastidores do tempo
Com mascaras do passado
Peças vivas do palco da vida
Amortecidos pelos anos
E sepultados no coração
Enquanto observo nosso retrato
Com a beleza imaginativa
Vou extraindo o néctar
Das flores que juntos plantamos
Na força da juventude
Que pode adoçar nossa realidade
E decifrar o indecifrável
Perceber que tinhamos felicidade
E esbanjávamos ingenuidade
A qual não podíamos arrancar
Da razão lógica nossa unidade
A coragem aventureira nossa paixão
Porque o script de nossa vida era um sonho
E o que ficou atrás são lembranças
O que pesa hoje são saudades
O que permanece é o amor
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Comentários (2)
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fernandoarroz
2020-05-18
belê
gioliveira
2020-04-22
Muito bom! Gostei
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