Lista de Poemas

larvas vulcânicas

Escrever coisas que a gente gosta
É dar asas à liberdade
É pairar sobre o ninho
Liberando os ovos incubados
Da imaginação na grafia
É soltar das rédeas a ânsia
Que ópta pelo sofrer
A dor incessante da reflexão   
Fazer acrobacia com o pensamento
Fustigando a fera enjaulada
Não domesticada do potencial
Desatar  águas dormidas
Do subconsciente represado
Vomitando larvas vulcânicas
Numa cratéra de idéias
Numa busca de paixão
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Fatídico Dilema

Inexplicável ou não
Realidade ou devaneio 
O importante é que se diga
Que matar o tempo assim
Pensando em você
Não é desperdiçar
Chamar você à lembrança
Continuamente, seguidamente
É digerir, é metabolizar
Sua graça, sua beleza
Tão inesperada e sutil
 
Não me importo
Se esses lânguidos momentos
Me roubam, me arrebatam
E juro por esse fatídico dilema
Que ver o tempo sumindo
Como os grãos de areia varridos
Pelos caracóis das ondas
É sentir a fatalidade inocente
Daquele teu olhar místico
Verde, pungente e lindo
Tão primeiro, tão real
Um pedaço de felicidade
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comtemplação

Naquela curva da estrada
Sofisticada, serena
  Divina
 Sentei me e chorei
     Ao ver a longitude
Azul, opaca, secreta
   E cobalto
    Do horizonte.
    Cores que não mentem
Ventos que não voltam
     Sentimentos que não traem
    A  força de todo verde
     Contemplação, solitude.
     Nuvem bonita
     Nem chuva, nem sol
   Muita calma
     Águia  navegando
Vento, geometria, balanço.
Perfeição
 Inveja, vontade!
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Sedução do ser

Pensar poema é algo trancendente
Inspiração da beleza abstratamente
Como se um fogo ascendesse tão repente
Ou em forma de um insigth gradualmente
É um tipo de paixão que mexe com a gente
Você se deixa exilar  em  terra  ausente
Com sintomas fortes que  ninguém  sente
Dando ouvidos a  alma  ao  que  esta latente
É a sedução  do ser de modo diferente
Um escapismo  esporádico imanente
Sentimento se renovando  incansavelmente
Num oásis sem o calor incandecente
Onde os rios descem  caudalosamente
E os ventos te acariciam suavemente
E coisas acontecem supreendentemente
Imagine a lua  sorrindo  para o sol poente
Ao observar a terra inocentemente   
Para escrever sem medo aquilo que sente
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Tesouros escondidos

O hábito de escrever 
Me deu asas para voar
Pois eu nunca imaginei
Que seria possível ver montanhas
Enriquecidas de rios e vales
E ao mesmo tempo inalar a brisa
Dos quatro pontos cardeais
Seguindo a curiosidade dos ventos
Sobre as múltiplas paisagens
Desvendando seus mistérios
E me embebedar com o panorama
De um oceano infinito e profundo
Que expressa a liberdade
E revela o poder do amor
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ALMA PÓS-MODERNA


 
Vivemos juntos 
Nessa vida abstrata
Na margem, na procura
Chamada pós modernidade
Fabricada pelos homens
De contradições lindas e feias
Aprisionados no caos
Peregrinando na existência 
Entre as cinzas das incógnitas 
Homo Sapiens declarados
Na irracionalidade do anormal
Mascarada de intelecto
Escombros de incertezas
Do micro ao macro cosmo
Privado e globalizado
Utopia desgovernada 
Natureza  gemente
Alma nua sem propósito
Divina imagem ignorada
Absolutos morais rejeitados
Felicidade real desconhecida
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Crinas esvoaçantes


 
Escrever é sentir a  música  
É se deixar sedar e arrastar
Pelas palavras que embriagam
É querer sofrer um sofrer gostoso
Num desejar contínuo de pensar 
É flutuar nas águas do passado
Nas correntezas das lembranças
É mexer no quebra cabeça da vida
Calvalgar no cavalo do tempo
Sentindo no rosto da alma
Suas crinas longas esvoaçantes
É ouvir  do vento perfumado 
Coisas e segredos das estações
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Inexplicável beleza

Deixa me extravasar
Nessas aguas represadas
Da tua beleza
Dessa inexplicável profundidade
Mistério não explorado
Deixa me contemplar
O que existe de mais lindo
Nesse intrigante sorriso
Felicidade exalada
Declarada
Que me fascina
Me desatina
Deixa me ouvir de novo
Tua voz esvoaçante 
Que o vento arrasta
Som inconfundível
De palavras
Pintadas de emoções
Deixa me sondar
Esse coração feminino
Trancado a sete chaves
Que me consome e me faz engolir
O paladar amargo
A tua ausência
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sempre sonhando

Vamos ver o mar
Vamos ver a criança
Na praia brincando
A praia de areia branca
De orlas multicoloridas
Entremeados de azuis
De espumas nos  brinquedos
De plástico espalhados
Com sorrisos inocentes
Em meio aos ruídos
Do estourar das ondas
Com pessoas rindo
Com o sol dourado
Em bronzeados cintilantes
Cabelos esvoaçantes
Tendo os pés molhados
Admirando a beleza
Do azul do céu de anil
Com nuvens dançantes
E aves brancas pairando
Vamos caminhando e sonhando
Sempre sonhando
Sempre caminhando...
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Meu eu real

Você é a origem de mim
Do meu exato eu real
Quando quis me descobrir
Me acabei mal
Porem quando te achei
Também me encontrei
Fui me desmistificando
E fiquei livre do auto engano
Fui me descomplicando
E saí dos emaranhados
Fui me esvaziando
E ganhei significado
Fui me simplificando
E achei a prioridade
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Comentários (2)

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fernandoarroz
2020-05-18

belê

gioliveira
2020-04-22

Muito bom! Gostei