Lista de Poemas
Literatura de cordel
LITERATURA DE CORDEL
Carlos Silva
CAMPANHA NOVEMBRO AZUL
“Uma questão de atitude
Cuide bem da sua saúde”
Na casa de Juão Putêncio
Alguém foi lhe visitar
Todos vestido de branco
Com máscaras pra evitar
A contaminação do vírus
Que estava a se espalhar
Senhor João boa tarde
Como está a sua lida
Tá se precavendo bem
Nessa terra tão querida?
Eu vim falar de uma campanha
Pra cuidar melhor da vida.
O Senhor tá urinando bem
Ou tem alguma dificuldade
Já fez exame de próstata
La no posto da cidade?
O senhor tem que se cuidar
Por conta da sua idade
Esse negoço de “prosta”
É que o doutor incarca o dedo?
Não gosto nem de falar
Quanto mais de manhã cedo
E lhe confesso que eu
Não gosto desse enredo
O Agente foi explicando
Que isso é uma prevenção
Que com um simples exame
Pra esse tema em questão
Seria feito sem o toque
Disso não tinha precisão
Mas é melhor prevenir
Do que então remediar
É um ditado bem antigo
O Senhor já ouviu falar
Pois essa doença mata
Sem medir tempo e lugar
Juão Putencio encarou
Os visitantes e disse:
Isso é coisa do capeta
Que inventou essa “Inventice”
Butar o dedo no botão
Eu não permito essa tulice
La vem essas modernagens
São elas que me consomem
Maquinas que ver por dentro
Então outras atitudes tomem
Inventem uma para o reto
Pra não tocar no anel do homem
É muita “Humilhatividade”
Esse fato eu não aceito
Cume qui a pessoa estuda
Sendo cabra de respeito
Pra depois enfiar dedo
No traseiro do sujeito?
E se o cabra gostar
Do jeito cás coisas tão
Tudo aqui tá revirado
Mudando de posição
Esse “inzame” é sem vergonha
No meu, não metem dedo não
Eu como abroba todo dia
Inda mastigo a simente
Essa doença não me pega
Nem mermo se ela tente
Eu cá estou privenido
Disso não caio duente
Minha amada vovó Dotô
Ela tinha muita sabença
Que aprendeu com os índios
Lá das bandas de Olivença
Ela tinha receita pra tudo
E curava qualquer duença
Mas eu cá lhe agradeço
Pela visita recebida
Mas estou sempre me cuidando
Na empreita dessa lida
Pois o que mais gosto Dotô
É de zelar da minha vida
Agora me dê licença
Pois preciso me ausentar
Tenho coisas pra fazer
Que eu não posso adiar
Mas se eu sentir alguma coisa
Eu irei lhe procurar
Aqui termina a visita
Na casa de SEU JUÃO
A equipe foi embora
Agradecendo a atenção
João depois disse a si mesmo
NO MEU NÃO METEM O DEDO NÃO
Toda essa comicidade
Foi somente pra ilustrar
O início da narrativa
Que irei apresentar
Então a nossa historia
Vamos aqui começar.
A equipe se dirigiu
Pra casa de Bastião
Um matuto desletrado
Que lhes deu toda atenção
Mostrando sua gentileza
Desde a entrada do portão
Nobre Senhor Bastião
Mais cedo vir eu não pude
Quero aqui lhe perguntar
Se tá tomando atitude
E cuidando direitinho
Pra ter sempre sua saúde?
Doutor estou me cuidando
Com certa dificuldade
Ando pouco enxergo menos
Faço as coisas com vontade
Mas deixe eu começar a prosa
Sem rodeio e sem maldade:
Fico cá imaginando
Flutuando a mente em nada
Me perguntando seu moço
No correr dessa estrada
Qual será a sensação
De receber uma dedada?
Nos tempos do meu avô
Do bisavô e de papai
Não se via essas coisas
E nada disso me atrai
Por aqui não entra nada
E com certeza só sai
Vem agora umas campanhas
Se vem do norte, ou do sul
Ou trazida da Alemanha
Da Rússia ou de Istambul
Pra enganar minha ciência
Chamam de NOVEMBRO AZUL
Homem que é homem não aceita
Essa tal situação
Receber uma dedada
Isso é invenção do cão
O Mundo tá esculhambado
No meu, não entra dedo não.
Querido Sebastião
As coisas estão mudando
Os Homens querem viver
E estão melhor se cuidando
E se os dias de suas vidas
Estão de fato aumentando
Respeito o seu pensamento
Mas quero aqui relatar
O Câncer de próstata mata
Por isso temos que cuidar
E fazer essa campanha
Pro mundo todo alertar
Não fere a masculinidade
Mesmo sendo desagradável
Pois o Homem é machista
Isso pra ele é insuportável
Mas cuidando no tempo certo
Lhe fará um ser saudável
Por isso viemos aqui
Com carinho lhe alertar
Se cuide a todo instante
E se quiser engajar
Essa tão bela campanha
Venha junto pra somar
Caros amigos acreditem
Devemos nos precaver
Na narrativa acima
Muitos não querem entender
Que o cuidado é necessário
Disso não temos que morrer
Lá vou contar uma história
Que não é nenhum segredo
Usar palavras diretas
Pra não perder o enredo
Homem que é homem se cuida
Supera o trauma do dedo
O toque que o médico faz
É pra fazer a prevenção
A próstata pode crescer
Em inevitável evolução
Se cuidar é necessário
Tome a sua decisão
Novembro azul é só um símbolo
De uma perfeita campanha
Assim como é o AMARELO
E o ROSA com força tamanha
As cores não salvam ninguém
Mas, mais saúde a gente ganha.
A machesa não ajudará
Se é isso que você pensa
O toque retal evitará
A propagação da doença
Se cuide e queira o seu bem
Por isso fará diferença.
O câncer é doença terrível
A sua missão é matar
Destrói sonhos e vida
Sofrimento vem pra causar
Se proteja, a vida lhe ama
Não desista nunca de lutar.
Não é um exame imoral
Nem causa constrangimento
Pois ele se faz necessário
Para evitar um tormento
O fato é sério é real
Evita um pior acontecimento.
Um dia iremos morrer
Mas se puder se cuidar
Viverás um pouquinho a mais
Para essa vida gozar
O CANCER DE PRÓSTATA É UM MAL
Mas você pode evitar.
Peste muita atenção
À campanha do mês de novembro
Traz a cor azul para o homem
Amarelo foi pro mês de setembro
O rosa pro Mês de outubro
Dessas cores bem me lembro
Então vamos prevenir
Alertar a nossa gente
Essa campanha é forte
Seja você inteligente
É QUESTÃO DE ATITUDE
Pra viver alegremente.
Carlos Silva
CAMPANHA NOVEMBRO AZUL
“Uma questão de atitude
Cuide bem da sua saúde”
Na casa de Juão Putêncio
Alguém foi lhe visitar
Todos vestido de branco
Com máscaras pra evitar
A contaminação do vírus
Que estava a se espalhar
Senhor João boa tarde
Como está a sua lida
Tá se precavendo bem
Nessa terra tão querida?
Eu vim falar de uma campanha
Pra cuidar melhor da vida.
O Senhor tá urinando bem
Ou tem alguma dificuldade
Já fez exame de próstata
La no posto da cidade?
O senhor tem que se cuidar
Por conta da sua idade
Esse negoço de “prosta”
É que o doutor incarca o dedo?
Não gosto nem de falar
Quanto mais de manhã cedo
E lhe confesso que eu
Não gosto desse enredo
O Agente foi explicando
Que isso é uma prevenção
Que com um simples exame
Pra esse tema em questão
Seria feito sem o toque
Disso não tinha precisão
Mas é melhor prevenir
Do que então remediar
É um ditado bem antigo
O Senhor já ouviu falar
Pois essa doença mata
Sem medir tempo e lugar
Juão Putencio encarou
Os visitantes e disse:
Isso é coisa do capeta
Que inventou essa “Inventice”
Butar o dedo no botão
Eu não permito essa tulice
La vem essas modernagens
São elas que me consomem
Maquinas que ver por dentro
Então outras atitudes tomem
Inventem uma para o reto
Pra não tocar no anel do homem
É muita “Humilhatividade”
Esse fato eu não aceito
Cume qui a pessoa estuda
Sendo cabra de respeito
Pra depois enfiar dedo
No traseiro do sujeito?
E se o cabra gostar
Do jeito cás coisas tão
Tudo aqui tá revirado
Mudando de posição
Esse “inzame” é sem vergonha
No meu, não metem dedo não
Eu como abroba todo dia
Inda mastigo a simente
Essa doença não me pega
Nem mermo se ela tente
Eu cá estou privenido
Disso não caio duente
Minha amada vovó Dotô
Ela tinha muita sabença
Que aprendeu com os índios
Lá das bandas de Olivença
Ela tinha receita pra tudo
E curava qualquer duença
Mas eu cá lhe agradeço
Pela visita recebida
Mas estou sempre me cuidando
Na empreita dessa lida
Pois o que mais gosto Dotô
É de zelar da minha vida
Agora me dê licença
Pois preciso me ausentar
Tenho coisas pra fazer
Que eu não posso adiar
Mas se eu sentir alguma coisa
Eu irei lhe procurar
Aqui termina a visita
Na casa de SEU JUÃO
A equipe foi embora
Agradecendo a atenção
João depois disse a si mesmo
NO MEU NÃO METEM O DEDO NÃO
Toda essa comicidade
Foi somente pra ilustrar
O início da narrativa
Que irei apresentar
Então a nossa historia
Vamos aqui começar.
A equipe se dirigiu
Pra casa de Bastião
Um matuto desletrado
Que lhes deu toda atenção
Mostrando sua gentileza
Desde a entrada do portão
Nobre Senhor Bastião
Mais cedo vir eu não pude
Quero aqui lhe perguntar
Se tá tomando atitude
E cuidando direitinho
Pra ter sempre sua saúde?
Doutor estou me cuidando
Com certa dificuldade
Ando pouco enxergo menos
Faço as coisas com vontade
Mas deixe eu começar a prosa
Sem rodeio e sem maldade:
Fico cá imaginando
Flutuando a mente em nada
Me perguntando seu moço
No correr dessa estrada
Qual será a sensação
De receber uma dedada?
Nos tempos do meu avô
Do bisavô e de papai
Não se via essas coisas
E nada disso me atrai
Por aqui não entra nada
E com certeza só sai
Vem agora umas campanhas
Se vem do norte, ou do sul
Ou trazida da Alemanha
Da Rússia ou de Istambul
Pra enganar minha ciência
Chamam de NOVEMBRO AZUL
Homem que é homem não aceita
Essa tal situação
Receber uma dedada
Isso é invenção do cão
O Mundo tá esculhambado
No meu, não entra dedo não.
Querido Sebastião
As coisas estão mudando
Os Homens querem viver
E estão melhor se cuidando
E se os dias de suas vidas
Estão de fato aumentando
Respeito o seu pensamento
Mas quero aqui relatar
O Câncer de próstata mata
Por isso temos que cuidar
E fazer essa campanha
Pro mundo todo alertar
Não fere a masculinidade
Mesmo sendo desagradável
Pois o Homem é machista
Isso pra ele é insuportável
Mas cuidando no tempo certo
Lhe fará um ser saudável
Por isso viemos aqui
Com carinho lhe alertar
Se cuide a todo instante
E se quiser engajar
Essa tão bela campanha
Venha junto pra somar
Caros amigos acreditem
Devemos nos precaver
Na narrativa acima
Muitos não querem entender
Que o cuidado é necessário
Disso não temos que morrer
Lá vou contar uma história
Que não é nenhum segredo
Usar palavras diretas
Pra não perder o enredo
Homem que é homem se cuida
Supera o trauma do dedo
O toque que o médico faz
É pra fazer a prevenção
A próstata pode crescer
Em inevitável evolução
Se cuidar é necessário
Tome a sua decisão
Novembro azul é só um símbolo
De uma perfeita campanha
Assim como é o AMARELO
E o ROSA com força tamanha
As cores não salvam ninguém
Mas, mais saúde a gente ganha.
A machesa não ajudará
Se é isso que você pensa
O toque retal evitará
A propagação da doença
Se cuide e queira o seu bem
Por isso fará diferença.
O câncer é doença terrível
A sua missão é matar
Destrói sonhos e vida
Sofrimento vem pra causar
Se proteja, a vida lhe ama
Não desista nunca de lutar.
Não é um exame imoral
Nem causa constrangimento
Pois ele se faz necessário
Para evitar um tormento
O fato é sério é real
Evita um pior acontecimento.
Um dia iremos morrer
Mas se puder se cuidar
Viverás um pouquinho a mais
Para essa vida gozar
O CANCER DE PRÓSTATA É UM MAL
Mas você pode evitar.
Peste muita atenção
À campanha do mês de novembro
Traz a cor azul para o homem
Amarelo foi pro mês de setembro
O rosa pro Mês de outubro
Dessas cores bem me lembro
Então vamos prevenir
Alertar a nossa gente
Essa campanha é forte
Seja você inteligente
É QUESTÃO DE ATITUDE
Pra viver alegremente.
👁️ 312
LEVITANDO JUNTO AO MAR
LEVITANDO JUNTO AO MAR
Feito sopro raivoso de vento no mar, cá estou eu revolto em meus pensamentos, como se a brisa densa da primavera tangesse meus sonhos e deixassem que meus pés toquem e sintam a sensibilidade dos meus passos, próximo a beira da praia.
O vento insiste em brincar comigo, e sopra mais forte, as ondas estalam por sobre a areia em busca dos meus pés.
E ao encontra-los, beija com espumas a planta desses pés carregados de estradas sopradas por tantos ventos.
Ouvir o vento, sentir a areia, deixar o mar vir ao encontro dos meus pés, é tudo cronometrado por uma orquestra invisível, mas que trás a sonoridade desse sopro tão forte.
Meus ouvidos captam esse som e eu me divirto de olhos fechados, mas de mente, ouvido, coração e braços abertos para receber esses carinhos.
Agora, sinto a calmaria, e o furor do vento, tornou-se brisa suave, harmoniosa e leve.
As ondas, cumprindo o seu trajeto no seu vai e vem, ainda brincam com os meus pés, que não fazem a menor questão de afastar-se dali.
É uma recompensa relaxante dada pela natureza. Olho pro céu, estendo um sorriso pro alto, agradecendo por estar ali sendo agraciado por aquele instante e sinto que o vento atende essa minha gratidão, pois de leve, sopra-me o rosto e eu ainda com os olhos fechados, imaginando como se (tal qual o vento) também pudesse flutuar na maciez de tão bela leveza rumo ao infinito de paz .
Vejo o horizonte e sei que não é o fim do mar, pois além desse horizonte, outros tantos horizontes existem para proteger os oceanos que nos fazem viajar em sonhos náuticos, juntando pedaços de imaginação como se fosse uma colcha de retalhos de sonhos e desejos.
A mente humana vaga, voa leve sem precisar distanciar o corpo, daquele mesmo lugar onde agora estou.
Dou asas ao meu imaginar, e por elas sou conduzido a flutuar tendo um fundo um som de piano, em notas tão doces, que fazem-me ouvir as gaivotas entoar o seu canto a plainar por sobre a beleza infinita daquele mar que agora me serve de inspiração.
Vida, vida que banha, que sopra,que trás canções imaginárias, faz-me em ti também flutuar ao som das gaivotas, do piano, de ventos, das ondas desse maravilhoso e tão sagrado mar de sonhos tantos.
Paz para o meu espirito levitando sobre o mar.
Carlos Silva.
30 de Outubro de 2020.
Feito sopro raivoso de vento no mar, cá estou eu revolto em meus pensamentos, como se a brisa densa da primavera tangesse meus sonhos e deixassem que meus pés toquem e sintam a sensibilidade dos meus passos, próximo a beira da praia.
O vento insiste em brincar comigo, e sopra mais forte, as ondas estalam por sobre a areia em busca dos meus pés.
E ao encontra-los, beija com espumas a planta desses pés carregados de estradas sopradas por tantos ventos.
Ouvir o vento, sentir a areia, deixar o mar vir ao encontro dos meus pés, é tudo cronometrado por uma orquestra invisível, mas que trás a sonoridade desse sopro tão forte.
Meus ouvidos captam esse som e eu me divirto de olhos fechados, mas de mente, ouvido, coração e braços abertos para receber esses carinhos.
Agora, sinto a calmaria, e o furor do vento, tornou-se brisa suave, harmoniosa e leve.
As ondas, cumprindo o seu trajeto no seu vai e vem, ainda brincam com os meus pés, que não fazem a menor questão de afastar-se dali.
É uma recompensa relaxante dada pela natureza. Olho pro céu, estendo um sorriso pro alto, agradecendo por estar ali sendo agraciado por aquele instante e sinto que o vento atende essa minha gratidão, pois de leve, sopra-me o rosto e eu ainda com os olhos fechados, imaginando como se (tal qual o vento) também pudesse flutuar na maciez de tão bela leveza rumo ao infinito de paz .
Vejo o horizonte e sei que não é o fim do mar, pois além desse horizonte, outros tantos horizontes existem para proteger os oceanos que nos fazem viajar em sonhos náuticos, juntando pedaços de imaginação como se fosse uma colcha de retalhos de sonhos e desejos.
A mente humana vaga, voa leve sem precisar distanciar o corpo, daquele mesmo lugar onde agora estou.
Dou asas ao meu imaginar, e por elas sou conduzido a flutuar tendo um fundo um som de piano, em notas tão doces, que fazem-me ouvir as gaivotas entoar o seu canto a plainar por sobre a beleza infinita daquele mar que agora me serve de inspiração.
Vida, vida que banha, que sopra,que trás canções imaginárias, faz-me em ti também flutuar ao som das gaivotas, do piano, de ventos, das ondas desse maravilhoso e tão sagrado mar de sonhos tantos.
Paz para o meu espirito levitando sobre o mar.
Carlos Silva.
30 de Outubro de 2020.
👁️ 472
UMA DATA PARA NAO ESQUECER
“UMA DATA PARA NÃO ESQUECER”
ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS segue pela rua, noite fria de uma insistente garoa. Seus passos aumentam de acordo o ritmo dos pingos que agora tornam-se mais fortes. Estava ansioso para chegar em casa, pois era aniversário da sua filha Rebeca que estaria completando naquela data, naquela noite de garoa os seus 6 aninhos de vida. Ele aumenta os passos por vários motivos que impulsionam seu caminhar.
Eis que surge na mesma rua uma viatura de policia, que ao passar por Alberto, freia bruscamente e já lhe dá a voz autoritária: ENCOSTA NA PAREDE.
Bairro de classe média, todo mundo é suspeito, principalmente sendo negro, andando em passos apressados pela noite e com o tempo chuvoso, dava o tom característico (Na visão do policial) que se travava de um suspeito.
Ele tenta falar algo mas é interrompido. O policial desse de arma na mão e diz: Mandei encostar na parede seu preto safado.
Seria pela cor o emprego da elevação do tom de voz daquele funcionário público, que ao vestir uma farda e empunhar uma arma, agora tornava-se tão arrogante?.
Alberto obedece e já começa MANTER O CONTROLE DA SITUAÇÃO, pois sabia que naquele momento, sua pele estaria em plano de condenação por parte daquele policial.
O que você tem nessa mochila crioulo? Ele responde: É um bolo que estou levando para o aniversário da minha filha Senhor.
Bolo de aniversário? Tá chique em negão. Deixa eu ver, abra essa mochila. Alberto tenta fazer com cuidado para não amassar o bolo, mas o policial puxa com força e o bolo cai na calçada.
A Ira de Alberto se inflama, mas ele tenta não transparecer isso para não piorar a situação.
Sarcasticamente, o REPRESENTANTE DA LEI DIZ: - Que pena, negão, parece que não vai ter mais aniversário. Ele pisa no bolo enquanto pergunta ao indefeso contribuinte (que inclusive paga pela farda, pela viatura, pela gasolina, mas só não paga pela truculência desse despreparado policial) Você tem passagem pela polícia? Mostra os seus documentos negrinho.
Ele pede autorização para pegar sua carteira (lentamente) pois não queria fazer nenhum movimento para que o seu interlocutor não achasse que ele estava reagindo aquela abordagem.
O POLICIAL PEGA A CARTEIRA E ABRE LENTAMENTE PARA CONFERIR A DOCUMENTAÇÃO.
Usa a lanterna para melhor fazer a leitura, Um outro policial desse da viatura e pergunta: Tudo bem ai Sargento? Sim, está tudo bem. Só vou conferir os documentos desse crioulo. A gente bem que podia dar uma ciranda com ele né não?
Deixa esse preto ir embora, é só mais um vagabundo vagando pela rua.
Alberto continua imóvel e sem que eles percebam aciona o celular, como se fizesse uma comunicação em secreto.
O debochado policial rir e acha até interessante a ideia da CIRANDA.
Mas é aconselhado a apenas fazer a revista. Aquilo não era uma revista, era na verdade uma humilhação, pela qual o Sr. Alberto passava naquele momento
Ao analisar a documentação, o Sargento fica estarrecido, olha para a sua PRESA, ali imóvel á sua frente sem lhe dizer uma palavra sequer. Ele olha para o colega, e ao fazer a leitura, da identificação onde se lia:
“República Federativa do Brasil – Ministério da Defesa, EXERCITO BRASILEIRO (Serviço de Identificação do Exército)
Carteira de Identidade numero (xxxxx) Lei 3069 de 08 de Janeiro – e Lei 2136 de 29 de agosto de 1983
Nome ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS
TENENTE CORONEL R1”.
Afasta-se , faz continência e começa pedir desculpas. Nisso um carro preto com 5 oficiais do Exercito, chega naquele exato momento, um helicóptero faz a varredura do local com possante holofote.
Eles rendem os policiais da viatura, e perguntam ao TENENTE CORONEL ALBERTO: Está tudo bem Senhor?
Sim. Quero que prendam esses marginais fardados imediatamente, comunique aos seus superiores que tratem da expulsão imediata da corporação e prisão desses mal servidores.
O Arrogante policial ia falar algo, mas o Tenente ordenou: CALE A SUA BOCA SEU IDIOTA. Eu tinha deixado o meu carro a poucos metros daqui porque tinha furado o pneu e a garoa foi aumentando e eu tive que aumentar os passos para chegar em casa quando você de forma irresponsável me fez perder o bolo de aniversário da minha filha.
Você terá tempo para pensar na merda que você fez, achando-se superior a outra pessoa por conta da sua pele.
As providencias foram tomadas, conduziram os policiais para a sua respectiva corporação onde foi lavrado o BO, onde os ocupantes da viatura tiveram suas prisões efetuadas para procedimentos futuros regido pela legislação.
Lição:
Não se olha, não se mede e nem tampouco se condena alguém pela cor, pelas vestes, pela aparência, pela forma de falar, de andar, de comer, ou pelo local onde mora, pelo partido que vota, pelo time que torce, pela cidade ou estado que vive. Cada cidadão tem o direito de ir e vir, pois este direito lhe é assegurado pela Constituição Nacional Brasileira , conforme art. 5º, XV, que prevê:
ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS segue pela rua, noite fria de uma insistente garoa. Seus passos aumentam de acordo o ritmo dos pingos que agora tornam-se mais fortes. Estava ansioso para chegar em casa, pois era aniversário da sua filha Rebeca que estaria completando naquela data, naquela noite de garoa os seus 6 aninhos de vida. Ele aumenta os passos por vários motivos que impulsionam seu caminhar.
Eis que surge na mesma rua uma viatura de policia, que ao passar por Alberto, freia bruscamente e já lhe dá a voz autoritária: ENCOSTA NA PAREDE.
Bairro de classe média, todo mundo é suspeito, principalmente sendo negro, andando em passos apressados pela noite e com o tempo chuvoso, dava o tom característico (Na visão do policial) que se travava de um suspeito.
Ele tenta falar algo mas é interrompido. O policial desse de arma na mão e diz: Mandei encostar na parede seu preto safado.
Seria pela cor o emprego da elevação do tom de voz daquele funcionário público, que ao vestir uma farda e empunhar uma arma, agora tornava-se tão arrogante?.
Alberto obedece e já começa MANTER O CONTROLE DA SITUAÇÃO, pois sabia que naquele momento, sua pele estaria em plano de condenação por parte daquele policial.
O que você tem nessa mochila crioulo? Ele responde: É um bolo que estou levando para o aniversário da minha filha Senhor.
Bolo de aniversário? Tá chique em negão. Deixa eu ver, abra essa mochila. Alberto tenta fazer com cuidado para não amassar o bolo, mas o policial puxa com força e o bolo cai na calçada.
A Ira de Alberto se inflama, mas ele tenta não transparecer isso para não piorar a situação.
Sarcasticamente, o REPRESENTANTE DA LEI DIZ: - Que pena, negão, parece que não vai ter mais aniversário. Ele pisa no bolo enquanto pergunta ao indefeso contribuinte (que inclusive paga pela farda, pela viatura, pela gasolina, mas só não paga pela truculência desse despreparado policial) Você tem passagem pela polícia? Mostra os seus documentos negrinho.
Ele pede autorização para pegar sua carteira (lentamente) pois não queria fazer nenhum movimento para que o seu interlocutor não achasse que ele estava reagindo aquela abordagem.
O POLICIAL PEGA A CARTEIRA E ABRE LENTAMENTE PARA CONFERIR A DOCUMENTAÇÃO.
Usa a lanterna para melhor fazer a leitura, Um outro policial desse da viatura e pergunta: Tudo bem ai Sargento? Sim, está tudo bem. Só vou conferir os documentos desse crioulo. A gente bem que podia dar uma ciranda com ele né não?
Deixa esse preto ir embora, é só mais um vagabundo vagando pela rua.
Alberto continua imóvel e sem que eles percebam aciona o celular, como se fizesse uma comunicação em secreto.
O debochado policial rir e acha até interessante a ideia da CIRANDA.
Mas é aconselhado a apenas fazer a revista. Aquilo não era uma revista, era na verdade uma humilhação, pela qual o Sr. Alberto passava naquele momento
Ao analisar a documentação, o Sargento fica estarrecido, olha para a sua PRESA, ali imóvel á sua frente sem lhe dizer uma palavra sequer. Ele olha para o colega, e ao fazer a leitura, da identificação onde se lia:
“República Federativa do Brasil – Ministério da Defesa, EXERCITO BRASILEIRO (Serviço de Identificação do Exército)
Carteira de Identidade numero (xxxxx) Lei 3069 de 08 de Janeiro – e Lei 2136 de 29 de agosto de 1983
Nome ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS
TENENTE CORONEL R1”.
Afasta-se , faz continência e começa pedir desculpas. Nisso um carro preto com 5 oficiais do Exercito, chega naquele exato momento, um helicóptero faz a varredura do local com possante holofote.
Eles rendem os policiais da viatura, e perguntam ao TENENTE CORONEL ALBERTO: Está tudo bem Senhor?
Sim. Quero que prendam esses marginais fardados imediatamente, comunique aos seus superiores que tratem da expulsão imediata da corporação e prisão desses mal servidores.
O Arrogante policial ia falar algo, mas o Tenente ordenou: CALE A SUA BOCA SEU IDIOTA. Eu tinha deixado o meu carro a poucos metros daqui porque tinha furado o pneu e a garoa foi aumentando e eu tive que aumentar os passos para chegar em casa quando você de forma irresponsável me fez perder o bolo de aniversário da minha filha.
Você terá tempo para pensar na merda que você fez, achando-se superior a outra pessoa por conta da sua pele.
As providencias foram tomadas, conduziram os policiais para a sua respectiva corporação onde foi lavrado o BO, onde os ocupantes da viatura tiveram suas prisões efetuadas para procedimentos futuros regido pela legislação.
Lição:
Não se olha, não se mede e nem tampouco se condena alguém pela cor, pelas vestes, pela aparência, pela forma de falar, de andar, de comer, ou pelo local onde mora, pelo partido que vota, pelo time que torce, pela cidade ou estado que vive. Cada cidadão tem o direito de ir e vir, pois este direito lhe é assegurado pela Constituição Nacional Brasileira , conforme art. 5º, XV, que prevê:
👁️ 453
O EIXO DO MUNDO
"O eixo do mundo"
Carlos Silva.
________________________
Meu corpo vive pesado mas a mente continua nutrindo a leveza que tanto necessito para discernir as minhas dosagens de suportartações, dos necessários passos que ainda posso dar.
O mundo mudou, saiu do eixo desde longos anos passados, dos impérios conquistados por triunfos de guerras, os despojos dos vencidos e acumulos desses tantos bens conquistados.
Uns inventaram o fogo, outros os extintores.
Uns inventaram a dor, outros os milagrosos comprimidos para cura.
Uns inventaram a fome, outros às feiras e os seus grandes Supermercados.
Do Egito à Caldas de Cipó no sertão da Bahia, só mudou as datas e o tempo.
De Hiroshima e Nagasaki até a pequena cidade de Banzaê, só não tivemos as bombas, mas outros artefatos chegaram atingi-la com estilhaços visíveis sentidos por cada um.
Herdamos as guerras, a fome (HOLODOMOR) as pestes, o separatismo social, as discriminações de variáveis formas. Deram-nos campos de concentrações de outras formas modernas, e muitos daqueles que (venceram na vida) chamam aos outros de derrotados fracassados e etc. Estes, porém, preferiram os caminhos dos sonhos, da caridade, da honestidade, da irmandade e do amor a Deus e aos seus semelhantes.
Daí então, para findar essa narrativa, faço a seguinte indagação:
Quem de fato venceu na vida?
Carlos Silva.
________________________
Meu corpo vive pesado mas a mente continua nutrindo a leveza que tanto necessito para discernir as minhas dosagens de suportartações, dos necessários passos que ainda posso dar.
O mundo mudou, saiu do eixo desde longos anos passados, dos impérios conquistados por triunfos de guerras, os despojos dos vencidos e acumulos desses tantos bens conquistados.
Uns inventaram o fogo, outros os extintores.
Uns inventaram a dor, outros os milagrosos comprimidos para cura.
Uns inventaram a fome, outros às feiras e os seus grandes Supermercados.
Do Egito à Caldas de Cipó no sertão da Bahia, só mudou as datas e o tempo.
De Hiroshima e Nagasaki até a pequena cidade de Banzaê, só não tivemos as bombas, mas outros artefatos chegaram atingi-la com estilhaços visíveis sentidos por cada um.
Herdamos as guerras, a fome (HOLODOMOR) as pestes, o separatismo social, as discriminações de variáveis formas. Deram-nos campos de concentrações de outras formas modernas, e muitos daqueles que (venceram na vida) chamam aos outros de derrotados fracassados e etc. Estes, porém, preferiram os caminhos dos sonhos, da caridade, da honestidade, da irmandade e do amor a Deus e aos seus semelhantes.
Daí então, para findar essa narrativa, faço a seguinte indagação:
Quem de fato venceu na vida?
👁️ 61
UMA DATA PARA NAO ESQUECER
ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS segue pela rua, noite fria de uma insistente garoa. Seus passos aumentam de acordo o ritmo dos pingos que agora tornam-se mais fortes. Estava ansioso para chegar em casa, pois era aniversário da sua filha Rebeca que estaria completando naquela data, naquela noite de garoa os seus 6 aninhos de vida. Ele aumenta os passos por vários motivos que impulsionam seu caminhar.
Eis que surge na mesma rua uma viatura de polícia, que ao passar por Alberto, freia bruscamente e já lhe dá a voz autoritária: ENCOSTA NA PAREDE.
Bairro de classe média, todo mundo é suspeito, principalmente sendo negro, andando em passos apressados pela noite e com o tempo chuvoso, dava o tom característico (Na visão do policial) que se travava de um suspeito.
Ele tenta falar algo mas é interrompido. O policial desce de arma na mão e diz: Mandei encostar na parede, seu preto safado.
Seria pela cor o emprego da elevação do tom de voz daquele funcionário público, que ao vestir uma farda e empunhar uma arma, agora tornava-se tão arrogante?.
Alberto obedece e já começa MANTER O CONTROLE DA SITUAÇÃO, pois sabia que naquele momento, sua pele estaria em plano de condenação por parte daquele policial.
O que você tem nessa mochila crioulo? Ele responde: É um bolo que estou levando para o aniversário da minha filha Senhor.
Bolo de aniversário? Tá chique em negão. Deixa eu ver, abra essa mochila. Alberto tenta fazer com cuidado para não amassar o bolo, mas o policial puxa com força e o bolo cai na calçada.
A Ira de Alberto se inflama, mas ele tenta não transparecer isso para não piorar a situação.
Sarcasticamente, o REPRESENTANTE DA LEI DIZ: - Que pena, negão, parece que não vai ter mais aniversário. Ele pisa no bolo enquanto pergunta ao indefeso contribuinte (que inclusive paga pela farda, pela viatura, pela gasolina, mas só não paga pela truculência desse despreparado policial) Você tem passagem pela polícia? Mostra os seus documentos, negrinho.
Ele pede autorização para pegar sua carteira (lentamente) pois não queria fazer nenhum movimento para que o seu interlocutor não achasse que ele estava reagindo aquela abordagem.
O POLICIAL PEGA A CARTEIRA E ABRE LENTAMENTE PARA CONFERIR A DOCUMENTAÇÃO.
Usa a lanterna para melhor fazer a leitura, Um outro policial desse da viatura e pergunta: Tudo bem ai Sargento? Sim, está tudo bem. Só vou conferir os documentos desse crioulo. A gente bem que podia dar uma ciranda com ele né não?
Deixa esse preto ir embora, é só mais um vagabundo vagando pela rua.
Alberto continua imóvel e sem que eles percebam aciona o celular, como se fizesse uma comunicação em secreto.
O debochado policial rir e acha até interessante a ideia da CIRANDA.
Mas é aconselhado a apenas fazer a revista. Aquilo não era uma revista, era na verdade uma humilhação, pela qual o Sr. Alberto passava naquele momento
Ao analisar a documentação, o Sargento fica estarrecido, olha para a sua PRESA, ali imóvel á sua frente sem lhe dizer uma palavra sequer. Ele olha para o colega, e ao fazer a leitura, da identificação onde se lia:
“República Federativa do Brasil – Ministério da Defesa, EXERCITO BRASILEIRO (Serviço de Identificação do Exército)
Carteira de Identidade numero (xxxxx) Lei 3069 de 08 de Janeiro – e Lei 2136 de 29 de agosto de 1983
Nome ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS
TENENTE CORONEL R1”.
Afasta-se , faz continência e começa pedir desculpas. Nisso um carro preto com 5 oficiais do Exercito, chega naquele exato momento, um helicóptero faz a varredura do local com possante holofote.
Eles rendem os policiais da viatura, e perguntam ao TENENTE CORONEL ALBERTO: Está tudo bem Senhor?
Sim. Quero que prendam esses marginais fardados imediatamente, comunique aos seus superiores que tratem da expulsão imediata da corporação e prisão desses maus servidores.
O Arrogante policial ia falar algo, mas o Tenente ordenou: CALE A SUA BOCA SEU IDIOTA. Eu tinha deixado o meu carro a poucos metros daqui porque tinha furado o pneu e a garoa foi aumentando e eu tive que aumentar os passos para chegar em casa quando você de forma irresponsável me fez perder o bolo de aniversário da minha filha.
Você terá tempo para pensar na merda que você fez, achando-se superior a outra pessoa por conta da sua pele.
As providencias foram tomadas, conduziram os policiais para a sua respectiva corporação onde foi lavrado o BO, onde os ocupantes da viatura tiveram suas prisões efetuadas para procedimentos futuros regido pela legislação.
Lição:
Não se olha, não se mede e nem tampouco se condena alguém pela cor, pelas vestes, pela aparência, pela forma de falar, de andar, de comer, ou pelo local onde mora, pelo partido que vota, pelo time que torce, pela cidade ou estado que vive. Cada cidadão tem o direito de ir e vir, pois este direito lhe é assegurado pela Constituição Nacional Brasileira , conforme art. 5º, da Constituição que diz:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens.
👁️ 99
UMA causa COM EFEITO
"Uma causa com efeito"
Saiba que Ainda tem jeito
Mude ja o seu conceito
Tens linguajar escorreito
Que venceria um pleito
Se quisesse ser um prefeito
Por muitos seria aceito
Pois tens um bom aspeito
Mas nao tente tirar proveito
E nao haja com despeito
Em ti não vi como suspeito
Tu vives em um parapeito
Mas mostra-se bem imperfeito
Chega ate ser putrefeito
Es um ser um tanto alfeito
Faça um mundo perfeito
Se em tudo tu vês defeito
Voce é que não leva jeito
Sua atitude eu enjeito
Repugno e não enfeito
Voce com esse trejeito
Contigo eu não me ajeito
Não sabe o que é respeito
Não tem amor em teu peito
Qual seria o teu preceito?
Chega ser um putrefeito
Ou não enxerga direito
Nunca está satisfeito
Tuas ações eu espreito
Mas acho que és atreito
E faz do largo um estreito
Toma teu rumo sujeito
Prepara melhor o teu leito
Não mereces nenhum preito
E pra finalizar o contra feito,
DESTRUA AGORA O TEU PRECONCEITO.
Carlos Silva...
Saiba que Ainda tem jeito
Mude ja o seu conceito
Tens linguajar escorreito
Que venceria um pleito
Se quisesse ser um prefeito
Por muitos seria aceito
Pois tens um bom aspeito
Mas nao tente tirar proveito
E nao haja com despeito
Em ti não vi como suspeito
Tu vives em um parapeito
Mas mostra-se bem imperfeito
Chega ate ser putrefeito
Es um ser um tanto alfeito
Faça um mundo perfeito
Se em tudo tu vês defeito
Voce é que não leva jeito
Sua atitude eu enjeito
Repugno e não enfeito
Voce com esse trejeito
Contigo eu não me ajeito
Não sabe o que é respeito
Não tem amor em teu peito
Qual seria o teu preceito?
Chega ser um putrefeito
Ou não enxerga direito
Nunca está satisfeito
Tuas ações eu espreito
Mas acho que és atreito
E faz do largo um estreito
Toma teu rumo sujeito
Prepara melhor o teu leito
Não mereces nenhum preito
E pra finalizar o contra feito,
DESTRUA AGORA O TEU PRECONCEITO.
Carlos Silva...
👁️ 785
LETRAS emergentes
"LETRAS EMERGENTES"
Carlos Silva.
Ha um entalo que engasga a garganta do poeta.
Sao letras pulsando, saltitando com graça, que ja vieram do cerebro, mergulharam no ribombar do coração, futucou todas as artérias querendo se ajuntar ao ritmo melodia e harmonia amparado num afinado instrumento e tudo se faz em canção.
Quem a faz, sente esse forte e tao gratificante pulsar e quem a ouve, espalha pela alma a leveza do sentir.
Em cada poro instala-se, em cada pelo eriçado sente-se recompensado e um sorriso vem involuntario e satisfatoriamente aos lábios, que, mesmo fechados, entoam em murmurio doce a sequencia da linha melódica. Agora, os ouvidos sentem, levam ao cérebro, repassam pelas arterias e voltam ao coração.
E tudo se faz canção transformando as letras em vidas faladas, escritas e cantantes.
Carlos Silva.
Ha um entalo que engasga a garganta do poeta.
Sao letras pulsando, saltitando com graça, que ja vieram do cerebro, mergulharam no ribombar do coração, futucou todas as artérias querendo se ajuntar ao ritmo melodia e harmonia amparado num afinado instrumento e tudo se faz em canção.
Quem a faz, sente esse forte e tao gratificante pulsar e quem a ouve, espalha pela alma a leveza do sentir.
Em cada poro instala-se, em cada pelo eriçado sente-se recompensado e um sorriso vem involuntario e satisfatoriamente aos lábios, que, mesmo fechados, entoam em murmurio doce a sequencia da linha melódica. Agora, os ouvidos sentem, levam ao cérebro, repassam pelas arterias e voltam ao coração.
E tudo se faz canção transformando as letras em vidas faladas, escritas e cantantes.
👁️ 483
NO MEU MUNDO NAO TEM PONTES
*NO MEU MUNDO NÃO TEM PONTES*
------_______-------_______-------
De onde venho
tudo é muito diferente
a minha gente
rala muito pra viver
E essas pontes
que dividem a cidade
É a realidade
que apelidaram de poder.
Nossa quebrada
é diferente da avenida
mas minha vida
no gueto foi bem moldada
a minha mente
é uma máquina pensante
eu sou um tudo
quando dizem que sou nada.
Sou o Joãozinho
ou o mané la do oriente
e sigo em frente
ampliando minha visão
traçando meta
faço a matéria correta
porque eu quero
Criar a minha direção
eu sou Irene
sou as Rosas e sou Lídia
eu sou a Ângela
também posso ser Joaniza
se o meu verso
desandar pra outro tema
não tem problema
a palavra improvisa.
Veridiana,
Pagu e Mariana
tem meu respeito e confiança de verdade
lembro Mafalti
Angelica e Ana Rosa
estão distantes,
em outra realidade.
mas vou seguindo
em busca do meu sonhar
bem amparado
na força de um vencedor
pois amanhã,
quero ver lá no futuro
João Manoel
ser chamado de doutor.
Carlos Silva.
------_______-------_______-------
De onde venho
tudo é muito diferente
a minha gente
rala muito pra viver
E essas pontes
que dividem a cidade
É a realidade
que apelidaram de poder.
Nossa quebrada
é diferente da avenida
mas minha vida
no gueto foi bem moldada
a minha mente
é uma máquina pensante
eu sou um tudo
quando dizem que sou nada.
Sou o Joãozinho
ou o mané la do oriente
e sigo em frente
ampliando minha visão
traçando meta
faço a matéria correta
porque eu quero
Criar a minha direção
eu sou Irene
sou as Rosas e sou Lídia
eu sou a Ângela
também posso ser Joaniza
se o meu verso
desandar pra outro tema
não tem problema
a palavra improvisa.
Veridiana,
Pagu e Mariana
tem meu respeito e confiança de verdade
lembro Mafalti
Angelica e Ana Rosa
estão distantes,
em outra realidade.
mas vou seguindo
em busca do meu sonhar
bem amparado
na força de um vencedor
pois amanhã,
quero ver lá no futuro
João Manoel
ser chamado de doutor.
Carlos Silva.
👁️ 800
O COGUMELO DA MORTE
As bombas deixaram marcas. Não só na terra que absorveram o impacto, não só na vegetação que foi toda queimada e destruída, não só nos mares que face a sua irradiação matou milhares de espécies, que em paz por ali viviam a cultuar sua liberdade nadando inocentes sem praticar mal algum.
Não só as gravidas que interrompendo seus partos, morreram com suas crias em seus ventres já prestes a dar à luz mas que assinaram uma sentença de morte sem ter direito a defesa.
Nem caberia aqui falar dos animais terrestres que sofreram a devastada agressão ferindo-os de morte e mutilações sendo pois, obrigados a serem sacrificados para aliviar as dores causadas pela explosão.
As marcas maiores, ficaram, naqueles que autorizaram que o pavio atômico fosse aceso e acionasse o artefato assassino que ceifou de 90 a 166 mil pessoas em Hiroshima e de 60 a 80 mil seres humanos em Nagasaki.
Conforme relatos históricos, cerca de metade das mortes ocorreram nos ataques do primeiro dia.
Viver com essas marcas é futucar feridas incicatrizáveis.
UM GAROTINHO e um HOMEM GORDO provocaram o cogumelo da maldade, que por mais que tentem toda uma humanidade jamais será esquecido. Um LITTLE BOY, apenas um LITTLE BOY fez tanto estrago em Hiroshima, e um FAT MAN, concluía sua brutalidade arremessando-se entre crianças, velhos bichos, plantas, plantações e animais, sem a menor piedade, e sem medir tamanha destruição que causaria a um povo que se hoje estivesse vivo, estaria como eu, estudando, plantando, colhendo, fazendo artes, criando seus filhos e netos e ensinando os aprendizados da sabedoria para um existir mais irmanado banhado (AO INVÉS DE ÓDIO) de amor, fraternidade união e igualdade entre os povos.
A primeira arma nuclear a ser detonada no mundo, foi a BOMBA TRINITY, isso aconteceu em 16 de agosto de 1945.
Desses 75 nos passados, o que somamos para o nosso viver atual?
Num oceano PACIFICO, tivemos o espetáculo de uma terrível guerra.Deveriam até(Pelo ocorrido) ter mudado o nome das águas, já que não mudariam jamais o estrago que fizeram por conta do poder.
Condenamos tanto as ações de Hitler, sendo que de alguma forma chegamos a imita-lo em gestos e fazeres destrutivos. O PROJETO MANHATTAN doerá por muitos anos nas mentes, nas lembranças e nas heranças dos seus executores, que ao receber a voz de comando, acionaram o gatilho destrutivo, com ou sem os seus consentimentos.
Mas já se passaram tanto tempo, o perdão já foi concedido, as mãos foram apertadas e o passado negro, já não existe mais. Esquecer? só esquece uma surra aquele que aplica. Quem a recebe, memoriza cada momento da execução sentida no corpo. O poeta Paulo Eiró, para definir a raça humana e os seus desmandos através do poder do mandar, disse um dia: “O HOMEM SONHA MONUMENTOS E SÓ RUINAS SEMEIA”.
Estaríamos nós SERES ditos tão HUMANOS a reconciliarmo-nos com nossos corações e apagar de vez a sangrenta página da nossa história, se desde o começo de tudo, só aprendemos a brigar?
Qual a melhor reflexo que o espelho da nossa consciência fará com que vejamos sem sentir o menor instante de remorso por algo que fizemos e que a tantos prejudicou ao longo desse nosso caminhar?
Que outras bombas se calem, e que os estampidos não mais ecoem dilacerando tantas vidas inocentes.
👁️ 832
UM QUERER EM POESIA
Eu queria... sim eu queria!
Queria fazer uma poesia que furasse o oco do mundo, rompesse as locas de pedras, mergulhasse numa lagoa e se estufasse em busca de um rio, e só parasse de furar o bucho do mundo quando chegasse lá no ultimo mar de não sei onde.
Lá, ela acalmaria o cais de vários portos, enxugaria as lágrimas daquelas que amam os Homens vestidos de branco e que em troco de alguns trocados trocam suas experiências deitando-se em vários corpos.
A minha poesia entraria nas sinagogas e ensinava aos escribas falantes o verdadeiro amor que o poder de uma palavra tem, sem crucificar em nome de Cristo, uma humanidade que anseia por uma benção de paz.
Adentraria nas mansões e expulsaria de lá os vícios da soberba, da prepotência e da arrogância, convertida em práticas de luxurias. Invadiria prisões e libertava os guardas das suas obrigações carcerárias, onde eles por um gesto de irmandade soltariam todos os encarcerados escravos de uma pena maior do que a merecida, imposta por um juiz que nem a vida dele mesmo é tão justa que não mereça também um castigo punitivo pelos seus atos falhos no escrutínio dos seus aposentos.
A minha poesia sobrevoaria as igrejas e ensinaria aos padres, bispos, pastores freiras e papas, o real significado do PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU.
Assinaria (não com a rubra tinta do sangue de inocentes em campos de batalha, mas com o branco da paz), um tratado que amenizasse do mundo tudo a culpa ou a condenação por tudo aquilo que não condiz com o bom viver de um ser humano que guarda e professa a sua fé no Deus criador.
Depois ela voltaria para mim, em forma de risos, desenhados de linhos flutuantes em cores azuis, anunciando que a paz no mundo foi consolidada e que os homens de boa vontade agora só falam e cantam munidos de muito amor e paz em vossos corações.
Eu queria... sim eu queria! Eu queria que a minha poesia fosse o balsamo benigno que furasse de amor os corações de todas criaturas da terra... (de todos e de todas as criaturas da terra), até ver de perto como uma borboleta beija seu próprio casulo anunciando a chegada de mais uma vida para enfeitar o mundo de um colorido admirável.
Eu queria... sim eu queria! era só o que eu queria. Que a vida me provasse com amor, como é bonito rico e possível vencer e eliminar o ódio dos corações que foram manchados por coisas tão banais.
Carlos Silva.
👁️ 853
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Carlos Silva
2023-03-16
Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.
O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos.
Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado.
Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS.
Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO.
Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz.
Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis.
2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo.
Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais.
Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo.
Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente.
2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado.
Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa.
As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil.
Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais.
CORDÉIS
Português
English
Español