Lista de Poemas
PERMITA-SE
De hoje a 30 dias muda tudo.
Novos sonhos, novas esperanças, novas conquistas e também outras perdas de algo que achavamos que era exclusivamente NOSSO.
O mundo é um relógio perfeito e no pêndulo do existir, é com a nossa confianca que podemos seguir sem guardar mágoas (pois elas nos fazem adoecer) sem cobrar nos outros nossas próprias falhas.
Que renasçamos mirando um futuro promissor, uma vida cheia de afetos mais possíveis e de largos abraços que estreitem e juntem corpos em busca de um alivio.
Somos capazes, somos fortes e soubemos ao longo do existir, que o complemento para uma longa jornada, já começa no primeiro passo dado.
Siga adiante, retornar, só se for pra reaprender, ou pedir desculpas a quem possa(Mesmo sem intensão) ter ferido no teu prosseguir.
Seja igual o avião: SIGA SEMPRE AVANTE MIRANDO O HORIZONTE, POIS NO AR, AERONAVE NAO DÁ MARCHA A RÉ.
Chore, ria, grite, dance, pule, seja teimoso(a) enfrente a vida de frente, pois se você ficar de lado, ela passa e nunca irá te enxergar.
O momento pra ser feliz, pra dar presente, dizer que ama,fazer alguém sorrir, é exatamente Agora, nesse teu hoje presente.
Plante amor e colherás as bênçãos derramadas para toda sua vida.
Feliz hoje, amanhã e depois de muitos amanhãs que virão para ti.
Permita-se escolher e fazer o bem. Ame-se, para poder amar a todos do mesmo jeito que você se ama.
Mande essa mensagem, para um amigo, ou para alguém que você acredita que deve recebe-la.
Lembre-se: Ninguém mais que Cristo, amou e perdoou a muitos sem cobrar recompensas por isso. Tá na hora de aprendermos com Ele, que ainda podemos buscar a felicidade e distribui-la gratuitamente, mesmo que seja através do mais simples gesto.
Seja feliz, amando e valorizando cada partícula de segundo respirável nessa terra.
Carlos Silva.
01.12.2020
Novos sonhos, novas esperanças, novas conquistas e também outras perdas de algo que achavamos que era exclusivamente NOSSO.
O mundo é um relógio perfeito e no pêndulo do existir, é com a nossa confianca que podemos seguir sem guardar mágoas (pois elas nos fazem adoecer) sem cobrar nos outros nossas próprias falhas.
Que renasçamos mirando um futuro promissor, uma vida cheia de afetos mais possíveis e de largos abraços que estreitem e juntem corpos em busca de um alivio.
Somos capazes, somos fortes e soubemos ao longo do existir, que o complemento para uma longa jornada, já começa no primeiro passo dado.
Siga adiante, retornar, só se for pra reaprender, ou pedir desculpas a quem possa(Mesmo sem intensão) ter ferido no teu prosseguir.
Seja igual o avião: SIGA SEMPRE AVANTE MIRANDO O HORIZONTE, POIS NO AR, AERONAVE NAO DÁ MARCHA A RÉ.
Chore, ria, grite, dance, pule, seja teimoso(a) enfrente a vida de frente, pois se você ficar de lado, ela passa e nunca irá te enxergar.
O momento pra ser feliz, pra dar presente, dizer que ama,fazer alguém sorrir, é exatamente Agora, nesse teu hoje presente.
Plante amor e colherás as bênçãos derramadas para toda sua vida.
Feliz hoje, amanhã e depois de muitos amanhãs que virão para ti.
Permita-se escolher e fazer o bem. Ame-se, para poder amar a todos do mesmo jeito que você se ama.
Mande essa mensagem, para um amigo, ou para alguém que você acredita que deve recebe-la.
Lembre-se: Ninguém mais que Cristo, amou e perdoou a muitos sem cobrar recompensas por isso. Tá na hora de aprendermos com Ele, que ainda podemos buscar a felicidade e distribui-la gratuitamente, mesmo que seja através do mais simples gesto.
Seja feliz, amando e valorizando cada partícula de segundo respirável nessa terra.
Carlos Silva.
01.12.2020
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O DESPERTAR DE UM NOVO DIA
“O MUNDO DEU UMA REVIRAVOLTA”
Acumulamos muitas perdas, e por vezes choramos, até por aqueles que nunca vimos, mas que tomamos ciência do seu existir, após as suas respectivas partidas.
Sim, eles se foram. Dentre eles, elas também.
Vidas interrompidas, sonhos diluídos como num sopro leve, numa angustia onde o ar, fez muita falta.
Ultrapassamos em nosso globo terrestre mais de um milhão de vidas ceifadas pelo corona vírus.
A cada 100 anos (como com um pretexto de diminuir a raça humana) uma onda de infecções, invade o planeta.
Quando não por guerras, bombas, misseis, e as contaminações ou fabricadas em laboratórios, ou oriundas de quem sabe de onde.
Mas o que mais (também de forma desumana, e que acredito ser pior do que a Bomba atômica), é a fome.
Silenciosa, Lenta e implacável, mas que só atinge os miseráveis criados pelo sistema de desperdícios, abandono, descaso e desumanidade.
O Coronavírus, veio desestabilizar o mundo, quebrar poderes de dominações, implantar outros interesses em quem tem mais, e muito mais crescer com a visível devastação causada por um vírus que está se mostrando mais forte que a ciência,pois está, ainda não encontrou a vacina NAO PARA COMBATE-LO, MAS ELIMINA-LO DE VEZ.
Afastou pessoas, distanciou sentimentos e excluiu muitos da sociedade que viviam alheios ou sem acreditar que tal INVASÃO pudesse acontecer e devastar com tamanha rapidez, tanta gente pelo mundo afora.
Vale ressaltar, que antes dessa pandemia, tivemos outros CONTRIBUINTES DEVASTADORES DA HUMANIDADE:
• Aids
• Ebola
• Febre Amarela
• Gripe Espanhola
• Malária
• Poliomielite
• Sarampo
• Tifo
• Tuberculose
• Varíola
Os estudiosos sei que tem o número exato de mortes causadas por estas doenças, e devem ser assustadores.
PERGUNTEMO-NOS:
• Qual o aprendizado, em que melhoramos ou em que pioramos, quais as perspectivas para o futuro, como encarar tudo daqui por diante, o acumulo de fortunas ainda é necessário, uma nova onda E MAIS DEVASTADORA cairá sobre a terra, E DEPOIS DO CORONAVIRUS O QUE TEREMOS QUE ENFRENTAR MAIS ADIANTE, Haverá alimento para suprir a demanda no mundo, as nossas produções agrícolas no Brasil, serão suficientes para consumo ou a exportação far-se-á mais necessária para capitalizarmos e equilibrar o PIB da nação enquanto abastecemos o mercado externo e corremos o risco de inflacionar nossos produtos aqui para o nosso consumo?
• Qual a nossa visão religiosa, como estaremos vendo, Deus, Cristo e a religião, o que teremos de bom em nós, que possa agradar a Deus, será que já estamos de fato vivendo os momentos finais do planeta, e as pessoas que não acreditam nessa probabilidade, como estão se preparando para o seu viver futuro?
Será que tudo que vivemos até aqui, acabar-se-á em breve sem que sejamos contemplados com a recompensa da vida eterna como o Cristo prometeu, quando afirmou: NA CASA DO MEU PAI EXISTEM MUITAS MORADAS, Muitas moradas para quem e para quantos?.
No que nos tornaremos após essa epidêmica situação que trancou em casa pais e mães de famílias, que teve que se sujeitar a um auxílio emergencial do governo e que viu os produtos mais essenciais para alimentação aumentarem exorbitantemente, fazendo a quantia valer menos da metade recebida?
Que mundo estaremos vivendo, já que (Muitos acreditam baseados na fé e eu me incluo nisso) que em breve, E MUITO BREVE, tudo isso aqui vai passar e uma nova terra será refeita e haverá um paraíso na terra, em que somente os bons de coração caráter e alma nele habitarão?
Deve haver sim, uma maneira de recuperar a nossa vida, de forma mais aproximada de Deus e dos seres que realmente merecem estar guardados e protegidos num reduto onde a paz o amor e a vida plena e abundante, esteja sendo preparada para cada um, desde que, merecedores sejam, desse usufruir.
Assim, teremos uma terra repovoada onde o mal, não existirá, onde o medo, não nos atormentará, onde a morte, jamais possa nos encontrar, pois o Senhor da vida, é quem tomará conta de cada um desses merecedores.
Vivamos, com a farta e abençoada esperança de que um dia, estaremos livres de tudo que causou tanta tristeza e que por ser tão forte, jamais lembraremos das agruras por aqui vividas.
Paz a todos o tempo todo todo e a todo tempo.
Carlos Silva.
05 de Outubro do ano de 2020
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Faz tempo que não te vejo
O tempo e o destino, traçaram rumos e metas diferentes para cada um de nós.
Perdoe-me amigo, se não lembro mais o seu rosto, se esqueci de verdade o retrato do teu estampado inocente sorriso, por não saber hoje medir o tamanho do abraço que a gente deu na partida, ou da lágrima que timidamente tentávamos esconder, pois sabíamos que a distância nos separaria dos campinhos de bola, das bolas de meia, das bolinhas de gude, das cocadas, dos ki-sucos na feira, dos dias de chuvas a correr pela rua, ou fazendo barquinhos para que fossem levados pelas enxurradas. Dói no peito esse lembrar, e hoje, por não ter um ombro amigo, choro sozinho as minhas lembranças. Quem dera...
Quem dera eu poder voltar no tempo onde a civilização não tivesse me engolido e voltar a correr pelas ruas em dias chuvosos, só para ter o prazer de ser criança outra vez
Mesmo sem poder medir, sinto saudades das nossas mãos se encontrando, das nossas conversas e brincadeiras no recreio, ou da saída do “Prédio Escolar” onde dividíamos os primeiros saberes para o nosso caminhar.
Tínhamos 10 anos, hoje estou com 68 e nunca mais tive a grata alegria doada pela vida em reencontra-lo.
Mas nos vemos, ao ver os meus netos correr atrás de uma bola (Não mais de meia) calcando os pés (não na lama) mas na grama macia do jardim da minha casa onde hoje repouso meus pensares prazerosos, em momentos de memórias e saudades sentidas.
Em minha mente, em algum lugar do meu cérebro, restou-me o recordar do teu nome: Pedrinho de Lia. (Cabeça de traíra) era essa alcunha que você tinha e que por sinal não gostava.
Ainda guardo as bolinhas de gude que ganhei de você. Eu as guardei como forma de sempre lembrar de uma infância que o tempo arrastou para o bem distante, junto a tantas chuvas que molharam essas nossas separadas e tão longínquas terras chamadas lembranças e saudades.
Por onde anda Pedrinho, e os demais que juntávamos, em baixo da jaqueira, para decidir qual a próxima aventura que faríamos naquele dia. As opções eram: Açude, Tanque Grande ou simplesmente caminhar até o Pé da Serra.
Éramos muitos, mas tem um que marca mais o nosso trilhar, o mais amável, o mais engraçado, o mais chegado, o mais amigo. Sempre tem um que o destino separa para nós, como se para marcar a nossa vida, e evitar que nos esqueçamos que um dia tivemos uma infância que carregaremos pro resto das nossas vidas.
De certo que eu trocaria o que tornei-me, ao longo da minha caminhada, para voltar a ser por alguns instantes a doce oportunidade de voltar a fazer os meus barquinhos de papel e solta-los pelas enxurradas das ruas, junto ao meu inesquecível amigo Pedrinho de lia, que sei que jamais o verei, mas que peço a Deus, que se ele ainda estiver nessa terra, que Deus possa abençoa-lo como fez comigo, tornando-lhe um Homem de sucesso na vida, igualzinho Ele fez comigo. Abraço-me nesse momento com lágrimas caindo feito as enxurradas que conduziam nossos barquinhos, na esperança que Pedrinho, onde quer que ele esteja receba esse abraçar.
Com amor, e com muitas saudades, despeço-me, para que as lágrimas não me sufoquem de tristeza, lembrança e dor levado pela saudade.
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A PELE PRETA
A PELE PRETA
Negro tens a pele preta,
Os teus ossos são branquinhos
e teu sangue é vermelho.
Só não enxerga,
quem não tem um lado humano,
onde a alma não reflete, sua imagem num espelho.
Negro tua liberdade,
não vem lá de um engenho
dos ditos canaviais
Vem da mãe Africa
pátria chão amada terra,
linhagem que não emperra, teus saberes naturais.
A cor da tua pele preta,
por espiritos destrutivos
aqui te castigou demais
Em louvação
Evocou os deuses de longe trazidos
Com as bençãos dos ancestrais
A MINHA (A SUA E A NOSSA) CONSCIÊNCIA É NEGRA.
TARDE COM POESIA
(75) 99838 - 5777
Não!
Eu não sou filho de navio negreiro, pois nem por ele e nem por seus senhores perversos fui convidado com cortesia para atravessar os mares. Fui tratado assim: Sem se importarem com as minhas crenças, nas terras onde eu era rei, onde haviam príncipes, princesas, súditos, onde entoávamos nossos cantos, fazíamos nossas oferendas e brincávamos felizes ensinando aos menores as nossas tradições, que como eles, aprendíamos desde cedo para termos um respeito e um contato maior com o criador do universo, da natureza, das estrelas, e de tudo que nossas crenças contemplavam em reverência ao Ser supremo.
NÃO! Não me deram a chance de lhes apresentar o que éramos lá no nosso continente, onde vivíamos para servir aqueles que de algum tipo de proteção careciam. Tiraram-nos das nossas terras sem nos apresentar e tampouco sem medir essas tais irmandades que tanto ouvi falar desde criança, e nenhum tipo de religiosidades, daquelas que dizem que unem os seres habitantes na terra através do amor ao próximo.
Eu fui arrancado do seio da minha tão adorada terra, e trazido como se bicho (eu e tantos outros corpos de almas já quase perdidas) fossemos.
Vi corpos dos meus irmãos ao mar lançados, como se nada fossem, por estarem fracos e doentes devidos aos maus tratos recebidos na travessia das águas que a cada instante, arremessavam-nos para outros horizontes, deixando em nós o rufar de uma saudade como se fosse um sagrado tambor a pulsar nos nossos corações.
Foram estes uteis aos peixes, pois desconheceram o sofrimento pelo quais passamos ao chegar em terra firme, numa terra estranha, de gente estranha, que media a sua desumanidade pela cor da nossa pele.
Expostos, feito mercadorias. Apalpavam-nos, abriam nossas bocas, examinavam os nossos corpos como se vissem em nós suas mulas humanas para um trabalho desumano. Vendidos em lotes, separados por compradores, víamos o que tínhamos como parentes e membros de nossa família, sendo levados já acorrentados sofrendo os maus tratos pelo corpo, já que o sofrer da alma, era bem maior que os castigos físicos que estariam por vir.
Não! Os verdes prados da minha terra não seriam mais avistados, pois deixamos para trás com a certeza de nunca mais receber nos olhos, o brilho do nosso sol da mãe África.
Até nunca... até nunca mais meu chão sagrado. Creio que este era o maior lamento do nosso povo, preso em correntes pelas mãos e pés. Adeus liberdade, pois a partir daquele momento, seríamos usados para servidão dos mais cruéis tratamentos dispensados a um ser humano.
Um dia, apresentaram-nos a Lei do ventre livre, também chamada de Lei Rio Branco, (Lei número 2040) datada de 12 de maio de 1871, promulgada em 28 de setembro daquele ano. Os filhos dos escravos nasceriam livres da servidão. (LIVRES?) Que já se arrastava por anos e anos.
De certa forma uma conquista que teria sim, um avanço para o começo do fim da escravidão.
Assim, uma nova Lei seria apresentada, de número 3.353 datada de 13 de maio de 1888, que assinada por uma Princesa por nome Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon Orleans de Bragança que extinguia de vez a escravidão no Brasil, país ao qual meu povo servia com lágrimas suores e sangue exaustivos nas labutas.
Pedaços de nós, ficaram nos pelourinhos após receber os açoites cruéis das chibatas que cortavam nossas carnes.
LIBERDADE... O NEGRO ESTÁ LIVRE... EU SOU LIVRE...LIVRE...LIVRE...LIVRE?
LIVRE? Como livre? Não tínhamos casas, nem terras, nem para onde ir, pois nada conhecíamos (ALÉM CERCAS) um pedaço de papel dizia que éramos livres, mas as nossas identidades estavam perdidas nos canaviais. Nossos sonhos, nossos desejos, nossas famílias, nossos irmãos, nossos parentes. Onde estavam todos?
Como recomeçar? Continuávamos sendo pretos, e só sabíamos obedecer.
Chegamos (Sabendo lidar com toda indiferença) ao avanço dos anos que vieram. Nossas senzalas, agora eram as favelas nos centros urbanos, enfiados lá numa periferia onde almas não residiam, e assim, fomos criando nossos quilombos, ajuntando aos poucos os nossos parentes e irmãos de peles de alma, de sangue de África, de Brasil de Banto, de orixás, de candomblés, de feijoadas, de crenças de gestos e costumes dos nossos ancestrais.
Superamos alguns sofrimentos, mas um outro nos acompanharia por onde quer que fossemos: ERAMOS NEGROS – ALFORRIADOS, MAS NEGROS, PESSOAS DE PELES PRETAS, que contrário aos brancos, residiam melhores, comiam melhor, dormiam melhor, viviam melhor e quando remunerados, éramos os de menores valores.
Estudamos, aprendemos outras profissões, erguemos junto a tantos discriminados, as maiores cidades do país.
Em cada canto de parede erguida, tem a marca do suor dos negros, dos menos abastados, dos aventureiros, de outros imigrantes, e de brasileiros sem muita escolaridade vindos do Nordeste, do Norte e de várias partes do mundo.
Recebemos Quotas, chegamos a faculdade, formamo-nos, ocupamos espaços onde BRANCOS X NEGROS travaram juntos as batalhas para vencermos nossas diferenças.
Está tudo ás mil maravilhas? NÃO! Mas algo mudou e tomara quem mude para melhor. Até o final do nosso existir, iremos sempre acreditar que somando, superaremos nossas diferenças e dificuldades pelas quais a vida e a má informação fizeram-nos passar.
Fim
Da narrativa, desejando que também seja o FIM de todo preconceito que nos desumaniza.
Carlos Silva (75) 99838 -5777
Negro tens a pele preta,
Os teus ossos são branquinhos
e teu sangue é vermelho.
Só não enxerga,
quem não tem um lado humano,
onde a alma não reflete, sua imagem num espelho.
Negro tua liberdade,
não vem lá de um engenho
dos ditos canaviais
Vem da mãe Africa
pátria chão amada terra,
linhagem que não emperra, teus saberes naturais.
A cor da tua pele preta,
por espiritos destrutivos
aqui te castigou demais
Em louvação
Evocou os deuses de longe trazidos
Com as bençãos dos ancestrais
A MINHA (A SUA E A NOSSA) CONSCIÊNCIA É NEGRA.
TARDE COM POESIA
(75) 99838 - 5777
Não!
Eu não sou filho de navio negreiro, pois nem por ele e nem por seus senhores perversos fui convidado com cortesia para atravessar os mares. Fui tratado assim: Sem se importarem com as minhas crenças, nas terras onde eu era rei, onde haviam príncipes, princesas, súditos, onde entoávamos nossos cantos, fazíamos nossas oferendas e brincávamos felizes ensinando aos menores as nossas tradições, que como eles, aprendíamos desde cedo para termos um respeito e um contato maior com o criador do universo, da natureza, das estrelas, e de tudo que nossas crenças contemplavam em reverência ao Ser supremo.
NÃO! Não me deram a chance de lhes apresentar o que éramos lá no nosso continente, onde vivíamos para servir aqueles que de algum tipo de proteção careciam. Tiraram-nos das nossas terras sem nos apresentar e tampouco sem medir essas tais irmandades que tanto ouvi falar desde criança, e nenhum tipo de religiosidades, daquelas que dizem que unem os seres habitantes na terra através do amor ao próximo.
Eu fui arrancado do seio da minha tão adorada terra, e trazido como se bicho (eu e tantos outros corpos de almas já quase perdidas) fossemos.
Vi corpos dos meus irmãos ao mar lançados, como se nada fossem, por estarem fracos e doentes devidos aos maus tratos recebidos na travessia das águas que a cada instante, arremessavam-nos para outros horizontes, deixando em nós o rufar de uma saudade como se fosse um sagrado tambor a pulsar nos nossos corações.
Foram estes uteis aos peixes, pois desconheceram o sofrimento pelo quais passamos ao chegar em terra firme, numa terra estranha, de gente estranha, que media a sua desumanidade pela cor da nossa pele.
Expostos, feito mercadorias. Apalpavam-nos, abriam nossas bocas, examinavam os nossos corpos como se vissem em nós suas mulas humanas para um trabalho desumano. Vendidos em lotes, separados por compradores, víamos o que tínhamos como parentes e membros de nossa família, sendo levados já acorrentados sofrendo os maus tratos pelo corpo, já que o sofrer da alma, era bem maior que os castigos físicos que estariam por vir.
Não! Os verdes prados da minha terra não seriam mais avistados, pois deixamos para trás com a certeza de nunca mais receber nos olhos, o brilho do nosso sol da mãe África.
Até nunca... até nunca mais meu chão sagrado. Creio que este era o maior lamento do nosso povo, preso em correntes pelas mãos e pés. Adeus liberdade, pois a partir daquele momento, seríamos usados para servidão dos mais cruéis tratamentos dispensados a um ser humano.
Um dia, apresentaram-nos a Lei do ventre livre, também chamada de Lei Rio Branco, (Lei número 2040) datada de 12 de maio de 1871, promulgada em 28 de setembro daquele ano. Os filhos dos escravos nasceriam livres da servidão. (LIVRES?) Que já se arrastava por anos e anos.
De certa forma uma conquista que teria sim, um avanço para o começo do fim da escravidão.
Assim, uma nova Lei seria apresentada, de número 3.353 datada de 13 de maio de 1888, que assinada por uma Princesa por nome Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon Orleans de Bragança que extinguia de vez a escravidão no Brasil, país ao qual meu povo servia com lágrimas suores e sangue exaustivos nas labutas.
Pedaços de nós, ficaram nos pelourinhos após receber os açoites cruéis das chibatas que cortavam nossas carnes.
LIBERDADE... O NEGRO ESTÁ LIVRE... EU SOU LIVRE...LIVRE...LIVRE...LIVRE?
LIVRE? Como livre? Não tínhamos casas, nem terras, nem para onde ir, pois nada conhecíamos (ALÉM CERCAS) um pedaço de papel dizia que éramos livres, mas as nossas identidades estavam perdidas nos canaviais. Nossos sonhos, nossos desejos, nossas famílias, nossos irmãos, nossos parentes. Onde estavam todos?
Como recomeçar? Continuávamos sendo pretos, e só sabíamos obedecer.
Chegamos (Sabendo lidar com toda indiferença) ao avanço dos anos que vieram. Nossas senzalas, agora eram as favelas nos centros urbanos, enfiados lá numa periferia onde almas não residiam, e assim, fomos criando nossos quilombos, ajuntando aos poucos os nossos parentes e irmãos de peles de alma, de sangue de África, de Brasil de Banto, de orixás, de candomblés, de feijoadas, de crenças de gestos e costumes dos nossos ancestrais.
Superamos alguns sofrimentos, mas um outro nos acompanharia por onde quer que fossemos: ERAMOS NEGROS – ALFORRIADOS, MAS NEGROS, PESSOAS DE PELES PRETAS, que contrário aos brancos, residiam melhores, comiam melhor, dormiam melhor, viviam melhor e quando remunerados, éramos os de menores valores.
Estudamos, aprendemos outras profissões, erguemos junto a tantos discriminados, as maiores cidades do país.
Em cada canto de parede erguida, tem a marca do suor dos negros, dos menos abastados, dos aventureiros, de outros imigrantes, e de brasileiros sem muita escolaridade vindos do Nordeste, do Norte e de várias partes do mundo.
Recebemos Quotas, chegamos a faculdade, formamo-nos, ocupamos espaços onde BRANCOS X NEGROS travaram juntos as batalhas para vencermos nossas diferenças.
Está tudo ás mil maravilhas? NÃO! Mas algo mudou e tomara quem mude para melhor. Até o final do nosso existir, iremos sempre acreditar que somando, superaremos nossas diferenças e dificuldades pelas quais a vida e a má informação fizeram-nos passar.
Fim
Da narrativa, desejando que também seja o FIM de todo preconceito que nos desumaniza.
Carlos Silva (75) 99838 -5777
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PELE PRETA
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Negro tens a pele preta,
Os teus ossos são branquinhos
e teu sangue é vermelho.
Só não enxerga,
quem não tem um lado humano,
onde a alma não reflete, sua imagem num espelho.
Negro tua liberdade,
não vem lá de um engenho
dos ditos canaviais
Vem da mãe Africa
pátria chão amada terra,
linhagem que não emperra, teus saberes naturais.
A cor da tua pele preta,
por espíritos destrutivos
aqui te castigou demais
Em louvação
Evocou os deuses de longe trazidos
Com as bençãos dos ancestrais.
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A MINHA (A SUA E A NOSSA) CONSCIÊNCIA É NEGRA.
Não!
Eu não sou filho de navio negreiro, pois nem por ele e nem por seus senhores perversos fui convidado com cortesia para atravessar os mares. Fui tratado assim: Sem se importarem com as minhas crenças, nas terras onde eu era rei, onde haviam príncipes, princesas, súditos, onde entoávamos nossos cantos, fazíamos nossas oferendas e brincávamos felizes ensinando aos menores as nossas tradições, que como eles, aprendíamos desde cedo para termos um respeito e um contato maior com o criador do universo, da natureza, das estrelas, e de tudo que nossas crenças contemplavam em reverência ao Ser supremo.
NÃO! Não me deram a chance de lhes apresentar o que éramos lá no nosso continente, onde vivíamos para servir aqueles que de algum tipo de proteção careciam. Tiraram-nos das nossas terras sem nos apresentar e tampouco sem medir essas tais irmandades que tanto ouvi falar desde criança, e nenhum tipo de religiosidades, daquelas que dizem que unem os seres habitantes na terra através do amor ao próximo.
Eu fui arrancado do seio da minha tão adorada terra, e trazido como se bicho (eu e tantos outros corpos de almas já quase perdidas) fossemos.
Vi corpos dos meus irmãos ao mar lançados, como se nada fossem, por estarem fracos e doentes devidos aos maus tratos recebidos na travessia das águas que a cada instante, arremessavam-nos para outros horizontes, deixando em nós o rufar de uma saudade como se fosse um sagrado tambor a pulsar nos nossos corações.
Foram estes uteis aos peixes, pois desconheceram o sofrimento pelo quais passamos ao chegar em terra firme, numa terra estranha, de gente estranha, que media a sua desumanidade pela cor da nossa pele.
Expostos, feito mercadorias. Apalpavam-nos, abriam nossas bocas, examinavam os nossos corpos como se vissem em nós suas mulas humanas para um trabalho desumano. Vendidos em lotes, separados por compradores, víamos o que tínhamos como parentes e membros de nossa família, sendo levados já acorrentados sofrendo os maus tratos pelo corpo, já que o sofrer da alma, era bem maior que os castigos físicos que estariam por vir.
Não! Os verdes prados da minha terra não seriam mais avistados, pois deixamos para trás com a certeza de nunca mais receber nos olhos, o brilho do nosso sol da mãe África.
Até nunca... até nunca mais meu chão sagrado. Creio que este era o maior lamento do nosso povo, preso em correntes pelas mãos e pés. Adeus liberdade, pois a partir daquele momento, seríamos usados para servidão dos mais cruéis tratamentos dispensados a um ser humano.
Um dia, apresentaram-nos a Lei do ventre livre, também chamada de Lei Rio Branco, (Lei número 2040) datada de 12 de maio de 1871, promulgada em 28 de setembro daquele ano. Os filhos dos escravos nasceriam livres da servidão. (LIVRES?) Que já se arrastava por anos e anos.
De certa forma uma conquista que teria sim, um avanço para o começo do fim da escravidão.
Assim, uma nova Lei seria apresentada, de número 3.353 datada de 13 de maio de 1888, que assinada por uma Princesa por nome Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon Orleans de Bragança que extinguia de vez a escravidão no Brasil, país ao qual meu povo servia com lágrimas suores e sangue exaustivos nas labutas.
Pedaços de nós, ficaram nos pelourinhos após receber os açoites cruéis das chibatas que cortavam nossas carnes.
LIBERDADE... O NEGRO ESTÁ LIVRE... EU SOU LIVRE...LIVRE...LIVRE...LIVRE?
LIVRE? Como livre? Não tínhamos casas, nem terras, nem para onde ir, pois nada conhecíamos (ALÉM CERCAS) um pedaço de papel dizia que éramos livres, mas as nossas identidades estavam perdidas nos canaviais. Nossos sonhos, nossos desejos, nossas famílias, nossos irmãos, nossos parentes. Onde estavam todos?
Como recomeçar? Continuávamos sendo pretos, e só sabíamos obedecer.
Chegamos (Sabendo lidar com toda indiferença) ao avanço dos anos que vieram. Nossas senzalas, agora eram as favelas nos centros urbanos, enfiados lá numa periferia onde almas não residiam, e assim, fomos criando nossos quilombos, ajuntando aos poucos os nossos parentes e irmãos de peles de alma, de sangue de África, de Brasil de Banto, de orixás, de candomblés, de feijoadas, de crenças de gestos e costumes dos nossos ancestrais.
Superamos alguns sofrimentos, mas um outro nos acompanharia por onde quer que fossemos: ERAMOS NEGROS – ALFORRIADOS, MAS NEGROS, PESSOAS DE PELES PRETAS, que contrário aos brancos, residiam melhores, comiam melhor, dormiam melhor, viviam melhor e quando remunerados, éramos os de menores valores.
Estudamos, aprendemos outras profissões, erguemos junto a tantos discriminados, as maiores cidades do país.
Em cada canto de parede erguida, tem a marca do suor dos negros, dos menos abastados, dos aventureiros, de outros imigrantes, e de brasileiros sem muita escolaridade vindos do Nordeste, do Norte e de várias partes do mundo.
Recebemos Quotas, chegamos a faculdade, formamo-nos, ocupamos espaços onde BRANCOS X NEGROS travaram juntos as batalhas para vencermos nossas diferenças.
Está tudo ás mil maravilhas? NÃO! Mas algo mudou e tomara quem mude para melhor. Até o final do nosso existir, iremos sempre acreditar que somando, superaremos nossas diferenças e dificuldades pelas quais a vida e a má informação fizeram-nos passar.
Fim
Da narrativa, desejando que também seja o FIM de todo preconceito que nos desumaniza.
Carlos Silva (75) 99838 -5777
cscantador@gmail.com
Negro tens a pele preta,
Os teus ossos são branquinhos
e teu sangue é vermelho.
Só não enxerga,
quem não tem um lado humano,
onde a alma não reflete, sua imagem num espelho.
Negro tua liberdade,
não vem lá de um engenho
dos ditos canaviais
Vem da mãe Africa
pátria chão amada terra,
linhagem que não emperra, teus saberes naturais.
A cor da tua pele preta,
por espíritos destrutivos
aqui te castigou demais
Em louvação
Evocou os deuses de longe trazidos
Com as bençãos dos ancestrais.
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A MINHA (A SUA E A NOSSA) CONSCIÊNCIA É NEGRA.
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Não!
Eu não sou filho de navio negreiro, pois nem por ele e nem por seus senhores perversos fui convidado com cortesia para atravessar os mares. Fui tratado assim: Sem se importarem com as minhas crenças, nas terras onde eu era rei, onde haviam príncipes, princesas, súditos, onde entoávamos nossos cantos, fazíamos nossas oferendas e brincávamos felizes ensinando aos menores as nossas tradições, que como eles, aprendíamos desde cedo para termos um respeito e um contato maior com o criador do universo, da natureza, das estrelas, e de tudo que nossas crenças contemplavam em reverência ao Ser supremo.
NÃO! Não me deram a chance de lhes apresentar o que éramos lá no nosso continente, onde vivíamos para servir aqueles que de algum tipo de proteção careciam. Tiraram-nos das nossas terras sem nos apresentar e tampouco sem medir essas tais irmandades que tanto ouvi falar desde criança, e nenhum tipo de religiosidades, daquelas que dizem que unem os seres habitantes na terra através do amor ao próximo.
Eu fui arrancado do seio da minha tão adorada terra, e trazido como se bicho (eu e tantos outros corpos de almas já quase perdidas) fossemos.
Vi corpos dos meus irmãos ao mar lançados, como se nada fossem, por estarem fracos e doentes devidos aos maus tratos recebidos na travessia das águas que a cada instante, arremessavam-nos para outros horizontes, deixando em nós o rufar de uma saudade como se fosse um sagrado tambor a pulsar nos nossos corações.
Foram estes uteis aos peixes, pois desconheceram o sofrimento pelo quais passamos ao chegar em terra firme, numa terra estranha, de gente estranha, que media a sua desumanidade pela cor da nossa pele.
Expostos, feito mercadorias. Apalpavam-nos, abriam nossas bocas, examinavam os nossos corpos como se vissem em nós suas mulas humanas para um trabalho desumano. Vendidos em lotes, separados por compradores, víamos o que tínhamos como parentes e membros de nossa família, sendo levados já acorrentados sofrendo os maus tratos pelo corpo, já que o sofrer da alma, era bem maior que os castigos físicos que estariam por vir.
Não! Os verdes prados da minha terra não seriam mais avistados, pois deixamos para trás com a certeza de nunca mais receber nos olhos, o brilho do nosso sol da mãe África.
Até nunca... até nunca mais meu chão sagrado. Creio que este era o maior lamento do nosso povo, preso em correntes pelas mãos e pés. Adeus liberdade, pois a partir daquele momento, seríamos usados para servidão dos mais cruéis tratamentos dispensados a um ser humano.
Um dia, apresentaram-nos a Lei do ventre livre, também chamada de Lei Rio Branco, (Lei número 2040) datada de 12 de maio de 1871, promulgada em 28 de setembro daquele ano. Os filhos dos escravos nasceriam livres da servidão. (LIVRES?) Que já se arrastava por anos e anos.
De certa forma uma conquista que teria sim, um avanço para o começo do fim da escravidão.
Assim, uma nova Lei seria apresentada, de número 3.353 datada de 13 de maio de 1888, que assinada por uma Princesa por nome Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon Orleans de Bragança que extinguia de vez a escravidão no Brasil, país ao qual meu povo servia com lágrimas suores e sangue exaustivos nas labutas.
Pedaços de nós, ficaram nos pelourinhos após receber os açoites cruéis das chibatas que cortavam nossas carnes.
LIBERDADE... O NEGRO ESTÁ LIVRE... EU SOU LIVRE...LIVRE...LIVRE...LIVRE?
LIVRE? Como livre? Não tínhamos casas, nem terras, nem para onde ir, pois nada conhecíamos (ALÉM CERCAS) um pedaço de papel dizia que éramos livres, mas as nossas identidades estavam perdidas nos canaviais. Nossos sonhos, nossos desejos, nossas famílias, nossos irmãos, nossos parentes. Onde estavam todos?
Como recomeçar? Continuávamos sendo pretos, e só sabíamos obedecer.
Chegamos (Sabendo lidar com toda indiferença) ao avanço dos anos que vieram. Nossas senzalas, agora eram as favelas nos centros urbanos, enfiados lá numa periferia onde almas não residiam, e assim, fomos criando nossos quilombos, ajuntando aos poucos os nossos parentes e irmãos de peles de alma, de sangue de África, de Brasil de Banto, de orixás, de candomblés, de feijoadas, de crenças de gestos e costumes dos nossos ancestrais.
Superamos alguns sofrimentos, mas um outro nos acompanharia por onde quer que fossemos: ERAMOS NEGROS – ALFORRIADOS, MAS NEGROS, PESSOAS DE PELES PRETAS, que contrário aos brancos, residiam melhores, comiam melhor, dormiam melhor, viviam melhor e quando remunerados, éramos os de menores valores.
Estudamos, aprendemos outras profissões, erguemos junto a tantos discriminados, as maiores cidades do país.
Em cada canto de parede erguida, tem a marca do suor dos negros, dos menos abastados, dos aventureiros, de outros imigrantes, e de brasileiros sem muita escolaridade vindos do Nordeste, do Norte e de várias partes do mundo.
Recebemos Quotas, chegamos a faculdade, formamo-nos, ocupamos espaços onde BRANCOS X NEGROS travaram juntos as batalhas para vencermos nossas diferenças.
Está tudo ás mil maravilhas? NÃO! Mas algo mudou e tomara quem mude para melhor. Até o final do nosso existir, iremos sempre acreditar que somando, superaremos nossas diferenças e dificuldades pelas quais a vida e a má informação fizeram-nos passar.
Fim
Da narrativa, desejando que também seja o FIM de todo preconceito que nos desumaniza.
Carlos Silva (75) 99838 -5777
cscantador@gmail.com
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Um cheiro, um delírio
Por vezes, eu até te vejo de longe, te imagino mais perto mas você aprendeu evaporar com muita facilidade.
Um dia ouvir voce dizer: Belo passarinho, se tu não estivesses "preso" eu te levaria pro meu ninho. Assim disse e evaporou de perto de mim, talvez por medo de me querer como eu sempre te quis.
Mostra-me teu ninho, que farei das minhas as tuas asas, e te aconchegarei em mim sentindo o cheiro dos teus negros cabelos e beberei teu hálito quente no calor do teu amorenado corpo que tem gosto e cheiro de canela.
Farei de tudo, para em ti, aprisionar-me de vez sem nunca mais pensar em liberdade, sem que estejas comigo por onde juntos formos.
E ao dormir de vez, será teu rosto, o último que terei o prazer de contemplar ja sentindo saudades mesmo antes de partir.
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O planeta agua
“POR FALTA D’AGUA PERDI MEU GADO, MORREU DE SEDE, MEU ALAZÃO”
A música intitulada ASA BRANCA, composta em 03 de março de 1947, por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que já nos indicava o sofrer pela falta d’agua na aridez do solo nordestino.
A seca a fome a dor de não ter o que mastigar é tão séria, que o ser humano pode imaginar, mas jamais a suportaria, em se falando de um ato universal.
Obras como O 15 (de Raquel de Queiróz, publicado em 1930) Vidas secas (De Graciliano Ramos, lançado em 1938), e tantas outras que abordam esse tema sempre relatando a falta de água e/ou de comida que já foram expostas ao mundo por tantos mestres em todo tipo de divulgação, causando o impacto duro nos corações das pessoas.
Mas, sabemos que as palavras duras, elas tem que ser ditas e mostradas pois fazem parte de uma vida que envolve seres humanos e ditam essas tendências em fatos verídicos, para que em nossos corações haja uma percepção e preocupação maior com os seres HUMANOS IGUAIS A NÓS, e a estes declinemos nossos olhares.
Uma crônica impactante lançada pela revista biográfica LOS TIEMPOS, publicada em 2002, que traz intitulada A CARTA ESCRITA EM 2070, creio que seja um apanhado de todas as narrativas já apresentadas desde os séculos passados.
O homem, a vida, sua ambição e comportamentos variáveis que já contemplei ao longo dessa minha vida, faz-me abrir um parêntese para fazer uma breve colocação em se tratando dessa crônica que achei muito interessante, e para ilustra-la melhor, eu acrescento relatando:
“Uma garrafinha de 250 ML de água, hoje você compra no supermercado a R$ 0,80 centavos e os vendedores ambulantes repassam por R$ 2,00. Um galão contendo 20 litros desse precioso líquido, vendem por R$ 8,00 (Esse era o preço que eu pagava quando consumia estas águas), que por duvidar da procedência parei de consumir. Tenho medo, que as mesmas medidas utilizadas hoje, nos assombrem com o seu custo num futuro próximo. Como ficariam esses preços?
Vejamos: Uma garrafinha contendo 100 ml de água, custariam de R$ 900,00 a R$ 1.200,00. Mas o brasileiro, como gosta de levar vantagem até quando está matando alguém (Pois em muitos casos pedem a senha do cartão de credito, antes de cumprir seu ato assassino) cobraria de R$ de 2.000,00 a R$ 3.000,00.
E no mais alto nível da exploração humana praticado por este ser ganancioso, Um galão com 20 litros, chegariam a míseros, 30 ou 40 mil reais.
Tudo isso (mesmo sendo de forma ilustrativa) é uma realidade comportamental pois está intrínseco no sangue e na alma humana”.
Os valores hoje, valem mais que as vidas, o exemplo está notório no comercio, nos supermercados, Padarias, açougues, feiras, prestações de serviços de toda e quaisquer espécie, vimos o (APROVEITAMENTO) das pessoas que aumentaram os preços de mercadorias
Roubos de águas em tanques, em rios, ou nas transposições do São Francisco, seriam combatidas a bala, com jagunços doidos pra apertar o dedo contra a cabeça de um cidadão SEDENTO.
Dessalinização das águas dos mares, já poderiam (EM GRANDE ESCALA) está sendo feito no mundo inteiro, para evitar o pior.
A CARTA ESCRITA NO ANO DE 2070, cuja crônica faz um alerta de extrema reflexão.
Ainda dá tempo salvar o planeta depois de tanto destruição que causamos a nós mesmos?
Dizem que Deus nos perdoa, mas a natureza, jamais perdoa o que com ela fazemos.
Reflitamos nessa crônica dentro de outra crônica.
Carlos Silva
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Livre leve feito livro
Juntei as letras
Unir os versos
Me tornei livre.
Abri as páginas
Lambi os dedos
Folheei as bordas.
Passei os olhos
Entendi tudo
E ri sozinho.
Dancei com letras,
Bebi os versos
Me tornei livro.
Fui personagem
Diadorim
Fui berro d'agua
Eu fui Ismalia
Subi aos céus
Desci ao mar
Fui sinfonia
Sou Guarany
Peri Ceci
Eu sou a cor
Sou canela
E Coralina
Já fui Visconde
Vesti de milho
Brinquei Lobato.
Afastei pedra
Do meu caminho
Conforme Andrade.
E de um quarto
De despejo
Eu fiz um mundo
Livre, leve feito livro.
******************
Carlos Silva
14/10/2019
04:39 de uma nova manhã
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O silêncio que oprime
• Como falar para Maria sobre flores, se em seu caminho só lhe mostraram espinhos?
• Como exigir dela um sorriso, se seu rosto só conhecia as teimosas lágrimas?
• Com dizer sobre o amor, se somente o ódio conhecera?
• Como lhe fazer um carinho, se muitas mãos só desferiram tapas em seu rosto?
• Como lhe mostrar o bem, se o mal lhe fora companhia constante?
• Como lhe convencer em elogios, se só conhecera humilhação?
• Como tecer elogios para elevar sua estima, se tudo que ouvia eram palavras que a feriam?
• Como penteá-la, se os seus cabelos, por tantas vezes, foram arrancados?
• De que forma ela se arrumaria, se suas roupas (por obsessivos ciúmes), foram lançadas ao fogo?
• Como pedir que ela grite, se nem forças para pedir ajuda ela teve?
• Como implorar perdão, se agora ela não pode mais perdoar?
• Como lhe falar de vida, se agora Maria está morta?
• "Todo constrangimento causado a uma pessoa, é uma forma cruel de humilhação".
• Toda palavra dirigida com tom racista, ameaçador e agressivo, é uma forma de agressão.
• Se você souber de algum caso de maus tratos contra a mulher, a um idoso, ou a uma criança, por favor, não espere chegar uma época de CAMPANHAS EM PROL DESSAS CAUSAS.
Denuncie imediatamente. Disk 180.
• Não precisa se identificar. Procure a DEAM (Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher)
• Maria, nome da Santa, não teve a Penha para livrar-lhe do sofrer, pois no fundo do seu coração manchado de dor, carregando hematomas por todo seu corpo, ainda nutria o desejo de ver José parar de lhe maltratar.
Carlos Silva – poeta cantador.
(75) 99838 – 5777
E-mail cscantador@gmail.com
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Meu aliado tempo
Tenho sob minhas lembranças, o tempo que de mim cuidou e que se fez presente em cada amanhecer, em cada entardecer e zelou as minhas noites de sono embalados pelas cantigas de ninar da minha mãe.
Cresci, e o tempo comigo sempre esteve acompanhando as minhas lutas, umas em cheias e outras em vão, como assim dizia minha mãe, quando queria nos ensinar algo que a vida nos dava, mas que também nos tirava sem prévio aviso.
Ele, o tempo, tornou-se meu tutor, responsável pelos passos que daria na vida após a minha saída de casa em busca da independência, em busca de conhecer o desconhecido. No fundo eu me perguntava: Porque sair de casa de onde tempos tudo sem pagar nada por isso?
Muitas por incontáveis vezes, chorei de saudades de casa, da cama arrumada, perfumada, da comidinha quente de mãe, dos conselhos e correções do meu pai e dos abraços recebidos dos irmãos que junto comigo dividiam sonhos e lutas de viver numa cidade tão pequena, mesmo que tivéssemos nascidos numa megalópole que para trás deixamos. Dos amigos que serviram de base de sustentação da infância livre e sem compromisso de nada.
Os tanques, rios, pescarias, cajus, laranjas, mangas, ficaria a partir da minha ida, apenas na lembrança do gosto imortalizado no céu da boca. Cada lembrança, era um motivo para um choro doce. Não de sofrimento, mas de muitas saudades.
Reconhecia que aquele torrão era o conforto dos nossos sonhos onde todos conheciam todos, e todos (DE ALGUMA FORMA) procuravam ser felizes com o que tinham, com o que eram, com o que faziam para tocar suas vidas interioranas e tão pacatas, mas envoltos em sua paz costumeira e tão cumplice de cada um.
Tudo aquilo seria, em breve, meus objetos de saudades plantados no coração que mesmo antes de ir, já desejava voltar e por ali ficar até quando a vontade de sair esquecesse de mim.
Reconheço que ali era nosso novo universo, mesmo sabendo que chegaria a hora que cada um de nós levantaríamos nossos voos mais longínquos de onde vivíamos, para tentar como tantos, saber o que existe do outro lado das montanhas, onde as nossas vistas somente avistavam o lado daquele sertão que tanto conhecíamos. Após as curvas e as ladeiras, tínhamos uma visão dos montes que víamos imensos no final do horizonte, em cada pôr do sol, como a nos chamar para desbravarmos esse vasto mundo.
Assim, cada um de nós, na proporção devida, seguimos nossos itinerários diferentes, afastando-nos e carregando em nós, somente as boas e imortais lembranças de tudo aquilo que um dia, o tempo nos proporcionara com tanta leveza e perceptível inocência.
Cá estou eu, lembrando um lembrar que para traz deixei há muitos anos. Não sou mais criança, as coisas mudaram, pessoas partiram, os mundos de outrora agora estava dividido em muitos mundos, e para muitos, guardados lá no tempo do esquecimento.
Quer saber de uma coisa? Sem que ninguém me veja fazê-lo, vou chorar um pouquinho escondido, para somente a minha alma notar que estou com muitas saudades do meu tempo que se passou, e com ele, arrastou minhas lembranças que hoje só posso dividi-las comigo e com minhas lágrimas solitárias.
Carlos Silva, em mais uma poesia para Itamira, Município de Aporá, Estado da minha querida e tão amada BAHIA.
Cresci, e o tempo comigo sempre esteve acompanhando as minhas lutas, umas em cheias e outras em vão, como assim dizia minha mãe, quando queria nos ensinar algo que a vida nos dava, mas que também nos tirava sem prévio aviso.
Ele, o tempo, tornou-se meu tutor, responsável pelos passos que daria na vida após a minha saída de casa em busca da independência, em busca de conhecer o desconhecido. No fundo eu me perguntava: Porque sair de casa de onde tempos tudo sem pagar nada por isso?
Muitas por incontáveis vezes, chorei de saudades de casa, da cama arrumada, perfumada, da comidinha quente de mãe, dos conselhos e correções do meu pai e dos abraços recebidos dos irmãos que junto comigo dividiam sonhos e lutas de viver numa cidade tão pequena, mesmo que tivéssemos nascidos numa megalópole que para trás deixamos. Dos amigos que serviram de base de sustentação da infância livre e sem compromisso de nada.
Os tanques, rios, pescarias, cajus, laranjas, mangas, ficaria a partir da minha ida, apenas na lembrança do gosto imortalizado no céu da boca. Cada lembrança, era um motivo para um choro doce. Não de sofrimento, mas de muitas saudades.
Reconhecia que aquele torrão era o conforto dos nossos sonhos onde todos conheciam todos, e todos (DE ALGUMA FORMA) procuravam ser felizes com o que tinham, com o que eram, com o que faziam para tocar suas vidas interioranas e tão pacatas, mas envoltos em sua paz costumeira e tão cumplice de cada um.
Tudo aquilo seria, em breve, meus objetos de saudades plantados no coração que mesmo antes de ir, já desejava voltar e por ali ficar até quando a vontade de sair esquecesse de mim.
Reconheço que ali era nosso novo universo, mesmo sabendo que chegaria a hora que cada um de nós levantaríamos nossos voos mais longínquos de onde vivíamos, para tentar como tantos, saber o que existe do outro lado das montanhas, onde as nossas vistas somente avistavam o lado daquele sertão que tanto conhecíamos. Após as curvas e as ladeiras, tínhamos uma visão dos montes que víamos imensos no final do horizonte, em cada pôr do sol, como a nos chamar para desbravarmos esse vasto mundo.
Assim, cada um de nós, na proporção devida, seguimos nossos itinerários diferentes, afastando-nos e carregando em nós, somente as boas e imortais lembranças de tudo aquilo que um dia, o tempo nos proporcionara com tanta leveza e perceptível inocência.
Cá estou eu, lembrando um lembrar que para traz deixei há muitos anos. Não sou mais criança, as coisas mudaram, pessoas partiram, os mundos de outrora agora estava dividido em muitos mundos, e para muitos, guardados lá no tempo do esquecimento.
Quer saber de uma coisa? Sem que ninguém me veja fazê-lo, vou chorar um pouquinho escondido, para somente a minha alma notar que estou com muitas saudades do meu tempo que se passou, e com ele, arrastou minhas lembranças que hoje só posso dividi-las comigo e com minhas lágrimas solitárias.
Carlos Silva, em mais uma poesia para Itamira, Município de Aporá, Estado da minha querida e tão amada BAHIA.
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Comentários (1)
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Carlos Silva
2023-03-16
Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.
O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos.
Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado.
Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS.
Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO.
Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz.
Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis.
2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo.
Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais.
Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo.
Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente.
2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado.
Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa.
As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil.
Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais.
CORDÉIS
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