Lista de Poemas
Um dia
Um dia tive um amor
Ele era imenso e quente
Tão imenso que não caberia
No espaço de mil léguas entre um navio e um farol
Tão quente que facilmente venceria
Todos os vulcões e incêndios e explosões do Sol
Um dia tive um amor
Ele falava pouco e era azul
Tão pouco falava que não saberia
Dizer todas as letras do alfabeto
Tão azul que se confundiria
Com todos os lagos e olhos gelados e mar aberto
Um dia tive um amor
Ele era profundo e amargo
Tão profundo que qualquer um se perderia
Nos seus poços e labirintos
Tão amargo que certamente anularia
O gosto do sal e do mel e do absinto
Um dia terei um amor
Ele será exatamente do meu tamanho
Tão perfeito para mim que o amarei
Mesmo de olhos abertos e pernas fechadas
Tão cheio de sabores e cores que o sentirei
Todos os dias com meu corpo e espírito e de boca calada
Ele era imenso e quente
Tão imenso que não caberia
No espaço de mil léguas entre um navio e um farol
Tão quente que facilmente venceria
Todos os vulcões e incêndios e explosões do Sol
Um dia tive um amor
Ele falava pouco e era azul
Tão pouco falava que não saberia
Dizer todas as letras do alfabeto
Tão azul que se confundiria
Com todos os lagos e olhos gelados e mar aberto
Um dia tive um amor
Ele era profundo e amargo
Tão profundo que qualquer um se perderia
Nos seus poços e labirintos
Tão amargo que certamente anularia
O gosto do sal e do mel e do absinto
Um dia terei um amor
Ele será exatamente do meu tamanho
Tão perfeito para mim que o amarei
Mesmo de olhos abertos e pernas fechadas
Tão cheio de sabores e cores que o sentirei
Todos os dias com meu corpo e espírito e de boca calada
👁️ 193
Zumbido
Há dias que este zumbido
Fala incessantemente
Ao pé do meu ouvido
Me acompanha pelas esquinas e bares
Em casa ou na rua
A todo momento, em todos os lugares
Não é qualquer zumbido
Porque zumbidos não têm voz
E este meu camarada fala destemido
Sem rédeas nem pudor, com um som atroz
Me fala palavras perturbadoras
Acorda e grita durante a noite
Já fez sua morada nas minhas têmporas
Quando menos espero, me leva ao açoite
Temo que já não posso viver sem este inconveniente
Mato-o para que eu possa viver em paz com minha mente
Sujo, mal-amado, incansável zumbido
Vive para me fazer morrer, íntimo inimigo
Fala incessantemente
Ao pé do meu ouvido
Me acompanha pelas esquinas e bares
Em casa ou na rua
A todo momento, em todos os lugares
Não é qualquer zumbido
Porque zumbidos não têm voz
E este meu camarada fala destemido
Sem rédeas nem pudor, com um som atroz
Me fala palavras perturbadoras
Acorda e grita durante a noite
Já fez sua morada nas minhas têmporas
Quando menos espero, me leva ao açoite
Temo que já não posso viver sem este inconveniente
Mato-o para que eu possa viver em paz com minha mente
Sujo, mal-amado, incansável zumbido
Vive para me fazer morrer, íntimo inimigo
👁️ 556
Beijo de chegada
Sonho com teu semblante sorridente
Vivo esperando nosso encontro ardente
Vem e me traz um beijo de chegada
Faz desse desejo chama consumada
Traz de presente a melodia mais doce
Quero descobrir que gosto tem esta paixão
Chega de mansinho, na calada da noite
Me convence, domina meu coração
Faz meu corpo vibrar nesta tua batida
Toma-me num abraço apertado
E quando estiver nua, vencida
Me ama num amor desesperado
Dança comigo no escuro do quarto
Percorre as esquinas do meu corpo
E quando cansar, me diz, que eu parto
Com o coração em lágrimas, te levo ao porto.
Vivo esperando nosso encontro ardente
Vem e me traz um beijo de chegada
Faz desse desejo chama consumada
Traz de presente a melodia mais doce
Quero descobrir que gosto tem esta paixão
Chega de mansinho, na calada da noite
Me convence, domina meu coração
Faz meu corpo vibrar nesta tua batida
Toma-me num abraço apertado
E quando estiver nua, vencida
Me ama num amor desesperado
Dança comigo no escuro do quarto
Percorre as esquinas do meu corpo
E quando cansar, me diz, que eu parto
Com o coração em lágrimas, te levo ao porto.
👁️ 990
À espera do Carnaval
Derramo meu coração
Em amores inventados
À espera de beijos, carícias, abraços
Que não têm data ou horário marcado
Derramo meu coração
Sobre poças, piscinas cristalinas
É dessa mistura molhada, líquida
Que nasce minha paixão, tão de menina
Derramo meu coração
Em mares agitados, tão imensos
Em olhares azuis, tão intensos
Que me percorrem o corpo e a alma, sedentos
Derramo meu coração
Sobre a mesa posta na sala de jantar
É nessa tragédia anunciada, refeição bagunçada
Que encontro a poesia do sentir, razão de ser amada
Derramo meu coração
Em teus contornos, desenhos, curvas
Em tuas íris, reservas tão profundas
Que guardam as minhas próprias, de águas turvas
Derramo meu coração
Sobre teu corpo, meu querer inteiro
Porque ele não cabe mais em si, tamanho desejo
Que sonha em se fazer real, num eterno Fevereiro.
Bianca Lopes
Em amores inventados
À espera de beijos, carícias, abraços
Que não têm data ou horário marcado
Derramo meu coração
Sobre poças, piscinas cristalinas
É dessa mistura molhada, líquida
Que nasce minha paixão, tão de menina
Derramo meu coração
Em mares agitados, tão imensos
Em olhares azuis, tão intensos
Que me percorrem o corpo e a alma, sedentos
Derramo meu coração
Sobre a mesa posta na sala de jantar
É nessa tragédia anunciada, refeição bagunçada
Que encontro a poesia do sentir, razão de ser amada
Derramo meu coração
Em teus contornos, desenhos, curvas
Em tuas íris, reservas tão profundas
Que guardam as minhas próprias, de águas turvas
Derramo meu coração
Sobre teu corpo, meu querer inteiro
Porque ele não cabe mais em si, tamanho desejo
Que sonha em se fazer real, num eterno Fevereiro.
Bianca Lopes
👁️ 1 045
Comentários (2)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Flaquiote
2020-06-15
Que bom, gostei galera
bianopes
2020-06-11
Obrigada, João. Gosto muito dos teus versos!
Português
English
Español