Lista de Poemas
Do poema em franca sintonia
ao poema
dê-se o sentido
de semear recados
pelos sentidos
e nessa inflexão
entre o verbo e a carne
nesse contrato lírico
dê-se a combustão
de todos os comícios:
aqueles mais da alma
e os subversivos.
dê-se o sentido
de semear recados
pelos sentidos
e nessa inflexão
entre o verbo e a carne
nesse contrato lírico
dê-se a combustão
de todos os comícios:
aqueles mais da alma
e os subversivos.
👁️ 102
do mundo em gestão perene
o mundo deita os dias
com a certeza inata
de que é um tempo
largado no espaço
com a conivência das horas
e a permanência dos braços
e os andaimes montados
desses viventes em romaria
são sonâmbulas passeatas
de inventar alegrias
com a certeza inata
de que é um tempo
largado no espaço
com a conivência das horas
e a permanência dos braços
e os andaimes montados
desses viventes em romaria
são sonâmbulas passeatas
de inventar alegrias
👁️ 103
dos grávidos adeuses
quando o dia chegou
nos ombros da madrugada
eu parti do teu amor
perdido pelas estradas
é que teu cheiro ressoava
pelas léguas da memória
como se a vida fosse um mar
que corresse em desafio
e que se perdesse em mim
abraçado com teu riso
nos ombros da madrugada
eu parti do teu amor
perdido pelas estradas
é que teu cheiro ressoava
pelas léguas da memória
como se a vida fosse um mar
que corresse em desafio
e que se perdesse em mim
abraçado com teu riso
👁️ 101
Da renitência da vida
nasço, às vezes, assim
como um futuro antigo
das coisas de mim
e quase nem me esqueço
dos passados futuros
que na vida teço
como um futuro antigo
das coisas de mim
e quase nem me esqueço
dos passados futuros
que na vida teço
👁️ 102
Da negra condição da liberdade
negra
a pele ausculta
o falar do peito
que o sistema anula
e assim na rua inaugura
os gestos das palavras
em que os passos fluam
montados na realidade
dos corcéis das lutas
e como grávidos serão os futuros
nas madrugadas escuras!
a pele ausculta
o falar do peito
que o sistema anula
e assim na rua inaugura
os gestos das palavras
em que os passos fluam
montados na realidade
dos corcéis das lutas
e como grávidos serão os futuros
nas madrugadas escuras!
👁️ 57
Da paciência em rompantes
os imediatos
são um tempo largo
se a paciência os traz
com o futuro nos braços
inconsumidos
assim a destempo
naufragam os fatos
no pensamento
e em contentar-se com o triste
a ninguém é dado alvoroços
quando o futuro existe
são um tempo largo
se a paciência os traz
com o futuro nos braços
inconsumidos
assim a destempo
naufragam os fatos
no pensamento
e em contentar-se com o triste
a ninguém é dado alvoroços
quando o futuro existe
👁️ 73
Das filosóficas parcimônias das verdades
haverá verdades
meio relativas
e uma absoluta razão
de estarem lícitas
é que suas origens
como noções avaras
deixam absolutos
no meio das palavras
e trovoam apenas o presente
em que se declaram
o futuro as dirá apenas
assim perdulárias
como parcelas de outras
em adjetiva fala
meio relativas
e uma absoluta razão
de estarem lícitas
é que suas origens
como noções avaras
deixam absolutos
no meio das palavras
e trovoam apenas o presente
em que se declaram
o futuro as dirá apenas
assim perdulárias
como parcelas de outras
em adjetiva fala
👁️ 36
Do poema em cena aberta
o poema
aparenta
um discurso grave
de quem pensa
na verdade
o poema interpreta
todos os dramas
do poeta
é que ao verso não importa
que a emoção do poeta
seja uma porta
por onde os verbos mergulham
à procura de respostas
como ator resta
apenas ao poema
inundar o poeta
de seus dilemas.
aparenta
um discurso grave
de quem pensa
na verdade
o poema interpreta
todos os dramas
do poeta
é que ao verso não importa
que a emoção do poeta
seja uma porta
por onde os verbos mergulham
à procura de respostas
como ator resta
apenas ao poema
inundar o poeta
de seus dilemas.
👁️ 91
Da bailarina em passos
a bailarina
nas esquinas dos sustenidos
inventa todas as ruas
e afazeres dos sentidos
como uma andorinha
a bailarina flutua
e inventa nas asas
uns trejeitos de lua
satélite e garça
no seu corpo declara
todos os cosmos
do engenho e da alma
e adormece no ócio
como uma frase exausta
que suas pernas escrevem
nas entrelinhas da valsa
nas esquinas dos sustenidos
inventa todas as ruas
e afazeres dos sentidos
como uma andorinha
a bailarina flutua
e inventa nas asas
uns trejeitos de lua
satélite e garça
no seu corpo declara
todos os cosmos
do engenho e da alma
e adormece no ócio
como uma frase exausta
que suas pernas escrevem
nas entrelinhas da valsa
👁️ 42
A Faris Odeh em palestina vigília
o tanque
embutido na guerra
nem sabe do valor
de tuas pedras
bólides morais
elas habitam
os infinitos da luta
que teu braço agita
ainda hoje assim gritam
e tangem a Palestina pelas vias
desses futuros que teus gestos
nas pedras escreviam
embutido na guerra
nem sabe do valor
de tuas pedras
bólides morais
elas habitam
os infinitos da luta
que teu braço agita
ainda hoje assim gritam
e tangem a Palestina pelas vias
desses futuros que teus gestos
nas pedras escreviam
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.