Lista de Poemas
Do Negro Almirante em mar aberto
negro,
o almirante inventa
todos os mares
que convenham
o horizonte
é só a energia
que pulsa no caráter
de quem monta a vida
João Cândido
assim revolto
é só o melhor abraço
das carnes do povo
o almirante inventa
todos os mares
que convenham
o horizonte
é só a energia
que pulsa no caráter
de quem monta a vida
João Cândido
assim revolto
é só o melhor abraço
das carnes do povo
👁️ 333
Os pendores autistas do universo
o universo opera em si
o costume de ser sujeito
de todos os meandros
da energia e seus efeitos
fluindo assim em atos
explodido e contrito
deixa-se ficar criança
brincando de infinitos
e flui já no cérebro
como um astronauta
que suspendesse o gesto
de deixar-se em órbita
o costume de ser sujeito
de todos os meandros
da energia e seus efeitos
fluindo assim em atos
explodido e contrito
deixa-se ficar criança
brincando de infinitos
e flui já no cérebro
como um astronauta
que suspendesse o gesto
de deixar-se em órbita
👁️ 347
A compleição da ordem e das coisas
a ordem
é só um resumo
das escaramuças da crise
nas costas do mundo
mantê-la aparente
como completa
engaveta o futuro
em sua gesta
é que a ordem é sempre um transe
que o tempo nos empresta
é só um resumo
das escaramuças da crise
nas costas do mundo
mantê-la aparente
como completa
engaveta o futuro
em sua gesta
é que a ordem é sempre um transe
que o tempo nos empresta
👁️ 286
futuros em energéticos transes
a matéria
veste a vida
como energia tanta,
desmedida
tudo é espaço
montado no tempo
e habita as relaçōes
como um invento
descobrir seu futuro
é nosso pensamento
veste a vida
como energia tanta,
desmedida
tudo é espaço
montado no tempo
e habita as relaçōes
como um invento
descobrir seu futuro
é nosso pensamento
👁️ 257
das humanas buscas em canalhas terras
o lixo
engole a fome
como um resto de gente
do homem
a mão
amanha podre
a carcaça dos lucros
de quem pode
e a lógica
pulsa exata
a desumanidade
dos canalhas
o caminhão do lixo
é uma nau inconformada
o peso em suas costas
é de humanos e de faltas
engole a fome
como um resto de gente
do homem
a mão
amanha podre
a carcaça dos lucros
de quem pode
e a lógica
pulsa exata
a desumanidade
dos canalhas
o caminhão do lixo
é uma nau inconformada
o peso em suas costas
é de humanos e de faltas
👁️ 298
Rasos da vida em flutuante demanda
nos rasos de mim
mergulho o mundo
como se fora onda
das águas de tudo
e cato-me vivente
nos naufrágios da vida
habitante de jangadas
alegremente construídas
basta-me lançar as âncoras
em aventuras coletivas
mergulho o mundo
como se fora onda
das águas de tudo
e cato-me vivente
nos naufrágios da vida
habitante de jangadas
alegremente construídas
basta-me lançar as âncoras
em aventuras coletivas
👁️ 330
Dos todos de mim em larga cena
tudo de mim são todos
espalhados em atos
como desculpa única
dos limites dos braços
a inexatidão do gesto
em que me desabraço
é quase uma rebelião
ao coletivo trato
há que se ser multidão
em todos os espaços
espalhados em atos
como desculpa única
dos limites dos braços
a inexatidão do gesto
em que me desabraço
é quase uma rebelião
ao coletivo trato
há que se ser multidão
em todos os espaços
👁️ 323
Da lua como tempo em mostras
em céu desatado,
atravessada,
a lua é uma régua
que o tempo prolata
é como um discurso
decodificado
das regras a que se impōe
nos ombros dos seus traços
a lua é só um tempo
que se esqueceu no espaço
atravessada,
a lua é uma régua
que o tempo prolata
é como um discurso
decodificado
das regras a que se impōe
nos ombros dos seus traços
a lua é só um tempo
que se esqueceu no espaço
👁️ 303
da fome em escaninho avaro
a fome rasura
a gesta humana
e a insana burla
de enraizar lucros
nos decúbitos capitais
das culpas
faminto
o ser nem sente
a parcimônia
que lhe pretendem
a vida cai fora de si
e nem entende
a gesta humana
e a insana burla
de enraizar lucros
nos decúbitos capitais
das culpas
faminto
o ser nem sente
a parcimônia
que lhe pretendem
a vida cai fora de si
e nem entende
👁️ 276
da pátria em circunlóquio crescente
minha pátria
dorme inteira no futuro
como uma utopia farta
grávida do discurso
as palavras
no ventre da vontade
são gestos construtores
dos fatos em que cabem
a ânsia pelo tempo
é só instrumento da liberdade
dorme inteira no futuro
como uma utopia farta
grávida do discurso
as palavras
no ventre da vontade
são gestos construtores
dos fatos em que cabem
a ânsia pelo tempo
é só instrumento da liberdade
👁️ 226
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.