Lista de Poemas
Geometria em humanos ângulos e retas
os ângulos
guardam incautos
as retas subjacentes
que lhes impedem os saltos
adormecidos em retas,
os raios, hipotéticos,
adormecem nas curvas
dos seus hemisférios
o homem resiste aos traços
nas curvas militantes do cérebro
guardam incautos
as retas subjacentes
que lhes impedem os saltos
adormecidos em retas,
os raios, hipotéticos,
adormecem nas curvas
dos seus hemisférios
o homem resiste aos traços
nas curvas militantes do cérebro
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Burocrática vazão das estatais moendas
sentado na vida
entre numeros e teclados
a monotonia em ondas
calcula o funcionário
no mister difuso
de fingir-se isenta
a burocracia decreta
sua consistência
o funcionário é só uma peça
encravada a pulso na moenda
entre numeros e teclados
a monotonia em ondas
calcula o funcionário
no mister difuso
de fingir-se isenta
a burocracia decreta
sua consistência
o funcionário é só uma peça
encravada a pulso na moenda
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Famélica tecitura dos cárneos lucros
assim flagrante
a fome instaura
uma vergonha intensa
nos debruns da alma
escrita no corpo
em humanas vigas
vige como tortura
na penitenciária lide
a fome é um distrato
imposto no absurdo
de carnear humanos
como ardil do lucro
a fome instaura
uma vergonha intensa
nos debruns da alma
escrita no corpo
em humanas vigas
vige como tortura
na penitenciária lide
a fome é um distrato
imposto no absurdo
de carnear humanos
como ardil do lucro
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Do vagar do povo até a consciência
nas costas do tempo
o povo guarda em ondas
nos caçuás da vida
léguas de esperança
o futuro é arquitetura
dos deuses que inventa
como um sujeito intruso
dos edifícios que intenta
a razão é só um fio
enrolado na consciência
o povo guarda em ondas
nos caçuás da vida
léguas de esperança
o futuro é arquitetura
dos deuses que inventa
como um sujeito intruso
dos edifícios que intenta
a razão é só um fio
enrolado na consciência
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Do viver em carnaval de tempo e espaços
no meio do tempo
o espaço explicita
o quanto de nós
habita a vida
e esse desejo
de vê-los infindos
é como criar um depois
dos metros vividos
e a espacial unidade
como um futuro
grita dentro de nós
o carnaval de tudo
viver é só espalhar-se
pelo vão dos minutos.
o espaço explicita
o quanto de nós
habita a vida
e esse desejo
de vê-los infindos
é como criar um depois
dos metros vividos
e a espacial unidade
como um futuro
grita dentro de nós
o carnaval de tudo
viver é só espalhar-se
pelo vão dos minutos.
👁️ 239
Das pororocas do peito em anais vigentes
a história
debruçada na mente
escorre os fatos
como uma corrente
tudo que lhe contesta
é um verbo inconsequente
as corredeiras da vida
quando em rios dizente
traça todos os rumos
das pororocas da gente
desembocar no futuro
é trajeto de quem sente
debruçada na mente
escorre os fatos
como uma corrente
tudo que lhe contesta
é um verbo inconsequente
as corredeiras da vida
quando em rios dizente
traça todos os rumos
das pororocas da gente
desembocar no futuro
é trajeto de quem sente
👁️ 247
comícios e versos em flutuante norma
no comício
embrulhada no discurso
a palavra é pedra
de corrente uso
no meio do poema
debruçada na estrofe
a palavra é um jeito ornamentado
de parecer revolta
no comício e no verso
como um astronauta
a palavra abraça os cosmos
que se tem na alma
embrulhada no discurso
a palavra é pedra
de corrente uso
no meio do poema
debruçada na estrofe
a palavra é um jeito ornamentado
de parecer revolta
no comício e no verso
como um astronauta
a palavra abraça os cosmos
que se tem na alma
👁️ 229
das certezas de tudo
a possibilidade de tudo
nunca é definida
não há um tempo que lhe caiba
sob medida
para havê-la era preciso um metro
que contivesse todos os palmos da vida
e coubesse no desconforto
de não se acabarem
as desmedidas
num tempo inexato e incontido
de tudo que é infinito.
a possibilidade de tudo
é apenas um jeito
de viver-se avulso
nunca é definida
não há um tempo que lhe caiba
sob medida
para havê-la era preciso um metro
que contivesse todos os palmos da vida
e coubesse no desconforto
de não se acabarem
as desmedidas
num tempo inexato e incontido
de tudo que é infinito.
a possibilidade de tudo
é apenas um jeito
de viver-se avulso
👁️ 231
Da itinerância ensimesmada da vida
atravessada na avenida
como um coletivo discurso
a vida é só uma resposta
às perguntas do mundo
distribui-la avulsa
em todos os enredos
é percebê-la grávida
apesar de todo medo
a vida é só um favor
que fazemos a nós mesmos
como um coletivo discurso
a vida é só uma resposta
às perguntas do mundo
distribui-la avulsa
em todos os enredos
é percebê-la grávida
apesar de todo medo
a vida é só um favor
que fazemos a nós mesmos
👁️ 266
Negritude em ritmo e caminhada
nos risos do povo
com a noite escrita no corpo
a vida tramita negra
na intensa luta do novo
Zumbi, na usina do tempo,
construindo a memória,
inventa muitos palmares
nas entrelinhas da história
e as áfricas de todos pulam
nas origens negras das horas
com a noite escrita no corpo
a vida tramita negra
na intensa luta do novo
Zumbi, na usina do tempo,
construindo a memória,
inventa muitos palmares
nas entrelinhas da história
e as áfricas de todos pulam
nas origens negras das horas
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.