Lista de Poemas
Viagens rasantes em coletiva ação
das vezes que fujo
dos contornos do ego
deixo-me completo
nos mares que velejo
e deixo-me exato,
habitante do que vivo
nas diferenças humanas,
como um ser coletivo
as viagens todas de mim
são o tempo que habito
dos contornos do ego
deixo-me completo
nos mares que velejo
e deixo-me exato,
habitante do que vivo
nas diferenças humanas,
como um ser coletivo
as viagens todas de mim
são o tempo que habito
👁️ 72
Do todo e suas minúcias
o fato
como um todo
detem minúcias
nos seus modos
vê-las soltas
do plural conjunto
é não percebe-las
parte do mundo
não basta a vontade
para lutá-las como tudo
como um todo
detem minúcias
nos seus modos
vê-las soltas
do plural conjunto
é não percebe-las
parte do mundo
não basta a vontade
para lutá-las como tudo
👁️ 28
Volitiva feição com futuro em curso
a vontade
é só um distrato
entre a inércia
e o fato
querê-la fundamento
de conjunturas
é descontruir os atos
no correr da luta
o futuro só dispara
na concretude do custo
de aliar o tempo ao espaço
quando traçamos seu curso
é só um distrato
entre a inércia
e o fato
querê-la fundamento
de conjunturas
é descontruir os atos
no correr da luta
o futuro só dispara
na concretude do custo
de aliar o tempo ao espaço
quando traçamos seu curso
👁️ 80
Indígena jornada em vívida gestão
indígena
marcha a vida,
aos ombros do futuro,
como dívida
grávida e pública,
ao tentar-se livre,
dá-se à condição
de ter-se simples
a vida é uma razão infante
adormecendo sua crise
marcha a vida,
aos ombros do futuro,
como dívida
grávida e pública,
ao tentar-se livre,
dá-se à condição
de ter-se simples
a vida é uma razão infante
adormecendo sua crise
👁️ 58
tráfego recorrente
transeuntes das almas
a multidão caminha
todas as calçadas
em todas as rinhas
as que iludam os passos,
as que trafeguem a vida
os limites são os pulos
que a história decida
a multidão caminha
todas as calçadas
em todas as rinhas
as que iludam os passos,
as que trafeguem a vida
os limites são os pulos
que a história decida
👁️ 30
Cósmico bailado
a bailarina
voando em vão
é um astronauta tardio
desenhando o chão
seu impulso cósmico
entornando o espaço
lança todos os olhos
no colo de seus braços
a dançarina é um asteróide
flutuando em seus sapatos
voando em vão
é um astronauta tardio
desenhando o chão
seu impulso cósmico
entornando o espaço
lança todos os olhos
no colo de seus braços
a dançarina é um asteróide
flutuando em seus sapatos
👁️ 122
Sentidos rurais em franco senso
rural e baldia
a paisagem fixa
os limites do infinito,
da paz e da vida
indígena e original
como uma ventania
tange os olhos do povo
pelos ombros do dia
a terra é um grande comício
de todas as alegrias
a paisagem fixa
os limites do infinito,
da paz e da vida
indígena e original
como uma ventania
tange os olhos do povo
pelos ombros do dia
a terra é um grande comício
de todas as alegrias
👁️ 38
Código em resumo presente
o código
é só um indício
da divisão dos homens
em artigos
cláusula imposta
por vontades mínimas
codifica a fome
nas entrelinhas
civil, nas alíneas dito,
militariza o tempo,
como um urbano ofício
é só um indício
da divisão dos homens
em artigos
cláusula imposta
por vontades mínimas
codifica a fome
nas entrelinhas
civil, nas alíneas dito,
militariza o tempo,
como um urbano ofício
👁️ 63
Do amor em fundamento dado
o amor,
mais que desejo
é pedra fundamental
do nosso enredo
vive-lo pleno,
nos humanos atos,
é borda-lo pela vida
em todos alinhavos
amar é costurar um mundo
com todas as linhas do afago
mais que desejo
é pedra fundamental
do nosso enredo
vive-lo pleno,
nos humanos atos,
é borda-lo pela vida
em todos alinhavos
amar é costurar um mundo
com todas as linhas do afago
👁️ 45
Infantes reminiscências
o menino,
ensimesmado,
via na lua
um sol envergonhado
a intimidade do céu
em que a pipa voava
fazia do dia um espaço
a que se abraçava
a noite deixava escura
as pipas de sua alma
ensimesmado,
via na lua
um sol envergonhado
a intimidade do céu
em que a pipa voava
fazia do dia um espaço
a que se abraçava
a noite deixava escura
as pipas de sua alma
👁️ 72
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.