Lista de Poemas
Pacífica intrusão
a paz,
guerra consentida,
cabe aos homens
derrama-la na vida
pelos trincos do mundo
nos ombros das avenidas
a paz
é discurso exato
das guerras consumidas
no abraço dos fatos
tudo que a constrói
é o roldão desses atos
os que demarcam a luta
os que apertam seus laços
guerra consentida,
cabe aos homens
derrama-la na vida
pelos trincos do mundo
nos ombros das avenidas
a paz
é discurso exato
das guerras consumidas
no abraço dos fatos
tudo que a constrói
é o roldão desses atos
os que demarcam a luta
os que apertam seus laços
👁️ 1
Parahyba em líquida menção
o Sanhauá
lambendo Parahyba
inventava nas águas
um disfarce de vida
como se fora um mar
deixado à deriva
a canoa
em passos navegantes
fingia seu caminho
como um transatlântico
o pescador, remando o tempo,
guardava as horas no pensamento
lambendo Parahyba
inventava nas águas
um disfarce de vida
como se fora um mar
deixado à deriva
a canoa
em passos navegantes
fingia seu caminho
como um transatlântico
o pescador, remando o tempo,
guardava as horas no pensamento
👁️ 4
Das humanas jornadas divinas
deus
ensimesmado
dera-se a tudo
ou fora dado
nessa ânsia bruta
de ter-se
ou tê-lo incontrolável
o homem,
ensimesmado,
deu-se à paixão
de tê-lo acomodado
operando a quântica intenção
de declara-lo
ensimesmado
dera-se a tudo
ou fora dado
nessa ânsia bruta
de ter-se
ou tê-lo incontrolável
o homem,
ensimesmado,
deu-se à paixão
de tê-lo acomodado
operando a quântica intenção
de declara-lo
👁️ 1
humanos rompantes da natureza
a idéia, plástica,
deixa-se chama
astronave lógica
dos vãos da alma
o mundo veste o homem
com sua múltipla farda
de soldado natural
em civis jornadas
a idéia é coletiva sanha
em sinapses privadas
deixa-se chama
astronave lógica
dos vãos da alma
o mundo veste o homem
com sua múltipla farda
de soldado natural
em civis jornadas
a idéia é coletiva sanha
em sinapses privadas
👁️ 1
Construção
a felicidade
é um trânsito
entre o homem
e seu ânimo
constrói-se, avulsa,
em paisagem magra,
quando jaz propaganda
nos ombros das palavras
ousá-la arquiteta de si
é trazê-la como arma
transeunte frequente
das ruas da alma
é um trânsito
entre o homem
e seu ânimo
constrói-se, avulsa,
em paisagem magra,
quando jaz propaganda
nos ombros das palavras
ousá-la arquiteta de si
é trazê-la como arma
transeunte frequente
das ruas da alma
👁️ 3
do homem em fardos próprios
o desejo
traspassa a vontade
num gesto ontológico
de liberdade
dá-se a tanto
como embrulho lógico
das funduras do ser
em gesto óbvio
o desejo constrói-se homem
como natureza em ato próprio
traspassa a vontade
num gesto ontológico
de liberdade
dá-se a tanto
como embrulho lógico
das funduras do ser
em gesto óbvio
o desejo constrói-se homem
como natureza em ato próprio
👁️ 2
Histórica vazão
crente de si
a história estica
as léguas de tempo
em que habita
futura-se passada
no presente que lida
nos gestos do povo
que conjuga a vida
a história é só uma manhã
com tardes escondidas
a história estica
as léguas de tempo
em que habita
futura-se passada
no presente que lida
nos gestos do povo
que conjuga a vida
a história é só uma manhã
com tardes escondidas
👁️ 1
Passeata em curso prestante
no leito da rua
como uma ferida
o jeito da luta
dói a vida
a multidão
dá-se à andança
resumindo nos passos
a coletiva dança
o futuro apenas ressona
um gesto itinerante
como se abraçasse
o tempo à distancia
como uma ferida
o jeito da luta
dói a vida
a multidão
dá-se à andança
resumindo nos passos
a coletiva dança
o futuro apenas ressona
um gesto itinerante
como se abraçasse
o tempo à distancia
👁️ 1
Dos futuros insubmissos
sofrer do futuro
é viver o presente
como se fora um passado
inconsequente
o vindouro,
como momento,
é só o arcabouço,
um disfarce do tempo
a vontade apenas arquiteta
as construções que se sente
é viver o presente
como se fora um passado
inconsequente
o vindouro,
como momento,
é só o arcabouço,
um disfarce do tempo
a vontade apenas arquiteta
as construções que se sente
👁️ 3
verbais instintos das letras
palavras
são estopins
ou já mordaças
tudo que as monta
sempre declara
o viés exato da vida
em que se instala
tece-las como neutras
é exercício inócuo da fala
são estopins
ou já mordaças
tudo que as monta
sempre declara
o viés exato da vida
em que se instala
tece-las como neutras
é exercício inócuo da fala
👁️ 1
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.