Lista de Poemas
Das infrações às humanas lides
por vive-la assim
quase à deriva
decrete-se no homem
usucapião da vida
por senti-la avara
nas rugas do tempo
deixe-se como nódoa
pelo pensamento
a vida assim desfalcada
é só um jogo reticente
habita já como privada
a pública razão de quem a sente
quase à deriva
decrete-se no homem
usucapião da vida
por senti-la avara
nas rugas do tempo
deixe-se como nódoa
pelo pensamento
a vida assim desfalcada
é só um jogo reticente
habita já como privada
a pública razão de quem a sente
👁️ 3
Humano contrato
sob a pele
talvez não caiba
o grito insurgente
dos milhões de áfricas
células originárias
do humano artefato
jogadas em semeadura
com a vida nos braços
sob a pele
talvez o dia saiba
que o noite é irmã
nos arquivos da alma
talvez não caiba
o grito insurgente
dos milhões de áfricas
células originárias
do humano artefato
jogadas em semeadura
com a vida nos braços
sob a pele
talvez o dia saiba
que o noite é irmã
nos arquivos da alma
👁️ 1
A Ines Ettiene Romeu
a mulher
habita a história
transeunte intacta
da lógica
herança de gestos
bordados fáticos
na construção ingente
de futuros e atos
a mulher
guerrilheira avulsa
bafeja sobre o mundo
o hálito vivo da luta
habita a história
transeunte intacta
da lógica
herança de gestos
bordados fáticos
na construção ingente
de futuros e atos
a mulher
guerrilheira avulsa
bafeja sobre o mundo
o hálito vivo da luta
👁️ 3
Do quilombo em herança dita
o quilombo
habita pelos anos
a origem e alma
dos humanos
vige como laço
no âmbito da vida
resistência inata
de todas as medidas
o quilombo forja o tempo
nas horas que decida
habita pelos anos
a origem e alma
dos humanos
vige como laço
no âmbito da vida
resistência inata
de todas as medidas
o quilombo forja o tempo
nas horas que decida
👁️ 1
Desamanheceres
desamanheço
os dias que não vivo
embrulhado nas noites
em que me digo
o sol
talvez pressinta
os desamanheceres
em que me sinta
é que o dia pleno
em que me faço madrugada
nem precisa do sol
clareando minhas falas
os dias que não vivo
embrulhado nas noites
em que me digo
o sol
talvez pressinta
os desamanheceres
em que me sinta
é que o dia pleno
em que me faço madrugada
nem precisa do sol
clareando minhas falas
👁️ 6
Da constância dos fatos
a realidade
antevista no horizonte
descreve-se vária
em sua fonte
a vontade posta
na curva das horas
decreta jornais
e larga-se na história
o fato,
intensamente real,
dirige o mundo
em cada ato
antevista no horizonte
descreve-se vária
em sua fonte
a vontade posta
na curva das horas
decreta jornais
e larga-se na história
o fato,
intensamente real,
dirige o mundo
em cada ato
👁️ 37
Fuga em reiterada dose
as culpas
postas à vontade
ressoam nos caibros
no sono e na tarde
os olhos
despidos do sono
soletram a noite
em abandono
o homem
pesada(mente)
esquadrinha brechas
por onde ausente-se
postas à vontade
ressoam nos caibros
no sono e na tarde
os olhos
despidos do sono
soletram a noite
em abandono
o homem
pesada(mente)
esquadrinha brechas
por onde ausente-se
👁️ 1
Medições da vida
medir o tempo
tem-se como artifício
os foguetes da vida
tornam-no arisco
o medido no corpo
estanca os sentidos
consumir as horas
em seus caminhos
é armazenar o tempo
em privado escaninho
e usa-lo na saudade
como acervo peregrino
tem-se como artifício
os foguetes da vida
tornam-no arisco
o medido no corpo
estanca os sentidos
consumir as horas
em seus caminhos
é armazenar o tempo
em privado escaninho
e usa-lo na saudade
como acervo peregrino
👁️ 6
Marinha cena
o oceano
discursava ondas
e lambia a terra
em suas sombras
tudo que lhe dizia
era o líquido rompante
de molhar a vida
como um navegante
de repente, sem aviso,
o relâmpago jogou-se
com notícias do infinito
discursava ondas
e lambia a terra
em suas sombras
tudo que lhe dizia
era o líquido rompante
de molhar a vida
como um navegante
de repente, sem aviso,
o relâmpago jogou-se
com notícias do infinito
👁️ 1
Dos atalhos em curso
os atalhos
nas ruas da vida
perdem o homem
em suas investidas
as passeatas
em vias coletivas
conjugam as voltas
e todas as idas
deixar-se único nas estradas
atropela o homem
e todas suas vias
nas ruas da vida
perdem o homem
em suas investidas
as passeatas
em vias coletivas
conjugam as voltas
e todas as idas
deixar-se único nas estradas
atropela o homem
e todas suas vias
👁️ 4
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.