Lista de Poemas
Rio Capibaribe em vias e veias
no Capibaribe
o nordeste passeia
rio de todas as léguas
águas do povo na cheia
como se fora um protesto
das vias, vozes e veias
no Capibaribe
a história e o povo admitem
vê-los todos derramados
nos futuros que permitem
👁️ 3
Das voltas do tempo
o amanhã
talvez não caiba
nos futuros ditos
pela fala
o tempo
posto como fato
transpõe o verbo
em desacato
o homem
ao ontem abraçado
esquece do futuro
como um salto
talvez não caiba
nos futuros ditos
pela fala
o tempo
posto como fato
transpõe o verbo
em desacato
o homem
ao ontem abraçado
esquece do futuro
como um salto
👁️ 12
Alvíssaras em permanência
a tristeza perambula
ruas do presente
dívida futura
alegria penitente
gasta pela face
em vasta inadimplência
assim nasce
nas brechas da mente
sinapses invertidas
adredemente
a tristeza é só um riso
esquecido do contente
ruas do presente
dívida futura
alegria penitente
gasta pela face
em vasta inadimplência
assim nasce
nas brechas da mente
sinapses invertidas
adredemente
a tristeza é só um riso
esquecido do contente
👁️ 23
Violadas sensações
o violão
preso nas cordas
tenta livrar-se
de suas notas
solfeja tons
sob jugo dos dedos
como se fora escravo
de seus segredos
abraçado ao homem
tange sua mente
a todos os infinitos
que ainda sente
preso nas cordas
tenta livrar-se
de suas notas
solfeja tons
sob jugo dos dedos
como se fora escravo
de seus segredos
abraçado ao homem
tange sua mente
a todos os infinitos
que ainda sente
👁️ 2
Dos saldos vitais
dou-me assim
aos ágios da vida
construção de juros
nos futuros que consiga
habitando o tempo
como pássaro recorrente
no voo pleno das horas
exato combatente
e nos meandros vitais
possam estar impressas
as jusantes de mim
que todos atravessem
aos ágios da vida
construção de juros
nos futuros que consiga
habitando o tempo
como pássaro recorrente
no voo pleno das horas
exato combatente
e nos meandros vitais
possam estar impressas
as jusantes de mim
que todos atravessem
👁️ 24
Cifrões em ma(n)rcha lenta
o cifrão
deitado na máquina
retira dos medos
sua plástica
o dedo
em digital postura
encomenda cédulas
em sua lavratura
o homem, aprisionado,
digita cifrões
e chora seus saldos
deitado na máquina
retira dos medos
sua plástica
o dedo
em digital postura
encomenda cédulas
em sua lavratura
o homem, aprisionado,
digita cifrões
e chora seus saldos
👁️ 20
Mar(ciano)te
de Marte, no foguete,
cósmica vazão do tempo
o oceano trincheira
escapa do pensamento
dá-se acabado
nas ranhuras da vida
nessa fome lógica
que a mudança decide
existente
nas fendas do passado
intromete respostas
nas perguntas que traça
cósmica vazão do tempo
o oceano trincheira
escapa do pensamento
dá-se acabado
nas ranhuras da vida
nessa fome lógica
que a mudança decide
existente
nas fendas do passado
intromete respostas
nas perguntas que traça
👁️ 2
Antiga caminhada
Para mim
o velho
tangia o passo
boiada conduzida
do cansaço
a vontade
posta em pernas
dava-se bailarina
em suas léguas
o velho
andarilho militante
era em si um foguete
em voo rasante
👁️ 3
Conjugada fala
a voz
monta a palavra
como um adorno
no vão da alma
fluido
o verbo ausculta
os sentidos postos
na escuta
conjugadas
na intensa lida
as almas discursam
os verbos da vida
monta a palavra
como um adorno
no vão da alma
fluido
o verbo ausculta
os sentidos postos
na escuta
conjugadas
na intensa lida
as almas discursam
os verbos da vida
👁️ 1
repetida sofrência
o mal deixa-se mal
quando fato vigente.
As vésperas de si,
quando na mente,
tra-lo-ão nascido
contra(o)tempo
elástico inventário
vazio, prematuro,
recorrência incauta
dos laivos do futuro
quando fato vigente.
As vésperas de si,
quando na mente,
tra-lo-ão nascido
contra(o)tempo
elástico inventário
vazio, prematuro,
recorrência incauta
dos laivos do futuro
👁️ 16
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.