Lista de Poemas
geriátricos momentos
o tempo
nunca é novo
há sempre memória
em seus ombros
desejos já postos
nos passados sonhos
o tempo
é só um aviso
das relativas poses
do infinito
nunca é novo
há sempre memória
em seus ombros
desejos já postos
nos passados sonhos
o tempo
é só um aviso
das relativas poses
do infinito
👁️ 4
Da vindoura lavra
lavre-se a cena
do pretenso futuro
nas estradas dos braços
nas enxadas do mundo
como se fora um grito
nas gargantas de tudo
a matéria
em larga complacência
dá-se às aventuras
de todos seus inventos
como bandeira içada
nos ombros vastos do tempo
do pretenso futuro
nas estradas dos braços
nas enxadas do mundo
como se fora um grito
nas gargantas de tudo
a matéria
em larga complacência
dá-se às aventuras
de todos seus inventos
como bandeira içada
nos ombros vastos do tempo
👁️ 1
voos temporais da vida
como fumaça
a idéia voa
solfeja verbos
a vida sonha
como fora manhã
a noite toda
o tempo gravita
como um pião infante
brincando de criança
surfando o horizonte
a idéia voa
solfeja verbos
a vida sonha
como fora manhã
a noite toda
o tempo gravita
como um pião infante
brincando de criança
surfando o horizonte
👁️ 1
Dançarina energia
terreiro de mim
o coração é gira
de tudo e de todos
ao redor da vida
cantando os tambores
em reza infinita
a matéria urgente
arrepios da energia
joga o mundo na roda
numa dança consentida
o coração é gira
de tudo e de todos
ao redor da vida
cantando os tambores
em reza infinita
a matéria urgente
arrepios da energia
joga o mundo na roda
numa dança consentida
👁️ 2
Das rotas do futuro II
a matéria
conchavo do infinito
brinca de burlar
as rotas da vida
deixa-se em parto
gestante recorrente
assim fora usina
de todos seus viventes
o mundo debulha o futuro
na aparente reticência
👁️ 5
Da vida em dados
a vida
nem é tanta
que possa viger
apenas na garganta
dizê-la
em seu curso
é noticiar fatos
do seu uso
como fora privado rompante
do coletivo discurso
humano porque todo
no verbo de ser único
nem é tanta
que possa viger
apenas na garganta
dizê-la
em seu curso
é noticiar fatos
do seu uso
como fora privado rompante
do coletivo discurso
humano porque todo
no verbo de ser único
👁️ 9
Quilombo em rasa cena
no quilombo
ancestral em tudo
transita a história
nos vincos do mundo
a forja humana
nas Áfricas que lida
inventa as manhãs
no vão da vida
a matéria apenas navega
nos vãos do tempo
a extrema liberdade
dos seus inventos
ancestral em tudo
transita a história
nos vincos do mundo
a forja humana
nas Áfricas que lida
inventa as manhãs
no vão da vida
a matéria apenas navega
nos vãos do tempo
a extrema liberdade
dos seus inventos
👁️ 9
Laivos do futuro
meu bloco
é da surdina
nos passos mudos
dos fatos da avenida
frevo do povo
grito da vida
sonho das ruas
veias e vias
carnaval do tanto
como será em tudo
no desfile coletivo
das fantasias do futuro
é da surdina
nos passos mudos
dos fatos da avenida
frevo do povo
grito da vida
sonho das ruas
veias e vias
carnaval do tanto
como será em tudo
no desfile coletivo
das fantasias do futuro
👁️ 7
Das memórias do vindouro
a memória
cheia de futuro
tramita o passado
em novo curso
dá-se ao novo
certa petulância
remoendo os fatos
em sua militância
a memória é quase arma
dos futuros em que se planta
cheia de futuro
tramita o passado
em novo curso
dá-se ao novo
certa petulância
remoendo os fatos
em sua militância
a memória é quase arma
dos futuros em que se planta
👁️ 1
Dos viveres do verbo
o poema transgride
tudo que a palavra admite
como se dize-la em verso
nunca admitisse
não dizê-la como tanta
que estivesse em riste
soletrando toda a vida
em todos seus limites
o poema é só um desperdício
das parcimônias do infinito
tudo que a palavra admite
como se dize-la em verso
nunca admitisse
não dizê-la como tanta
que estivesse em riste
soletrando toda a vida
em todos seus limites
o poema é só um desperdício
das parcimônias do infinito
👁️ 5
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.