Lista de Poemas

Coisas sem importância I

As memórias servem-me de almofada quando hoje penso futuros.

António Patrício Pereira

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Coisas sem importância II

Ao olhar uma poça de água há quem consiga ver o céu imenso; há quem só consiga ver o seu reflexo… e há aqueles que não vêm nada.
Há, ainda, quem nem se dê ao “trabalho” de olhar para uma poça de água… esses estão mortos e não sabem.

António Patrício Pereira

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Um dia

Um dia a solidão morrerá de tão só,
dobrada sobre a linha do esquecimento...
num tempo,
perdida, sem um lamento.

António Patrício Pereira

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Fala d’um homem vulgar

Sou um homem vulgar;
Nada de especial a assinalar.
Vejo as horas crescerem dias
e os dias amadurecerem noites.
Para manter as mãos ocupadas,
e a imobilidade não me doer nos ossos.
vou enfeitando as sombras com nadas…
nadas meus, que só eu sei ler;
coisas de pouca importância
para o rumo das estações
ou para o ritmo migratório dos pássaros.
Bebo os ventos para matar a sede de viajar,
de sair de mim…
Navego olhares pelos mares interiores,
degredos meus
em voluntárias condenações.

Sou um homem vulgar,
viajo no limite do meu corpo;
Este corpo sem tempo
que ainda leva alguns sonhos
mas que já perdeu o desejo de eternidade.

António Patrício Pereira

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O poeta

O poeta morre
antes da morte o tomar
e renasce
continuamente
nas palavras
que povoam
as páginas imaginadas
na vida dos homens.

António Patrício

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Coisas sem importância III

Pensar dá trabalho. É uma canseira questionar os dias, os “quês” e os porquês.
Aceitar sem questionar é o mais fácil… Mas é também o mais triste.
Viver sem horizontes próprios, porque sim, de olhos fechados…
Viver com um cenário como horizonte é o mesmo que adiar a vida; vegetar.

António Patrício Pereira

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Desnudas saudades

Se em secretos recantos
do teu corpo descobrires
perdidas palavras;
não acordes
as denudas saudades
que nelas deixei
em realizados tempos
que na tua pele saciei
antigos mistérios do desejo.

António Patrício Pereira

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Um dia chegarás

Um dia chegarás, sem tempo definido,
vestida de planícies,
cansada de ausências.
Nas mãos um punhado de palavras,
no peito as sementes d'um verbo
na voz tantas memórias, tanto chão...

Será na vida que rasgarás uma janela
passagem para a claridade d'um poema
feito de ternas paisagens,
tecidas em fina saudade.

António Patrício Pereira

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Todas as noite

À noite os homens
acendem a inquietação
no peito,
e esperam que o breu
amadureça claridade
para ganharem mais um tempo de
esperança.

António P. Pereira

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