Escritas

Lista de Poemas

ACAMPAMENTO NO ESTANHADO

A Batalha do Jenipapo tem sua marca!

Uma das mais sangrentas batalhas pela independência

já registrada no Brasil, apesar de não ser abordada em

livros de história. Mas bem que deveria.

Todos nós piauienses queríamos a liberdade, a igualdade

e sermos, enfim, independentes de Portugal.

E o Estanhado foi decisivo,

pois Fidié aqui acampara

num matagal expr essivo, onde atravessa depois o P arnaíba,  

acampando desta vez no  Morro das Tabocas, no estado do Maranhão,

e, finalmente, é pego e capturado

consolidando-se, assim, a nossa independência .

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MEU CANTEIRO

No fundo do quintal

faço minhas plantações.

Planto milho, bananeira e feijão...

Planto pé de acerola e até de mamão...

Sem dúvida, um verdadeiro canteiro!

Aqui as belezas são intensas

que aprendo o lado bom da vida

com esta pura diversão.

 

E neste terreiro tão sombreado

aproveito e faço minhas poesias

com um vento que bate suave meu rosto

fazendo-me respirar a vida.

 

No final, o resultado é uma maravilha!

Quando olho para meu canteiro

vejo que todo o meu esforço valeu a pena,

por isso nunca devemos desistir de nossos ideais.

Este é o meu magnífico jardim

presente no meu belíssimo e sombreado quintal.

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O RIO QUE CORRE

O rio é água

A água do rio

Que corre

O rio, a água...

O rio que corre.

Correndo sempre

A água do rio.

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OS RATOS QUE CORROEM

Os ratos que saem do lixo

Corroem o que já é corrompido,

Perturbam os outros, esses malditos!

Malditos ratos, nossos inimigos!

 

Escondem-se nos forros das casas,

Debaixo do fogão, no armário

 E até na despensa.

 

Os ratos que “rateiam” a casa

Podem nos transmitir doenças!

Cuidado com os ratos!

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AMAR, PRA SE AMAR

Conheço tantos poetas do amor!

Que escrevem canções de amar!

Amam com apenas um simples olhar

De ver brotar na terra uma linda flor!

Queria também amar, mas não há sentimentos

Porque não sei o que é amar.

Se eu não me amar como vou amar?

Amar se não amar a vida

Amar o sol, amar a lua, amar a brisa...

Hoje estou afogado no mar dos sonhos

Vendo o tempo passar sem amar

Por que AMAR?

Ah, este sentimento impiedoso, atroz, funéreo

Sinto-me preso dentro de um cárcere eterno...

Não consigo ver a luz no fim do túnel...

Está tudo escuro, um grande mistério!

A verdade do amar é o silêncio...

Um amor não correspondido,

Amar é a mais pura fantasia

Que só me causa agonia

Queria apenas uma vez amar e me apegar

Mas como vou amar se eu não me amar primeiro?

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ROSAS DESPEDAÇADAS

Rosas branqueadas, desfolhadas,
Insignificantes rosas, pétalas estraçalhadas.
Pálidas rosas, infelizes, despidas,
Rosas mortas, feridas rosas, rosas fedidas.
Rosas caladas, arrepiantes e malditas,
Rosas despedaçadas, miseráveis, bandidas.
Rosa que já foste rosa,
Rosa gemida, tão triste e sofrida!

Hoje tu és uma rosa,
Amanhã rosas pisadas, maltratadas e cuspidas.
Que sofrimento contundente esse!

Amedrontada rosa, desilusão eterna,
Presas nas trevas,
Abandonadas pela própria natureza.
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BORBOLETAS DE PAPEL

Numa sublime admiração

Fico a contemplar o céu.

Uma pureza em mãos,

Borboletas de papel.


Que imaginação incrível!

Fico a me perguntar:

O que foi isto?

Um clarão surgia do mar.

 

Borboletas de papel

Surgem do céu

Atrás das púrpuras rosas do Cairo...

E voam entre os jardins de mel

Entre as flores da vida.

Surgem entre as mais queridas flores

As borboletas de papel.

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