Lista de Poemas
CÂNTICO DOS PARDAIS
Ouço
as cores e o som melodioso!
Um
Encanto! Uma Beleza! Uma Suavidade!
Que
Magnitude! Que Alvura!
É
o som melódico dos pardais.
E
no compasso da melodia
Balançam
os galhos da caramboleira,
Num
ritmo alucinante!
Fantástico!
Esplêndido! Brilhante!
Voando
as serras bem distantes
Voam
para o infinito em busca de paz,
Cantarolando
sempre, esses tais pardais!
Essa
mistura de sentidos
Encantam
meus ouvidos,
Levando-me
ao paraíso sem fim...
MEU ÉDEN POÉTICO
Descrevo
o meu gênesis,
O meu começo, o início de tudo.
Introduzo
meus versos repletos de luz!
E
no meu próprio Éden desconhecido
Crio
meu fabuloso jardim, cheio de árvores...
Mas
são árvores do conhecimento, minhas poesias.
Reinvento
palavras, descrevo sentimentos!
Mergulho
num rio sereno,
Mas
com cuidado para não me afogar.
O
conhecimento é vasto e creio em sua infinitude,
Por
isso não mergulho no fundo do rio...
Porque
ainda não aprendi a nadar,
Porque
há sempre algo a se aprender,
Porque
o conhecimento é vasto e infinito!
A ERA APOCALÍPTICA
Numa desilusão eterna
Vejo um fim
calamitoso.
Ponho as mãos na
cabeça,
Uma dor contundente
me move.
E num desapego
fraterno
Entre o céu e o
inferno
Canto minhas
melódicas canções
Cheias de trevas, de
mágoas e de dor.
Tudo está prestes a
virá pó.
É como uma corda a
dar um nó,
Um desvario a se
esclarecer,
Um pungente grito de
socorro.
E quem dera neste
juízo final
Seremos julgados ao
lado infernal!
Sob a morte ao fim de
uma vida,
Todas as espécies de
Deus estarão extintas!
LEMBRANÇAS AMARGAS
Ando, levemente, sob águas rasas
Corro
entre morros em plena madrugada
Vejo-me
distante de um tempo não presente
Pois
a vida – esta envolvente –
traz
lembranças ausentes...
Desvio-me
do que se faz reluzente
Para
mais tarde ouvir o ruído do sol que geme,
A
esperança aqui não mente,
Quanta
falta tu me fazes!
Tenho apenas lembranças de ti, ó doce amada!
Vejo
as nuvens que parecem espumas encantadas
E
lembro-me de ti, mulher fingida e calada,
Quero
apenas te sentir novamente.
Por
que te apaixonaste por aquele bando de araras?
Tu
criaste asas para voar junto com estes pássaros
Passeando,
em plena alvorada,
no
lindo céu que te aguarda.
Por
onde andas agora? Ó minha amada!
Lembranças
que nem o tempo apaga,
Pois
aqui se tratam de lembranças amargas
Que
só destroem cruelmente minha pobre alma.
CARTAS DE AMOR
Não acredito em
cartas de amor.
Que conhecimento elas
podem nos dar?
Nada. Absolutamente
nada.
Pra quê insistir em
escrever cartas de amor?
Cartas sentimentais e
mais nada,
Apenas o lado
emocional é a priori.
Nunca escrevi cartas
de amor,
Mas já recebi uma
cartinha.
Qual a criança que
nunca recebeu?
Talvez a criança de
hoje em dia
Pois agora as redes
sociais dominam tudo.
Mas quando eu recebi
aquela primeira cartinha
Eu, todavia, só tinha
apenas nove anos
E nem sabia o que
significava o amor...
Inda hoje fico
boiando quando se fala em amar.
As cartas de amor não
trazem informações precisas,
Elas recaem na
subjetividade, isto é, em emoções...
Somos parasitas de
nossos próprios sentimentos
Que só nos deixam
mais lesados,
Muito mais fora do
mundo real em que vivemos.
Às vezes temos até
comportamentos estúpidos!
HOMENAGEM AO FOTÓGRAFO
Para eu acordar deste pesadelo medonho
Preciso primeiro refletir a vida,
Deixar de lado a dor sofrida
E fotografar o que é simples,
Pois é na simplicidade que existe a beleza!
Ter um belo olhar para o mundo,
Onde o pequeno pode tornar-se grande,
O escuro tornar-se claro,
O feio tornar-se belo...
O fotógrafo concentra-se bastante,
Tem uma paciência incrível
Para conseguir
um bom macro
De um simples lagarto na grama.
Ah, este profissional merecia mais
reconhecimento,
Que vive atrás do vento
Procurando algo belíssimo para registrar.
Fotografar também é arte!
Ser fotógrafo realmente é incrível!
Profissional que se dedica ao máximo
Por amar as cores, a luz e os efeitos.
VELHO PALHAÇO
Do
coração surgem risos
Como
um rio d’água límpida.
Aquele
que sente a alegria
N’alma
com risadas sem espinhos.
O
velho palhaço, de sonhar, anda sorrindo.
Ele
também ri com o público
Sob
os aplausos da imensa plateia,
Na
maior monotonia que existe em si.
Há
tantos palhaços tristonhos!
Que
fazem brotar da dor a alegria
Lapidando
pedras preciosas.
Oh
palhaço velho! Tão lascivo!
Além-mar
vão seus pensamentos
Voando
pelo tempo e pairando nas nuvens.
CHUVA DE SAPOS
Não
consigo falar só de pensar... Eita inverno...
Todo
inverno é a mesma coisa na minha casa,
Cai
um sapo do telhado, um repugnante sapo
Um
sapo asco...
Calado
cai em cima de mim, um sapo...
Splesh...
ouço sapos caindo ao chão.
Tem
sapo em cima do sofá
Sapo
em cima do colchão
Tem
sapo dentro do copo
E
do copo sapos caem ao chão
Em
busca de novos abrigos
Para
a diversão...
Mas
sapos são sapos, não tem discussão.
Se
são bonitos ou não eles caem ao chão...
Sapos
frios, frios sapos do verão
Que
aparecem no inverno
E
vários caem do telhado...
Será
uma chuva de sapos?
Sapos
malditos que se espatifam neste chão
E
pulam sempre sem uma exata direção...
Mexendo
com tudo e todos
Uma
verdadeira ilusão.
SaPoS
saltitantes, uma só sensação!
Splesh...
Opa! Caiu outro sapo ao chão.
A ARTE CORRUPTA
Que
magnitude tem o político!
Numa
arte tão eficaz chamada corrupção
Consegue
colocar o povo na palma da mão.
E
o que é brincadeira é sua arte de enganar!
Fazem
sempre muitas promessas
E
no final acabam a lucrar.
Com
o dinheiro do povo
Logo
um carro novo irá comprar.
Numa
mansão a residir,
Sentado
sem fazer nada
Com
apenas os sacos a coçar...
Esta
é uma grande arte
E
é somente o político brasileiro
Que
consegue se superar.
Esse
talvez seja o principal artista do circo brasileiro...
Um
palhaço picolé ele não é,
Mas
em tempo de eleição pega muito no nosso pé,
Ou
melhor dizendo, na nossa mão.
A ARTE DE ESCREVER
Escrever também é arte
Aonde
o artista vai desenhando a letra.
E
quand
o menos
se
espera
Vai surgindo...
Uma crônica
Um poema
Um ensaio
Um conto
Um romance
Uma novela
Ou o que se imaginar.
É um céu pintado à mão!
É uma casa feita de doces!
E numa imaginação a fluir
Na mão a escrever a ilusão
Em uma simpl
es folha de
papel em branco.
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Atualmente, faz um curso de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
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