Lista de Poemas
O LUTO DA VIDA
MISERANDO NAS RUAS
Numa dolência lamentosa vou andando,
E nestas praças desertas peço a misericórdia.
Dai-me, ó Senhor, um pedaço de pão
Para que eu acabe com esta fome que corrói por
dentro.
Eu miserando nas ruas e tu miserandas no céu.
Imploro pela misericórdia e o perdão,
Só quero mesmo é um pedaço de pão.
Já nem sinto mais este chão!
Os urubus me cercam, torcem por me ver morto
Estendido nas calçadas deste sujo chão
Que não tem sequer um pedacinho de pão.
Ajoelhado neste asfalto, joelhos com sangue,
exaustos!
Sou apenas uma criança a ti implorar, Senhor
Dai-me somente um pedaço de pão.
ANTIGO EGITO
Uma das civilizações mais antigas
Onde desenvolveu-se o trabalho
Da criatividade e do planejamento.
Uma civilização de solos férteis!
E nestes solos o Nilo regava os plantios,
Por isso, o historiador grego Heródoto
afirmou:
“O Egito é uma dádiva do rio Nilo.”
Um verdadeiro canal de irrigação da população!
Com uma cultura basicamente religiosa
Os egípcios eram politeístas
Vivendo em um oásis em meio ao deserto.
Tão magníficas ficaram estas pirâmides!
Com as marcas deixadas pelos soberanos Faraós
Numa arte decorando túmulos e templos.
CHUVA DE SAPOS
Não
consigo falar só de pensar... Eita inverno...
Todo
inverno é a mesma coisa na minha casa,
Cai
um sapo do telhado, um repugnante sapo
Um
sapo asco...
Calado
cai em cima de mim, um sapo...
Splesh...
ouço sapos caindo ao chão.
Tem
sapo em cima do sofá
Sapo
em cima do colchão
Tem
sapo dentro do copo
E
do copo sapos caem ao chão
Em
busca de novos abrigos
Para
a diversão...
Mas
sapos são sapos, não tem discussão.
Se
são bonitos ou não eles caem ao chão...
Sapos
frios, frios sapos do verão
Que
aparecem no inverno
E
vários caem do telhado...
Será
uma chuva de sapos?
Sapos
malditos que se espatifam neste chão
E
pulam sempre sem uma exata direção...
Mexendo
com tudo e todos
Uma
verdadeira ilusão.
SaPoS
saltitantes, uma só sensação!
Splesh...
Opa! Caiu outro sapo ao chão.
ROSAS DESPEDAÇADAS
Insignificantes rosas, pétalas estraçalhadas.
Pálidas rosas, infelizes, despidas,
Rosas mortas, feridas rosas, rosas fedidas.
Rosas caladas, arrepiantes e malditas,
Rosas despedaçadas, miseráveis, bandidas.
Rosa que já foste rosa,
Rosa gemida, tão triste e sofrida!
Hoje tu és uma rosa,
Amanhã rosas pisadas, maltratadas e cuspidas.
Que sofrimento contundente esse!
Amedrontada rosa, desilusão eterna,
Presas nas trevas,
Abandonadas pela própria natureza.
TEMPESTADE DE MÁGOA
Numa chuva ventosa
Ando numa dolência
íngreme...
Apreciando a paisagem
tenebrosa,
E os relâmpagos que
surgem temo.
E num temperamento
ineficaz
A chuva geme em uma
dor plangente,
Bate forte no telhado
em paz!
E numa obscuridade
presente...
Ah, chuvas passageiras,
frias e grossas...!
Soluçando nos
telhados,
Chorando ao vento....
Balançando das
árvores os galhos.
E neste som
contagiante
Grito num desespero
grande:
─ Parou a chuva
delirante!
─ Parou a chuva
amante!
Nesta chuva tão
perfumada
Ouço as gotas, sua grandeza,
Sua forma tão límpida
e clara!
E num repúdio tão rejeitado,
Deixo a chuva então
de lado,
Fecho meus olhos
lasso
E ponho-me a dormir.
A ERA APOCALÍPTICA
Numa desilusão eterna
Vejo um fim
calamitoso.
Ponho as mãos na
cabeça,
Uma dor contundente
me move.
E num desapego
fraterno
Entre o céu e o
inferno
Canto minhas
melódicas canções
Cheias de trevas, de
mágoas e de dor.
Tudo está prestes a
virá pó.
É como uma corda a
dar um nó,
Um desvario a se
esclarecer,
Um pungente grito de
socorro.
E quem dera neste
juízo final
Seremos julgados ao
lado infernal!
Sob a morte ao fim de
uma vida,
Todas as espécies de
Deus estarão extintas!
OS CANIBAIS DE CRISTO
Todos nós que dizemos
cristãos
Somos canibais de
Cristo
Por sua ordem
expressa,
Pois somente assim
nos salvaremos.
Foi Jesus quem disse:
“Comei minha carne e
bebei do meu sangue”.
O pensamento de Jesus
Cristo
Para seus grandes
fieis...
Somente assim seremos
salvos!
MEU CANTEIRO
No fundo do quintal
faço minhas plantações.
Planto milho, bananeira e feijão...
Planto pé de acerola e até de mamão...
Sem dúvida, um verdadeiro canteiro!
Aqui as belezas são intensas
que aprendo o lado bom da vida
com esta pura diversão.
E neste terreiro tão sombreado
aproveito e faço minhas poesias
com um vento que bate suave meu rosto
fazendo-me respirar a vida.
No final, o resultado é uma maravilha!
Quando olho para meu canteiro
vejo que todo o meu esforço valeu a pena,
por isso nunca devemos desistir de nossos
ideais.
Este é o meu magnífico jardim
presente no meu belíssimo e sombreado quintal.
OS RATOS QUE CORROEM
Os ratos que saem do
lixo
Corroem o que já é
corrompido,
Perturbam os outros,
esses malditos!
Malditos ratos,
nossos inimigos!
Escondem-se nos
forros das casas,
Debaixo do fogão, no
armário
E até na despensa.
Os ratos que
“rateiam” a casa
Podem nos transmitir
doenças!
Cuidado com os ratos!
Comentários (0)
NoComments
Atualmente, faz um curso de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Português
English
Español