LEMBRANÇAS AMARGAS
Ando,levemente, sob águas rasas
Corroentre morros em plena madrugada
Vejo-medistante de um tempo não presente
Poisa vida – esta envolvente –
trazlembranças ausentes...
Desvio-medo que se faz reluzente
Paramais tarde ouvir o ruído do sol que geme,
Aesperança aqui não mente,
Quantafalta tu me fazes!
Tenhoapenas lembranças de ti, ó doce amada!
Vejoas nuvens que parecem espumas encantadas
Elembro-me de ti, mulher fingida e calada,
Queroapenas te sentir novamente.
Porque te apaixonaste por aquele bando de araras?
Tucriaste asas para voar junto com estes pássaros
Passeando,em plena alvorada,
nolindo céu que te aguarda.
Poronde andas agora? Ó minha amada!
Lembrançasque nem o tempo apaga,
Poisaqui se tratam de lembranças amargas
Quesó destroem cruelmente minha pobre alma.
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