Biografia
GERÓNIMO`S BLUES – (Plaquette) Edições O HOMEM DO SACO – 2014 – Junho
PRONTO PAGAMENTO – Editora Tea For One – 2014 – Junho
LIVRARIA BUENOS AIRES – Editora Tea For One – 2015 – Março
QUIÇE MI LÁ BUCHE – Editora Tea For One – 2015 – Dezembro
SÓ ESPERAVA A VIAGEM PROMETIDA – Editora volta d´mar – 2018
PRONTO PAGAMENTO – Editora Tea For One – 2014 – Junho
LIVRARIA BUENOS AIRES – Editora Tea For One – 2015 – Março
QUIÇE MI LÁ BUCHE – Editora Tea For One – 2015 – Dezembro
SÓ ESPERAVA A VIAGEM PROMETIDA – Editora volta d´mar – 2018
Lista de Poemas
Total de poemas: 22
•
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E O FUTURO FOI PARA A PUTA QUE O PARIU
Luz seca corta o céu
em bocados de desespero
Fugir sem sair
Morrer abraçado a um grito
Chorar numa cama de sombras vadias
Humedecer a tristeza
Acordar a espera
Distrair a angústia
Agarrar a fisga
Rezar o último segundo
Queimar o prazo da validade
Regar ausências
Explodir frequentemente
Enraivecer
Conferir
Suturar esperanças
Despoletar por aí
,2022Jun_aNTÓNIODEmIRANDA
em bocados de desespero
Fugir sem sair
Morrer abraçado a um grito
Chorar numa cama de sombras vadias
Humedecer a tristeza
Acordar a espera
Distrair a angústia
Agarrar a fisga
Rezar o último segundo
Queimar o prazo da validade
Regar ausências
Explodir frequentemente
Enraivecer
Conferir
Suturar esperanças
Despoletar por aí
,2022Jun_aNTÓNIODEmIRANDA
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CORAÇÃO DESVIRGULADO
Senta-te no meu colo.
Agora mesmo.
Quero sentir o intervalo das tuas nádegas.
Gostar da tua beleza não fundamental.
Do sexo acidental.
Da tristeza não absorvente.
Da púbis sem detergente.
Do oral conveniente.
E de um bom esfreganço
Cozinhado ao vapor.
Gosto da procissão no adro.
Do cântico desafinado.
Do santo sem andor.
Gosto de um crucifixo filigranado.
De um padre aleijado.
Do peditório enfeitado
Com notas falsas para as obras do prior.
Gosto de ti,
Se não gostares de mim,
Quando sou assim,
Distante dos sentimentos baratos.
Gosto das velas solteironas.
Dos recheios dos sutiãs.
Das cópulas em poltronas.
Das peles com o toque
Do coração desvirgulado.
2017,ago_aNTÓNIODEmIRANDA
Agora mesmo.
Quero sentir o intervalo das tuas nádegas.
Gostar da tua beleza não fundamental.
Do sexo acidental.
Da tristeza não absorvente.
Da púbis sem detergente.
Do oral conveniente.
E de um bom esfreganço
Cozinhado ao vapor.
Gosto da procissão no adro.
Do cântico desafinado.
Do santo sem andor.
Gosto de um crucifixo filigranado.
De um padre aleijado.
Do peditório enfeitado
Com notas falsas para as obras do prior.
Gosto de ti,
Se não gostares de mim,
Quando sou assim,
Distante dos sentimentos baratos.
Gosto das velas solteironas.
Dos recheios dos sutiãs.
Das cópulas em poltronas.
Das peles com o toque
Do coração desvirgulado.
2017,ago_aNTÓNIODEmIRANDA
👁️ 113
ESTANTE VAZIA
Tinha comprado aquele livro
para ti.
Nas páginas estava escrita a
anomalia da ausência.
Rasguei-as palavra a palavra
e assim queimei para sempre
o circo da saudade que já não
és.
Agora tenho um novo.
Suave companhia com todos os
sabores da respeitada
cumplicidade.
Oferece a calma no roupão da
solidão companheira dos
instantes para sempre
importantes.
Segue a decepção para o ocaso
do desprezo.
Certas noites embalam as
certezas menos mentidas
aconchegadas no abraço da flor
sem tempo.
,2023Out27_aNTÓNIODEmIRANDA
poemanaalgibeira.blogspot.com
.
👁️ 16
CUIDADO! OS DARDOS ESTÃO LANÇADOS
Gosto das noites que desenham convites atrevidos
Gosto de rachar segredos
Gosto de passear o futuro
com os pés ausentes da cabeça.
E nos momentos em que a espera
me escreve,
Gosto de afagar a memória
num saudável desalinho
Gosto de embebedar-me exaustivamente,
Uivar Saudar a ousadia das estrelas,
Despoletar o cinto,
Escrever (mesmo com sangue na alma)
que o amor que engana
nem sempre é mentiroso.
Genuinamente só,
Gosto de baralhar o conflito de uma qualquer
intenção fraudulenta.
Adoro esticar a corda até o nó ficar desfeito
continuar a não desperdiçar tempo
no baile de borboletas nocturnas.
Gosto dos convites escritos nos decotes audaciosos. Gosto de sedição sem defeito.
Das estrangeiras sem depilação? Não!
Gosto da ovelha ronhosa
Nunca da mania ranhosa
,2022Out_aNTÓNIODEmIRANDA
Gosto de rachar segredos
Gosto de passear o futuro
com os pés ausentes da cabeça.
E nos momentos em que a espera
me escreve,
Gosto de afagar a memória
num saudável desalinho
Gosto de embebedar-me exaustivamente,
Uivar Saudar a ousadia das estrelas,
Despoletar o cinto,
Escrever (mesmo com sangue na alma)
que o amor que engana
nem sempre é mentiroso.
Genuinamente só,
Gosto de baralhar o conflito de uma qualquer
intenção fraudulenta.
Adoro esticar a corda até o nó ficar desfeito
continuar a não desperdiçar tempo
no baile de borboletas nocturnas.
Gosto dos convites escritos nos decotes audaciosos. Gosto de sedição sem defeito.
Das estrangeiras sem depilação? Não!
Gosto da ovelha ronhosa
Nunca da mania ranhosa
,2022Out_aNTÓNIODEmIRANDA
👁️ 128
SHITSEEING (Bertholt Friedrich Brecht , o senhor tinha razão)
Acabou a drogaria.
Apareceu a creperie.
Não era comigo,
não me importei.
Fechou a velha retrosaria.
É agora uma boulangerie Alsaciana.
Não era comigo,
não dei relevância.
O sapateiro desapareceu.
Instalou-se naquele lugar uma gelataria.
Não era comigo,
não me preocupei.
A taberna fechou.
É agora um bistrot com palavras esquisitas.
O alfarrabista foi assassinado
por uma loja de artesanato português,
feito num país qualquer,
que nada sabe do galo de Barcelos.
A livraria enforcou-se
com um nó de coragem ressequida.
Não era comigo,
não me incomodei.
Fui corrido da minha casa.
Tarde demais.
&...
Não acontece só aos outros.
2018Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
Apareceu a creperie.
Não era comigo,
não me importei.
Fechou a velha retrosaria.
É agora uma boulangerie Alsaciana.
Não era comigo,
não dei relevância.
O sapateiro desapareceu.
Instalou-se naquele lugar uma gelataria.
Não era comigo,
não me preocupei.
A taberna fechou.
É agora um bistrot com palavras esquisitas.
O alfarrabista foi assassinado
por uma loja de artesanato português,
feito num país qualquer,
que nada sabe do galo de Barcelos.
A livraria enforcou-se
com um nó de coragem ressequida.
Não era comigo,
não me incomodei.
Fui corrido da minha casa.
Tarde demais.
&...
Não acontece só aos outros.
2018Mar_aNTÓNIODEmIRANDA
👁️ 109
(SEM PROBLEMA)
Vamos construindo o caminho
As minas estão claramente
Identificadas
Alinhadas por ordem fonética
Ansiando pelo directo
Previamente combinado
,2022Abr_aNTÓNIODEmIRANDA
As minas estão claramente
Identificadas
Alinhadas por ordem fonética
Ansiando pelo directo
Previamente combinado
,2022Abr_aNTÓNIODEmIRANDA
👁️ 124
SILÊNCIO VERMELHO
Infernos íntimos sem ponto de fuga.
Há quem nunca tenha saboreado
o significado da esperança.
Construímos ninhos noutros corpos,
com a mão que treme quando te tiro a roupa,
fazendo da pele uma luva qualquer,
que lentamente enternece todo o amor solitário,
entre paredes que miram o nosso voo,
como se fosse secreto este desejo.
Ninguém verá a nossa máscara.
São tão pontuais estes dias
que a pausa não pode acontecer.
O que impede outros passos?
Quero que continues a vir todas as tardes
e dizer-me este silêncio vermelho das rosas.
Quando partiremos a jarra com este cheiro
bolorento, onde murcham as outras flores?
2015aNTÓNIODEmIRANDA
Há quem nunca tenha saboreado
o significado da esperança.
Construímos ninhos noutros corpos,
com a mão que treme quando te tiro a roupa,
fazendo da pele uma luva qualquer,
que lentamente enternece todo o amor solitário,
entre paredes que miram o nosso voo,
como se fosse secreto este desejo.
Ninguém verá a nossa máscara.
São tão pontuais estes dias
que a pausa não pode acontecer.
O que impede outros passos?
Quero que continues a vir todas as tardes
e dizer-me este silêncio vermelho das rosas.
Quando partiremos a jarra com este cheiro
bolorento, onde murcham as outras flores?
2015aNTÓNIODEmIRANDA
👁️ 145
O TEMPO DA CANÇÃO FELIZ
Guardava sempre no bolso aquela ideia
que constantemente lhe fugia da cabeça.
_Encostado à parede das sensações saborosas,
enroscava o carinho que vestia os seus passos.
_Depois, sentado na espera habitual,
mirava a própria sombra que lhe mostrava o caminho.
_Serrava o olhar num assomo de respeito,
e desenhava na memória a estrada que lhe apetecia.
_Nunca olhava para trás._
Seguia página a página, a estrela que um anjo,
há muito tempo pintara._
Leu de relance os livros que lhe forraram a vida,
e num ápice majestoso,
abraçou os blues que lhe vestiam a pele.
_ Pegou em si, com toda a precaução,
e seguiu na companhia do tempo que tanto o estimou.
,2018jan_aNTÓNIODEmIRANDA
que constantemente lhe fugia da cabeça.
_Encostado à parede das sensações saborosas,
enroscava o carinho que vestia os seus passos.
_Depois, sentado na espera habitual,
mirava a própria sombra que lhe mostrava o caminho.
_Serrava o olhar num assomo de respeito,
e desenhava na memória a estrada que lhe apetecia.
_Nunca olhava para trás._
Seguia página a página, a estrela que um anjo,
há muito tempo pintara._
Leu de relance os livros que lhe forraram a vida,
e num ápice majestoso,
abraçou os blues que lhe vestiam a pele.
_ Pegou em si, com toda a precaução,
e seguiu na companhia do tempo que tanto o estimou.
,2018jan_aNTÓNIODEmIRANDA
👁️ 134
APARAS DO TEMPO
Vazio
Era o seu nome
Só uma vez sorriu
&
isso foi o maior
incómodo
da sua vida
Anda por aí
lapidando aparas
do tempo
2018Out_aNTÓNIODEmIRANDA
👁️ 135
NA CAMA DA POESIA
Na cama da poesia
nunca se dorme
sem sonhar.
E é assim,
que o poeta descansa
enquanto as palavras
enfeitam os sons do silêncio
e pintam caminhos
a condizer com a maginação.
&
o poeta,
assiste a isto tudo,
nem sempre
com um sorriso
nos lábios.
2017,jul_aNTÓNIODEmIRANDA
nunca se dorme
sem sonhar.
E é assim,
que o poeta descansa
enquanto as palavras
enfeitam os sons do silêncio
e pintam caminhos
a condizer com a maginação.
&
o poeta,
assiste a isto tudo,
nem sempre
com um sorriso
nos lábios.
2017,jul_aNTÓNIODEmIRANDA
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