O TEMPO DA CANÇÃO FELIZ
ANTÓNIO DE MIRANDA
Guardava sempre no bolso aquela ideia
que constantemente lhe fugia da cabeça.
_Encostado à parede das sensações saborosas,
enroscava o carinho que vestia os seus passos.
_Depois, sentado na espera habitual,
mirava a própria sombra que lhe mostrava o caminho.
_Serrava o olhar num assomo de respeito,
e desenhava na memória a estrada que lhe apetecia.
_Nunca olhava para trás._
Seguia página a página, a estrela que um anjo,
há muito tempo pintara._
Leu de relance os livros que lhe forraram a vida,
e num ápice majestoso,
abraçou os blues que lhe vestiam a pele.
_ Pegou em si, com toda a precaução,
e seguiu na companhia do tempo que tanto o estimou.
,2018jan_aNTÓNIODEmIRANDA
que constantemente lhe fugia da cabeça.
_Encostado à parede das sensações saborosas,
enroscava o carinho que vestia os seus passos.
_Depois, sentado na espera habitual,
mirava a própria sombra que lhe mostrava o caminho.
_Serrava o olhar num assomo de respeito,
e desenhava na memória a estrada que lhe apetecia.
_Nunca olhava para trás._
Seguia página a página, a estrela que um anjo,
há muito tempo pintara._
Leu de relance os livros que lhe forraram a vida,
e num ápice majestoso,
abraçou os blues que lhe vestiam a pele.
_ Pegou em si, com toda a precaução,
e seguiu na companhia do tempo que tanto o estimou.
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