Escritas

Lista de Poemas

Arco-Iris do Amor


Arco-Iris do Amor 

Sim! Quem sou eu para dizer:
Ah! o mar talvez não seja imenso!
Mas o coração também é de um sentir
imenso e profundo,
como as ondas e explosões de uma batalha
que com o som de um bumbo
se inflama,
porem quando falha
ele apenas ama. 

Então restam cores de um universo dividido
o alarido de uma loucura lenta e tensa
por este sentir confuso e moído
por este coração que é só paixão
e que já não pensa
porque agora é apenas emoção. 

Ah! E todos os arco-íris do mundo se envaidecem
com suas brilhantes gotículas de luz
na imensidão de um sentimento
que já não é expresso pela fala
e então se cala
pois é no olhar que o seu brilho eterno reluz. 

Alexandre Montalvan

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O Lado Contrário do Coração


O Lado Contrario do Coração

Sim...

Tanto pode ser noite quanto pode ser dia,
impossíveis e imponderáveis
poesias
feitas dos sonhos de homens bons.

Sim...

Tanto faz a força que tem a palavra
quando
o que se ouve é o silencio
e a verdade é marcada a ferro em brasa
e desfeita em mil filamentos.

Sim...

Todo o chão é feito de angustia
toda a carne é inerte, injusta e tendenciosa
mesmo na mais
formosa dama ou até na encarquilhada anciã

Sim...

Triste é o segredo que esta na brisa
da tarde que finda
e abrange toda a luz que ainda existe no mundo
marcada por gotas de sangue

sim...

Quando ultrapassar estas densas sombras
dos arvoredos
sinta o seu aveludar imaginário
em sua mão
com aroma de jasmim
e siga com serenidade e com seus segredos o único lado possível.
O lado contrario
do coração.

Alexandre Montalvan
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Amar-te


Amar-te

Eu toco tua face com meus dedos
Percorro teus caminhos aflitivos com minhas mãos
É toda a cintilância que ilumina tua aura de menina
Eu toco delicadamente o teu coração

É todo este mistério que me deixa aos pedaços
Na luz que irradias eu me entrego e me engano
Mil vezes renascer para morrer em teu abraço
É ver cair dos céus mil estrelas no oceano

Os rios de espumas dourada nos envolvem
Encharcam nossos corpos com amor e sedução
Ao sol da primavera entre todas as miragens
São corpos que se unem na loucura e na paixão

Amar entre rosas vermelhas e amarelas
Amar como a última coisa na vida
Amar de maneira tão doce e singela
Amar é a coisa mais linda, a mais bela
Amar-te menina, és a minha paixão

Alexandre Montalvan
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A Solidão das Palavras


Solidão das Palavras

Palavras são como aves
que voam rumo ao amargor ou a doçura
por caminhos tortuosos ou suaves
levam nas suas asas a urgência da procura

É nas palavras que nasce
a dor que a alma sente
é um parto dolorido e latente
feito por nós, criado por gente

E nas palavras também
que o amor floresce e brilha
sussurrando ao sabor do vento
este lindo e sublime sentimento

Palavras porque palavras
quem dera que não a tivéssemos
os olhos diriam tudo...e dizem
junto às palavras que não os conhecem

Entre o âmago e a essência
a palavra desconcertada ficaria
mas é pelo aroma da tua pele
que eu escrevo esta solitária poesia.

Alexandre Montalvan
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Viver com o Inimigo


Viver com o Inimigo

Quantos de mim explodem e morrem
todos os dias, meses e também anos
se me salvo em meus desenganos
nestas flores desertas sem pólen

É nos universos finitos vividos
que quanto mais vivo mais estou morto
ao caminhar neste mundo desconhecido
são minhas almas que surgem de um aborto

Eu crio em papeis mil novos planos
e incrusto neles as minhas almas
são tantas e tantas faces difusas
neste mal inerente a nos humanos
que me trazem todos estes traumas

Nada vem a mim com mais maldades
que um meu pensar que eu controlo
porque eu não possuo mais verdades
e neste gargalo eu peço e imploro
corte a minha razão pela metade

Corte esta dor que em mim assola
este meu viver é um cruel castigo
esta m'alma doida que se descontrola
sem ter a noção de que é um perigo
viver mil vidas e ser meu próprio verdugo
morrer mil vezes e ser meu próprio inimigo.

Alexandre Montalvan
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Faminta de Amor


Faminta de Amor
Que medo deste escuro!
Tão frio seria o mundo
se não houvesse primavera
de um florir de sentimento
veste-se de ouro
de ardor esplendoroso e pleno
deste e de todos teus tesouros
e ainda vive
este sonho que encanta
mas que eu nunca tive.

Qual medo me cerceia?
Nas bordas de um céu de fogo
de lagrimas que vertem das areias
de um circular e tenso jogo
o inicio e a chegada serpenteia
nesta explosão imperiosa.

No vão de uma pedra nasce a rosa!
Mas ela nunca nasce para mim
nunca em meu jardim
pois ela é incandescente
carbonizada semente de flor
que sucumbe no calor.

Demônio da luxuria
impuro e destruidor
que circula com o vento
e retira o alimento
da minha alma que a muito tempo
está faminta de amor.

Alexandre Montalvan
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Cala

Cala

Cala em mim a minha alma humana
sem o dia e sem a noite, sem o nada
nos ferros retorcidos da senzala
toda está essência de existir
sem poder entender ou apenas ir

Já não há dor que em nada resulta
talvez apenas um quê da dura vida
porque é viver e vivo neste horror
onde toda a miséria é perseguida
e o sofrimento é indolor

Quanto mais afundo no negrume
de um visgo que me segura como mãos
no limiar da sanidade e da loucura
do vago esganar da seladura
m'alma
arrevesada e tensa em plena contramão

Esta ignorância me resvala
a tristeza impregnada na existência
talvez tentar ver seja um erro atroz
mas está na minha essência
esta infelicidade feroz
da minha consciência.

Alexandre Montalvan
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Ato de Amor



Ato de Amor

Floresce a minha alma pela eternidade
por vidas e vidas a contemplar o infinito
o tempo em ondas de luz é um grito
que soa nos mares dos meus pensamentos

Procuro um Deus que contido nas pedras,
nas terras, nos mares, em tantos altares
e encontro um Deus até mesmo nas guerras
porque Deus é amor em todos os lugares

A luz que se reflete em mim é tão viva
é a carne efêmera é a alma eterna
é criança com a sua alma sensitiva
meus atos e meus sentimentos governa

Floresce a noção de desprezo às verdades
de frases que perdem o sentido no tempo
por vidas e vidas só há uma lição
que o ato de amar vem do coração.

Alexandre Montalvan
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Poesia Morta


Poesia Morta

Por que velas esta poesia morta?
Escrita com gotas de sangue
porque se esta alma
já não comporta
mas nunca se importa
o tanto que esta dor a constrange.

Fez do caos transformador, poesia,
com suas frias palavras marcadas
a ironia que não serve para nada
entre os entornos de pura agonia
Neste furor insano que nos cala.
Por que velas este cadáver na noite?
e esta poesia que me engole a fala
ceifada em sua carne por afiada foice
Então diga a esta criança que fique e
não se assuste, quando a luz se apagar,
quando o sol aparecer no horizonte,
com certeza novo dia ira brilhar.
Alexandre Montalvan
Queridos amigos com esta poesia eu fiz um vídeo que postei no youtube fiz com mto carinho se puder faça-me uma visita vou ficar mto feliz,
http://www.youtube.com/user/processolento
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Crisântemos


Crisântemos
Não há verdades no mundo que vivo
Mas tantas coisas que eu não entendo
dizem que não entender não é negativo
do contrario, mentiras, continuariam sendo.

Ali florescem crisântemos roxos nas esquinas
entalados em vasos desengonçados e tortos
enquanto as galhas ficam meio em surdina
flores nos chãos enfeitam túmulos dos mortos.

Toda a atenção nas palavras que são ditas
porque Deus deu dois ouvidos e uma boca
palavras ditas valem mais que as escritas
porem ouvi-las é muito mais que, coisa pouca.

Domam-se as feras com olhos de fogo e cinzas
serpentes enroscadas em gradis peçonhentos
faça por mim oração, doce pitonisa, pois
há muito tempo estou morto em meus pensamentos.


Alexandre Montalvan


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Comentários (2)

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thaisftnl
2020-05-07

És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!

2014-08-18

Alexandre tua poesia fala com a alma, transborda de amor pleno , puro que exala ternura . Parabéns !!!