Lista de Poemas
Por Amar Demais

Por Amar Demais
Com estes meus sapatos velhos
A minha calça jeans rasgada
este meu amor é sem consolo
é a dor da ausência da minha amada
Este jardim de mortas flores
a dolorida dor malvada
As flores mortas sem odores
em um final de apenas nada
Caminho sozinho na madrugada
pensando sentir o teu perfume
saudade doída, terrível gume
que corta m'alma desesperada
amar assim não me faz impune
pois traz a vida à morte... e as une
Alexandre Montalvan
👁️ 100
Areias do Coração
Areias do Coração
Hoje eu não tenho motivos para voltar
apenas o silencio do pó é o que me espera
ausência pura é o que resta naquele lugar
hoje o inverno transcende a primavera
hoje não há busca e só existe o nada
somente a tênue vibração de um estertor
e me leva pela terra dura da estrada
nas noites sem luar e sem amor
e não brilha mais a longa madrugada
Então escrevo o teu nome na areia
na praia do meu coração
a lembrança a minha alma incendeia
saudades é tanta e desta maneira
escrevo também no espelho que reflete
a minha desilusão
Hoje juntar pedaços do meu coração
é quase uma rotina
enquanto
olho a cidade de cima
eu ouço uma canção...
que indiferente à minha sina...que é
como um rio... que no mar se desintegra e termina.
Alexandre Montalvan
👁️ 98
Conjunção Carnal
Conjunção Carnal
Toco-te, oh esplendor,
em um mar de brancas espumas
num odor frenético de flores
e renasço a cada sensação
levado por forças noturnas
me deleito no enleio sensual
do teu baixo ventre acetinado
quando nossos corpos se fundem
em conjunção carnal
Cresce o fogo, nas ardentes labaredas
sinto o jogo do teu corpo pálido e macio
envolve-nos um oceano de safiras
que vira um oceano águas azuis cristalinas
nos sons do nosso tormento
o teu cheiro de menina
lentos gemidos entrecortados indefinidos
ecos de uma profanidade divina
Peco pelo amor que me transforma
mas minhas mãos são teu porto
estrela brilhante e luminosa
são tantas as tuas formas
e os desenhos do teu rosto
O teu olhar perdido refletido no vidro
que me olha com um amor incontido
teu beijo, tua boca, eu te quero comigo
sem você a vida não tem
nenhum sentido.
Alexandre Montalvan
👁️ 96
O Poema que Virou Pó
O Poema que Virou PóPoema que na beira da estrada
pede carona para qualquer lugar
aonde quer vá, não vai dar em nada
porque este poema não sabe falar
Enquanto o dedo apontado espera
e a primavera passa lenta
o poema se espanta e se apimenta
na tonalidade das gérberas amarelas
E na doce magia azul
de um céu que se incendeia na paixão
é o brilho da noite de lua
olho que flutua no céu
e no coração
a brisa suave que vem da rua
e o poema se enche de emoção
E assim o poema que nada pode dizer
no esplendor da utopia
de mesmo sem falar... viver para ver,
mas quando chegar o dia
logo após o outono
e ter fechar o paletó
o inverno estar às bordas do seu sono
e restará do poema apenas o pó.
Alexandre Montalvan
👁️ 103
A última Noite

A última Noite
E quando a noite chega à vida
eu temo que amar teu negro manto,
ira fazer-me olha-la dividida
e desprezar todo o teu encanto.
Mas apesar dos pesares eu amo
teu negrume aveludado e macio
que estremece a carne, mas como
a noite é um caminho oco e vazio,
larga-me no tempo e nas aspirais
do desengano, do labor ao descanso,
e nela eu gozo gozos sem iguais
e me embalo no seu suave remanso
embevecida de sombras e luzes que
se intercalam entre meus dias finais.
Alexandre Montalvan
👁️ 126
Décimo Terceiro Andar
Décimo Terceiro Andar
Nas bordas do sono
Acordei na noite
Em um sobressalto morno.
Como um soco ou um coice
Como o despertar de um sonho
Uma imagem me veio
Meu amor foi embora
E eu estava sozinho por inteiro.
Nos dias de hoje deslizes
Sem casa, sem teto
Com as nuvens ao vento
E os meus sentimentos
Em incontornáveis crises
Sentimentos perdidos
Na correnteza de um rio
Sob um céu infinito
Neste real finito mundo...coalhado
De sonhos...
Mares de braços e pernas
Escuros e frios.
Anjo de asas douradas
Você partiu
E levou partes de mim.
Foi um voo de andorinha
Leve como a brisa noturna
Você partiu minha rainha
E me trouxe o desalento
Mas eu ainda posso ouvir
Meu coração batendo
Neste exato lugar
Olhando a rua da varanda
Do meu prédio no décimo terceiro
Andar.
Alexandre Montalvan
👁️ 88
O Despertar da Mente
O Despertar da Mente
Desperte oh! Mente idiota e inútil
perceba pois...pois, o transcender das ideias
nada em teu córtex é fatigante ou fútil
mas não se esqueça que fazes parte de uma colmeia
Desperte oh! Mente adormecida e inútil
perceba pois que transcender talvez o faça infeliz
será que em toda a tua vida útil
o teu melhor papel será o de aprendiz?
É nesta consciência viva que se perdura
em vasos com gosto de fel e negra matéria escura
mesmo assim com o tempo tudo se esgarça
és um rio que em pesadelos se transforma
— Aquilo que veio, ao seu inicio retorna!
Desperte oh! mente metediça e infeliz
Pois...pois a morte esta em pé
branca igual a um toco de giz...
um náilon fino envolve o seu pescoço
uma enorme língua negra
em oposição ao seu nariz.
Alexandre Montalvan
Queridos poetas e amigos deste Recanto com esta poesia
eu fiz um vídeo se puderem, façam-me uma visita para vê-lo
o link é https://www.youtube.com/user/processolento
👁️ 122
Universo Paralelo

Universo Paralelo
Sim! Havia um quê de mistério
Indecifrável sentir
Perdido em meus pensamentos
Sem nenhum critério!
Um fugaz sorrir.
Oh! Faca mutiladora
que arranca olhos, face e coração
E a noite toda envolta
neste aroma indecifrável que o vento deflora
no meu pensar
e pesadamente em minha mão.
Como é possível distinguir o ambíguo
neste sentir convexo
que nas curvas do meu pensamento mora
ou viver neste mundo exíguo
onde cada sentimento
como ondas de um mar aflora
todo meu tormento.
Já não há águas azuis no rubor
dos teus lábios vermelhos
nesta estranha forma de falar de amor
mas reflete em infinitos cristais de espelhos
uma tresloucada sensação de dor.
Então me aconchego em teu regaço
e em voce me enovelo
Linda flor de um campo amarelo.
Na confluência deste mundo irregular
quero viver assim coberto por teus braços
neste virtual universo paralelo
eu quero mais é viver para te amar.
Alexandre Montalvan
👁️ 103
A Cura

A Cura
A poesia é a cura
do mal que aflige a minha cabeça
e esta dor que me censura
é o que a poesia faz com que eu esqueça.
O certo é que o absurdo pondera
nas formas que trazem no peito
as lagrimas que escorrem assustadas,
são as que ensopam meu pior defeito.
Com o infinito social aos pedaços
eu os retrato. Oh! doentia paixão
recortando a poesia passo a passo
assim como retalhado esta o meu coração.
Em oceano profundo, imensos abismos
areias de sangue de um sepulcral divino
a poesia navega sobre este destino
nas águas de horríveis organismos.
Salta-me aos olhos
este grande pudor ufano
este farol que ofusca e fode
é este teu olhar podre e desumano.
Se por certo a poesia é a minha cura
por fazer com que eu veja no passado
o que quer que a m'alma procura
é um futuro que não quero ver desenhado.
Se a poesia faz com que a dor desapareça
foda-se se é certo ou errado
pois há um proverbio antigo que diz
antes que o mal cresça
corte a cabeça
das ideias que nos quer como gado marcado.
Havia na podridão, de tudo um pouco
em um mar de fogo
reverberando em teu rosto estalos
em luzes ofuscantes...
era uma fileira infinita de carros
todos parados e enferrujados
de desavergonhados governantes.
Alexandre Montalvan
👁️ 151
Meu Coração Voa!

Meu Coração Voa!
Sabem, existe um silencio enorme
bem aqui, dentro do meu coração
contudo por uma estranha ironia
há fome, e um medo que tomem
de mim a paixão pela poesia.
E caso haja no mar uma explosão
e água salgado voar nos ares
que seria isto? Não imagino não
O amor colidindo com a paixão?
Estranha forma de miragem?
É o meu coração, uma coisa vazia!
Porem, ele tem fome de tudo
e quando consegue, ele consome
contudo me resta ficar mudo
porque no final tudo é poesia.
Sei que isto é uma coisa maluca
porem eu não corro nem eu fico
na boa, vou andando em meio a isto
não sou pobre e também não sou rico
e apesar de todos imprevistos
o meu coração em silencio voa!
Alexandre Montalvan
👁️ 142
Comentários (2)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
thaisftnl
2020-05-07
És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!
Português
English
Español