Lista de Poemas
Coisas vãs
Era tão bom
Era tão bom saber de você...
Nas manhãs de sol surgindo,
Nas tardes de sol no poente,
Nas noites de lua a nos envolver...
Era bom ouvir sua voz...
Seu riso espalhado pela casa,
O som dos seus saltos altos no assoalho,
Seu jeito criança de ser.
Era tão bom senti-la...
Dividindo a vida comigo,
Por vezes buscando abrigo,
Recostada em meu peito.
Era doce a sua presença,..
Todo o clima de inocência,
Que nascia da pureza,
Tão natural em você.
E fui assim me envolvendo...
Me entregando a esse costume,
E aquela vertente de amor,
Jamais pensei ter um fim.
E fui um a um degustando...
Os diversos sabores da vida.
Como era bom ter você,
Aqui tão perto de mim...
Divã
Olhar perdido no nada, apenas poeira no ar.
Retas e curvas da estrada, tudo ficou para trás...
Ontem parece distante, tanto quanto o amanhã,
Não se define o horizonte. É luz que se deita ao divã.
Pensamentos se avolumam, embaraçam-se na mente,
A dor é exclusividade. Pertence a quem a sente.
Só resta mesmo o caminho, que se cumpre a seguir.
Não se sabe do destino, de quem não tem pra onde ir.
A linha demarca a chegada. Apenas questão de sorte...
Alguns encerram a vida. Outros encontram a morte.
Confissão
Quero tanto lhe falar. Tenho muito a dizer,
Da paz intensa que emana deste querer...
Nestas manhãs ensolaradas do verão,
Que queima o corpo, assim como esta paixão...
E lhe mostrar, no ouro do entardecer,
Esse momento que me faz enternecer...
Do sol se pondo, fingindo que é o fim.
Mas que de novo, irá nascer para mim.
Pra lhe contar, das noites de plenilúnio,
Onde o luar brinca com a escuridão.
É quando estrelas, fingindo ser infortúnio,
Ficam silentes, ocultas na imensidão.
Manhãs e tardes, noites de solidão,
No meu amor eu encontro a razão...
Pra lhe falar, tentar enfim lhe dizer,
Que é você, minha razão de viver.
Morbidez
Na paranóia do tempo,
Um corpo lançado ao relento,
Por vezes sequer se vê.
É um descaso profundo,
É a escória do mundo,
Fingindo ser gente bem.
Na morbidez das palavras,
A mão que a outra lava,
Sequer conhece escrever.
Então tropeça no tema,
Mas a rima do poema,
Jamais aceita perder.
Escreve o poeta no escuro,
Seu sentimento mais puro...
Frases que não serão lidas.
Melhor que sentar-se no muro,
Isso eu quase que juro,
É navegar pela vida...
Deusa
Que ao habitar os seus dias, o faça de forma amena...
Pois a cada minuto que passa, perco-me em sua graça,
Entrego-me aos caprichos seus...
Deixe-me viver a paixão, estado fluido do amor.
Que em sua forma crescente, torne-se consistente,
Na forma mais doce e suave, como o aroma da flor.
Deixe assim que eu te ame, permita-se ser amada,
Ser para sempre adorada, como deusa sob o véu,
Cuja forma esculturada, de altivez tamanha,
Como o topo de alta montanha, se veja olhando o céu.
Sobre amar e viver.
Qual é enfim seu sentido?
Sofrer? Aprender? Amar?
Aprender a perdoar?
Procuro tanto aprender,
Mas não sei se o tenho feito,
Se só sinto o meu coração,
Batendo aqui dentro do peito..
Se toda a minha alegria
Junta -se a essa agonia
E tudo enfim eu transformo,
Em versos e poesia.
Não sei se o amor é real
Ou apenas ilusionismo.
Não sei se amar é doar,
Ou tão somente egoísmo...
Paixão
Não zombes da paixão, que no peito dói!
Pois é chaga ardente que o coração destrói.
Somente quem sente é que pode saber,
Do poder destas chamas a nos corroer.
O desejo na pele brotando qual erva,
Que o fascínio anima e o sonhar enseja,
Na força que tem esse querer profundo,
Que cria o delírio maior deste mundo.
Paixão é tornado avassalador,
É tormenta e tortura, amargura e dor,
Mal que não tem cura, sofrimento eterno!
Pecado no céu! Oração no inferno!
INVEJA
Há males que afligem o mundo,
Muitos que cruzam os mares,
Que não respeitam fronteiras,
Espalham-se em todos os lugares.
Não sabem da humildade,
São frutos da ignorância.
Julgam-se acima de todos,
Pelo poder da ganância.
Desconhecem a cã dos cabelos,
Do saber que traz a idade.
Procuram criar o seu reino
À custa da falsidade.
Mas sempre morrem nas praias
Verdade que a vida enseja
Morre-se menos na idade
Do que se morre na inveja.
Voe
O que espera forasteiro?
O galo cantou há tempos, a viola calou e o dia está nascendo.
O futuro se cumpriu e o dito, ficou pelo dito mesmo.
Pegue as suas verdades, enfia na sacola e pega rumo.
Vá conhecer a montanha, ou um riacho qualquer.
Vá tomar água da fonte, ou nadar no igarapé.
Mas vá, porque o trem já partiu e você ficou...
O primeiro vagão era da felicidade, e o último, do consolo.
Você perdeu o trem todinho. Não terá tempo para esperar outro.
Você já foi traidor, mentiroso... agora é só um inútil.
É forasteiro... a vida passou e a espera acabou.
No próximo nascer do sol você poderá ser apenas... Esquecido!
Não se lamente pelo que não foi. De certa forma, você sabia que não seria.
Ninguém é perfeito e poucos, são confiáveis. Você não conseguiu.
Deixe esse corpo velho aí e voe. Isso, você ainda pode...
Comentários (32)
José Roberto Under
José Roberto Under
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Nascido a 07 de março de 1950.
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Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime