Escritas

Morbidez

A poesia de JRUnder

Na paranóia do tempo, 
Um corpo lançado ao relento, 
Por vezes sequer se vê.

É um descaso profundo, 
É a escória do mundo,
Fingindo ser gente bem.
 
Na morbidez das palavras, 
A mão que a outra lava,
Sequer conhece escrever.

Então tropeça no tema,
Mas a rima do poema, 
Jamais aceita perder.

Escreve o poeta no escuro,
Seu sentimento mais puro...
Frases que não serão lidas.

Melhor que sentar-se no muro,
Isso eu quase que juro, 
É navegar pela vida...