Escritas

Lista de Poemas

Diversos


Somos de mundos diferentes, em espaços iguais.
Enxergamos as mesmas coisas com diferentes óticas.
Planejamos o mesmo amanhã, buscando objetivos diversos.
Seguimos a mesma vida, cada qual em seu próprio ritual.

Por que nossos olhares se procuram?
Por que nossos corpos se querem?
Por que nossas bocas se desejam?
Por que então falamos de amor?

Formamos um só quando juntos, somamos nossas diferenças.
Quando nos envolvemos em um longo e apertado abraço.
Quando saciamos nossa sede de amor, unindo nossos corpos,
Quando esquecemos que existe um mundo do outro lado da janela.

Nossos momentos são únicos.
Nossos pensamentos se entrelaçam.
Nossos desejos se equiparam.
E o universo conspira por nós.
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E se?


Eu sinto que te amo.
Mas também sinto que te quero.
Você pode sim, me fazer feliz

Aí fico na dúvida se realmente te amo,
Ou se na verdade, preciso de você.

Porque amar é doar e não requerer.
Usar você para minha felicidade, seria egoísmo.

Mas você é tão doce, tão querida...

E se eu fizer você feliz também?
Egoísmo a dois... Deus perdoa?
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Olhe o céu. (texto e poesia)



Não, não olhe para mim. Olhe o céu.
Somente a grandeza do infinito pode explicar o tamanho do meu amor.
Somente a energia da luz do sol, pode explicar o calor que emana do meu peito.
Somente uma noite de céu estrelado pode explicar o numero de vezes que já pensei em ti.
Somente  a chuva torrencial pode explicar as lágrimas que por ti, já verti.
Tão somente as longínquas galáxias me fizeram conhecer teus pensamentos tão distantes.
Tão somente as noites de luar, refletiram de forma tão suave em meus olhos o seu brilho dos teus.
Tão somente as estrelas me ensinaram a recobrir-te de cuidados.
Tão somente raios e trovões festejaram, como eu, as alegrias da vida e do renascer de cada da.
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Nesta noite de longos silêncios. (texto e poesia)

Nesta noite de longos silêncios, quando o pulsar do meu coração posso ouvir e prostrado sob este céu, surpreendo-me a desvendar estrelas...
Nesta noite de lua crescente, o céu parece um tapete de luzes e dou-me conta da grandeza do infinito e da existência de Deus.
Esse mesmo Deus, que explica tudo aquilo que temo e desconheço,
Que me faz ver, ouvir, tocar, sonhar, sentir... E me envolve nesta vida inexplicada.
Já dei tantas voltas em torno de mim mesmo, e sempre me vejo aqui, de onde comecei.
Sempre volto a me sentir tão pequeno, quanto imenso é o que ignoro, e sem querer surpreendo-me em orações, que não cultuam imagens, mas essa grandeza infinita.
O desejo em conhecer, em saber de tantos “porquês”, dirimir tantas dúvidas.
Preciso percorrer caminhos, colher informações, trocar conclusões, mas tudo me limita.
Estou aqui. Esta é a minha maior consciência.
Carrego em meu cérebro um mundo de informações que não levarei quando partir.
Ficarão com meu corpo e se perderão no todo em que existo. Talvez, leve as lições que aprendi. Talvez...
Mas a vida presenteou-me com o poder da esperança e nele carrego minhas expectativas de que nada será em vão.
A vida ensinou-me também o poder de amar e como purificar o amor, retirando de sua essência o que seja egoísmo, para que em sua pureza encontre a razão da verdadeira felicidade, hoje tão volátil e sensível.
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Noite plena (texto e poesia)


Noite plena e estrelas choram... 
Caminho por este jardim, em meio a uma melancolia que parece não ter fim.
A ansiedade me desperta, não me deixa adormecer.
A solidão me inquieta! 
É saudade de você!

A amplidão deste céu... A lua, a testemunhar.
No rosto lágrimas reluzem! São estrelas ao luar.
O silêncio me convida.
Começo a cantarolar uma canção já antiga, que um dia lhe ouvi cantar.
Ela fala de um amor que um dia se perdeu...
E sinto que essa canção é tão triste, como eu.

Como a distancia é cruel ao separar corações... 
Como a vida nos oprime ao destruir ilusões.
Não entendo tamanho sofrer, se só queria lhe amar... 
Poder estar ao seu lado e assim para sempre, ficar.
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Uma estrada ao pé da serra.


Essas vistas, hoje cansadas,
viram tantas alvoradas
e o revoar da passarada
saudando o amanhecer...
 Já viram tardes doiradas
e as longas madrugadas...
E nos braços da minha amada,
viram-me adormecer.

 Hoje sou apenas triste,
sonhar, já não mais existe.
Passo o tempo que me resta,
procurando não sofrer.
 Cansado enfim desta vida,
vou deixar minha morada.
Aqui, vivo na saudade,
sem vontade de viver.
 
O caminho é de terra...
Uma estrada ao pé da serra,
onde o vento levanta a poeira
que teima em meus olhos arder.
Estes, se cobrem de águas
(Mares de minhas mágoas),
onde navego nas noites,
nas ondas do esquecer.
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Tem noites.

Tem noites em que a solidão me assombra.
Fecho-me em meu quarto, mas espíritos passam pelas paredes!
Deixo as luzes acesas. Então vejo sombras.
Ligo a televisão. Filmes de terror!

Tem noites em que a solidão me dói.
Parece que meu corpo irá partir-se ao meio.
Viro de um lado para o outro na cama e nada de sono.
Fecho os olhos. Sinto como se alguém sentasse ao meu lado na cama.
Mas estou só!

Tem noites em que a solidão me entristece.
Sinto falta de um abraço. Preciso conversar com alguém.
Não consigo conter uma lágrima. Não quero me lastimar.
As lembranças desaguam em minha mente como cachoeiras.
Relembrar nesse momento é sofrer duas vezes.

Tem noites em que a solidão me desespera.
Procuro por um comprimido qualquer que me faça dormir.
Encontro um. O único e último. Cai das minhas mãos.
Rebusco por todo o chão e não o vejo mais.
Vou fazer um chá de ervas. Ou dois, ou três...

Tem noites em que não paro de pensar nela.
Todas exatamente iguais...
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Cantiga

Relembrando a singeleza das cantigas de roda de outrora, quando a pureza dos sentimentos dava o tom ao poema.

O sabiá  aninhou-se
No galho da amoreira.
Quem ouvir seu canto triste
Vai chorar  a vida inteira.

Tal e qual o passarinho,
Lembro triste meu passado
Quando penso em abandono.
Fico logo acabrunhado.

Debaixo da amoreira,
Aquela morena namora.
Mas que menina faceira!
Colhe amor a toda hora!

Veio a chuva forte e torrente!
Se fez correnteza lá fora...
As águas correram pro rio,
Levando o meu amor embora.

 

 

 

 

 

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Dentre os presentes que a vida ofertou.

Dentre os presentes que a vida ofertou.
Talvez o poder de amar, seja o maior.
Porque o amor é a força que move o mundo,
E possa fazer deste, um lugar melhor.
 
Mas não falo do amor egoísta,
Que ao fundo requer mais do que entrega.
Falo do amor que se tem pela vida,
Amor por amor, que a amar nunca nega.

Amor que se tem pela natureza,
Amor sem desejo, amor que traz calma.
Amor  que oferece sem nada pedir,
Amor que se sente lá dentro da alma.

Amor  que faz brotar a esperança,
Amor que nos eterniza crianças.
Amor puro, amor sem vaidade,
Amor pelo próximo. Amor de verdade.

Sou fruto de uma sociedade,
E nela vivo só por viver.
Vivo cercado pelo que cobiço
E a vida se vai, sem eu perceber.

O tempo não para e o que me resta,
A cada segundo se torna menor.
Levo no fim, o que aprendi
E que me faz, ser melhor ou pior.
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Novo velho ano



E mais um novo ano se inicia...
Novos objetivos, novas promessas,
Novos prazos, velhos e renovados sonhos.

Porque passamos a maior parte de nossas vidas, sonhando.
Sonhando com o amanhã, com o “quando tivermos”,
Sonhando com o novo, com o “como gostaríamos se fosse”.

E o tempo implacável, passa sem nos dar atenção...
Assim, novos anos se tornaram velhos e deixamos de vivê-los.
E amargamos o quanto deixamos para trás.

Sofremos tentando mudar outras pessoas,
Talvez para conseguirmos que elas nos façam felizes.
Esquecemos de ama-las assim como são.

Por egoísmo quem sabe, julgamo-nos sempre com a razão.
Mas a razão nos entrega menos do que a tolerância e a compreensão.
E passamos toda a vida na expectativa de um novo ano...

Que nunca virá, se o novo não acontecer dentro de nós.

 

 

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Comentários (32)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.