Escritas

Lista de Poemas

E quando...


E quando a velha alegria, transformar-se em agonia
E as lembranças de outros dias, lhe impedirem adormecer,
Lembre momentos  felizes, lembre as horas vividas,
Lembre-se da nossa vida, lembre o nosso querer.

E se a  tristeza vier, de mansinho, sorrateira,
Pra ficar horas inteiras aguçando seu sofrer,
Pense no amor que fizemos, nos momentos que tivemos,
Pense na eternidade que juntos juramos viver.

E sempre que a solidão, for a sua companheira
E no seu peito a dor, não for coisa passageira,
Não permita que a saudade,  transforme-se em ansiedade,
Você conhece o caminho! Venha correndo, me ver...

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Essa aflição matadeira

Ah! Essa aflição “matadeira”,
Que chega assim tão ligeira
Nem dá tempo pra pensar...
Chega sem fazer afago,
No coração faz estrago,
Judiando sem cessar.
 
Ah!  Essa ansiedade!
Que age sem piedade,
Transforma as horas em dor.
Essa agonia incessante,
Não dá trégua um só instante...
Esse mal é mal de amor!
 
Não sei quem foi que criou,
Esse sentir tão profundo,
Que domina nossa vontade.
Juro! Queria saber,
Quem fez isso acontecer...
Quem inventou a saudade?
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Remorsos

Os piores momentos passaram e hoje fazem parte de um longínquo passado.
O ódio, o rancor, as mágoas, as incertezas, angustias, expectativas,  esperas e tudo aquilo que fora tão marcante, hoje se resume em solitárias e opacas lembranças perdidas no tempo.

E ao nos reencontrarmos com a calma perdida e com o poder da ponderação, questionamos o que nos tenha levado àquelas atitudes, hoje... Incompreensíveis.
O que afinal era tão importante a ponto de tirar nossa paz? O que enfim nos fez desviar do caminho traçado para abandonar-nos em um emaranhado de dúvidas?

Por que não entendemos, por que não dialogamos, por que não fomos verdadeiros e não expusemos nossas fraquezas?
Por que não pedimos perdão, por que não perdoamos, por que permitimos que tudo terminasse assim?

Hoje, saboreamos o amargor do arrependimento e já conseguimos enxergar com clareza,  tudo aquilo que outrora nos cegava. Mas o relógio cumpriu sua sina e fez com que este abismo que agora nos separa se consolidasse. Sentimos o desejo de voar sobre ele, mas falta-nos a força para transpô-lo pedra por pedra.

E agora?

O que esperar da vida que não se fez?

Do destino que não se cumpriu?

Do futuro que nunca chegou?

Do amor que não aconteceu?

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Nenhuma palavra



A mão paira sobre a folha em branco.
Nenhuma palavra...

Meus pensamentos sobrevoam esse oceano de ilusões
Em que agora navego, como se fossem gaivotas,
Prontas para se alimentarem dessa fragilidade e desta incerteza.
 
Assim como é incerto o momento,
Assim como é incerto o futuro.
Assim como são incertas as lágrimas,
Assim como é incerta a solidão.

Lembranças de chegadas e partidas,
Abraços de despedidas e de reencontros
Lenços molhados por um adeus,
Olhos marejados por uma esperança.

Ah! Como o pensamento veleja nas águas da amargura,
Levado pelos vendavais da dor, rumo às ilhas dos desenganos.

Talvez, me reencontre no amanhã.
Talvez o sono profundo venha em meu socorro.
Talvez consiga encontrar nesta confusão de sentimentos
Alguma frase esquecida no tempo
E que me faça entender o porquê dessa ansiedade e o porquê dessa saudade...
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Quase nada



Sendo o tudo, quase nada,
Mesmo que pouco pareça
É o que tenho a oferecer.

Ficou perdido na estrada,
O sonho que nas madrugadas,
Vi aos poucos fenecer.

 
Sonhei com lindas auroras,
Mas tantas lutas inglórias,
Fizeram-me perceber,

Que o amor tem poder infinito,
Mas hoje não me iludo,
Pois pode também morrer.

 
“Sono alegre, ma non tropo”
Porque a felicidade,
Também fez-me compreender,

Que pode o pouco ser muito,
Que pode o nada ser tudo,
Quando se fala em viver.

 
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Falando de nós

Pairou sobre nós, a mística do momento.
A comunhão de nossas almas,
rebuscando velhos sonhos e anseios,
já maltrapilhos.
 
Ah! Por quanto tempo esperei...
 
Toda uma vida de busca se fez findar,
em um olhar, meigo e vívido. Fascinante!
Todo um mundo de rotas desilusões,
se permitindo renascer em uma avalanche de esperanças.
 
Estava escrito e selado, lacrado à fogo:
Seria para sempre!
 
Quando um sentimento invade nossas vidas
de forma tão avassaladora
e ao mesmo tempo tão transparente,
tudo se transforma em lógica e realidade.
 
Quando nossos corações perdem o compasso
e passam a bater em uníssono com outro coração,
deixamos de nos pertencer,
deixamos de ser apenas um
 
e mergulhamos nas águas turbulentas das loucas paixões,
quando lutaremos pela sobrevivência,
buscando as areias mornas das praias
onde o futuro nos espera de braços abertos.
 
Sei que hoje, sou você.
É assim que me completo.
 
Sinto que você está em mim.
Sinto seus dedos entrelaçados aos meus,
mostrando para o mundo de que forma
nossas vidas estarão unidas para a eternidade.
 
Sinto a paz dominar minha existência.
 
Na serenidade dos seus olhos,
Na beleza do seu sorriso,
Na presença do seu perfume,
No calor do seu corpo,
 
Na imensidão do nosso amor.
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A morte da poesia.


Quando a poesia for morta, não ofereça flores. 

Pois qualquer forma de amor
Ou demonstração de beleza,
Sutileza, delicadeza, pureza,
A fará ressurgir para a vida.

Poesia é o amor oculto,
É a paixão retumbante,
São os olhos marejados,
Um coração pulsante.

Porque, poesia é o vento
Que move as pás do moinho.
É o desígnio divino
Que torna a ave ao seu ninho.

É a palavra sentida,
Revelando o sentimento,
É a lágrima sofrida
E o retrato de um momento.
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Silente

Silente.
Apenas meu olhar sobrevive.
Silente.
No peito, a tristeza  grita, ensurdece.
Silente.
Desisti das palavras. Elas não tem mais sentido.
Silente.
É o que me resta. É o que nos resta.
Chegamos aqui... E então, me calo.
E na minha mudez me resguardo
de todos os  pensamentos sombrios.
Porque faltam-me adjetivos e verbos
que expressem essa totalidade de sentimentos.
E mudo sou conselheiro.
Calado sou poeta.
Inexpressivo sou compreensivo.
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Desenganos.


Vi refletida nas aguas calmas, a tua imagem.
Era assim, como as árvores do entorno,
De plácida e exuberante natureza.
E quedei-me por momentos, entre  encantado e absorto.

Mas a fidelidade do espelho, não revela a alma.
E o tempo agirá, como a brisa que sopra serena,
E fará turvar  o que é tão somente  reflexo,
Fazendo-nos olhar de frente para a realidade.

E assim nossos olhos enganam nossos corações,
Quando permitem que nos apaixonemos pelas aparências,
Imaginando que elas possam nos revelar o íntimo.

E assim nossas ilusões transformam-se em amarguras,
Nossos sonhos se desfazem massacrados pelos fatos,
E nossas vidas se perdem em labirintos de desenganos.
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Mergulhado em poesias


Desculpe, mas estou lhe amando.
Sei que você não pediu. Mesmo assim, aconteceu...
E enquanto o tempo, veloz, vai passando,
Em meu peito vou carregando, este amor que é todo seu.

Perdão, por não me conter...
Tem fatos que a vida não explica.
Não poderia eu saber, que mesmo assim, sem querer,
O amor aparece, e fica.

Se hoje me faço poeta, ouço falar: Quem diria!
Mas, por não poder lhe abraçar,
Passo meus dias na escrita,
Mergulhado em poesias...
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Comentários (32)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.