Escritas

Lista de Poemas

Serei melhor


O que viver possa me ensinar,
Procurarei na força de aprender.
E a cada dia, consiga imaginar,
O quão melhor, eu poderia ser.

Não basta o dia, nascendo  com o sol
Não basta a noite, a luz adormecer...
O despertar  se dá no coração,
Se a ilusão, não faça esmorecer!

Serei  maior, enquanto eu viver!
Serei melhor, a cada amanhecer!
Terei do tempo, a força do saber...
Serei tão forte, quanto possa ser.  

O que da vida, eu possa conquistar,
Com humildade, eu saiba dividir.
Cada vitória que comemorar,
Com plenitude, eu possa sentir!

Não basta o dia, nascendo com o sol,
Não basta a lua no céu resplandecer!
O despertar, que move a compaixão,
Que a cada instante, eu possa conhecer!

Serei melhor, a cada amanhecer!
Serei  maior, enquanto eu viver!
Serei tão forte, quanto possa ser...  
Terei do tempo, a força do saber.
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Aromas, sabores e cores.

E a paz que seu interior requeria, 
Não permitiria que agisse em entrevero.
As razões do coração eram indiscutíveis,
Mas não justificariam qualquer desespero.

Amar sem ser amado, ou o inverso
Tem o mesmo aroma, sabor ou cor.
Amar é esperança, cria sonhos, traz alegrias, 
Não ser amado por quem se ama, traz a dor.

E sofrer, por vezes judia, 
Mas ensina a resiliência.
As agruras, tribulações amargas da vida
Formam a essência de nossa existência.

Se amado, é realização
Amar, é presente divino.
Quando ambos por fim, se encontram, 
Será por acaso, ou destino?

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Vidas e mares.


Sou parte do todo, pedaço do roto,
Deste rasgado céu cor de anil.
Nos mares de longe, se buscam os portos,
O amor por amores, o vazio por vazios.

Espelha a verdade, ao largo do corpo,
Que o sentimento a pouco surgiu.
Na alma se gravam os mares e portos,
Se do coração algum barco partiu.
 
Velames ao vento! Empurre a barcaça!
Que o tempo nos leve aos mares bravios...
O amor sopra a vida, que ela se abra,
Ao mundo mais novo que o céu descobriu.

Abrace a brisa que toca seu corpo,
Carinho igual este mundo não viu.
Veleiros nas águas  sombria dos mares,
Porto-esperança que ao sol se esvaiu.
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Politicamente

Mas quem, neste mar de lama,
Não seja terra ou não seja água?
A incompetência somada à ignorância,
No oportunismo cresce e extravasa.

Quando uma mão a outra lava,
Quando o poder se torna obsessão,
Não se escreverá outra história:
Sofre o povo. Padece a Nação.

Se a podridão vai da raiz à folha,
O fruto carrega o mal maior.
Quando o cesto todo se contamina,
Como escolher o “menos pior”?
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Era somente um poeta.



Era somente um poeta, de alma velha e sofrida,
Trazia no olhar as lembranças, das amarguras vividas.
Era um homem cabisbaixo, pouco dele se sabia...
No rosto, o olhar perdido, era tudo o que se via.

Talvez guardasse no peito algum desgosto profundo,
Daqueles  que marcam a vida com ferro quente e a fundo.
Talvez chorasse uma perda, talvez sofresse a dor,
De quem amou nessa vida e tenha perdido esse amor.

Talvez a poesia, tenha surgido em sua vida,
Como forma de torna-la, mais leve e menos doída.
E descarregasse em seus versos, parte de uma história,
Que tinha que extravasar e tirar de sua memória.

Era somente um homem, pleno de sentimentos,
Que buscava na escrita, alguma forma de alento.
Todos o conheciam como o poeta das ruas,
Dos dias claros de sol, das noites banhadas de lua.
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Saudades de mim.

 

Sinto saudades de mim...

Dos tempos em que era feliz sem saber o que era felicidade.

Eu apenas, era feliz.

Das manhãs em que acordar significava acima de tudo a oportunidade de degustar mais um dia e que dormir era mais uma oportunidade de sonhar.

E sonhava com novas manhãs como se todo o tempo fosse feito de sucessivas primaveras...

Sinto saudades do ingênuo que fui, do otimista, do crente, do apaixonado.

Sinto saudades das canções que falavam ao meu coração e que eu cantava feliz, como se o mundo fosse só meu.

E essa saudade dói, a dor amarga do tempo. Porque a razão é doída, porque a realidade é sofrida e o sonhar não fala mais da vida que um dia imaginei.

 

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Portas e janelas


Quando meus olhos se abriram

e pude ver o seu olhar e o seu sorriso,

Senti que abriam-se as portas e janelas da minha vida.

E deixei entrar a luz, o aroma das flores,

o canto dos pássaros e o barulho da chuva...

Senti o cheiro da terra molhada e as nuvens do

céu, tornaram-se brancas como o algodão.

Vi o voo das aves rasgando o dia ensolarado

 e borboletas de mil cores e padrões enfeitando a natureza.

Vi chegar o entardecer

e o céu forrar-se de estrelas, criando a noite.

Senti a magia da luz do luar enternecer meu coração

e deslumbrei-me com o infinito do universo.

Você entregou para mim,

um novo viver e novos sonhos de futuro.

E quero vive-los com você,

até o último dia deste encantamento...



Ouça este poema declamado em  youtube/@jrunder
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Procuras

 

Em que se deseje o recíproco e não se encontre

Restam-se em amor, solitárias figuras

Que em horas vazias de sublime penúria

Em largos devaneios, perderam-se em procuras.
 

Não são vazios os corações que amam

Só por amar, mesmo não sendo amados.

Vazios são corpos que por amar não morrem,

Vazias são rezas, quando inexistem pecados.


Se lhe dou amor, para que o tenha,

Que o saiba e conheça, que o use ou guarde.

Se por amar me fiz contentamento,

Não guardarei no peito, o que no peito arde.

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Meus devaneios


E te vi nascendo das sombras e esparzindo em raios de luz,
Meu coração iluminou-se e quis ser alvorada,
para dedicar-te todos os dias de sol.

Senti-me gigante como um oceano e permiti
que sobre minhas ondas seu querer navegasse.

E fui teu porto, teu abrigo.
Tornei-me em vento e fiz teus cabelos esvoaçarem,
para homenagear assim, tua beleza.
Então me fiz amor... E te amei.

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Ode ao destino


E faço da noite, assombros
Delírios, enquanto deitado,
Cubro-me com seus carinhos
Como estivesse ao meu lado.

Em meu teatro de sonhos,
Canta a noite, enquanto a lua,
Passeia o luar pelas ruas,
Em tons de prata-azulado.

Faço da vida, desejos
Que vazam pelas janelas
Dos anseios maculados.

Triste, é a felicidade
Que se tem, que ironia!
Por um destino, fadado.
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Comentários (32)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.