Lista de Poemas
Esperando o teu amor,
Esperando o teu amor,
Esperando o teu amor,
Foram-se os dias de mim
Foi-se a força e o vigor
Tudo na vida por fim
Como a águia de rapina
Que voa na imensidão
É tão triste a sua sina,
Como o foi, sua ilusão
Voa alto o pensamento,
Com ele a imaginação
Tudo na vida é momento
Aproveite a ocasião
O tempo, não se duplica
Nem se guarda no vazio
Nem a soma se aplica
Ao que o perdeu, de vadio
Esperando o teu amor
O tempo me consumiu
Sou um corpo, sem valor
Nuvem que ninguém viu
Que a drástica incerteza
O tempo não perdoou
Perdoa a rude franqueza
Ninguém, como eu te amou !
Porangaba, 12/06/2013
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
http://brisadapoesia.blogspot.com
Esperando o teu amor,
Foram-se os dias de mim
Foi-se a força e o vigor
Tudo na vida por fim
Como a águia de rapina
Que voa na imensidão
É tão triste a sua sina,
Como o foi, sua ilusão
Voa alto o pensamento,
Com ele a imaginação
Tudo na vida é momento
Aproveite a ocasião
O tempo, não se duplica
Nem se guarda no vazio
Nem a soma se aplica
Ao que o perdeu, de vadio
Esperando o teu amor
O tempo me consumiu
Sou um corpo, sem valor
Nuvem que ninguém viu
Que a drástica incerteza
O tempo não perdoou
Perdoa a rude franqueza
Ninguém, como eu te amou !
Porangaba, 12/06/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 564
Volta amor
Volta amor ...
Volta amor aos braços meus
Partiste, sem um adeus
Nas fantasias dum desejo
Decretas-te o meu despejo
Teus beijos foram pra mim
A alquimia, o início e fim
Vem derramar tua candura
Abraçar-me com ternura
Vem amor, o dia é curto
Meu refúgio é teu *surto
Densas saudades amor
Bruma instalada é dor
Quem te chama, não desiste
Desde o dia que partiste ,
Partiste o meu coração
Sem desfrutar tua mão
Tua ausência foi tensão
Intenso desejo, ambição
Loucura de amor espúrio
D‘alguém que presta perjúrio
Vestiste a jura de sombras
E ornaste com **alfombras
As vontades e destinos
De sonhos tão libertinos
Não sei porque presumo
Do capítulo tal resumo
Volta aos meus braços amor
Teu beijo é um esplendor
Não desprezes outra chance
Talvez um dia me canse
O triste anseio em mim morra
E sem querer, tire a desforra !
*ambição,cobiça **tapete espesso
São Paulo, 03/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Volta amor aos braços meus
Partiste, sem um adeus
Nas fantasias dum desejo
Decretas-te o meu despejo
Teus beijos foram pra mim
A alquimia, o início e fim
Vem derramar tua candura
Abraçar-me com ternura
Vem amor, o dia é curto
Meu refúgio é teu *surto
Densas saudades amor
Bruma instalada é dor
Quem te chama, não desiste
Desde o dia que partiste ,
Partiste o meu coração
Sem desfrutar tua mão
Tua ausência foi tensão
Intenso desejo, ambição
Loucura de amor espúrio
D‘alguém que presta perjúrio
Vestiste a jura de sombras
E ornaste com **alfombras
As vontades e destinos
De sonhos tão libertinos
Não sei porque presumo
Do capítulo tal resumo
Volta aos meus braços amor
Teu beijo é um esplendor
Não desprezes outra chance
Talvez um dia me canse
O triste anseio em mim morra
E sem querer, tire a desforra !
*ambição,cobiça **tapete espesso
São Paulo, 03/06/2013
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👁️ 586
A Menina Pobre (infantil
A Menina Pobre (infantil)
Tinha uma linda menina
Era pobre, muito pobre
Quando orava a coitadinha
Tinha sempre um gesto nobre
Pedia aos anjos e a Deus
Por um trabalho melhor
Para que, assim os seus
Tivessem salário maior
Quem sabe assim poderia
Deixar a fome de lado
E comer quando queria
O pão, que hoje é minguado
Cansada de passar fome
A pobrezinha orava.
- A dor da fome a consome
Mas sempre a Deus suplicava
Chegou até a pensar
Que Deus não a escutava.
- Seria pra desanimar,
Mesmo assim, ela orava
Até que seu pai um dia
Chegou em casa contente
Subiu no emprego dizia
Passou a ser o gerente
A menina radiante
Não se esqueceu do Senhor
Foi dali, dali em diante
Que orou com mais fervor.
Porangaba, 29/05/2013
Armando A. C. Garcia
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Tinha uma linda menina
Era pobre, muito pobre
Quando orava a coitadinha
Tinha sempre um gesto nobre
Pedia aos anjos e a Deus
Por um trabalho melhor
Para que, assim os seus
Tivessem salário maior
Quem sabe assim poderia
Deixar a fome de lado
E comer quando queria
O pão, que hoje é minguado
Cansada de passar fome
A pobrezinha orava.
- A dor da fome a consome
Mas sempre a Deus suplicava
Chegou até a pensar
Que Deus não a escutava.
- Seria pra desanimar,
Mesmo assim, ela orava
Até que seu pai um dia
Chegou em casa contente
Subiu no emprego dizia
Passou a ser o gerente
A menina radiante
Não se esqueceu do Senhor
Foi dali, dali em diante
Que orou com mais fervor.
Porangaba, 29/05/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 651
Expressão de delírios
Expressão de delírios
Quando aspiro o perfume inebriante
Que teus delicados seios exalam
Fico alegre, efusivo, irradiante
Pelos delírios que de ti propalam
Albergam um deleite incompreensível
Quando meu quarto envolto na penumbra
Do ato inconseqüente, indescritível
Almejas o vigor que te deslumbra
Deixo-te sorver na fonte do prazer
Nesse mundo que é todo fantasia
Até você saciar-se de beber
E ao atingir a satisfação plena
Do gosto que o líquido inebria
Gravarás na mente aquela cena !
Porangaba, 24-05-2013
Armando A. C. Garcia
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Quando aspiro o perfume inebriante
Que teus delicados seios exalam
Fico alegre, efusivo, irradiante
Pelos delírios que de ti propalam
Albergam um deleite incompreensível
Quando meu quarto envolto na penumbra
Do ato inconseqüente, indescritível
Almejas o vigor que te deslumbra
Deixo-te sorver na fonte do prazer
Nesse mundo que é todo fantasia
Até você saciar-se de beber
E ao atingir a satisfação plena
Do gosto que o líquido inebria
Gravarás na mente aquela cena !
Porangaba, 24-05-2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 599
A Túnica de Nesso
A túnica de Nesso
Pedi ao *Nume para vestir
A túnica do sacrifício
Sem dela puder desistir
Quer por renúncia ou vício
Ele deu-me a túnica de **Nesso
Relutei contra o oráculo
Vesti a túnica pelo avesso
Livrei-me de ir pro buraco
O talismã do oráculo
Para minha vestimenta
Foi na verdade o pináculo
De natureza sangrenta
É que o sangue envenenado
Que dita túnica continha
Teria sim, arruinado
Minha pobre figurinha
Dejanira o deu de presente
Sem intenção de maldade
El, do mal está ausente
Inocente de verdade !
*divindade
** paixão que punge a alma
Porangaba, 22/05/2013
Armando A. C. Garcia
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Pedi ao *Nume para vestir
A túnica do sacrifício
Sem dela puder desistir
Quer por renúncia ou vício
Ele deu-me a túnica de **Nesso
Relutei contra o oráculo
Vesti a túnica pelo avesso
Livrei-me de ir pro buraco
O talismã do oráculo
Para minha vestimenta
Foi na verdade o pináculo
De natureza sangrenta
É que o sangue envenenado
Que dita túnica continha
Teria sim, arruinado
Minha pobre figurinha
Dejanira o deu de presente
Sem intenção de maldade
El, do mal está ausente
Inocente de verdade !
*divindade
** paixão que punge a alma
Porangaba, 22/05/2013
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👁️ 705
Sumptuosidade da vida
Sumptuosidade da vida
Inegável a sumptuosidade da vida
Ela manifesta-se em toda a natureza
Do canto da ave, ao murmúrio do rio
A vida transborda neste mundo sadio
Em tudo, nós vemos imensa grandeza
E tem a mão de Deus a dar-nos guarida
Das cascatas sutis, aos rios frondosos
A infindável beleza das matas e selvas
Do brilho da lua, aos raios do sol
Do cair do dia, ao novo arrebol
E do azul dos céus, ao verde das relvas
D’ invernos rigorosos a verões luminosos
Tudo isto é vida, neste imenso jardim
Da simples crisálida surge a borboleta
Há em tudo um enigma e a força de Deus
Da imensidão do mar à vastidão dos céus
Que entre céu e terra existe no planeta
Do poderoso elefante ao pequeno pingüim
A poderosa mão do Divino Criador
Dá-nos acima de tudo, perspectiva
A esperança consoladora na aflição
A fé, a confiança de vencer, a ação
Liberdade de escolher uma nova vida
Sempre presente. Dá-nos pão e amor !
Porangaba, 01/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Inegável a sumptuosidade da vida
Ela manifesta-se em toda a natureza
Do canto da ave, ao murmúrio do rio
A vida transborda neste mundo sadio
Em tudo, nós vemos imensa grandeza
E tem a mão de Deus a dar-nos guarida
Das cascatas sutis, aos rios frondosos
A infindável beleza das matas e selvas
Do brilho da lua, aos raios do sol
Do cair do dia, ao novo arrebol
E do azul dos céus, ao verde das relvas
D’ invernos rigorosos a verões luminosos
Tudo isto é vida, neste imenso jardim
Da simples crisálida surge a borboleta
Há em tudo um enigma e a força de Deus
Da imensidão do mar à vastidão dos céus
Que entre céu e terra existe no planeta
Do poderoso elefante ao pequeno pingüim
A poderosa mão do Divino Criador
Dá-nos acima de tudo, perspectiva
A esperança consoladora na aflição
A fé, a confiança de vencer, a ação
Liberdade de escolher uma nova vida
Sempre presente. Dá-nos pão e amor !
Porangaba, 01/06/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 551
Correnteza em desalinho
Correnteza em desalinho
Oh! Saudade ! Oh! Ansiedade
Na correnteza em desalinho.
Na pipa; provando o vinho
Oh! Lembrança da mocidade
Minha terra de ar puro e sol
Lembrei-me de ti, como mãe,
A terra onde gera, o é também
Terra, onde trina o rouxinol
O alecrim e rosmaninho
Nascem e crescem sozinhos
Oh! que saudades do caminho
Que levava às minhas vinhas
Quando subia nas muralhas
Sentia-me qual dono do mundo
E num sentimento profundo
Das ameias via a batalha
Batalha de sonhos perdidos
Neste mundo, pura ilusão
Meus sonhos foram preteridos
Deles, restou a dor da paixão
Quando batem as saudades
Não há defensivo possível
Há desejos, há densidades
A avolumar o inconcebível
Lembrei de ti, segunda mãe
Terra querida e venerada
Onde nasci, cresci também
Hoje, pela distância separada
Destino, ou vontade de Deus
De ti, fui pra sempre afastado
Espero que um dia lá dos céus
Eu possa estar mais a teu lado!
Quando digo que tu me intentas
A pensar em ti, tanto e quanto
Porque será que não me isentas
Desta saudade que eu pranto ?
Porangaba, 26/05/2013
Armando A. C. Garcia
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Oh! Saudade ! Oh! Ansiedade
Na correnteza em desalinho.
Na pipa; provando o vinho
Oh! Lembrança da mocidade
Minha terra de ar puro e sol
Lembrei-me de ti, como mãe,
A terra onde gera, o é também
Terra, onde trina o rouxinol
O alecrim e rosmaninho
Nascem e crescem sozinhos
Oh! que saudades do caminho
Que levava às minhas vinhas
Quando subia nas muralhas
Sentia-me qual dono do mundo
E num sentimento profundo
Das ameias via a batalha
Batalha de sonhos perdidos
Neste mundo, pura ilusão
Meus sonhos foram preteridos
Deles, restou a dor da paixão
Quando batem as saudades
Não há defensivo possível
Há desejos, há densidades
A avolumar o inconcebível
Lembrei de ti, segunda mãe
Terra querida e venerada
Onde nasci, cresci também
Hoje, pela distância separada
Destino, ou vontade de Deus
De ti, fui pra sempre afastado
Espero que um dia lá dos céus
Eu possa estar mais a teu lado!
Quando digo que tu me intentas
A pensar em ti, tanto e quanto
Porque será que não me isentas
Desta saudade que eu pranto ?
Porangaba, 26/05/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 519
Distantes da realidade
Distantes da realidade
Sonhos, sonhados em vão
Os sonhos que já sonhei
Foram minha perdição
Já que nunca os alcancei
Dizem que a vida é um sonho
Por isso nunca acordei.
Se é um sonho, é medonho
Tormentos mil, eu passei
Foram sonhos, foram sonhos
Os que sempre alimentei
Em vez de serem risonhos
De tristeza, os que passei
Foram dias de amargura
Que nos sonhos não divisei,
Dias de mágoa e agrura
Sem transigir suportei
Sonhos, sonhados em vão
Distantes da realidade
Machucaram o coração
Ao final, deixam saudade
Se por vontade de Deus
Que este destino traçou
Choraram os olhos meus
A minha lágrima secou
Hoje, tudo isso acabou
Até os sonhos findaram
Tal a lágrima que secou
Só, esperanças restaram
Porangaba, 30/05/2013
Armando A. C. Garcia
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Sonhos, sonhados em vão
Os sonhos que já sonhei
Foram minha perdição
Já que nunca os alcancei
Dizem que a vida é um sonho
Por isso nunca acordei.
Se é um sonho, é medonho
Tormentos mil, eu passei
Foram sonhos, foram sonhos
Os que sempre alimentei
Em vez de serem risonhos
De tristeza, os que passei
Foram dias de amargura
Que nos sonhos não divisei,
Dias de mágoa e agrura
Sem transigir suportei
Sonhos, sonhados em vão
Distantes da realidade
Machucaram o coração
Ao final, deixam saudade
Se por vontade de Deus
Que este destino traçou
Choraram os olhos meus
A minha lágrima secou
Hoje, tudo isso acabou
Até os sonhos findaram
Tal a lágrima que secou
Só, esperanças restaram
Porangaba, 30/05/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 460
Tropel de ternura
Tropel de ternura
Tropel de ternura cheio de carência
Sigo perdido na madrugada fria
Caminhando por entre cardos e silvas
Persigo meu fado na sombra sombria
E por tudo que hei sofrido, as madressilvas
Decidiram ornar minha imprevidência
Alcatifaram risonhas, novos rumos
Minha asa, minha casa, meu amigo
A nuvem negra, a maré brava se afastou
Meu sonho arrependido, foi um castigo
Que pra bem longe de ti me apartou
O tropel de carência... é folha de resumos !
Porangaba, 27/05/2013
Armando A. C. Garcia
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Tropel de ternura cheio de carência
Sigo perdido na madrugada fria
Caminhando por entre cardos e silvas
Persigo meu fado na sombra sombria
E por tudo que hei sofrido, as madressilvas
Decidiram ornar minha imprevidência
Alcatifaram risonhas, novos rumos
Minha asa, minha casa, meu amigo
A nuvem negra, a maré brava se afastou
Meu sonho arrependido, foi um castigo
Que pra bem longe de ti me apartou
O tropel de carência... é folha de resumos !
Porangaba, 27/05/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 570
Puro fingimento
Puro fingimento
Somos puro fingimento
Fingimos o julgamento
Fingimos a punição
Assim prendemos ladrão
Vai hoje para a cadeia
Dela, ele já não receia ...
Sabe que quem o prendeu
Vai soltá-lo sem escarcéu
Dia das mães ou dos pais
De Natal e dos *haicais
Tudo é motivo de sobra
Pra dar liberdade à cobra
Esta saí, não volta mais
Fica escrito nos anais
Se acaso um dia voltar
Sua pena irá pagar !...
Entretanto a tal da pena
É pena que não tem pena
Porque não tem que penar
E se o cabra a puxar
Diminui pelo atalho
A cada dia de trabalho
Permuta três de prisão
É trabalho de ladrão
Tem de ser dignificado.
Cá fora, é outro mercado
Tem salário espremido
Sendo ainda reduzido
Tributo previdenciário
Imposto de renda originário
No trabalho.Isso é legal ?
Pra ladrão, não tem Fiscal !
Pra quem derrama suor
Cumprindo o seu labor
São tantos os pagamentos
Pra eles não há fingimentos
O infeliz tem de pagar
Custe o quanto custar
Pra tal não tem argumento
Reforçar o orçamento
O qual, energúmenos
Desperdiçam de somenos
Em gastança esbanjatória
Que nos anais da história
Nunca apurado o fica
Ladrão, que nem cobra pica !
Nosso governo a acoitar
Pra mais poder roubar
Tem ladrão em toda esfera
Já os vimos na justiça
Na Câmera e no Senado
Tem ladrão por todo lado
Energúmenos somos nós
Pagamos, não temos voz
Pra por fim a bandalheira
Parece até brincadeira
Chego a pensar em verdade
Talvez a deslealdade
Seja a melhor solução
Já que sem fim, corrupção!
*Pequeno poema japonês, de forma fixa, constituído por dezessete sílabas distribuídas em três versos (5-7-5), sem rima.
Porangaba, 01/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Somos puro fingimento
Fingimos o julgamento
Fingimos a punição
Assim prendemos ladrão
Vai hoje para a cadeia
Dela, ele já não receia ...
Sabe que quem o prendeu
Vai soltá-lo sem escarcéu
Dia das mães ou dos pais
De Natal e dos *haicais
Tudo é motivo de sobra
Pra dar liberdade à cobra
Esta saí, não volta mais
Fica escrito nos anais
Se acaso um dia voltar
Sua pena irá pagar !...
Entretanto a tal da pena
É pena que não tem pena
Porque não tem que penar
E se o cabra a puxar
Diminui pelo atalho
A cada dia de trabalho
Permuta três de prisão
É trabalho de ladrão
Tem de ser dignificado.
Cá fora, é outro mercado
Tem salário espremido
Sendo ainda reduzido
Tributo previdenciário
Imposto de renda originário
No trabalho.Isso é legal ?
Pra ladrão, não tem Fiscal !
Pra quem derrama suor
Cumprindo o seu labor
São tantos os pagamentos
Pra eles não há fingimentos
O infeliz tem de pagar
Custe o quanto custar
Pra tal não tem argumento
Reforçar o orçamento
O qual, energúmenos
Desperdiçam de somenos
Em gastança esbanjatória
Que nos anais da história
Nunca apurado o fica
Ladrão, que nem cobra pica !
Nosso governo a acoitar
Pra mais poder roubar
Tem ladrão em toda esfera
Já os vimos na justiça
Na Câmera e no Senado
Tem ladrão por todo lado
Energúmenos somos nós
Pagamos, não temos voz
Pra por fim a bandalheira
Parece até brincadeira
Chego a pensar em verdade
Talvez a deslealdade
Seja a melhor solução
Já que sem fim, corrupção!
*Pequeno poema japonês, de forma fixa, constituído por dezessete sílabas distribuídas em três versos (5-7-5), sem rima.
Porangaba, 01/06/2013
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Sou Poeta !
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
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