Escritas

Lista de Poemas

Canto a Ti

Canto a Ti

Canto a Ti, todo louvor
Que emana de meu coração
Um canto cheio de amor
De esperança, de razão

Senhor, escuta a oração
Que cheia de fé te enlevo
Esta, é minha gratidão
Pelo tanto que te devo

Neste desvelo ardente
Vibrando de emoção
Minha alma está contente
Por sentir Tua afeição

E em tuas mãos a entrego
Pra superar tribulações
Sendo Tu, o meu sossego
Vencerei as aflições

Senhor graças te rendo
Pelas bênçãos recebidas
Nesta aleluia aprendo
Que as dores, não são perdidas

Curaste minhas mazelas
Com o bálsamo de teu amor
Colocaste sentinelas
Pra livrar-me do pior

Senhor, Deus das estrelas
Dos mares, dos anjos dos céus
Tu, tiraste as remelas
Que tapavam os olhos meus !

Porangaba, 26/08/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 610

Vergonha Nacional

Vergonha Nacional

Abjeção, degradação da moral
Daqueles que nosso povo representam
Sem respaldo à lei civil e penal
Com nefasta decisão o inocentam

É uma grande vergonha sem igual
Interminável fila de interrogações
Sua conduta está longe do ideal
Merecendo nossas reprovações

A inconstitucionalidade é clara
Afronta o artigo quinze, inciso terceiro
Ora, pois. A Câmara se declara
Com poderes superiores ao do timoneiro

É o fruto amargo da incompreensão
Purificador da tragédia, peculato
Deixando cair a máscara da isenção
Com desrespeito à lei, produto de seu ato.

É a catástase da tragédia grega
Onde o acontecimento se esclarece
Próprio da arena onde se refrega
O que na improbidade se enaltece

Pensando estar acima do bem e do mal
Fazendo sempre o que lhes apetece
Relegando a segundo plano o nacional.
Uma laranja ruim, outra apodrece.

São Paulo, 30/08/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 545

Senhores Políticos

Senhores Políticos


Vós que tendes na mão o destino da nação
Acordai, não durmam no ninho da esperança
A senda é tortuosa e a viagem trabalhosa
Cuidais ver a luz, vossa cegueira em vão
Falta-vos a terra sob os pés e confiança
Para fazer esta nação, mais grandiosa


Irmãos do norte vitimados pela seca
Outros no sul, massacrados futilmente
Caindo ao chão, pela mão da crueldade
O tenebroso véu do mal, corre ceca e meca
E vós, que poderíeis conter essa corrente
Deixais aumentá-la pela impunidade.


O fogo que abrasa, o nordeste dizima
Pela incúria nas obras interminadas
Os canais do velho Chico adormecidos
Aos pés da seca, rio abaixo, rio acima
Fruto de negras ilusões inexplicadas
Mistérios não revelados e conhecidos


O nordeste segue a viagem dos desertos
Na senda tortuosa do árido chão em fogo
Apenas cáctus sobrevivem à cálida seca
Os gados morrem, da fome não são libertos
Inanimados, sem água e alimento, mais logo
Não haverá sequer uma rés no sertão do jeca


Ao invés de ser perdida inutilmente
A esperança desse povo nordestino
Velho conto dos canais do São Francisco,
Fazei correr água no árido chão. Ó gente !
Haverá sombras de arvoredo, novo destino
E de novo o gado voltará ao aprisco !


No sul é preciso acabar com a bandidagem
Que tornou-se um poder paralelo ao estado
Fazendo justiça de verdade e não lorota.
Diz que se condena, pura libertinagem
Sem cumprir a pena, decreto negado
E a impunidade gera novo pecado.


Que do sangue pelas ruas, em vão espalhado
Não fique impune, o que o pranto derramou
Os parentes das vítimas vertem lágrimas
Que o olho humano não se ofusque ao lado
E seja firme para com o degenerado
Pelo seu destempero nas horas *agrimas


Ele não tem a menor comiseração
Com a vítima que teve o azar de com ele cruzar
E expelindo sua raiva, seu ódio e rancor
No seio de sua ignorância indomável
Torna-se bruto capaz de sua mãe matar
Justiça! É o termo certo ao desamor !

Está em vossas mãos o povo fazer-se ouvir
Seu clamor nas ruas bem o demonstrou
Quebre-se a fronte, sem que caia o homem
Tendes a lei em vossas mãos, podeis bulir
A inércia far-vos-á retrato que sobrou
Duma nação que os políticos consomem.

•Ódio; raiva
Porangaba, 18/08/2013
Armando A. C. Garcia


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👁️ 680

O último novilúnio

O último novilúnio

Mal o sol debandava em retirada
A lua despontava em novilúnio
No silêncio só uma aragem soprava.
No seu peito profundo infortúnio

No pobre casebre de pau a pique
Onde há mais de cinqüenta anos vivia
Sua companheira teve um chilique
E entrega a alma, a quem o mundo cria

O intenso golpe da separação
Mutilou-lha a esperança de vida
Só angústia em seu pobre coração
Solidão, a cada dia mais sentida

E no lúgubre casebre miserando
Onde de dia entrava a luz do sol
E à noite o luar, o iluminando
É hoje negrume, sem o arrebol

A doce e amada esposa que partiu
Era a intensa luz do sol, era a lua.
A dor lancinante que ele sentiu
Mesmo que viver possa, continua

Não esquece a afeição tão meiga e doce
Dum amor que foi puro contentamento,
Alegria, e mesmo que assim não fosse
Foi um raio de sol no firmamento!

Porangaba, 15/08/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 564

Médicos Cubanos

Médicos Cubanos
Ou implantação da Ideologia Comunista ?

Atenção povo brasileiro...
Eles, começaram a chegar
Para as células comunistas
Em nossa Pátria implantar

A medicina importada
Tem o ranço da ideologia
Comuna voraz malvada
Põe fim à democracia

Idéias revolucionárias
Pra enganar o povo doente
Com suas receituárias
Vão plantando a semente

Fruto do mal, da injustiça
De embusteiros desonestos
A espada, é a ponta da liça
Na peleja, sem contestos

Lutemos pela democracia.
Querem excluir os símbolos
Da fé, que deles se distancia
Pelos das foices e dos martelos

Essa gente mentirosa
Quer assim nos enganar
A história, é rigorosa
Vamos contra eles lutar !

Coragem pra defender
Nossa querida liberdade,
Deixaremos de ser um ser
Pra ser do estado em verdade

Se pensam que falo lorota
Vejam bem que o salário
Desses médicos é uma cota
Paga ao país originário

É dinheiro governamental
Eles, são propriedade do estado
Que lhes repassará ao final
Parcela mínima do ajustado

Verdadeiro trabalho escravo
Ou de brigada militar
E o Ministério Público, ignavo
Não irá se manifestar ?

Não se engane minha gente
Escondem atrás do ajuste
O principal e evidente
Motivo ... que é o embuste

Trazer médicos comunistas
Para assim implantar
Quatro mil células ativistas
Pra na malha nos lançar

Engodo, onde perderemos
A nossa personalidade
Passando a ser patrimônio
Do estado, essa, a verdade

Tudo será do estado
Até a própria vontade
Tudo nos será negado
Nesse regime de maldade

Entretanto prós cartolas
Nunca, nada faltará
Seremos pássaros nas gaiolas
Vivendo ao Deus dará...

Fui falar em Deus, pecado
Na deles, tal não existe,
Do comunismo erradicado
Pra eles, Deus inexiste

É uma ideologia política
Em que tudo é do estado
Sem liberdade, sem crítica
Tudo nos é emprestado

É da honra a negação
A remuneração dos doutores
Que a Cuba cabe o quinhão
A eles, restos dos gestores

Proselitismo político
Vêm aqui disseminar
Dum regime tão crítico
Neste mundo sem lugar

Ademais em meu parecer
Seu trabalho infringe a lei
Sem o CRM, clinicar
É exercício ilegal da profissão

Não passam de curandeiros
Mas tudo foi previamente
A favor dos embusteiros
Sancionando a lei 12.842 de 10/06/13

Para assim descriminalizar
Os que ora estão chegando
Por isso eu posso afirmar
Que tudo foi-se adaptando

Estratégia comunista
Que seu cerco está montando
Devagar preparam a lista
Após, estão nos ferrando !

São Paulo, 23/08/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 625

Um raio de esperança

Um raio de esperança

Tangenciou um raio de esperança
De minha alma ao meu coração
Imerso no perfume da bonança
Sufocado co’a queda e a ascensão

Pensamentos e linguagem ansiosos
Salpicos que a chuva enlameou
Como elfos da lua misteriosos
Que em explosão ao céu se elevou

Titãs divinos, destronando céus
Questionando o espírito humano
Crescem as dúvidas à luz dos olhos meus

Ante o indomável poder dominante
Das ocultas forças deste mundo insano
Como o raio, que cai mais adiante !

São Paulo, 07/08/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 663

E o ancião chora

E... o ancião chora


Caminhava taciturno o bom velhinho
Do aprisco das ovelhas pra seu lar
Quando ouviu um murmúrio bem baixinho
Dum casal, mais além a se arrular

Recordou da juventude o seu viço
De seu tempo varonil que passou
Hoje, só restou a lembrança disso
O tempo já tudo, tudo aniquilou

No silêncio continuou a caminhada
Pensando em velhos tempos de outrora
Em que era outro, homem que é agora

Quedou-se mudo no meio da estrada
Ponderando como a vida é compilada
E olhando as estrelas, o ancião chora !

São Paulo, 02/08/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 601

Aos desesperançados

Aos desesperançados

Aos desesperançados e flagelados
Se pudesse, eu diria que na terra
Os bens maiores a serem conquistados
São a luz e a paz que ela encerra

O infortúnio, pudesse desvendar
Para mostrar os enigmas profundos
Que envolve a luz espiritual no lar
No fadário imortal de novos mundos

A vós que padeceis escravizados
Libertai-vos do ódio e do rancor
Pra que um dia sejais abençoados

Por nosso Pai Supremo, o Criador.
Na redenção das almas, o pecado
É a falta espiritual de puro amor

Porangaba, 31/07/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 614

A Aflição !

A Aflição !

A aflição é uma chaga que conduz
À intemperança, ao desvio da cruz
Domina o sentimento, absorve a luz
É impacto tenebroso a Jesus !

A aflição é a prostração da alma
Que germinando faz perder a calma
O destempero, entre bom senso e razão
Opressão que se infiltra no coração

A ânsia da indefinição do porvir
Na desesperada busca da razão
Fazem na alma, aflorar aflição

Desejos alucinantes no sentir
Que abafam o estreito pensamento
Tortura, pensar no triste momento !

São Paulo, 01/08/2013
Armando A. C. Garcia

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👁️ 636

Glorioso Sol

Glorioso Sol

Ó linda estrela que fulguras
No grande infinito sem fim
Cedes luz às noites escuras
De dia, iluminas o jardim

Tu, és uma estrela que brilha
Num intenso clarão fecundo
Com milhões de anos tua trilha,
Fascina natureza e mundo.

Dás vida aos prados e às flores
Despertas a vida na terra.
As aves gorjeiam, e dás cores
Às sebes e às matas da serra

No pomar, a fruta amadura
Quando no horizonte te elevas
A natureza canta a fartura
Mal teus raios rasgam as trevas

A vida, a cada nova aurora,
Renasce cheia de esperança
Tu, és a vida que aflora
Do mundo, alegria e pujança

Ó, glorioso Sol desta vida
Que a deslumbras e aqueces
Que jamais seja enfraquecida
A nobre luz, que nos ofereces

São Paulo, 19/07/2013
Armando A. C. Garcia

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