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José António de Carvalho

José António de Carvalho

ISOLAMENTO DE NATAL

(Poema ISOLAMENTO DE NATAL (E-book de Natal 2020 do Solar de Poetas)


ISOLAMENTO DE NATAL

Vou sonhar com uma linda estrela
Que de longe virá visitar-me,
Será entre as outras a mais bela,
Por eu estar só, virá consolar-me.

Este Natal sem nada, vazio,
A lembrar a árvore despida.
Sem amor, fugiu, esse vadio,
Com os elos que ligam a vida.

A lareira matará o frio,
Na entrada pelo postigo aberto,
Comendo da noite esse ar sombrio
Que a alma carrega pelo deserto.

A estrela prosseguirá no céu,
Luz num mundo desafortunado,
Mostrando o caminho que é seu
Pra quem sofre um Natal confinado.

José António de Carvalho, 30-novembro-2020


Primeiro de três poemas da participação no e-book de Natal 2020 do Solar de Poetas e Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa.

Agradeço aos amigos das letras Rosa Maria Santos e José Sepúlveda a oportunidade concedida pelo terceiro ano consecutivo.
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CORASSIS

CORASSIS

Paraíso chegar


Vem, faz uma façanha leal comigo
Um pacto de sangue, de amor indolor
Informa aos teus pais, junta o teu coração amigo
Ele será testemunha de eterno amor

Carece sim oh meu grande amor ,um pacto de lealdade
Em uma viagem, em pequeno barco me acompanhar
Mas garanto em toda vida, leal fidelidade.
Vem! com toda tranquilidade viajar

Amor, vem por este oceano, saudades não levar
Tem provisões garantidas a bordo
Nem flores para ti nesta viagem vão faltar

Chegaremos em definitivo a nos felicitar
Ao nosso lindo paraiso ,em uníssono concordo
Sol é vida e tem fecidade para acreditar.
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Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

MINHAS MÃOS

Minhas mãos dormentes, encarquilhadas
Mostram-me o caminho da idade
A murmurar ressaltam pintas desajeitadas
Num jardim em festa ao fim da tarde

Minhas mãos meigas a pintar teu corpo
E a enternecer teu coração
Vão perpetuando esse doce mosto
Como o dedilhar do terço na oração

Minhas mãos falam-te delicadas
Tateando entrelaçadas no amor
Tocando sentimentos à pele arrepiada

Não há idade que impeça o sonho
As minhas mãos têm a cura para dor
Nos afagos que disponho

25-02-2021 Maria Antonieta Matos
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andreza g. a. alves

andreza g. a. alves

A mulher invisível

Aquela que não tem voz
Aquela que não tem vez
Aquela que não pode opinar
que não pode se expressar, se mostrar,
Aquela que não dão valor
que julgam ser atentado ao pudor
a marginalizada
não alfabetizada
mal falada
institucionalizada
sem lar, sem diploma
sem nada
nadinha mesmo
aquela preta pobre da favela
a que não é atriz de novela, ninguém vê ela
escória da sociedade
se apoia nas cotas, bolsa família, no que der pra ter
É aquela lá que o governo não escuta, não liga e não vê
O nosso feminismo tem que levar visibilidade pra mulher invisível
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

SE ELA CHEGAR

(Coletânea HORIZONTES DA POESIA XIII - 2021)

SE ELA CHEGAR


Faz-se tarde, tão tarde para ti,
Mais tarde do que o dia que tarda
Na esperança de cada amanhecer
Na tua chegada na vanguarda…
Na vanguarda do Homem.

Se na natureza foste a primeira,
Uma aurora cintilante, companheira,
Nos dias que a vida consome…
Roubados de forma sorrateira
Em cada ruga do teu luar
Que nasce no teu alto mar
E na brandura da tua força verdadeira.

Salpicas vida e amor
E melodias na brisa calma,
Abraças os filhos, afagas a dor,
E tens ainda o brilho nos olhos
Para te doares toda em amor,
O amor de todos os sonhos,
Dos sonhos arrebatados à alma…

José António de Carvalho, 05-março-2020
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

ABRAÇO-TE

(Do Livro SENTE, LOGO VIVES E SONHAS)

ABRAÇO-TE

Hoje sinto-me muito vago
Parado bem lá no alto mar
Pois saudades comigo trago
De mais uma vez abraçar.


Um abraço nascido da alma
Preso em laço imaterial
Que transborde paz para o mundo
Expugnando-o de algum mal.


Não vejo além daquele monte
Mas trago a vontade comigo
De rasgar este meu horizonte
P'ra te dar um abraço: AMIGO.


José António de Carvalho
in “Sente, logo Vives e Sonhas” (Versão: 20-Julho-2019)
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Inês Reis

Inês Reis

À janela

É já ao início do dia rotineiro, 

Me sentar à cabeceira e acender o candeeiro, 

É depois do crepúsculo que minha mente vagueia por aí, 

Ato meu cabelo, passo água no rosto e vou à janela, 

Sinto um frio desconfortável mas me aqueço a pensar em ti. 

Me inspiro e quero. Mas não consigo escrever. 

Sabes do que me lembrei? 

Daquela vez que saímos do restaurante a correr... 

Eu tinha estreado meu vestido florido 

E tu, desajeitado, de uma piada boba tinhas rido. 

Emoldurei teu sorriso junto a um pote de jasmim, 

E minha pele se arrepia quando o perfume se entranha em mim. 

Hoje quebro o ritual, apago a luz e penso em nós 

Pedindo que minhas palavras, tenham a tua voz.




Inês Reis
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Realmente, não sei (súplica)



E chovem letras como fossem águas de março.
E trovejam palavras como fossem poemas.
Nos céus da literatura raios prenunciam a morte da poesia.

Que acontece, senhor? Que acontece?
Quanto mais oramos ao senhor, mais o senhor nos esquece?





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conta_gia

conta_gia

Felicidade


Felicidade. Destino, caminho?
Jardim que não se rega sozinho.
Para uma grande alegria,
Umas gotinhas por dia.

Onde hei de as ir buscar?

Infeliz aquele que deixou de procurar.
A culpa não é minha, tua ou de alguém,
É do tempo egoísta, só faz sol quando convém.
A terra fica dentro de cada pessoa e
Não conta se é má, honesta ou boa.

Rega com aquilo que tem,
Com aquilo que encontra ou com o que lhe faz bem.
Jardim que não se rega sozinho,
Cuida bem do teu e descobres o caminho.



      ~Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
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CORUJA

CORUJA

O Tempo

O tempo é o nosso maior juiz

Ele mostra lá na frente

O que em nosso presente

Não conseguimos imaginar

Ele é bem preciso

Pois tudo vai mostrar

O que você fez inconsequentemente

Não tem mais como voltar

Ele tem no acalento

De não mais poder errar

O tempo é muito sábio

Consegue abrir nossas mentes

Pra mostrar de forma diferente

O que você não consegue enxergar

Ele é muito paciente

Às vezes é implacável

Pra você ter que aceitar

Ele acumula experiências

Que você não vai perceber

Ele nos rejuvenesce espiritualmente

Mesmo desgastando fisicamente

Pois é preciso seguir em frente

Já que o senhor tempo

Bom conselheiro também pode ser.

 

 

 

De: Ciríaco
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thiagorAndrade

thiagorAndrade

Moralidade

Minha mente acusa
Confusa em sua loucura,
difusa, rubra e escusa,
que dilata o ego, e se alimenta a cada verbo,
Um princípio inatural, Codificado,
pecado imoral, Utrajado
Remendado em sua Queda verbal.
Confusa em sua doçura,
Infusa, muda e impura,
Que ditada , preenchida,
Recitada em cada sílaba
Em Cada vida.
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José Luís Ferreira (Venoi)

José Luís Ferreira (Venoi)

a tua língua para que me sinta vivo

a tua língua para que me sinta vivo
e a minha voz de suspiro
nos teus lábios ainda quentes

todas as marés no teu corpo
e por lá navego e me dessedento
em pequenos e grandes beijos
em pequenos e ternos lábios
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aunntt

aunntt

o que fizestes?




olha o que fizeres comigo
tão estupida essa minha mania de confiar
tão irreconhecivel 
tão desumana essa dor causada
meu corpo ja não reage 
minha alma está quebrada
inteiramente despedaçada em meu pequeno corpo
meus olhos enxergam embaçado, já que existe apenas lagrimas agora
porque?
olha o que fizeres comigo
enquanto me esfaqueava palavras 
eu te amava
cada vez mais... e mais... e mais, exausta.

aunnt
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Claudio Silveira

Claudio Silveira

Eu Morri.


EU MORRI
Claudio Silveira

Eu morri e não me viu partir
Eu morri quando de mim esqueceu
Eu morri quando partiu sem adeus
Eu morri quando das lembranças me apagou
Eu morri quando com brigas me afastou.

Eu morri quando tuas lagrimas secaram
Eu morri quando teus abraços me abandonaram
Eu morri quando não mais escreveu pra mim
Eu morri quando meu nome se tornou fim.

Eu morri dentro de suas decisões
Eu morri sob teus gritos e empurrões
Eu morri quando minha foto rasgou
Eu morri quando do pesadelo não me despertou.

Eu morri quando a raiva foi mais que o amor
Eu morri quando tua arrogância me separou
Eu morri sem a chance de falar
Eu morri apenas por tentar.

Eu morri quando vi vidas morrerem tambem
Eu morri quando não disse mais amém
Eu morri junto de outras mortes
Eu morri por azar ou falta de sorte.

Eu morri quando a saúde me deixou
Eu morri distante dos meus
Eu morri na solidão, no leito de hospital
Eu morri na escuridão, afastado de todos
Eu morri sozinho sem compaixão.

Eu morri quando dos outros me afastei
Eu morri quando do mundo me isolei
Eu morri quando a dor cicatrizou
Eu morri quando não senti mais amor.

Eu morri, apenas morri quando o sentido adormeceu
Eu morri quando a família se desfez
dai, eu morri de vez.
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

DIA A DIA

(Pensamento DIA A DIA)


DIA A DIA

 
Todos os dias aprendo mais uma coisa nova,
e quando não aprendo lembro algo
que tenha aprendido no dia anterior.

Não importa quem ensinou.
Apenas lhe fico agradecido.

Faz bem recordar o que fomos ontem
para não colidir com o nosso hoje.

São tantos os momentos em que não sei
o que sou, e, por isso, procuro-me…
talvez por me ignorar completamente.

José António de Carvalho, 15-abril-2021
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alinezz

alinezz

bad rock song

mommy got a new boyfriend
she doesn't need me anymore
the country is going to a war 
I'm gotta ignore

all I can think about is to get away 
so I can play 
they say
home is where your mind are 
I don't remember being bizarre 

our president is a dick 
all the people are sick 
looking for a drink 
I gotta get away 

so I can play 
then maybe I can be okay 

the future is numb 
we're going to succumb 

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shadowoftheworld

shadowoftheworld

A verdade

Não posso ficar por muito tempo
Preciso continuar a seguir
Todos os caminhos me levam a esse momento
Desse momento me vejo partir

A cura vem e vai embora
As vozes ecoam pela eternidade 
Me calo e penso sem demora
Penso em como encontrar a verdade

Desapareço e me esqueço de voltar
Não consigo mais falar
Não sei como ir ou ficar 
Preciso logo me encontrar

Afinal, onde está a verdade?
Em um sorriso, no silêncio, em nossa essência 
Nos procurando pela eternidade
Nos levando à consciência
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José António de Carvalho

José António de Carvalho

POESIA, O QUE TE DOU?

(Coletânea POESIA, O QUE TE DOU? - RVA)

POESIA, O QUE TE DOU?

Ai se eu soubesse o que te enche de vida…
faria caminho em secos desertos,
romperia céus em palavras redondas
para não ferir puros sentimentos.

Soubesse eu o som das tuas melodias,
que as manhãs cantariam radiantes
em cânticos de encantar os meus dias,
beijaria mares de sobressaltos
e calaria as dores das angústias.

Soubesse eu as sílabas que pronuncias
entre lábios, as tónicas do verso,
silêncios das palavras que anuncias
a sorte do poema ainda no berço.

Assim, por mais que queira, diga ou faça,
velha alma sempre cai em graça ou desgraça,
gume de faca com que o vento traça
e corta a meio o sonho, a fantasia,
a asa que te faz voar, poesia… 

José António de Carvalho, 17-março-2021
2,008
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farlleyderze

farlleyderze

Sonho morto

Com as mãos trêmulas tira da prateleira a xícara e o pires de porcelana.

Com as pernas do passado caminha até a mesa e, sem fazer ruído, pousa o pires, a xícara e a sua solidão.

Retorna à prateleira com os olhos vazios e retira o pote de café. Abre uma das gavetas onde dorme uma colher de aço que sobreviverá ao tempo.

Caminha até a mesa como um relógio que anda para trás.

Abre o pote de café e afunda nele a colher, mas se dá conta de que se esqueceu do bule, do filtro e da garrafa térmica.

Deixa a colher mergulhada no pó como uma pá cravada num cemitério.

Abre outra gaveta e seus dedos se movem como se tateassem algodão. Tira de lá o filtro de pano encardido de memórias. Abre a portinha superior do armário onde guarda o bule e a garrafa térmica.

Coloca o conjunto sobre a pia ao lado do fogão.

Encaixa o coador de pano e faz uma pausa para respirar.

Busca o pote de café e o coloca ao lado do filtro. Retira dele três colheres rasas para preencher o fundo do coador.

Enche o bule até a metade com a água da torneira.

Acende o fogão com um fósforo porque não gosta do ruído do funcionamento elétrico.

Deposita o bule sobre as chamas e observa a água tão calma como sua rotina sem palavras.

De repente um facho de sol raspa em sua janela e distrai sua atenção.

Observa o friso de luz que parece vasculhar sua intimidade, sua casa, seu resto de madrugada.

Entrevista o silêncio sem querer respostas. Que seja apenas o que tem sido, ora um confidente ora um vilão.

Borbulhas da fervura da água reclamam sua atenção.

Apaga o fogo e observa a água acalmar-se debaixo do vapor que desaparece no ar como tantas outras coisas.

Despeja a água no filtro sem nenhuma pressa, como quem derrama saudade e dor.
Vê o café atravessando o filtro feito um fiapo de escuridão solitária que se mistura nas espumas do tempo.

Conclui que cada dia é uma lâmina que disseca ilusões.

O sol faz mais força para invadir.

Suas mãos erguem a garrafa térmica como um troféu aposentado.

Caminha na frente da própria sombra em direção à mesa.

Apoia seu corpo com uma das mãos espalmada sobre aquela fração da eternidade, e senta-se ao som do próprio suspiro.

Olha sua xícara vazia e a cadeira vazia do outro lado.

O aroma do café lhe sussurra uma lembrança.

Despeja o café na xícara como quem enxerga um sonho morto.

Pega na xícara com a mesma lentidão dos dias anteriores. Toma um gole na esperança de que o futuro realize seu último segredo.
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CORASSIS

CORASSIS

carpe diem



A vida ,
Aproveitemos sim !
E quem aceita o bis?
Quem contribui , com o sorriso puro ?
Quem se candidata a dar e receber os abraços,
Teremos a viola para nos acompanhar
A poesia a confortar
E para beber licor de alegria
E que se repita de novo e de novo então
Amanhã , uma linda primavera
Flores e aquarelas pintadas no coração
Viver, deve ser um lindo mosaico com toda delicadeza
Colocaremos cada pedacinho de eternidade
Que a vida , bem vivida é realidade
Um trem seguindo nos trilhos perfeitos da retidão
Não deixemos de imaginar o paraíso
Tratar que a infelicidade seja desapropriada
Uma foto esquecida outrora desilusão
A tristeza não aquece ,
E com fé sempre desaparece
No porão eterno de como é triste o inverno
Porque o presente ,é belo
Apesar do mundo ainda ser um mistério
Para os que vivem em vão
Vamos viver sempre toda esperança
carpe diem
Antes do fim
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ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

SABE-SE LÁ DO AMANHÃ

Sabe-se lá do amanhã
Sabe-se lá em um abrir e fechar de olhos
Não saberei de mim
Não saberá de mim
E eu não saberei de ti
Sabe-se lá da alegria dos pássaros
Que voam em altas altitudes
Dos animais que habitam
As cavidades escuras da terra
Sabe-se lá dos corações 
Das mentes
Como o amanhã
Sabe-se lá como ouvir e entender
Como perceber o que convêm
Sabe-se lá da morte quando ela vem
Sabe-se lá quando os olhos
Derramam lágrimas tristes
Quando é tempo de chorar
Sabe-se lá o que é a alegria
Um estado de conforto na alma
Passageiro sabe-se lá 
De janeiro a janeiro
Sabe-se lá quantos dos nossos amanhãs...

Erimar Lopes.

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shadowoftheworld

shadowoftheworld

Lembrança

Por um momento pensei que estivesse perdida 
Em meio ao caos, chorei
Em uma lembrança esquecida 
Em uma lembrança, me encontrei
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CORASSIS

CORASSIS

Roteiro



Sob efeito do café o recomeço de todas as manhãs
lá pela tardinha sob efeito
Restringido do vinho, revelo o melhor dominio da dor
O vinho não tem o dom de ferir
A quitandinha da vida, atende melhor nossas expectativas
Do bem querer e sentir
Sim, pois para viver bem não precisamos de muito
Basta principalmente estarmos juntos
Meu amor
Sob efeito dos teus olhos que venero
Basta me de tristeza
Sob feito ainda da tua voz que adoro
Sob o efeito da tua alegria
Basta me de dor
Muitas medidas precavidas para o nosso jardim
Cuidar de lindas flores
Por favor.
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Poeta  Eduardo  Rodrigues

Poeta Eduardo Rodrigues

AMEI

Amei
Apenas uma vez
Mas isso eu já sei
Agora estou chorando

Se errei
Foi ao não dizer
O quanto eu te amei
O quanto ainda te amo

Eu sei
Que não tornarei a ver
A beleza do teu ser
Os teus lábios que me encantam

Eu vi
Um brilho pelo ar
Ao ver você chegar
Mas tudo era um sonho

E você e você
Se foi pra longe
E você e você
Sumiu pelo horizonte
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